E se...(naquele dia) Betty e Armando
13 Capítulo 13: De volta à Cartagena
Notas iniciais
Catalina entregou a credencial a Betty e as duas adentraram a Sala de Imprensa, onde encontraram vários jornalistas e apresentadores do mundo da moda, alguns deles frequentavam desfiles da Ecomoda, mas nenhum reconhecia Betty. Depois, as duas foram à sala de ensaio para conhecerem as misses e assistirem ao ensaio. Como estavam de roupa esportiva e sem maquiagem, Betty duvidou que estas fossem as mesmas que vira na televisão.
—É que ainda não se arrumaram! Qualquer moça é assim sem maquiagem, não só eu ou você, Betty! Elas são normais e a maquiagem realça a beleza natural delas. -explica Catalina -Achei que já havia se conscientizado disto.
—Ai, desculpe, dona Catalina! É que estou muito emocionada! Minha mãe ficou tão feliz de saber que vou assessorá-la neste concurso!
—Que bom, Betty! Vamos! Vou te apresentar ao pessoal! Não temos tempo a perder.
Catalina a apresenta aos produtores, e depois elas conhecem as misses. Catalina contava com Betty e sua eficiência para ajudá-la a coordenar o concurso Nacional de Beleza para escolha da Miss Colômbia.
Diferentemente dos serviços que havia feito para Catalina até agora, seu trabalho seria recepcionar e acompanhar as mulheres mais lindas do país, nos desfiles pela cidade em diferentes pontos. Não era simples modelos, eram as mulheres mais perfeitas de cada estado. Logo, após o ensaio, Betty acompanhou as misses de van até o clube Naval, onde teria um coquetel a partir das 20 horas. Lá, Betty reencontrou com alguns amigos e colaboradores de Catalina, com os quais já trabalhou, além de conhecer outros, como Raimundo Ângulo, presidente do concurso nacional de beleza entre outros.
Tudo ia bem, as misses desfilavam pelo navio com seus vestidos de baile. Mas Betty ficava olhando o mar, pensativa, bebendo vinho, já que não tinha suco. Já estava acostumada com o emprego novo com Catalina, que era tão calma e diferente de Armando. Com Cartagena também, mas se achava estranha, sentindo falta de algo.
—Tudo bem, Betty?
—Sim, Dona Catalina!
—É que não parece!
—Hã...hã...
—Parece chateada com algo.
—Desculpe, Dona Catalina! Logo, estarei bem, é cansaço!
—Bonsoir!
—Michel! -alegrou-se, Catalina, abraçando o amigo
—Sentiu minha falta?
—Lógico, Michel! Mas pensei que só iria vê-lo no Clube Unión!
—Sim, mas preferi vim vê-las antes!
—Ora, Michel! Não precisa me enrolar! Sei que estava com saudades de outra pessoa! Betty!
Ao olhar Michel, Betty virou a taça que segurava de uma vez. Se senta constrangida de estar frente-a-frente com ele novamente. Tinha grande estima pelo francês. Esticou-lhe a mão, mas Michel a puxou e deu-lhe um beijo na bochecha.
—Vou deixá-los a sós!
Betty ajeitou os óculos e ele começou a falar:
—Ma cherie! Então, voltou à Cartagena antes mesmo de eu ir à Bogotá! Estava com saudades.
—E-eu também, Michel....
—E como foi lá? Te reconheceram?
Betty contou tudo para Michel, tirando, logicamente a parte de suas tórridas noites de amor com Armando.
—Que bom, Betty! Fico feliz! Mais feliz ainda por ter voltado à Cartagena. -pega nas mãos dela- Está com frio? (As mãos de Betty estavam frias)
—Não, Michel! -riu-se – Não há como sentir frio aqui! E seu restaurante?
—Estamos quase reformando tudo! Quando ficar pronto, vamos fazer um evento lá e conto com vocês!
—Pode deixar! Se depender de nós vai ser o mais conhecido restaurante do litoral!
—E pretendo expandir pelo país!
—Muito bom!
—Betty, sabe que senti sua falta. -Michel a abraça pela cintura e coloca outra mão em seu ombro. Ela tenta se desvencilhar -O que acontece, Betty?
Mas logo chega Catalina, Betty está vermelha como um pimentão.
—Desculpe-me, posso esperar na van?
—Por quê Betty? Está mal?
—Só caiu um pouco minha pressão.
—Ela está estranha!
—Tem que ter paciência com ela, Michel. É uma moça muito especial!
