E se vc não lembrar?
41 Capt 41-O outro lado de Carlisle... Edward Povs
Eu tinha certeza de que o perigo se aproximava, mas eu ainda tinha esperanças de que eu não colocasse Lucy em perigo, mas era tarde demais, foi
como um raio, novamente estavamos em perigo, talvez se eu sequer tivesse chegado perto dela, eu não teria de protege-la agora.Lucy me encarava com o olhar de medo, talvez medo de que eu fosse abandona-la novamente, mas eu não podia fazer isso, por mais que eu achasse quefosse a coisa correta a fazer.– Nem pense.. Ela sussurrou como se pudesse ler minha mente.– Não, estarei com você até que o perigo passe. Eu respondi– Edward entenda que por mas novo que seu mundo seja para mim, eu já compreendi que ele também pode ser extremamente perigoso para um pobre humana quenem eu. Ela me respondeu convicta.– Ainda assim, eu não me sinto a vontade te pondo em perigo. Eu respondi– Vocês dois podem por favor prestarem atenção no que Carlisle tem a nos dizer. Alice pediu petulante.– Primeiro queria que vocês entendessem que eu era um recém-nascido, e como todos eu estava fora de controle, apenas seguia meus instintos. Carlisle disseenquanto caminhava pela sala.– Carlisle quem era o vampiro junto com você? Alice perguntou me deixando ver a imagem de Carlisle junto com um homem encantador, tão antigo quantoum dos Volturis.– Lestat di Linttencourt, ele fora meu criador. Carlisle respondeu com um tom de dor na voz.– Naquela epóca eu ainda era um recém-nascido, repleto de força e sede, e o tão louco desejo que quase todos aqui já sentiram, resumindo eu estava totalmente fora de controle, e Lestat sabia como se aproveitar disso, por isso eu e ele juntos caçávamos pelas madrugadas da França, demorou até queeu tomasse meu controle, mas eu e Lestat formávamos uma boa dupla, eramos como dois irmãos, apesar dele ser bem difícil de lidar, ele podia ser tãocruel como o próprio diabo, mas antes que eu pudesse perceber isso, fizemos algumas atrocidades juntos, me arrependo profundamente por ter deixadoque ele me guiasse daquela maneira, e antes de vocês Vlad fora meu primeiro filho, mas como eu ainda era um recém-nascido, não podia ensinar a ele como sobreviver no nosso mundo, muito menos como se comportar, então ele se tornara livre, e partiu naquela mesma semana, só voltei a encontra-lo alguns anos depois no mesmo parque aonde o vi pela primeira vez com sua amada família, ele partiu para cima de mim como se fosse me matar ali mesmo,mas eu já havia amadurecido e partir antes que ele pudesse se dar conta. Carlisle terminou de contar a história sentando-se na frente de Lucy, garantoque se pudêssemos chorar, ele com certeza estaria secando as lágrimas que estariam em seu rosto.– Carlisle não fique assim, todos nos te perdoamos. Esme disse tentando conforta-lo.Porém uma curiosidade me veio a mente, como Henry poderia conhecer Vlad, será que ele era parte do plano dele de se vingar da minha família, mas antes queeu pudesse concluir meus pensamentos Henry me interrompeu:– Deixe-me tirar suas dúvidas Edward Masen Cullen. ELe disse com o tom de voz petulante– Continue... EU pedi– Bem, eu conheço Vlad, pelo simples fato de que eu fui o criador de Lestat,e antes que diga alguma coisa, eu o criei conforme viviamos na época, mas a crueldade e a tal petulância a qual Carlisle se referiu já existiam nele, creio que ele fora meu maior erro, mas já está feito, eu não o vejo a quase 3 séculos, e creio que Carlisle não o encontrou mas desde do fim da primeira guerra, se não estou enganado? Henry indagou– Sim, meu velho amigo desde do fim da primeira guerra que não vi mas Lestat. Carlisle respondeu– Bom, mas que providências tomaremos em relação a Vlad? Alice perguntou– Eu preciso saber logo para que eu possa proteger Lucy. Eu indaguei– Creio que todos teremos que juntar forças e criar um plano inteligente para contra-atacar se for o caso, mas primeiramente eu e Carlisle tentaremosresolver isso do velho modo. Henry respondeu enquanto observava a noite estrelada pela janela.