E se um reencontro o destino preparasse...
183 Capítulo 183:
Notas iniciais
– Você tava lindo em cima daquele palco. – Anita disse interrompendo o beijo. – Mais quem era a garota da musica hein, ela deve ser muito incrível mesmo. – Anita falou brincando.
– E ela é, e tá aqui na minha frente agora. – Afirmou Ben, envolvendo sua mão aos cabelos dela, seguido de um beijo com vontade.
– Você sabe onde a gente tá, na dispensa do Embaixada. – Anita se viu as gargalhadas.
– O Martin tava trancado com a Micaela lá no escritório, foi mal. – Ben acabou rindo.
– Não tem problemas, o que vale não é o lugar, mais a companhia. – Disse Anita e os dois embarcaram em um beijo acalorado. – Ai, ai, ai. – Anita reclamou quando bateu as costas na estante atrás dela.
– Foi mal. – Ben disse com os dois invertendo as posições.
– Vem cá, deixa eu te perguntar uma coisa. – Falou ele sentando ao chão, enquanto segurava a mão dela.
– Hãm o que. – Questionou ela sentando ao lado dele.
– Aquela historia de viagem, é serio. – Indagou ele, a encarando curioso.
– Bom sim, porque se tá me perguntando isso. – Anita falou um pouco confusa.
– Não sei Anita, viagem, não sei se é uma boa ideia. – Disse ele, receoso.
– Porque, o que tem de mais nisso, você não quer porque exatamente. – Ela ficou confusa, querendo uma resposta verdadeira dele.
– Não é que eu, eu não queira viajar com você, só com você. – Ben quis se justificar. – Só que eu já te arrastei pra uma coisa parecida uma vez, e aconteceu enfim, você sabe. – Ben disse, ficando com medo da reação dela.
– Você não pode se culpar por nada disso, não tem nexo. – Anita afirmou, como forma de afastar os devaneios dele.
– Dificílimo, você não tem ideia de quantas vezes, eu disse pra mim mesmo, que se eu não tivesse proposto aquela viagem pra você, nada de ruim tinha acontecido, o Antônio não teria feito o que fez. – Ben expôs suas aflições.
– Você não pode se culpar por isso. – Afirmou ela taxativa. — O Antônio ia dar outro jeito de infernizar nossa vida, você acha o que, que só porque essa oportunidade da viagem não tivesse existido, ele iria desistir, não, ele não iria Ben. – Anita quis mudar os pensamentos dele.
– Anita aqueles três dias, que nós passamos lá naquele lugar longe de tudo, sem sombra de dúvidas foram os dias mais felizes de toda minha vida, só que ao mesmo tempo foram os dias que mais trouxeram sofrimentos pra nós dois, e principalmente pra você. – Ele se explicou.
– Mesmo não querendo ela teve que concordar com ele. – Eu sei, nós lidamos com uma situação muito difícil. – Anita tentou entende-lo.
– Exato, e não tem como eu não me sentir responsável por isso. – Disse Ben abalado.
– Mais, a gente não pode deixar isso nos paralisar, a vida toda, certo. – Ela argumentou para convencê-lo.
– Anita de verdade. – Pediu ele. – Quantas vezes, depois de toda a tristeza que você passou, você não desejou que aquela noite nunca tivesse existido, quantas vezes você não se arrependeu. – Perguntou Ben, encarando o semblante arredio dela.
– Sinceramente. – Suspirou ela.
– Mesmo. – Ele respondeu.