—____________
Betty fica esperando na van, logo, as misses chegam e Betty as acompanham até o hotel, onde estão hospedados. Depois todas vão à festa do Clube Unión. Assim como em outros eventos nos dias seguintes, muitos desfiles com roupas de baile, roupas sociais. Na maioria deles, Michel acompanha Betty e a corteja.
Betty desconversa e vai falar com Catalina.
—Ai, este Michel! Eu nunca o vi assim!
—...
—Betty, tem algum problema?
—Não, Dona Catalina.
—Posso te fazer uma pergunta?
—Sim.
—Tem algum namorado, noivo em Bogotá?
—E-eu? (pensou em Armando,, mas não podia considerá-lo como tal.) Não.
—Então, creio que não terá problema que Michel lhe acompanhe em alguns eventos... É que não pode ir sem acompanhante!
—Não, não. (ajeita os óculos)
—Então, está bem.
Betty fica olhando o mar.
—O mar à noite é tão lindo!
—Amanhã, iremos organizar o vídeo de despedida da Miss Colômbia, Catalina Costa em um veleiro. Será cedo! Vamos dormir! -ordenou Catalina, docilmente.
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No dia seguinte, Betty e Catalina vão ao veleiro, Betty fica admirada com a beleza e o charme da Miss, que conversa com ela, tira fotos para presentear a mãe de Betty. Betty lembra-se de quando assistiu pela televisão, o concurso no qual, Catalina Costa, fora eleita.
À noite, tem um coquetel no Principal hotel da cidade e mais uma etapa do Concurso. Betty está com um belo vestido prata. Ela estava assessorando Catalina, Michel que a acompanha de smoking havia ido cumprimentar um investidor do restaurante e Betty ficou bebendo seu suco e servindo-se de algo da mesa.
—Sabia que iria encontrá-la bebendo suco, mesmo aqui!
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Aquela voz grave e sussurrada tão conhecida era capaz de arrepiar-lhe até à alma.
—Seu Armando!
—Sim, Betty!
—O que faz aqui?
—Ora, Betty! Eu deveria te perguntar isso!
—Eu trabalho com dona Catalina, uma das coordenadoras!
—Sim, e eu sou acionista de uma das maiores empresas de moda do país! Sempre somos convidados para estas coisas!
—Ah sim! -Betty ajeitou os óculos
—E onde está Catalina?
—Ali, parei para comer algo.
—Armando! Que faz aqui? — Beijou Catalina
—O mesmo que dizia a Betty, sou acionista de uma das maiores empresas de moda do país!
—Então, veio a trabalho?
—S-Sim...
—E onde está Marcela? Não a vi. -perguntou Catalina
—Ela não veio e ainda brigou comigo por vir! Disse para arrumar umas modelos e ficar com elas.
Betty ficou constrangida
—Mas vai seguir este conselho?
—Não, Cata! Imagina, vim a trabalho!
Catalina balança a cabeça como quem diz que o conhece. Logo, chega Michel, todo-sorrisos para Betty. Betty fica muito constrangida.
—Ah, Armando! Este é Michel Duannell ....
—Michel sorri e estica a mão para Armando, que devolve o gesto, querendo parecer simpático, mas está cheio de ciúmes de Betty.
—Temos vários eventos para ir, se está sozinho, fique conosco, Armando! Pode ser meu acompanhante, mas com respeito.
—Sim, claro, claro, Cata!
—Amanhã tem um baile que só entra com acompanhante, ia arrumar alguém, já que Michel está acompanhando Betty.
Betty ajeitou seus óculos, olhou para baixo para não ver a cara de Armando. Ele logo, pegou dois copos de whisky dos garçons que ali passava. Depois todos se recolheram ao hotel, Armando não havia reservado nada e a cidade estava cheia, então ficou bebendo em um bar por ali.
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No dia seguinte, Betty e Catalina recepcionaram Taís Araújo, estrela brasileira da novela Chica da Silva. Betty ficou maravilhada de conhecê-la, pois sua mãe é grande fã da novela.
Com Taís, eles vão ver os fogos em uma das maiores festas da cidade. Michel passa o braço no ombro de Betty, ela se sente constrangida e só pensa em Armando.
Enquanto isso. Armando, vagueia pelos pontos turísticos procurando Betty e Catalina e encontra algumas amigas. Mas está mais interessado em encontrar Betty e Catalina. Por fim, olha o mar e grita: Betty!!!
Ela sente algo
—Que foi, Betty? -perguntou Catalina
—Sente-se bem?
—Não.
Logo, começam a tocar música para que dance e se distraia.
—Betty, não fique assim. O que passa contigo? -pergunta Michel
—Michel, precisamos conversar!
