À noite, Armando foi ao apartamento de Marcela e para sua surpresa, lá estavam Margarida, Roberto e Daniel. Foi-lhe oferecido um whisky, mas demorou a entender a situação.

—Não sabia que teríamos uma reunião de diretoria aqui!

—Como assim, meu amor?

—Não é uma reunião de diretoria! É uma reunião íntima, de noivado!

—O quê?

—Sim, meu amor! Esqueceu?

—MARCELA! Que eu me lembre, combinamos que marcaríamos a data amanhã, após a reunião!

—Ora, meu amor! Mas esquece que após a reunião, seus pais irão embora? Logo, melhor que decidamos hoje!

—Marcela, as coisas não são assim!

—Armando, já éramos noivos! Íamos nos casar! O que mudou?

—Nada, Marcela!

—Acaso não quer se casar com minha irmã? Ah, poupe minha vida disso! -Daniel comentou, ironicamente

(Apesar de sentir seu sangue ferver, Armando, respirou fundo.)

—Não, Danielzinho! Não vai se livrar de mim!

—Mas o que acontece, Armando? Não ama Marcela? Não quer se casar com ela?

—Quando aprenderá a ser responsável, Armando? Até quando vai enrolar esta moça? -repreendeu Roberto -Se não quer se casar, diga e pronto!

—Está bem!

—Estava pensando na data de 15 de dezembro!

—15 de dezembro? Mas isto é muito cedo! -esbravejou Armando

—É depois do que estávamos planejando!

—Mas as coisas mudaram, Marcela! Olha, casamento é coisa séria! Não pode ir lá e casar! -nervoso -Temos que planejar! Que acha de 18 de março?

(Chutou uma data que julgou mais conveniente por ser mais para frente)

—De forma alguma! Isto é muito longe!

—Assim dá tempo do Armando fugir, Marcela! Não vê? -riu-se Daniel

—Não, vamos fazer assim... em janeiro, está bem?

—Perto da Reunião? Seria uma boa por estarmos aqui, na Colômbia.

—Dia 16 de janeiro é o aniversário de sua mãe, seria um ótimo presente!

—Está bem!

—E o anel?

—Que anel? Eu nem sabia desta reunião, Marcela! Eu vou comprar o anel depois!

—Está bem! Ai, meu amor, estou tão feliz! -Marcela, suspira, aproveitando para beijá-lo, ele de olhos abertos, retribuiu, bem em frente a Daniel.

A noite findou com a comemoração, no entanto trouxe angústia para Armando e também para Daniel (já que odiava Armando e não o queria na família.)

—Não vai ficar, Armando?

—Não, Marcela! Vou acompanhar meus pais e depois ir a meu apartamento.

Após acompanhar Roberto e Margarida à Mansão Mendoza, Armando decide ligar para o celular de Betty, mas se lembra que ela o perdeu.

—Preciso falar com Betty! Explicar-lhe tudo! O que faço? O que faço, meu Deus? Como me enfiei nisso? Vou ligar para sua casa. Qual é mesmo o número?

Ao ligar, leva uma bronca do pai de Betty por ligar tão tarde.

—Olha, Doutor, o senhor não acha que está muito tarde para ligar para a menina?

—Desculpe, é que é muito importante, Senhor...

—Hermes, doutor! Não se lembra?

—Ah sim, sim! Seu Hermes!

—Vai, Hermes! Deixa que eu leve à menina!

—Está bem, senhor! Mas este senhor tem que saber que agora a menina é uma alta executiva e não vai ficar trabalhando além do horário para ele como se fosse só assistente.

Júlia olha para cima e reclama

—Filha! Filha! (Betty cochilava, mas com o sono bem leve.)

—O Doutor, o Doutor Mendoza!

—Ah, o Senhor Armando!

—Está aqui no telefone!

—Está bem, obrigada, mamãe!

—Alô, Seu Armando!

—Alô, Betty! Que bom ouvir tua voz!

—Digo o mesmo, doutor! Mas o que aconteceu?

—Betty! Preciso que tão logo chegue, passe na minha sala.

—Sim, mas o que aconteceu?

—Não, posso falar agora, mas... é sério. Tem que ser pessoalmente.

—Está bem!

—Sim, ai, doutor! Está me preocupando... o senhor está bem?

—Sim, estou, estou... (ele falava com uma mão no telefone e outra bebendo Whisky)

—Ai, doutor!

—Estou bem, Betty! Não se preocupe. Amanhã nos falamos. Beijo!

—Beijo, te amo!

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Notas finais
Conseguirá Armando explicar a Betty tudo? Será que ela vai entender a situação e perdoá-lo?