Notas iniciais
Betty volta à Cartagena para ajudar Catalina no Concurso de Miss Colômbia, mas antes vai se encontrar com Armando, pois ele precisa desabafar com a única pessoa que lhe entende.

Após Catalina desligar, Armando liga para Betty para os dois se encontrarem.

Armando passa o endereço e os dois se encontram no Méson de San Diego

—Que bom que aceitou seu convite! Ao invés de ir para Cartagena...

—Não fui, pois senti que senhor precisava conversar, doutor! ! Vi que estava desesperado. Conte o que aconteceu!

—Betty -segura suas mãos -Sabe que é a única que de fato posso contar e que é minha amiga!

—Sim. Conte-me o que te aflige.

Armando conta que seu pai não deixou que apresentasse o novo Plano de Negócios que permitiria que assumisse a Presidência e que estava bem decepcionado e chateado.

—Sabe, nada disso vale a pena! Quantas vezes eu gritei contigo?

—Nossa, muitas. Mas por que este assunto?

—Porque por mais que a tenha maltratado, gritado, nunca deixou de gostar de mim e como me disse só me largou porque a coisa estava insuportável.

—Me sinto culpada agora! -beija as mãos dele- Pois se eu não tivesse ido embora, talvez teria continuado Presidente da Ecomoda!

—Bem, pode ser verdade, pois teríamos continuado com nosso propósito e embargado a Ecomoda... Mas não pense nisso! Eu tive que falar das dívidas da Ecomoda, abrir o jogo para que não convocasse novas eleições, as quais o Daniel ganharia. Provei a ele que Daniel venderia a empresa, como presidente, e caso as irmãs não concordassem e ficassem do lado dos Valência, mas mesmo assim disse que é conversa minha, sabe. Estou cansado! Canado de todos eles! Mário diz para não ligar e apresentar na próxima. Mas a próxima será depois do meu...

—Casamento?

—Sim e já nem pretendo mais me casar. Não sei mais. Parece algo forçado...

—Ai, doutor.

—Sabe da situação toda, Beatriz! Não me sinto confortável e sabe que não gosto de fazer nada forçado.

—Sim, doutor!

—Me sinto forçado nisto.

Alguns conhecidos passam para cumprimentar Armando e ele se vê obrigado a apresentar Betty como uma amiga, para não levantar ainda mais suspeitas, pois frequenta o lugar com Marcela.

—E continua noivo de Dona Marcela?

—S-sim, continuo... (Constrangido)

—Viu? Por isso, não gosto tanto de vir nestes lugares...

—Betty, este lugar é bom, mas... o problema é que conheço muita gente aqui.

—Entendo...

—Escuta, falou com seu... amigo, sobre o serviço, de qualquer forma ficou bem feito e vou pagá-lo por isso, assim como a você!

—Ai, doutor!

—Sério! Diga-me: este valor está bom? -mostra-lhe um cheque. -É o que costumamos pagar por trabalhos, planilhas extras.

(Betty arregalou os olhos)

—Sim, doutor! Creio que Nicolás ficará contente.

—E este é o seu!

—Grata, doutor!

—É uma profissional qualificada! Em que aprender a cobrar pelos seus serviços! Aparte de Cata, pode fazer algumas planilhas, relatórios, Planos de Negócios e ganhar uns trocados. Posso recomendá-la... sei da sua capacidade profissional!

—Sim, doutor! -os olhos dela brilham, mas de paixão, ele percebe.

—H-hã, a parte disso, Betty... sobre a Terramoda. Sei que não pudemos continuar com o que havíamos planejado, mas vendo a relutância de meu pai em me deixar assumir a empresa novamente e pensando no que Nicolás Mora disse sobre o Investimento inicial, gostaria de continuar a investir na Terramoda.

—Ah sim, doutor! Que bom! Viu as projeções?

—Sim. Muito boas! Então, este cheque é para que invista na bolsa, compre dólares e continue a fazer a empresa progredir! Nunca se sabe se um dia iremos precisar usá-la.

(Armando assina um cheque de 50mil)

—Não conheço seu amigo, mas conheço você e se você diz que ele é de confiança... Quem mais sabe da empresa, Beatriz?

—Meu pai!

—Seu pai? Ele sabe de tudo?

—Não, lembra que lhe disse, ele pensa que o senhor é o dono e Nicolás e eu apenas administramos para o senhor. Não sabe que está em meu nome!

—Menos mal. Ele não entenderia...

(Betty queria pedir para Armando montar um escritório para Nicolás, seu pai e ela cuidarem da InvestimentosTerra Moda de modo profissional e pegarem alguns serviços de contabilidade também, mas não teve coragem. Pretendia fazer isto com seus próprios recursos.)

