E se...(naquele dia) Betty e Armando
38 Capítulo 38 (Revisado)
Notas iniciais
Armando havia conversado com Betty, a respeito da situação da Ecomoda...
—Nicolás me contou. Não pode deixar, Doutor! Não pode!
—Betty, entende agora? Porque voltei para Marcela e aceitei um monte de coisas que não queria! Não voltei para ficar com ela e sim para garantir para evitar que tudo isso acontecesse!
—Sim, doutor. Me desculpe, eu não sabia que ele seria capaz disso! De tirar a Presidência de Seu Roberto! Para mim, ele sempre o respeitou e o tinha como um pai...
—Sim, nisto ele surpreendeu até a mim! Mas Daniel quer, porque quer o dinheiro da Ecomoda para aplicar em um novo investimento. E o problema não é esse! É que sendo presidente, ele pode dividir e vender a Ecomoda se metade da Diretoria concordar com ele!
—Dona Maria Beatriz não entende muito e sempre o apóia, mas será que Dona Marcela está de acordo com isso?
—Não sei, Betty! Ela está muito magoada comigo!
—Ai, desculpe-me, doutor! E agora Dr. Roberto no hospital. Sinto-me tão culpada!
—Não, Betty! Não fique assim! –(A abraça forte) -Você não tem culpa de nada! De nada! Entenda! Não poderia ficar com ela, nem pela empresa, nem por nada! Tínhamos que ficar juntinhos os dois, como diz a canção que dançamos aquela noite. Nós dois e nosso bebê! (beija a barriga)
—Ai, Seu Armando!
—Calma, Ok? Você não pode ficar nervosa!
—Só se me prometer que vai fazer alguma coisa! Não pode deixar isto assim. E tudo que me contou do Seu Júlio Valência? Do sonho de seu pai? E como ele está?
—Eu tenho um plano, Betty, creio que Nicolás te falou algo sobre a sede da Terramoda ser no segundo andar do sobrado.
—Sim, ele falou.
—Então, e sobre o Doutor Sanchéz, falou?
—Não. Então, Betty! A Ecomoda agora é tão minha quanto sua, por ser minha esposa, ainda no civil apenas, mas você, é uma Mendoza! -beijo –
—Te amo, Seu Armando!
—Também! Minha Betty! -beijo- não posso deixar a nossa empresa nas mãos do Daniel, pelos motivos que conhecemos...
—Sim.
—Não é um capricho meu, nem nada! Não é porque não aceito perder, por orgulho, nem nada!
—Sempre estive do seu lado, doutor, mesmo quando era! Mas agora, doutor, é pelo patrimônio de sua família e pela memória do doutor Júlio e da Dona Suzana!
—Pelo patrimônio de nossa família, nossa família, Sra. Beatriz Mendoza!
—É falta de costume, doutor! Foi tudo muito recente... e meu pai ainda não sabe...
—Isto é questão de tempo, Beatriz! Logo, todos vão saber! Logo estaremos nos casando perante todos, perante Deus
—Como em um sonho, doutor, como em um sonho!
—Sim! -beijo- Bem. Deixemos que falar de problemas, sim. (A pega nos braços)
—Qual é sua ideia, doutor?
—Minha pequena gênio, nem imagina?
—Não... (se faz de desentendida)
—Bem... (enquanto a segura com um dos braços, beijando-a apaixonadamente, tira-lhe seu suéter, abrindo os primeiros botões
—Te quero agora!
—Então venha, meu doutor Armando!
Então, Armando a possuiu, um pouco ainda mais doce, considerando a gravidez de sua amada. Tudo é novidade para os dois, teme machucá-la com o ímpeto de seu desejo, mas não deixa de ser muito prazeroso para os dois.
—Ai, te amo, Seu Armando!
—Eu te amo mais que nunca, mais que minha vida! A vocês dois!
Os dois dormem abraçadinhos, depois Armando leva Betty para a casa dos pais.
—Não sei como vou aguentar outra noite sem você ao meu lado.
—É questão de tempo, doutor! Sejamos pacientes!
—Você me conhece, sabe que paciência não é uma de minhas virtudes!
—Mas é das minhas! -riu de seu jeito e o beijou. -Mesmo assim, admito que anseio estar ao seu lado, doutor, todos os dias de minha vida!
—Se fizer isto de novo, dou a partida e te levo de volta para nosso apartamento. Não vou deixa-la aqui! -beijo -Por mim, faria isto! Diga a seu pai que vai ficar trabalhando comigo ou em um coquetel.
—Não tem como, doutor! Ele sabe que saí da empresa!
—Então, nos despedimos agora! (beijos quentes no carro e a deixa)
Do lado de dentro, ela disfarça e sobe para seu quarto, direto, afinal, já havia d=jantado com Armando.
Enquanto isso, Armando chegou em seu apartamento
—É Armando! Mais uma noite solitária. Até quando, Deus meu?
(Armando sentia o cheiro de Betty onde a pouco haviam se amado.)
—Ligo para ela para avisar que cheguei? Não, Seu Hermes vai ouvir! Melhor mandar uma mensagem!
(A esta altura, Betty já havia adquirido um outro celular.)
Bettty escrevia em seu diário, quando chegou a mensagem
“Meu amor, cheguei bem”
“Que bom! Estava preocupada.”
“Então, vou dar a volta e te buscar para ficarmos juntos!”
“Não te desafio, pois sei que é louco!”
“Sim, por você!”
“Para quem foi para Cartagena...”
“Iria para qualquer lugar se soubesse que você estava lá!”
Depois se despedem.
“Sonho comigo, Beatriz!”
“Desde sempre, doutor!”
Armando se preparou para dormir, pois teria um dia duro pela frente.
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No dia seguinte, Armando chegou em frente à Ecomoda, Beatriz queria ir com ele, mas Armando não foi buscá-la, vez que sabia que sabia que Daniel não perderiam a chance de humilhá-la e sabia que ela não poderia passar nervoso.
Na sala de reuniões:
Patrícia, toda insinuante, anuncia a chegada dos membros da Diretoria. Marcela ainda tenta ligar para Armando, mas o celular dele parece estar desligado, pois não atende. Daniel estava presidindo, ao seu lado, Marcela, Maria Beatriz, Gutiérrez, outros sócios minoritários, assim como, Mário (que mandava mensagens para alguém no celular), os economistas Tabot e Olarte, que Daniel chamara de volta e Margarida, que sentou-se ao lado de Marcela.
Patrícia, com autorização de Daniel, entregava as pastas, Sandra e Sofia se responsabilizaram pelos cafés. Nas pastas continha um balancete dizendo a real situação da Ecomoda em relação às dívidas com os bancos atualizadas e o motivo pelo qual todos deveriam concordar com a divisão e a venda imediata da empresa.
Logo, a porta abriu, eram Dr. Sanchéz e seu colega, ambos advogados, que acompanhavam Armando e Nicolás.
—Boa tarde!
—Armando! -surpreendeu-se Margarida e Marcela
—Até que enfim, irmãozinho!
—Creio que não me esperaram para começar esta reunião, Danielzinho?
—Ora, ora! Adivinha quem veio para jantar! Está um pouco tarde, Armandito!
—Nunca é tarde para se fazer o certo, Danielito!
—Sente-se, então! E este anão de circo? (Apontando para o advogado) Não pode trazer convidados à reunião! Se era para trazer, que trouxesse Dra. Beatriz, para que, ao menos, perfurmasse o ambiente, já que agora está bem interessante!
—Ora seu… Não vou perder meu tempo contigo! Patrícia, pede um café na copa para mim!
—Ai que eu não estou mais responsável por isso!
—Quem está, então?
—As do quartel, eu estou tomando nota da reunião.
—Você? E você vai entender o que vai ser falado aqui? Deixa o café para depois! O que foi falado?
Mas de qualquer forma, Daniel também não a deixa ficar na sala, para não atrapalhar, e ela como sempre se sente humilhada. O próprio Daniel trata de colocar Armando a par do conteúdo da reunião
—Por isto, vamos vender!
—Mamãe, Marcel, vocês estão de acordo com o que está sendo feito aqui? Dividir o patrimônio dos Mendoza e dos Valência. Uma união, um sonho de Tio Júlio e Tia Suzana, de meus pais. Porque eu, Armando Mendoza não estou!
Uma pequena discussão se inicia.
—Não há o que discutir! Já está feito! Ou vendemos abaixo do preço ou perdemos tudo! Já que você veio, assine aqui que está ciente.
—Não vou assinar nada!
—Vou chamar Patricia para que registre que Armando está ciente e recusou-se a assinar!
—Não será necessário! Tenho aqui provas que Daniel Valência quer vender a empresa abaixo do custo para lucrar mais por fora!
—Está louco! De onde tirou isto?
Logo, Armando mostra uma fita com a gravação de uma conversa e a proposta de Daniel ao seu conhecido.
—Isto não prova nada!
—É uma prova contundente.
—De qualquer forma, não iria vender para ele! O negócio já está fechado, basta o depósito!
—Você não pode vender, não pode dispor da Ecomoda, como quer!
—E quem vai me impedir?
´-Este documento!
Daniel cresceu o olho, enquanto os advogados esticaram um papel.
—Mas do que estão falando?
—É simples, mamãe! Não vou deixar que Daniel fatie e destrua o que vocês e Tio Júlio e Tia Suzana sonharam e lutaram tanto para conseguir! Estávamos nos recuperando, mais uma coleção e estaríamos livres da Dívida com os bancos e lucrando. Mas a dívida consta. Estávamos sobre um embargo preventivo com a empresa Terramoda Investimentos, com quem temos empréstimo e financiamento da dívida.
—E agora, estão, sob um embargo real e jurídico. Ou seja, tudo o que pertencia à Ecomoda, pertence agora à Investimentos Terramoda! -explicou Dr. Sanchéz
—Não é possível, eu verifiquei as condições da empresa, você não verificou Olarte?
Olarte coçava o nariz.
—Sim, naturalmente, constava só a dívida com os bancos. Não este embargo até segunda-feira da semana passada!
—Estamos na sexta, Olarte!
—O embargo estava correndo pelo Fórum: conforme publicado no Diário de ontem. Era apenas preventivo, agora é efetivo. -Armando esticou o Diário
—A Ecomoda- Valência & Mendoza Associados não pertence mais aos senhores! Não enquanto, não pagarem a dívida contraída com a Empresa Terramoda, para qual, eu e o Dr. Sanchéz aqui trabalhamos. -falou Dr. Rosales
—E o que é esta Terramoda Investimentos?
—Não conheço!
—Uma empresa de propriedade de Nicolás Flamínio Mora Cifuentes.
(Armando havia tirado a empresa do nome de Betty, pelo fato, dela ser sua esposa agora, pois segundo os Drs. Sanchéz isto impediria o embargo de ser aplicado, caracterizando fraude.)
—Você não pode vender a empresa, Danielito! Porque está embargada pela Terramoda! -Declarou Armando, deixando Daniel totalmente sem ação e louco de raiva.
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