E se...(naquele dia) Betty e Armando
6 Capítulo 6: Foi muito lindo, doutor!
Notas iniciais
Mas no dia seguinte, Armando mal desce para o showroom, o que deixa Betty chateada, pois queria sim, vê-lo de novo.
Até que no fim do dia, ele passa pelo showroom.
—Oi!
—O-oi, doutor!
—Assustada? Desculpa! Não pude vir antes, pois Marcela estava o tempo todo atrás de mim. Agora que foi embora...
—Como sempre foi, doutor!
O telefone dela toca
—Alô? Michel!
Armando revira os olhos
—O quê? Catalina te deixou vir ao desfile? Está bem, lógico que pode vir, mas te aviso: vai achar chato! Só quem está acostumado. E nem vou poder te dar muita atenção.
Quando Betty desliga o telefone. Armando está com cara de ciúmes:
—Ele virá amanhã para o desfile?
—Não pude falar nada! É amigo de Dona Catalina!
—Tudo bem! -disfarçando -Já vai embora?
—Só terminar de dar instruções para as meninas montarem os standards.
—Posso te levar ou vai com Catalina?
—Doutor...
—Por favor, Betty!
—Está bem!
Betty ajuda a instruir as ajudantes a arrumarem tudo de acordo com o padrão de qualidade adotado por Catalina.
—Pronta?
—Tenho que me despedir das meninas do quartel!
—Está bem, espero no carro! -Armando subindo pelo elevador
No setor administrativo:
—Ê Betty! Desde que voltou não tem mais tempo para as amigas! -reclamou Bertha
—Amanhã prometo que almoçamos juntas, meninas!
—Vamos cobrar, Betty! -comentou Sofia
Betty pega sua bolsa e desce até o estacionamento, para encontrar Armando no carro. Ele abra a porta para ela.
—Estou ansioso para o evento de amanhã! -Armando começou a falar, demostrando nervosismo, por conta do desfile
—Sim, eu também!
—Será uma prova e tanto! Auxiliei meu pai neste. Escolhi os tecidos, acompanhei tudo!
—Que bom! Fico orgulhosa do senhor!
—Betty! Seu... amigo virá amanhã para te pedir em namoro depois do desfile?
—Sim.
—Está ciente do que vai fazer?
—Doutor...
—Sei que não tenho nada com isso, mas... Não quero que cometa o mesmo erro que eu!
—Como assim?
—Você não o ama!
—Mas gosto dele e posso aprender a amá-lo com o tempo.
—Betty... -segura-a nos braços e lhe dá um beijo. Enlaça seu corpo com um dos braços e com a outra mão segura seu queixo.
— Temos apenas esta noite. Não me deseja? Diga!
—Muito! -Falou como em um impulso, influenciada pelos lábios quentes do objeto de seus desejos
—Então, Betty! Dê-me esta chance!
—Ai, doutor!
—Eu já tenho minha resposta!
Armando dirige até o hotel La Fontana. Mas ao ver, Betty fica receosa.
—O que é aqui?
—Um hotel.
—...
—Eu entendi que queria tanto quanto eu!
—Doutor! Eu não sei..
—Não me deseja? Não quer fazer amor comigo? -A toma nos braços e a beija intensamente -Deixe-me mostrar porque não deve namorar com este tipo que conheceu! Só uma chance!
Betty sobe até o quarto, mas ainda está com receio.
—Doutor... Eu não sei!
—Tudo bem, Betty! Se gosta do tal do Michel, não precisamos fazer nada. Vamos apenas conversar aqui. Você gosta dele?
—Ai, doutor!
—Ou você gosta de outro? Do Nicolás Mora?
—Não, doutor!
—Então... Por que não quer fazer amor comigo? Não me deseja? Porque eu sim te desejo!
Ele a beija intensamente. Betty sente suas pernas ficarem bambas
—É sua primeira vez, Beatriz? É isso? E quer que seja com alguém que ame?
—Não, doutor! Já fiz uma vez...
—Com o tal do Michel ou com ...
—Não, doutor! Foi há muito tempo! Ainda estava na faculdade. Não quero falar sobre isso.
—Desculpe... (a abraça) Quer fazer com quem ama, então?
—Sim!
Lógico que ela sabe que o ama, então respondeu positivamente e lhe deu um beijo terno boca, ele segurou-a e retribuiu o beijo. E começou uma dança sensual, tirando gentilmente o blazer dela, ela tirou seu blazer e afrouxou sua gravata, desabotoando os botões de sua camisa, pendurando-se no pescoço de seu ex-chefe.
—Ai, doutor! (ela apagou a luz) Sim. Quero fazer com quem amo, Seu Armando! Te amo!
—E quero fazer porque te amo, porque te amo, Betty! Quero que seja minha!
—Sou tua, doutor!
Ele abre o zíper de seu vestido, enquanto ela faz o mesmo com sua calça e a possui docilmente, como se tivessem todo o tempo do mundo. Deitou-se sobre ela, enlouquecendo-a com seus beijos.
Como em um sonho, Armando a possui docemente. Aquele homem que conhecia: grosso, bravo e impaciente a beijava, enquanto a tomava, cochichava coisas no seu ouvido. Após o amor, os dois dormem nos braços do outro, cúmplices como sempre foram.
Betty esfrega os olhos, na escuridão do quarto, pensou que estaria em Cartagena e que fôra só um sonho. Ao esticar-se, percebeu que tinha um homem ao seu lado, o cheiro daquela loção lhe era tão familiar.
—Seu Armando... -suspira, admirando-o, fazendo carinho nele, enquanto dormia ao seu lado.
Armando acorda e quase flagra Betty admirando-o. Então, ela vai para o banheiro se arrumar.
“O que aconteceu? Quem diria que ela pudesse ser tão doce e sensual? “ -suspirou
—Foi muito lindo, doutor!
—Sim, foi muito lindo, Betty! Te levo para casa agora! -beijo
Armando se veste e leva Betty para casa. Em casa, seus pais dormem, então, Betty tira os sapatos e pisa bem devagar. Já em seu quarto, deitou em sua cama, cheirando sua pele, sentindo o cheiro daquele que tanto amava inserido em seu corpo.
“Hoje ele fui dele e ele foi meu. No começo, confesso que tive medo de me entregar, pois não quero ser magoada novamente. Mas ele foi franco, disse que tinha desejo por mim. Somente na hora de me entregar que lhe contei que o amava. Não sei se levou a sério, pois durante o amor, disse que estava fazendo porque me amava e sei que não ama ninguém. Muito menos eu, Betty. Ter seu Armando em meus braços foi um sonho que cultivei deste o dia que senti seu cheiro pela primeira vez. Mas agora tenho medo de como será amanhã quando tiver que encará-lo.”
Armando chega em seu apartamento e encontra Marcela deitada na sua cama, mas dormindo. Então, ele lentamente, deita ao lado dela. No dia seguinte, vão juntos para a Ecomoda.
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