—Mas não agora! Estamos em uma festa, Betty!
Por fim, Armando arruma um hotel onde tem um quarto vago. Teria um coquetel para ir, mas não estava interessado. O celular de Betty estava desligado, ficava imaginando o que estava fazendo com Michel e o de Catalina vivia ocupado. Olhava a lua de Cartagena quando ouviu seu celular tocar. Era Catalina lhe convidando para um almoço no dia seguinte no hotel onde estavam hospedadas.
Lançou um belo sorriso para o mar.
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Betty acorda cedo e vai ver o mar. Se dá conta que seu celular tem um monte de chamadas de seus pais e de Armando. Mas só liga para seus pais, pois pensa que Armando em um lugar com esse, cheio de modelos e misses deve estar se divertindo muito. Estava meio triste e ciumenta. Foi quando Taís a avistou na praia e a chamou para conversar.
—Por que está assim?
—Ah, não se preocupe, Taís! Me desculpe!
—Imagina, Betty! Quem nunca esteve triste na vida, não? Mas não fique assim!
—É que é um problema difícil de resolver!
—Quer saber como resolver? Quando fico triste, começo a dançar samba. Sabe dançar?
—Não. -riu-se
—Então, te ensino.
As duas ficam sambando um pouco. Depois Taís fica na praia em frente ao hotel. E Betty vai ao seu quarto se arrumar para o almoço.
—Sim, Betty! Já vem? A estamos esperando!
Betty se encontra com eles no restaurante do hotel que é ao ar livre e tem vista para o mar.
Na mesa estavam Catalina, Michel e dois amigos. Tão logo, Betty sentou, Armando chegou.
—Desculpe, Cata! Estou atrasado?
Betty olhou Armando e ele lhe lançou seu olhar sedutor. Logo, se sentou ao lado de Cata.
O papo ia. Catalina sempre animada, arrumava um jeito de animar ainda mais o pessoal. Logo, um dos convidados começou a contar piadas. Todos se contorciam de rir, e o clima se tornou leve. Até que, sem querer duas pernas se cruzaram. Normal, mas aconteceu de novo, logo, Betty percebeu eram as pernas de Armando acariciando as suas. E ele olhou-a de forma sedutora por detrás da taça de vinho. Vermelha, Betty levantou-se da mesa e foi ao banheiro.
Betty foi ao banheiro, lavou as mãos, lavou o rosto, para se refrescar e deu um tempo. Mas ao sair, deu de cara com Armando.
—Oi!
—Que faz aqui, doutor?
—Não imagina?
—Doutor, por favor não! Estou trabalhando.
—Aqui não está trabalhando! É um encontro de amigos, não é? Não disse que é só amigo do tal francesinho? Ou tem algo mais?
—Só amigos!
—Não parece isso!
—Já lhe expliquei!
—Prova que não tem nada com ele!
—Como?
—Assim!
Armando a segurou pela cintura, e lhe deu um beijo. Ela o afastou. Mas logo, que ele a olhou e deixou-se beijar de novo.
—Ai, doutor! Não podemos!
—Podemos sim, Betty! Se não tem nada com o tipo!
—Doutor! Dona Catalina está vindo!
Armando entrou no banheiro do lado e Betty tratou de limpar o batom borrado.
Depois voltaram à mesa como se nada tivesse acontecido.
Naquela noite, levaram Taís para conhecer a vida noturna de Cartagena. Armando a convidou para visitar a Ecomoda, assim como distribuiu contatos para que algumas modelos do grupo desfilassem para a Ecomoda em um próximo desfile. Enquanto fazia isso, Betty quis sair dali e Michel pediu para levá-la ao hotel.
—Michel, não me leve a mal.
—Por que a levaria, Betty?
—Michel, é que... Michel, entende, somos amigos.
—Sim, somos.
—Então, Michel. Não temos nada aparte disso.
—Sim, Betty. É que ainda não fiz o pedido a seus pais.
—Michel, talvez não tenha me feito entender. Gosto muito de você e não quero que sofra.
—Betty... (Michel lhe tomou a mão) -Jamais sofreria em suas mãos!
—Michel vou entrar. Nos vemos amanhã.
Betty entrou e foi deitar um pouco. Mas não conseguia dormir pensando no beijo de Armando.
—Será que é verdade que se separaram?
Sem conseguir dormir, torna a se vestir e vai passear na praia.
Ao passar pelos bancos...
—Betty!
—Seu Armando?
—Sim, Betty!
—Que faz aqui neste banco?
—Sabe que a cidade está cheia, inclusive neste hotel onde está. Estou esperando ver se aparece um quarto, mas pelo que consta, a pessoa só sai amanhã...
—Não reservou um quarto antes de vir, doutor?
—Imagina, depender de Patrícia Fernandéz!
—Ah sim!
—O que vai fazer? Caminhar na praia?
—Sim...
—Posso acompanhá-la?
—Sim...
—Sabe, tem horas que mesmo tendo dinheiro não adianta! Estou aqui, sem reservas, não há vagas, quarto nada. Todos os hotéis lotados! Ontem, consegui um quarto para dormir, mas só para uma noite.
—Lamento, doutor! Não consigo nem imaginar!
—Por que saiu do passeio e nem se despediu de mim?
—O senhor estava ocupado!
—Eu? Ocupado?
—Sim, com as modelos que tanto gosta! -olhando para o mar
—Olhe, as coisas não são assim, Beatriz!
—Eu sei como elas são!
—Acontece que estava passando contato para ver se temos condições de contratar alguma para o próximo desfile.
—É? A situação está boa já? Pois que eu saiba estas modelos cobram bastante! Ah, mas que isto! O senhor deve ter um jeito para que aceitem o preço que Ecomoda pode pagar.
—O que quer dizer, Beatriz? Está com ciúmes, é isso?
—N-não!
—Está sim. -a segurou pelo braço, com seu sorriso de convencido nos lábios. -Nunca pensei que sentisse essas coisas... Não estou lá com elas, estou?
—Não!
—Ao contrário estou aqui na porta do hotel, esperando um quarto. (A puxou de uma vez para que caísse em seus braços) Não quer me ajudar?
—Ajudar, como?
(A apertou e beijou sua boca com paixão, ela lhe correspondeu)
—Pensei que íamos passear na praia, doutor!
—Sim, vamos!
—Doutor! É verdade que você e Dona Marcela...
—A viu por aqui? Ela me chamou pelo celular?
—Não.
—Então... (beijou-a de novo)
As águas do mar batiam e voltaram, a brisa levantava o cabelo de Betty, Armando a segurava com uma das mãos sua cintura e com a outra segurava seu rosto para beijá-la. Parecia um sonho. Ele não podia estar ali na praia. Não podia!
Mas estava! Logo, não havia mais o que fazer na praia. Betty não podia deixá-lo ali a dormir no banco da praia.
Ao abrirem a porta do quarto, Armando a agarrou pela cintura e deu-a um de seus beijos que a deixavam sem ar.
—Ele já te beijou assim? Beijou?
—Ele quem?
—Sabe quem! Este idiota deste francês que está dando em cima de você!
—Já te disse... Michel é um amigo...
—Amigo! Amigo! Diga-me a verdade. Já se beijaram alguma vez?
—Sim. Já tentei namorar com ele!
—Ah, lógico! Por isto ele ficou louco por você!
—Quando nos beijamos, estava confusa. Você e eu ainda não tínhamos nada.
—Quer saber? (A tomou nos braços) Não quero saber de nada! (E a beijou) Estamos aqui e você é minha! Diga que é minha!
Mas ela nem pode falar, pois ele lhe dá um beijo de tirar o fôlego que a deixa mole o suficiente para deixar-se levar por ele.
Louco de desejo e de ciúmes, Armando desatou o laço que atava o vestido de Betty no ombro, fazendo com que caísse ao chão, logo, deitou-se sobre a ex-assistente que caiu com as pernas afastadas na cama apenas de lingerie. De pronto, ele começou a passar a mão sobre seu corpo, enquanto a beijava desesperado. Ela desabotoou sua camisa para tirá-la e poder acariciar as costas dele, como ele gostava tanto. O corpo de Betty se contorcia a cada toque de seu ex-chefe, logo, ele teve que abrir o zíper de sua calça, tirá-la junto com a boxer para permitir que a possuísse como tanta desejavam.
—Vai ver, Beatriz! Por me deixar louco! Diga que é minha, só minha!
—Sabe que sou sua, doutor!
(beijos)
Armando a possuiu desesperado e de forma intensa. Após outro amor, mais calmo e mais doce, colocou-a no seu peito.
—Está como fome? Quer que peça algo?
—Ah, eu estou cansado! Procurei hotéis o dia inteiro! Prefiro descansar! Isto é se me deixar ficar aqui, de fato. Me deixa? (pediu-lhe com olhos de súplica)
—Deixa ver... (beijo) Acho que sim. Foi muito lindo, doutor!
—Sim, Betty! Foi lindo fazer amor ouvindo o som do mar!
(Eles se beijaram e adormeceram nos braços um do outro, exaustos.)
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