Notas iniciais
Oi gente, tudo bem? Aqui está mais um capítulo. Espero que estejam gostando. Não estarei postando com frequência, pois tenho outra fic em andamento, mas farei o possível. Aproveitem!!!

Dizem que quando uma pessoa está preste a morrer, toda a sua vida passa diante de seus olhos em questão de segundos.

Foi exatamente isso o que aconteceu com Tony poucos minutos antes dele se atracar com os três monstros, enquanto gritava para Brandon correr para longe dali.

–Agora filho, corre! Corre Brandon! Corre!!!

E foi o que o garoto fez.

Tony avançou na direção de um dos zumbis, apertando firmemente o pescoço dele, enquanto os outros dois tentavam agarrá-lo sem sucesso, pois estavam um atrás do outro. A força dos três monstros derrubou Tony no chão, deixando-o embaixo das criaturas. Ele fazia força no pescoço do mordedor, impedindo que ele chegasse mais perto de seu rosto. As mãos da criatura agarravam a camisa, que um dia havia sido branca, de Tony. A cada um segundo, ele olhava rapidamente para o lado em que Brandon havia corrido, querendo se certificar de que o filho teria uma chance de sobreviver.

Os zumbis gemiam, grunhiam e babavam. Era algo repugnante e muito nojento. Seus dentes eram incrivelmente podres e carregavam entre eles restos de carne crua e pequenos pedacinhos de ossos, manchados de algumas gotas de sangue. O hálito era pior do que qualquer outro tipo de cheiro existente. Nem mesmo o cheiro de seus corpos mortos era comparado com o odor de seu hálito.

Um errante sozinho era fraco, Tony poderia lidar com ele com facilidade, mas três errantes e todos em cima de uma única pessoa? Era um pouco mais complicado. A força deles era triplicada.

–Eu vou acabar com a raça desgraçada de vocês... –murmurava ele para as coisas em cima dele. Mesmo sabendo que aquelas coisas não entendiam uma palavra do que ele dizia, continuou a falar. – Eu não vou deixar vocês machucarem mais ninguém que eu amo... Eu vou matar cada um de vocês, mesmo que isso demore muitos anos... Mesmo que isso vá me matar algum dia... Eu não vou desistir de lutar e conseguir o melhor pra minha família... –e finalizou soltando um grito alto, enquanto estrangulava o mordedor que estava em cima dele.

A poucos metros dali, Brandon escuta o grito do pai.

–Papai!!! –mesmo sabendo que iria contrariar as ordens do pai, ele decide voltar pelo caminho em que havia vindo. Ele não demora pra chegar à árvore em que havia subido pra se esconder dos zumbis que perseguiram ele e sua irmã. Ao pensar em Alice, ficou pensando onde ela poderia estar. Será que ela estava bem? Será que ela estava com a mãe deles? Brandon não sabia.

Quando chegou ao local onde estava há poucos minutos, ele arregalou os olhos com cena: Seu pai embaixo de três mordedores, com os braços esticados e empurrando todos, enquanto eles tentavam desesperadamente enterrar seus dentes em Tony.

–PAI!!! – gritou o menino, que infelizmente atraiu a atenção do errante que estava em cima dos outros dois e cambaleou com seu passo lento e desengonçado na direção de Brandon. O garoto sentiu as pernas tremerem e seu instinto as mandando andarem pra trás. – Papai!!! Me ajuda!!!

–Brandon!!! Corre!!! – gritava Tony se desviando de uma mordida no pescoço.

–PAI!!! PAPAI SOCORRO!!! – ele pedia desesperadamente, enquanto se virava pra subir na velha árvore. Suas mãos não tinham forças para se segurar no tronco e nos galhos. Seu rosto estava molhado de lágrimas que desciam sem parar por seu rosto pálido e cheio de medo. – PAPAI!!!

–NÃO!!! BRANDON NÃO!!! – ele ficava mais aflito e o pior é que ele não podia fazer nada, enquanto estivessem com aqueles dois zumbis em cima dele.

–EU NÃO QUERO MORRER!!! EU NÃO QUERO MORRER!!! – os pedidos de Brandon só aumentavam. – PAI!

A criatura se aproximava cada vez mais, estava a menos de um metro do menino. Mais dois passos e ele iria arrancar uma parte de seu pescoço.

–NÃÃÃO!!! – gritou Tony. – Filho corre!!!

Prevendo o fim da curta vida de seu pequeno filho, Tony faz um enorme esforço pra fechar os olhos. A última coisa que queria era a imagem da cena de Brandon sendo morto em sua mente, porém, os gritos desesperados ele não poderia evitar de ouvir. Tony se sentiu o pior pai do mundo. Como um pai poderia deixar o filho morrer daquela forma horrenda? Mas o que Tony poderia fazer com dois monstros famintos em cima dele? Ele não encontrava a força que precisava para tirá-los de cima de seu corpo e correr a tempo para salvar a vida de Brandon.

Então era isso.

Seu filho iria morrer e ele iria escutar seus gritos sem poder fazer nada para ajuda-lo. Provavelmente não existe algo mais cruel na vida de um pai do que escutar alguém sem coração matando seu filho.