– Eu cai num abismo que às vezes parecia não ter fim, e isso não foi segredo pra ninguém. – Falou Anita, tomando coragem. — Mais, eu acho que, eu sinto muito mais por ter acreditado no Antônio, e ter desconfiado de você. – Afirmou ela. – Ben eu não sei se o problema maior foi o que aconteceu, ou pior foi achar que a minha história com você não existia ,não de verdade, talvez eu não consiga ainda separar tudo isso, pra pesar com exatidão em tudo e saber o que o pior. – Anita alegou, e Ben lhe encarou atenta. – Eu acho que a pior parte foi assimilar isso tudo, perceber que era real, e que nada iria voltar a ser como era antes, você tava longe, e depois descobrir que eu tinha sido muito injusta em todas as vezes que eu te culpei por isso, eu me vi sozinha, isso foi pior. – Ela se viu emocionada. – E quando eu cai em mim, nem mesmo provar pra nossa família, corrigir o erro que eu cometi com você, isso não iria mudar as coisas, talvez fizesse eu me sentir menos pior, mais não iria te trazer de volta, eu não vou mentir, e eu não menti, eu te odiei muito nessa história, se é que essa é a palavra certa. – Desabafou ela, com a cabeça baixa encarando as próprias mãos. – E quando eu descobri que você tava com a Sofia. – Sorriu desconcertada ela. – Eu quase voltei pro poço de novo, e eu me senti traída principalmente por você, porque você não me contou, você deixou que eu descobrisse do jeito que foi, aí tudo se confundiu, porque eu cheguei a te perguntar se você tinha algo com ela, aliás, eu perguntei pros dois, e vocês negaram, eu me senti sozinha, como se ninguém se importasse. – A garota se viu com os olhos lacrimejados. – Como se todo mundo tivesse pensado, “deixa a Anita, quebrar a cara sozinha mesmo, ela prefere fazer isso.”, e foi, ninguém se importou, eu fiquei sozinha, mesmo que a Julia e o Serguei, não deixaram de falar comigo, porque lá em casa essa história se desfez, com todos rodando sua vida, e eu não, eu parei no tempo, no espaço, eu passei a simplesmente levantar e dormir, acordar de novo, e quando eu estava ne mesa com todo mundo, nas poucas vezes que eu fazia isso, ali eu tinha certeza, que a única que lembrava o que tinha acontecido era eu, até você tinha passado por cima, eu odiei muito a Sofia, e aqueles tapas que eu dela aquela dia. – Murmurou ela enxugando uma lágrima. — Quando ela, pegou os papeis lá na empresa, não foram de raiva, foram de desprezo, porque ela já tinha você. – Ela o olhou por um segundo e continuou . — Só que não se contendo com isso, ela tinha que arruinar o resto que sobrou da minha vida, que não era muito, e até hoje pensar nisso tudo me dá muita raiva, por isso que a gente briga, você sabe disso, tem muita magoa no meio. – Ben acabou confirmando com a cabeça. – Mais saber que você não tinha nada com aquilo, me fez ter raiva de mim mesma também, fui eu que afastei você, e isso eu não posso colocar na conta da Sofia, e eu passei a não me arrepender do que passou, eu tinha que acreditar que. – Se calou ela.
– Que. – Ben indagou com a voz engasgada.
– Que o que. – Anita suspirou, antes de qualquer coisa. — Que o sentimento que nos unia era maior que aquilo tudo, e talvez hoje eu acredite nisso. – Sorriu ela. – Eu não queria, eu me negava a acreditar no contrário, eu não podia, acreditar que tudo que a gente passou foi em vão, eu precisava de um sopro que fosse de realidade, de verdade, até mesmo pra eu não cometer uma loucura. – Confessou Anita, com seu rosto sendo dominado pelas lágrimas. – E me perdoa. – Ela pediu, escorando a cabeça no ombro dele.
– Você sabe que, eu tenho muito mais motivo pra te pedir perdão do que você. – Disse ele, com os olhos levemente marejados, ao sentir as lágrimas dela molharem sua camisa. – Me promete uma coisa, que a gente vai esquecer isso, que é a ultima vez que você vai me pedir desculpas, por uma coisa que não foi tua culpa. – Ben falou em suplica, levantando o rosto dela para que a garota lhe encara-se.
– É a Julia me contou uma história. – Anita proferiu ao lembrar.
– Anita não enrola. – Rebateu ele, ao perceber que Anita não queria responder.
