E se...(naquele dia) Betty e Armando

27 Capítulo 27 A decisão de Armando


Armando em choque, continua tomando doses de whisky:

—Betty está esperando um filho meu! Mas por que não me disse nada? Por quê, Betty? Conhecendo-a. ela não quer me pressionar. Não quer me forçar a ficar com ela por isso. Minha Betty! Armando Mendoza, você tem que admitir que está apaixonado por esta mulher como nunca esteve antes! Nunca imaginei, meu Deus! E agora ainda mais, sabendo que está esperando um filho meu, o fruto de nosso amor!

—Falando sozinho, estimado presidente? O que faz ai na caverna?

—...

—Hum... Vejo que apesar de estar bebendo está com uma cara de bobo alegre! Que foi? Vai dizer que Betty veio aqui e...

—Cala a boca, Caldeirón! Você não fale nestes termos de Betty! -Armando guardou o envelope no bolso

—Se não foi a Betty... Foi quem? Voltou ao normal?

-Deixe-me em paz, Caldeirón!

—Onde vai?

—Vou embora!

Armando sai da Ecomoda e vai fica rodando pela cidade, pensando se vai até a casa de Betty falar sobre o exame, mas teme que o pai dela escute. Se vai ao seu apartamento ou ao de Marcela, como prometera para que o deixasse quieto. Após rodar pela cidade, decide ir ao de Marcela;

—Betty nunca vai me aceitar, se eu continuar noivo de Marcela.

—Olha só! Boa noite, Armando Mendoza! Finalmente! Pensei que não viria mais!

—Boa noite, Marcela!

—Quer um uísque?

—Não, para isso prefiro estar o mais sóbrio possível. Vim conversar com você!

—Do que quer falar?

—Do nosso casamento!

—Já está decidido!

—Por quem, Marcela? Por você? Por meus pais?

—Sabia das condições, Armando!

—Marcela por favor, isso não é fácil !!! Não é exatamente isso ... A conversa que eu quero ter com você, não são os termos em que eu quero que falemos.

—Por quê? Veio aqui para quê? Para terminar com nossa relação? Ou para acabar de uma vez comgo?

—Não gostaria que visse como uma coisa má!

—Ah então estava certa?

—Marcela, não quero te magoar mais falando o que tenho que falar!

—Pois fale! Fale!

—Não tem como continuarmos com isso! Aceitar as imposições, aceitar voltar para você...

—O quê, Armando? ... Você está me dizendo que quer que a gente termine nosso relacionamento e pronto? Você não pense que vai jogar quatro anos de minha vida no lixo e achar que vou tornar sua vida fácil!

Eu lutei por você incondicionalmente, lutei com meu irmão para que você fosse o presidente da EcoModa!

—Não estou ignorando nada disso. Por favor, Marcela! Não torne este momento mais difícil do que já é!

—É outra é isto! Diga-me quem é a vagabunda!

—Não é nenhuma vagabunda, Marcela!

—Um homem insaciável como você, não deixa de fazer sexo com uma mulher bonita como eu se não estiver louco por outra! Diga quem é! Eu a conheço?

—Isso já acabou há muito tempo. O amor que eu tinha por você acabou e não foi agora. Faz muito tempo!

—Me diga o que eu fiz para merecer tudo isso?

—Pense bem, você teve que fazer chantagem para que ficasse com você...

—Então, veio aqui para se vingar de mim?

—Não, não vim para isso. Vim para corrigir um erro.

—O erro está fazendo comigo agora! Como acha que vou ficar?

—Não sei. Quero que saiba que valorizo cada momento que passamos juntos, afinal, sempre a conheci, e depois quando jovens, aprendi a amá-la. Logo, começamos a namorar e talvez por me amar tanto, me impôs o compromisso. Propôs que noivássemos e nos casássemos para que eu fosse eleito contra seu irmão. Não sei dizer qual foi o momento que a relação bonita que tínhamos se tornou apenas um compromisso frio.

— Você ficou 4 anos comigo apenas pelo compromisso? Só por isso? Você não se cansa de me humilhar? Quanto mais terei que aguentar?

Marcela vai para o quarto e deita-se na cama, chorando.

—Jamais teria vindo qui para te magoar ou humilhá-la.

—Não quero falar com você!

—Tem que encarar a realidade, como eu tenho que encarar! Nunca imaginei que iria chegar neste ponto contigo. Te conheço desde sempre, crescemos juntos. Te amei do meu jeito, mas amei, e pode ter certeza que guardarei no coração cada momento que vivi com você!

—Não guardará! Como pode guardar algo que você mesmo afirma que acabou? Você não veio para terminar um relacionamento, você veio para acabar comigo!

—De forma alguma! Eu vim para te libertar! Você é linda, charmosa, tem classe, uma mulher que merece, certamente, alguém muito melhor do que eu!

—Isto não é seu problema! E não quero outra pessoa! Quero você, Armando!

—Isto não é mais possível! Acabou! Sei que neste momento posso estar a causar-lhe muitos danos mas não será comparável ao dano que posso causar se continuar ao seu lado. Não quero fazê-la sofrer mais! Não é justo que durma e acorde, que viva com uma pessoa que não te ama, que não te deseja!

—Deixa comigo, o que importa é que esteja comigo!

—Isto não será mais possível, Marcela!

—A Patrícia desconfia que é alguma funcionária da Ecomoda! Já que fica o dia inteiro lá.

Armando foi tomado pelo susto, ficou branco e mudo.

—Marcela! Não invente motivos ou justificativas. Nunca deveríamos ter voltado!

—Tenho sido tão paciente esperando você passar por suas fases. E sei que esta é apenas uma fase como tantas outras. Logo, passará e você estará aqui do meu lado e estarei disposta a te perder mais uma vez!

—Você só está se humilhando mais, Marcela. Está na hora de por um ponto final nisso. Se você não entende que está vivendo e dormindo com um cadáver ao seu lado, com um homem que não sente mais nada por você e que nunca mais quer tocar em você, nem você nem qualquer outra mulher!

—Eu não ligo! Só quero você do meu lado!

Logo, ele pegou sua mala e pôs a arrumá-la com suas roupas.

—Daqui você não sai! Puxou a mala dele

—Desculpe, Marcela! -Mas Armando estava decidido, e puxou a mala de volta


Então, com raiva, ela tentou jogar o copo com a bebida que alguns minutos antes bebia nele. Mas Armando desviou, pegou suas coisas e foi embora