Contudo, de repente, Tony escuta algo sendo cortado e depois o baque de algo caindo no chão. Ele se esforça para olhar quando vê a cabeça decepada do errante que iria matar Brandon no chão ao lado de seu deformado corpo agora imóvel.

Antes que pudesse processar o que havia acontecido há alguns pouquíssimos segundos, ele vê seu filho correndo para os braços de uma mulher de pele clara, cabelos negros e olhos em um tom cinza azulado, vestia uma calça jeans azul marinho e uma blusa sem manga na cor amarela. Ela larga o machado ensanguentado ao lado para receber o abraço do menino.

–Mamãe!!!

Ela sorri e o abraça com força.

–Oi meu amor! –ela o pega no colo, abraçava-o com todas as forças e enchia seu rosto molhado pelas lágrimas de beijos. – Está tudo bem querido, está tudo bem, a mamãe está aqui.

–E-eu fiquei com medo e o bicho papão... – sua voz saía rouca, por conta dos gritos de pânico há poucos minutos.

–Shhh! Está tudo bem, já passou, já passou, eu estou aqui agora, ok? – ela tentava acalmar o filho.

Tony sorriu com a cena, mas foi por pouco tempo, pois se lembrou da sua situação.

–Laura? Poderia me ajudar aqui?

Foi só quando o marido falou que Laura percebeu da gravidade em que ele se encontrava.

–Ah, meu Deus! –ela coloca Brandon no chão, se agacha pra pegar seu machado e vai até Tony, tirando o primeiro zumbi de cima dele pela nuca, jogando-o no chão. –Filho, feche os olhos. – ele faz o que ela pede e, em seguida, Laura dá uma machadada na cabeça do mordedor, partindo seu crânio em duas partes.

Agora que o excesso de peso não estava atrapalhando, Tony encontra forças pra jogar o mordedor que estava em cima dele ao lado, pegar sua Colt. 45 descarregada e usar a coronha para perfurar a cabeça.

Ambos suspiram aliviados.

–Tem mais algum devorador por aqui? – perguntou Laura.

–Acho que não. – responde Tony olhando para os lados depois de se levantar. – Mas é melhor não ficarmos aqui.

–Concordo. Vem filho. –ela estende a mão para que Brandon a pegasse. Eles caminharam na mesma direção em que Laura veio. Durante a caminhada, nenhum dos três havia dito qualquer palavra. Nenhum deles tinha vontade alguma de falar algo pra diminuir a “nuvem” de tensão que cobria suas cabeças. Até Laura olhar para o marido. –Tony? – ele a olha. – Onde está Alice? – sua voz mostrou preocupação.

Foi só então que Tony se lembrou da filha mais velha. Ele se lembrava de que havia a mandado fugir com o irmão para a floresta e se esconderem. Os irmãos Knight foram para a floresta, mas Tony encontrou apenas Brandon, que estava em cima de uma árvore e completamente sozinho.

–Eu não sei... – era só o que ele poderia falar. – Quando os devoradores chegaram ao nosso carro, eu mandei ela e o Brandon fugirem pra floresta e se esconderem, e depois que eu te deixei cuidando dos poucos que sobraram, eu fui atrás deles e encontrei o nosso filho sozinho em cima de uma árvore com cinco daquelas coisas por perto.

–Ok, eu entendi. Mas... – ela incentivava-o a continuar.

–Eu não vi nenhum sinal dela perto de lá, então... – ele suspira.

–Ah, meu Deus! – ela coloca as mãos na testa. –Tony, onde ela pode estar? Onde?

–Laura, Laura... – pede ele tirando devagar as mãos de sua testa e as segura firme. – Eu sei que é difícil, ela é minha filha também, mas tenta ficar calma. Ela pode estar bem... Ela pode estar lá no carro esperando a gente nesse exato momento...

Laura suspira, sente seus olhos começarem a arderem e olha pra Tony.

–Pode? –sua pergunta saiu de forma descrente. — E dá pra você me garantir isso?

Tony queria muito dizer que sim, mas se o fizesse estaria mentindo não só para a esposa, como também para o filho que segurava com firmeza a blusa da mãe.

–A única coisa que posso te dizer é que nós precisamos ter esperança de que ela está bem.

–Mas e se ela...

–Hey! Para com isso! – ele diz segurando o rosto dela entre as mãos e limpou as lágrimas com os polegares. – Olha, de alguma forma, eu sei que Alice está bem. Eu sinto isso! E é por essa razão que eu tenho esperança. – ele a beija por alguns segundos. – Nós precisamos ter esperança.

O olhar de Tony transmitia segurança para Laura. Aliás, só dela estar perto dele era significado de segurança. Assim como ele, ela conseguia sentir que a filha estava bem.

–Nós vamos encontrá-la. – diz ela voltando a andar e puxando Tony e Brandon com ela.

Notas finais
Laura: http://www.beyondhollywood.com/tv/wp-content/uploads/2012/11/Jessica-De-Gouw-in-ARROW-Episode-1.07-Muse-of-Fire-3.jpg O que vocês acharam? Mandem seus reviews, é o que me incentiva a continuar escrevendo. Até o próximo capítulo. Beijos!!!