—Que foi? Algum problema?

—Não, estou pensando...

—Quer beber ou comer mais alguma coisa? Eu pedi um whisky! Tenho um jantar com os Valência e os Mendoza e não quero chegar sóbrio!

—Ah...

Betty fica meio decepcionada, pois esperava face com Armando esta noite

—Sei que queria ficar comigo, espertona! -segura seu queixo -Mas...

—Tudo bem, Ar... Seu Armando!

—Pode me chamar de Armando! Riso—Se eu pudesse te beijava aqui, mas... está cheio de olhares de Marcela aqui.

—Tudo bem, doutor! -Ela ajeita os óculos

Neste momento chega uma modelo

—Oi, Armando! Como está? Se vê tão bonito!

Ela tenta beijar-lhe na boca, mas ele vira e ela beija no rosto

—Ai, Armando! Já largou da Marcela?

—Não! Sou noivo de Marcela. E aqui estou com uma amiga!

(A modelo nem olha para Betty e continua a puxar o rosto de Armando para tentar beijá-lo)

Betty balança a cabeça e pede licença para ir ao banheiro.

—Betty! Betty!

Betty vai ao banheiro dar mutempo e chorar um pouco.

—Por que tinha que amar justo Armando Mendoza, o solteiro mais cobiçado da cidade?

Enquanto isso, Armando tenta se desvencilhar da modelo, quando chega outra. Vendo que não vai conseguir terminar o assunto com Betty ali, ele pede a conta.

—Ai, Armando! Já vamos?

-Quê vamos? Eu não vou e nenhum lugar com vocês!

—Você não era tão arredio assim, não!

—Tratava melhor a gente! -a segunda modelo segura sua gravata e tenta beijá-lo.

Neste momento, ele avista Betty saindo do banheiro.

—Betty!

—Bem, Seu Armando, eu já vou!

Ela pega sua bolsa e sai. Armando empurra as modelos e vai atrás dela.

Do lado de fora da Méson

—Betty! Beatriz!

—Que foi? Não vai ficar com suas amiguinhas?

—Não! -puxa e segura o braço dela -Vim aqui para ficar com você!

—É, mas é impossível!

—Entende porque a levo para hotel, estas coisas? Não gosto que nos perturbem!

—Estas eu não conhecia!

—Faz muito tempo,!Escuta Betty, se quiser vamos paraapara outro lugar. Ainda tenho tempo.

—Acho melhor que vá ao jantar. Dona Marcela, seus pais o estão esperando!

—Não. Olha...

(Armando a segurou e a beijou, no começo Betty queria resistir, mas acabou cedendo aos lábios quentes de seu ex-chefe)

—Eu a desejo! Quem dera poder passar esta noite toda contigo! Acaso não gostaria?

—Sim, doutor!

—Então, o que estamos esperando?

(Neste momento, toca o telefone)

—Atenda!

—Alô, Marcela? Sim, estou acabando umas coisas e vou já para aí! (lamentando) Não perderia por nada este encontro! (Virou os olhos, e fez um sorriso falso, provocando uma risadinha em Betty, pois o conhecia muito bem) -Quanto tempo estarei aí? Bem, acho que em uma hora! Está bem, em trinta minutos!

Desliga o telefone

—Doutor! Não se preocupe eu pego um táxi!

—Não, eu a levo para casa! Faço questão.

—Estão te esperando!

—Eu a levo para casa!

—Não, doutor!

—EU A LEVO PARA CASA E PRONTO! Desculpe-me!

Ao chegar lá, Armando dá uma paradinha antes, onde começam a se beijar.

—Ai Seu Armando!

—Betty! É verdade que queria ficar contigo!

—Meu pai está na janela!

—Então, te deixo!

Dá um beijinho (selinho) doce e entra em casa, ele espera até que ela entrar.

—Que mulher se tornou esta minha assistente! -suspira -Bem, vamos à obrigação!

Na casa de Betty:

—Ah! Pensei que não ia vir mais, mocinha!

—Ah, papá! Olha, acabou meu trabalho por hora em Ecomoda! Vou ter que voltar a Cartagena com Dona Catalina.

—Não era Miami?

—Sim, mas mudaram, pois foi contratada para ser Reações Públicas em um concurso de beleza, Imagina eu,B a feia,em meio a um concurso com as mulheres mais belas da América Latina.

—Mas quando vai?

—Amanhã à tarde!