– Não é que. – Anita riu sem graça. – A Julia me disse, que aquele dia da praia que você acabou me vendo beijando o Antônio, você sumiu no mar e quase morreu afogado, me diz que você fez de propósito isso. – Questionou Anita, querendo estar errada ao pensar que foi proposital.
– Ué de repente, eu sou tão maluco quanto o Antônio pode ser de família isso. – Soltou ele rindo, fugindo da resposta, e querendo quebrar o clima tenso que pairava entre os dois.
– Ai para Ben, não brinca. – Ela bateu no ombro dele. — Seria muita estupidez da tua parte fazer isso de caso pensado, eu não merecia, eu fiquei mais louca ainda quando eu soube disso. – Confessou a garota.
– Anita, isso que a Julia disse foi verdade, mais eu não sei, o que eu queria realmente com aquilo, acho que eu queria desafiar o mundo ou eu pensava que assim ele iria me dizer o porque do castigo, é eu acho que eu tenho um lado de masoquismo dentro de mim, ficar sem você não foi uma coisa fácil, e ainda mais pensando que eu poderia ter impedido isso, principalmente se eu tivesse enchido o Antônio de pancada, até ele confessar que estava com o vídeo, e mais ter contado pra você tudo de uma vez. – Ben esclareceu.
– Ben você não vai mesmo, tirar isso da tua cabeça. – Previu a garota preocupada.
– O que? — Acertar minhas contas com o Antônio, não, aliás esse negócio dele ter te ameaçado tá passando em branco ainda, porque eu fiquei mais ocupado em brigar com você, e acabou esfriando, olha só isso é um direito meu, tá bom, e nada que você me diga vai fazer com que eu mude de ideia, desisti, isso é um problema meu com ele, um problema que eu já devia de ter resolvido, aquele dia que fui na instituição ver o Antônio eu não bati nele, mais quando eu sai de lá e me dei conta do que ele fez, eu me arrependi e muito. – Afirmou Ben, enfurecido com as atitudes do irmão.
– Meu deus! – Disse Anita batendo a própria cabeça contra a parede, pasma com os impulsividade de Ben. – Você não pensa, você não tem medo do Antônio, do que ele pode fazer até contra mim, sei lá, você simplesmente acha que pode com tudo. — Ela quis argumentar, receosa com os pensamentos dele.
– Não, primeiro que ele não vai fazer nada com você, e eu acho bom ele ficar esperto, o problema do Antônio é comigo, sempre foi, você só entrou nisso porque era minha namorada, e eu já tive paciência até demais Anita, que cara que iria ver ele fazer o que fez, e iria ter aceitado. – Ele contrapôs.
– E é né, eu acho que eu tenho até que agradecer a Sofia, por você ter se enrabichado com ela, e não ter ficado pensando besteira, porque se não eu tenho até medo do que podia ter acontecido. – Anita retrucou anestesiada.
– Então não pensa, porque eu não vou deixar o Antônio fazer nada contra a gente, e dessa vez eu não vou deixar. – Falou Ben categórico, Anita apenas o encarou séria.
– Ai, Ben, chega né, melhor a gente mudar de assunto, mas dá até medo de pensa, o que tá passando na tua cabeça. – Afirmou ela, tensa. – Pelo menos não faz nada, sem eu saber, que burrice a minha, óbvio que você não vai me falar. – Anita se deu conta, balançando a cabeça negativamente, arrancando uma risada dele.
– É tá bom, eu posso tentar. – Disse ele a abraçando e com um beijo.
– Que situação, a vida da muita voltas, só que no nosso caso deve ter passado do ponto. – Garantiu ela rindo, eles continuaram abraçados.
– É talvez, mais a gente ainda tem um ao outro. – Disse ele, mexendo nos cabelos dela. – E uma viagem pra produzir. – Afirmou o garoto.
– Ou uma encrenca, não é. – Anita exclama, e os dois se uniram em um beijo.