– Obrigado meu caro amigo. Carlisle agradeceu.– Edward você terá que tirar sua humana da cidade. Henry me alertou– Mas para onde eu a levarei? Eu o indaguei– Talvez para minha nova mansão, assim ficara difícil de Vlad se aproximar de vocês, porém vocêterá que confundi-lo, assim como nós o faremos, porque Vlad é tão cruel quanto Lestat e ele também um rastreador assim como James. Henry me respondeu me surpreendendo, como ele saberia de James, será que ele também sabia sobre Bella e Lucy.Lucy estava assustada em meio a toda aquela confusão, acho que ela ainda não se dera conta de que estava no meio de uma sala repleta de vampiros, e que havia um vampiro atrás de todos nós, e que ela com certeza seria seu primeiro alvo, não eu poderia deixar aquilo acontecer, a peguei em meu colo,enquanto as lágrimas rolavam pelo seu rosto em formato de coração, pela primeira vez ela deixou transparecer seu medo, eu estava contente que ela
estivesse com medo, talvez ela fosse um pouco menos encorajada do que antes, quando era Bella, mas eu não podia me deixar enganar por suas lágrimas.– Não pense que estou com medo de vocês,na verdade estou com medo de perder vocês. Ela disse entredentes enquanto se agarrava a minha camiseta de algodão.– Não se preocupe nos podemos nos cuidar, mas você terá que ficar longe por algum tempo. Eu respondi– Não, eu não quero. Ela resmungou– Mas terá para o seu próprio bem, você e sua mãe. Eu retruquei– O que vamos dizer a minha mãe, para faze-la viajar assim? Ela me indagou– Deixe comigo. Eu já tinha em mente alguma coisa.Assim que chegamos na porta da casa de Lucy, a Sra.Amber veio abrir a porta ao me ver pela janela com Lucy no colo– Entrem, o que aconteceu? Ela perguntou– Nada, ela apenas dormiu no caminho e eu não quis acorda-la. Eu menti percebendo que Lucy me encarava com um dos olhosentreabertos.– Venha, vamos coloca-la na cama. Sra.Amber me disse subindo as escadas.Eu a segui com Lucy no colo, e a pus na cama, enquanto sua mãe a cobria, e soltava seus cabelos, que caíram sobre seu rosto, a deixando ainda mas bonitae parecida com Bella, a cada minuto tinha certeza de que ela era com certeza a minha Bella, apesar de os fatos já terem me comprovado isso, mas meu coração ainda relutava.– Sra.Amber tenho um convite para lhe fazer? Eu a indaguei– Sim, querido diga.. Ela respondeu– Eu e minha família temos uma casa ao sul das montanhas, e gostaríamos de saber se vocês iria gostar de passar o final de semana conosco lá? EU pergunteiesperando que sua resposta fosse sim, senão eu teria que tomar atitudes drásticas.– Sim, Edward porque não, me ligue para avisar quando iremos. Ela concordou sorrindo– Sim, claro, acho que iremos nesse final de semana. Eu respondi.– Hmm, Ok. Ela sorriu– Tchau. Eu me despedi saindo pela porta.E dei partida com o carro para que ela pensasse que eu fui embora, mas a verdade era que com Vlad a solta em busca de nós, eu não deixaria Lucy sozinha um segundo, então assim que as luzes da casa se apagaram, eu voltei correndo em minha velocidade vampírica, e entrei pela janela do quarto de Lucy, que agora estava realmente dormindo, seu sono parecia tranquilo pela primeira vez, me aproximei aninhando ela em meu colo, enrolada no cobertor, enquanto acariciava seus cabelos, e fechei meus olhos, entrando num transe profundo, me perdendo em minhas memorias, e por mais que eu apenas quisesse viver essa segunda chance que me fora dada, eu não podia esquecer Bella, eu não esquecia sequer de nenhum detalhe do que a levou a pular daquele penhasco, e as coisas agora me pareciam estranhamentefamiliares.
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