E se...(naquele dia) Betty e Armando
20 Capítulo 20: Reunião de diretoria e apresentação de Betty
Armando vai até o escritório do financeiro.
—Oi, Betty!
—Seu Armando? (ela levou um susto pois estava concentrada nos relatórios)
—Sim, Betty! Betty, infelizmente, não poderemos jantar hoje... Sei que talvez pensasse em sairmos juntos hoje...
—Não, Seu Armando! Como pode pensar isto? (Lógico que ela pensava isso) Sei que é muito ocupado, e tem que se preparar para a Junta de amanhã!
—Você é muito compreensiva, Betty! Eu queria mesmo sair com você, pois temos que conversar. Sobre nossa situação, nosso.. romance.
—Não estou te pressionando.
—Eu sei que não.
—Aceitei o trabalho, pois me pareceu uma boa proposta, na minha área. Não foi para controlá-lo!
—Sei que não, Betty! “Você não é como Marcela”
—Meus pais ficaram muito felizes de ter voltado!
— Que bom, Betty! -beijo -Vou voltar ao trabalho, mais tarde nos falamos...
—Doutor! Estou sem o celular! Perdi em Cartagena!
—Ah, por isto te chamei como um louco e não atendeu!
Risos
—Então, amanhã nos vemos! E o relatório?
—Amanhã estará pronto. Não se preocupe!
—Nunca me preocupei! -pisca para ela, que pisca de volta.
Armando vai para o apartamento de Marcela e antes de jantar, sentam no sofá e ficam falando de assuntos da empresa.
—Agora, chega de falar da empresa. Seus pais querem saber quando vamos marcar uma nova data. (mentiu)
—Que data? Que data, Marcela?
—De casamento, ora!
—Marcela, voltamos esta semana, estamos namorando. É muito cedo para pensarmos em nos casar!
—Seria se não nos conhecêssemos desde pequenos! NÃO VAI ME ENROLAR DESTA VEZ!
—NÃO GRITE COMIGO, MARCELA! Façamos assim: vamos namorar um pouco e depois marcamos a data em uma cerimônia, está bem?
—E com anel desta vez?
—Anel? Sim, lógico!
—Está bem, meu amor! Estou tão feliz que voltamos! -beijos -Agora, vou te servir o jantar.
Enquanto comem.
—Marcela, está muito bom. Você que fez?
—Sim. Tenho outros talentos, além da Ecomoda! Não se decepcionará quando casarmos!
—Sim, creio que não! -olhar distante -Sobre isso, também gostaria de falar: errei muito na outra gestão como presidente. Reconheço. E uma das coisas que fiz erradas foi além de tentar reduzir custos em demasiado a ponto de sacrificar a qualidade.
—Isto não vai fazer mais, vai?
—Não, até mudei o Plano. Atingir a meta agora não é impossível! Mas tem outras questões: misturamos assuntos pessoais com os da empresa.
—O que quer dizer com isso?
—Por exemplo, Marcela, nosso relacionamento. Namoramos, mas na empresa antes de namorarmos, somos colegas de trabalho. Não convém assuntos íntimos em reuniões de Diretoria.
—O que quer dizer com isso?
—Até meu pai me repreendeu! Por exemplo, o Hugo vai nas reuniões para falar de namorados, Maria Beatriz para fazer da nova cirurgia...
—Você quer bancar o chato, é isso?
—Não é questão de ser chato! Ainda mais nem todo mundo me acha chato, sabia?
—O que quer dizer com isso?
—Nada! Mas se queremos uma administração profissional, devemos começar dando o exemplo.
(Ela lhe lança um olhar mortal.)
—É sobre a gente é isso? Não quer que ninguém saiba que estamos juntos? Por quê, Armando? Por quê faz isto comigo?
—NÃO ESTOU FAZENDO NADA, MARCELA! ESTAMOS JUNTOS COMO QUERIA, NÃO ESTAMOS?
—Diga logo o que quer!
—Quero que em reuniões de Diretoria, na empresa, na imprensa nos comportemos como profissionais, como colegas e acionistas que somos e não como um casal de namorados que expõe sua vida pessoal perante todos como se todos tivessem algo como nossa vida!
(Ela lhe lança outro olhar ameaçador)
—É para que suas namoradinhas, suas amantes não saibam?
—Não tenho namoradinhas, amantes por aí como está pensando! -Para de gritar e tente se acalmar! (Abraçando-a) Marcela, não queria que tivéssemos um relacionamento sério, reservado? Como faremos isto expondo nossa vida por aí?
(Mesmo desconfiada, ela tenta concordar com ele.)
—Está bem! Concordo contigo. (O abraça de volta e o beija.)
—Estamos jantando, Marcela!
—Não acabou?
—Não, ainda tenho muita fome! (Mentira, mas para não ficar com Marcela come de novo.)
—Amor! Vamos para cama!
—Adoraria, Marcela. Mas vai demorar e vamos acabar dormindo tarde! Amanhã tenho que estar preparado para a reunião de Diretoria e...
—Não aceito desculpas! (Ela o beija e o puxa. Mas ele...)
—De novo?
—Te falei que estava estressado! Enquanto eu não estiver consolidado como presidente não terei tranquilidade.
—Você nunca foi assim!
—Mas agora sou assim! Não compreende?
—Está bem! Então, vamos dormir! Não precisa ir para casa! Fique aqui comigo! (O abraça, mesmo sabendo que ele não vai fazer nada)
—Está bem!
Mas lógico que ele não dorme pensando na reunião, em Betty e como deixou sua vida enrolar de novo.
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No dia seguinte, Betty coloca sua melhor roupa, pois vai assinar o contrato de trabalho, ser apresentada na Reunião e dar uma "namoradinha" em Armando. Sua mãe fica orgulhosa de ver a filha se maquiando.