– Então, lá no salão esta muito barulho, melhor a gente conversar aqui se você não se importar. – Fred disse entrando com Julia.
– Não imagina, mais o que foi. – Julia questionou meio nervosa.
– Então é. – Fred respirou para tomar coragem.
– Quem é. – Ben indagou Anita, quando escutou a voz de alguém.
– Espera. – Anita disse pedindo para ele fazer silencio. – Fred e a Julia. – Ela garantiu sorrindo.
– Espera aí, o Fred e a Julia, que parte que eu perdi. – Sussurrou Ben se vendo sem entender muita coisa.
– Todas, agora vamos, vem vamos sair daqui. – Anita levantou puxando Ben.
– Ah não. – Se negou ele.
– Ah sim, o que, vai ficar escutando a conversa dos outros, sem chance. – Anita falou, e ele levantou-se.
– Também não tinha outro lugar não, assim fica difícil. – Resmungou ele.
– Vamos sair pela porta de cá. – Falou ela, apontando para a porta a frente deles. – E depois eu quero ver o show da Gio, também né. – Concluiu ela.
– E eu quero te beijar, como a gente faz. – Afirmou Ben travesso, empurrando ela contra a parede e roubando um beijo.
– Para quieto, que coisa. – Anita ordenou afastando ele, já abrindo a porta. – Melhor não atrapalhar eles. – Anita cochichou, Ben apenas revirou os olhos e saiu atrás dela.
– Então Julia, eu sem dúvidas te acho uma pessoa incrível, e em minha vida eu já passei por coisas difíceis, mas isso tudo aqui, essas pessoas que eu conheci me fizeram querer seguir em frente. – Falou ele.
– Que bom, mais onde eu entro nisso. – Julia perguntou sorrindo.
– E eu acho que quanto mais eu convivi com você, mais eu me apaixonei por você. – Declarou ele.
– Mais, não Fred, eu acho que eu agi por impulso, você não precisa fazer isso por mim. – Julia afirmou receosa.
– Não, não, nunca, eu estou sendo sincero. – Garantiu Fred.
– Eu também me apaixonei por você, não nego, mais eu não sei o que fazer agora, confesso. –Disse ela um pouco insegura.
– Então vamos tentar, vamos descobrir juntos o que fazer. – Sugeriu ele sorridente.
– Claro, eu iria adorar, não vou mentir. – Julia confessou, e os dois se olharam fixamente e se uniram em um beijo.
Um tempo depois...
– Ah o concurso de dança foi uma ideia ótima Meg. – Julia a elogiava animada, ela bem que tentava esconder sua felicidade sobre o que conversou com Fred mais cedo, mas estava difícil.
– Ah eu espero que de certo mesmo, acho que vai ser bacana. – Respondeu Meg, as duas conversavam escoradas no balcão do Embaixada.
– Ah vai sim, tem tudo pra ser um sucesso. – Afirmou Julia sorridente.
– Oi. – Mariana falou vindo até elas.
– Oi. – Respondeu elas.
– Tudo bem. – Julia questionou, tentando ser simpática, apesar das falações de Anita sobre a garota.
– Tudo sim. – Disse ela de volta com um sorriso.
– Engraçado o Ben e a Anita, estão sempre juntos, eles parecem bem amigos. – Afirmou Mariana, prestando atenção nos dois que conversavam e riam em um canto do restaurante.
– Muito, amicíssimos. – Meg disse em um tom, irônica.
– Bom eu vou pegar um suco. – Falou ela saindo.
– Vem cá, a Anita já tá sabendo do interesse dela pelas companhias do Ben. – Indagou Meg a Julia.
– Não sei, mais na boa nem fala nada, porque a Anita já anda cheia de coisa na cabeça, melhor a gente nem se meter nisso. – Julia justificou preocupada com a amiga.
– Olha vou te falar a Anita, tem um carma na vida dela não é possível. – Meg afirmou sorrindo debochada.
– Eu to ti falando. – Anita falava a Ben em meio às gargalhadas.
– