E se...(naquele dia) Betty e Armando
22 Capítulo 22: O noivado
À noite, Armando foi ao apartamento de Marcela e para sua surpresa, lá estavam Margarida, Roberto e Daniel. Foi-lhe oferecido um whisky, mas demorou a entender a situação.
—Não sabia que teríamos uma reunião de diretoria aqui!
—Como assim, meu amor?
—Não é uma reunião de diretoria! É uma reunião íntima, de noivado!
—O quê?
—Sim, meu amor! Esqueceu?
—MARCELA! Que eu me lembre, combinamos que marcaríamos a data amanhã, após a reunião!
—Ora, meu amor! Mas esquece que após a reunião, seus pais irão embora? Logo, melhor que decidamos hoje!
—Marcela, as coisas não são assim!
—Armando, já éramos noivos! Íamos nos casar! O que mudou?
—Nada, Marcela!
—Acaso não quer se casar com minha irmã? Ah, poupe minha vida disso! -Daniel comentou, ironicamente
(Apesar de sentir seu sangue ferver, Armando, respirou fundo.)
—Não, Danielzinho! Não vai se livrar de mim!
—Mas o que acontece, Armando? Não ama Marcela? Não quer se casar com ela?
—Quando aprenderá a ser responsável, Armando? Até quando vai enrolar esta moça? -repreendeu Roberto -Se não quer se casar, diga e pronto!
—Está bem!
—Estava pensando na data de 15 de dezembro!
—15 de dezembro? Mas isto é muito cedo! -esbravejou Armando
—É depois do que estávamos planejando!
—Mas as coisas mudaram, Marcela! Olha, casamento é coisa séria! Não pode ir lá e casar! -nervoso -Temos que planejar! Que acha de 18 de março?
(Chutou uma data que julgou mais conveniente por ser mais para frente)
—De forma alguma! Isto é muito longe!
—Assim dá tempo do Armando fugir, Marcela! Não vê? -riu-se Daniel
—Não, vamos fazer assim... em janeiro, está bem?
—Perto da Reunião? Seria uma boa por estarmos aqui, na Colômbia.
—Dia 16 de janeiro é o aniversário de sua mãe, seria um ótimo presente!
—Está bem!
—E o anel?
—Que anel? Eu nem sabia desta reunião, Marcela! Eu vou comprar o anel depois!
—Está bem! Ai, meu amor, estou tão feliz! -Marcela, suspira, aproveitando para beijá-lo, ele de olhos abertos, retribuiu, bem em frente a Daniel.
A noite findou com a comemoração, no entanto trouxe angústia para Armando e também para Daniel (já que odiava Armando e não o queria na família.)
—Não vai ficar, Armando?
—Não, Marcela! Vou acompanhar meus pais e depois ir a meu apartamento.
Após acompanhar Roberto e Margarida à Mansão Mendoza, Armando decide ligar para o celular de Betty, mas se lembra que ela o perdeu.
—Preciso falar com Betty! Explicar-lhe tudo! O que faço? O que faço, meu Deus? Como me enfiei nisso? Vou ligar para sua casa. Qual é mesmo o número?
Ao ligar, leva uma bronca do pai de Betty por ligar tão tarde.
—Olha, Doutor, o senhor não acha que está muito tarde para ligar para a menina?
—Desculpe, é que é muito importante, Senhor...
—Hermes, doutor! Não se lembra?
—Ah sim, sim! Seu Hermes!
—Vai, Hermes! Deixa que eu leve à menina!
—Está bem, senhor! Mas este senhor tem que saber que agora a menina é uma alta executiva e não vai ficar trabalhando além do horário para ele como se fosse só assistente.
Júlia olha para cima e reclama
—Filha! Filha! (Betty cochilava, mas com o sono bem leve.)
—O Doutor, o Doutor Mendoza!
—Ah, o Senhor Armando!
—Está aqui no telefone!
—Está bem, obrigada, mamãe!
—Alô, Seu Armando!
—Alô, Betty! Que bom ouvir tua voz!
—Digo o mesmo, doutor! Mas o que aconteceu?
—Betty! Preciso que tão logo chegue, passe na minha sala.
—Sim, mas o que aconteceu?
—Não, posso falar agora, mas... é sério. Tem que ser pessoalmente.
—Está bem!
—Sim, ai, doutor! Está me preocupando... o senhor está bem?
—Sim, estou, estou... (ele falava com uma mão no telefone e outra bebendo Whisky)
—Ai, doutor!
—Estou bem, Betty! Não se preocupe. Amanhã nos falamos. Beijo!
—Beijo, te amo!
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