Ao descer, encontra Nicolás, tomando café da manhã.
—E aí, Betty? Será que não consegue agora um trabalho para mim na Ecomoda?
—Ai, Nicolás! A empresa ainda está em crise! Mas posso aumentar o seu salário na Terramoda como gerente!
—Sério?
—Sim, vou falar com seu Armando sobre isto! Creio que vai concordar que tire um pouco mais!
—Fale com ele também para marcarmos uma reunião para que lhe mostre como andam os investimentos. Estamos crescendo, Betty, crescendo! Em breve compraremos um carro para andar por aí!
—E para quê quer um carro, Microlax?
—Para andar com as garotas, Seu Hermes!
—Que garotas? Com esta cara de espantalho, quem vai querer?
—Esta! Esta aqui! (mostra e beija a foto de Patrícia)
—Quem é essa?
—Uma colega de Betty da Ecomoda!
—É uma secretária da Ecomoda, papai!
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Betty vai à Ecomoda, assinar o contrato de trabalho que Armando pessoalmente lhe entregou.
—Bem-vinda à Ecomoda novamente, Betty! -beijo
—Obrigada! Aqui estão os relatórios!
—Maravilhosos como sempre! Mas prepare-se! Você que vai apresentá-los perante a Diretoria!
—Eu? Ai, doutor!
—Não há porque temer, Betty! Desta vez estamos fazendo tudo certo, não há o quê temer! Confio em você, espertona!
—Está bem!
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REUNIÃO DE DIRETORIA
Presentes: Daniel, Marcela, Mário e Catalina
Quando Betty chega ao lado de Armando, os Valência ficam curiosos.
—Mas o que sua assistente está fazendo aqui, Catalina? -perguntou Marcela
—Ela não é mais minha assistente!
—Senhores! Um dos motivos desta reunião é para oficializar a demissão do Sr. Tabot como vice-presidente financeiro e comunicar que desde ontem este cargo está sendo ocupado por uma pessoa altamente qualificada: a doutora Beatriz Pinzón Solano, presente aqui!
—Quê? -assustou-se Marcela
Gutierrez e Daniel ficam chocados de sabe que aquela moça ali presente era ninguém mais, ninguém menos que Betty, a feia que todo mundo conhecia.
Marcela lança um olhar mortal em direção a Armando, pois sempre a detestou e só a suportou de volta à empresa, por ser assistente de Catalina.
—Mas como assim? E não me disse nada!
—Tenho a carta branca de meus pais para chamar quem quiser para o cargo! Ele sabe do nome da Dra. Beatriz e concordou. Não há o que discutir! Quero uma pessoa de confiança! Por favor, Betty, apresente os relatórios!
—Sim, doutor!
Betty apresenta os relatórios da coleção, brilhantemente, sob os olhares e bicos babões de Gutierrez e o sorriso malicioso de Daniel. Armando teve que disfarçar sua expressão de admiração.
—Ah, Doctora, one moment, please (um momento, por favor) faltou uma foto para confecção do crachá!
—Mas entreguei tudo ao seu Armando! Mas sem problema, Doutor Gutierrez, tenho outra, mas está em casa. Posso trazer amanhã?
—Of couse*, doutorazinha! (faz bico para Betty que fica incomodada com isso. Quando ela sai.) (lógico*, doutorazinha)
—Que linda que ficou! Sabia que tinha aquele "it"!
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Após a reunião, Marcela pede para conversar com Armando
—Fale, Marcela. Sente-se!
—Não pense que vou aceitar Beatriz de novo nesta empresa!
—O que você tem contra ela? Ela é formada em Economia e Pós-graduada em Finanças! Tem mais estudo que Olarte e Tabot juntos!
—NÃO A QUERO AQUI, ARMANDO!
—Façamos assim: Não implico com Patrícia e você não implica com Betty!
—Ao menos agora ela não será sua celestina, sua alcoviteira!
—Ela nunca foi isto, Marcela! Que coisa! Agora, vamos trabalhar! Temos muita coisa para fazer!
Marcela dá as costas e vai falar com Patrícia, revoltada.
Mário entra na sala.
—Que ânimo você deixou a moça aí!
—Nem me fale!
—Também não é para menos. Chamar a pessoa que ela mais odeia para trabalhar na empresa dela! E isto porque ela não sabe que Betty é sua amante!
—Betty não é minha amante!
—Ah não é? Terminaram, então? Ela não aceitou que voltou com Marcela?
—Escute aqui, Caldeirón! Só voltei porque fui obrigado! É tudo de conveniência, arranjado! Betty é que é ... minha... “Mas o que Betty é minha?” -pensou
—Betty é minha... namorada. Minha mulher, minha Betty! Está me ouvindo?
—Deste jeito quem vai ouvir é Marcela!
—Gostaria que ouvisse e acabássemos com esta palhaçada! Odeio ser manipulado como estou sendo!
—Pois saiba que te convém! A sua presidência ainda não está confirmada! Vai dizer que... Ah não! Está, de fato, tão apaixonado por sua ex-mostrinho a ponto de colocar em risco a Presidência da Ecomoda?
(Armando nada fala, mas seus olhos confirmam o que Mário pensava.)
—Ah não!
—O quê?
—Você sabe que não tem o direito desse apaixonar! Mas se fosse para se apaixonar tinha que ser por Marcela, pois o futuro da Ecomoda depende disso!
—Não vou ouvir nada do que está dizendo! (Fecha os ouvidos com as mãos e faz barulho com a boca como as crianças fazem.)
Mário sai revoltado. Armando telefona para Betty e avisa que irá levá-la para casa. Ela, feliz, avisa aos pais que vai demorar um pouco, pois tem serviços para colocar em dia.
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