Armando vai ao jantar dos Mendoza- Valência na Mansão dos Mendoza. Se na empresa, Marcela já se sentia dona absoluta de tudo, quanto mais ali, onde costumava correr pelos jardins desde pequena, de mãos dadas com Armando. E exatamente esta era o tipo de lembrança que gostava de ter dela, assim como as de adolescentes, pouco antes de começarem a namorar pela primeira vez. Depois que ela se tornara sua namorada, se tornou uma moça insegura e desconfiada, mesmo quando ele ainda era fiel a ela.

Aquele jeito controlador e impositivo de Marcela o deixava louco e o fato dela saber e mesmo assim o perdoar o fazia querer fazer mais e mais. Estava acostumado a isso. Mas não que gostasse de fazer. Era só natural, um vício.

Naquela noite, os assuntos eram sobre a empresa, e principalmente piadas sobre a fidelidade de Armando e se ele iria se casar ou não. Com álcool na cabeça e profundamente chateado pela negativa de seu pai em apoiá-lo no Novo plano de Negócios, a vontade de Armando era, de fato, acabar com tudo. Não amava Marcela o suficiente para casar e ser fiel, e ao que parecia também não ia poder voltar à Presidência, conforme havia combinado no começo de março. Logo, para quê tanto teatro?

—Está bem, meu filho? Parece tão calado! -comentou Margarida

—Armandito sempre fica assim quando não tem o que falar, além das bobagens de sempre!

—Já você, Danielito,. faz questão de falar um monte de besteiras!

—Parem de brigar! Estamos em uma mesa, comemorando a união das famílias!

—É que não há o que comemorar, Marcela.

—Não? Pensei que o casamento entre vocês fosse motivo suficiente! -debochou Daniel

—Lógico que é, Daniel! -Marcela agarrou-lhe pelo pescoço -Estamos noivos e vamos nos casar!

—Espero estar ainda de cabelos pretos quando isto acontecer!

—Ai, Daniel!

Marcela começou a beijá-lo na mesa.

Depois do jantar...

—Vamos ao meu apartamento?

—Não, Marcela. Vou para o meu. Hoje tivemos reunião de diretoria, jantar. Estou cansado

—Ah mas isto nunca foi desculpa, Armando!

—Que pensa, Marcela? Que vou ao apartamento de minha amante ou o quê? ESTOU CANSADO, MARCELA!

—NÃO ME GRITE!

—É que me irrita, Marcela! Desculpa!

—Está bem, pode ir ao seu apartamento, mas me deixa no meu.

—Sim.

Armando deixa Marcela na portaria de seu prédio. Ela ainda tenta convencê-lo a ficar em seu apartamento

—Suba! Venha tomar um drink comigo.

—Deixe para outro dia, Marcela. -beijo

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No dia seguinte, Betty intencionava ir à tarde para Cartagena, mas Catalina a chamou logo cedo, dizendo que precisava dela até o meio-dia, pois depois não conseguiria entregar-lhe a credencial. Antes de ir ao aeroporto, Betty passou pela Ecomoda, para se despedir das amigas do quartel (já que não havia conseguido ver todas no dia anterior) e logicamente de Armando.

Após cumprimentar Sanda, Sofia e Mariana, vendo que Patrícia não estava em sua cadeira pensou em entrar na sala da Presidência e fazer uma surpresa para Armando, ele provavelmente, estaria em sua cadeira, de cabeça baixa e ficaria surpreendido com sua visita.

E assim foi: sua porta estava fechada, lá dentro ouvia sussurros e ruídos não identificáveis. Abriu a porta com um sorriso nos lábios que logo se desfez ao ver a cena que aparecia em sua frente: Armando estava nos braços de uma modelo, no estilo Cláudia Borsh.

Ao ver a porta sendo aberta, os dois se assustaram e a olharam. A modelo olhou Betty de cima a baixo, como quem diz “Esta não é Marcela!” e tornou a agarrá-lo, mas ele virou-lhe a cara. Seu rosto era de súplica, como o chefe que pede à assistente que o ajude, como ele costumava fazer. Logo, Betty percebeu que a modelo era uma daquelas suas ex que não se conformavam e invadiam seu escritório, ele a empurrava, não agarrava. Dominada pelo ciúme, Betty a pegou pelos cabelos e empurrando-a a desgrudou de Armando. Jogando-a em direção à passagem para a Sala de Reuniões. Quando ia falar algo, ouviu a voz de Marcela do lado de fora, pegou a malinha de mão que estava na cadeira, e entrou pela passagem da sala de Reuniões e saindo por ela. Logo, achou o caminho do corredor, desceu as escadas e se viu fora da Ecomoda.

De posse da malinha, foi-se direto ao aeroporto, comprando uma passagem para Cartagena. Ao chegar, a doce Catalina já a esperava ao portão para entregar-lhe a credencial.

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