E se...(naquele dia) Betty e Armando
31 Capítulo 32 O que aconteceu
Notas iniciais
Quando ouviu alguém chamado-a:
—Betty! (Betty se vira, assustada)
—Você não tinha ido embora?
—Desculpa, Betty! Mas fiquei preocupado de deixá-la sozinha, prometi a seu pai que a traria para jantar e a levaria de volta. -respondeu Michel
—Grata, Michel! (Betty estava meio zonza, então, Michel a apoiou)
—Achou Armando?
—Não...
Michel abriu a porta do carona para Betty entrar, então, quando ia entrar, ouviu uma voz:
—Deixa que eu a levo, Michel!
—Armando! -Betty exclamou.
Agora foi a vez de Michel virar os olhos
—Olha, Armando, comprometi-me a não deixá-la sozinha.
—Ela não vai ficar sozinha, Michel! Deixa que a levo para casa e me responsabilizo por ela!
Michel, contrariado, olha para os dois:
—Tudo bem, Michel. -Betty tranquilizou-o- Precisamos mesmo conversar sozinhos.
—Está bem. Betty, não esquece do que te falei.
—Obrigado, Michel! -Betty se despediu com um beijo na bochecha e Armando apertou a mão dele. Depois abriu a porta do carro e sentou no banco do motorista (no carro de Betty).
—Agora que ele já foi, podemos conversar em paz.
(Armando tenta abraçá-la abraça para dar-lhe um beijo.)
—Doutor, não complique as coisas! Nesta carta, explico tudo!
—Explica o quê, Betty? (Tomando a carta)
—Os motivos pelo qual irei embora. Da Ecomoda, da sua vida!
(Armando balança a cabeça)
—E quando pretende ir embora, Betty?
—Amanhã mesmo apresento minha carta, doutor!
—E para que tanta urgência?
—Nesta carta explico tudo, doutor. É melhor para nós dois.
—Não! Você não pode embora! Não pode ir porque te amo e porque eu sei de tudo! (estica o envelope do exame) Está esperando um filho meu!
(Ela leva um choque)
—Você deixou caído na minha sala! Desculpe, está escrito seu nome, mas eu abri, pois fiquei curioso. Fiquei com medo que estivesse doente!
—Como ousou?
—Não pode ir embora! Tenho muitos defeitos, eu sei! Por muito tempo, julguei que o que sentia era apenas desejo, demorei a perceber que era amor!
—Doutor...
—Não pode ir, Beatriz! Porque te amo, porque tem um filho meu crescendo dentro de você!
—Não quero te prejudicar, doutor! Vou para um lugar perto, pois não sei como proceder com meu pai ainda, não queria decepcioná-lo! Poderá ver nosso filho quando quiser! Mas não posso forçar-lhe a assumir, a ficar comigo por isso.
—Não sinto-me forçado em fazer nada disso! Quero ficar contigo, dar meu sobrenome para nosso filho. Criá-lo como um Mendoza!
—Sabe que sua família jamais aceitaria que tivesse um filho comigo! Querem que se case com Dona Marcela!
—Não estou interessado no que pensam meus pais. Na verdade, preocupo-me muito mais com seu pai!
—Por isso, vou para algum outro lugar, para poder criar meu filho, nosso filho em paz.
—Não vai encontrar a paz lá ou em qualquer outro lugar! Já tentou isto da primeira vez e não deu certo, pois só encontrará paz em meus braços, será que custa entender isto?
—Ai, doutor! Como gostaria que fosse possível!
—É possível, Beatriz! É possível! Basta querer! Não gostaria de ficar comigo?
—Seria meu maior sonho!
—Então, o que estamos esperando? Não proponho que moremos juntos ou qualquer coisa assim. Quero que façamos as coisas direito.
Armando a abraçou e olhando nos olhos dela, lhe disse:
—Beatriz, quer casar comigo?
—Está falando sério, doutor?
—Como nunca antes em minha vida!
—Não quero que faça por obrigação ou por compromisso!
—Não, estou fazendo porque te amo! Porque só em tem braços me sinto completo e entregue, porque me satisfaz como mulher, como companheira, como amiga e agora como mãe de meu filho!
Betty não resistiu, e deu-lhe um beijo na boca.
—Isto é um sim?
—O que acha? (Se beijaram de Novo)
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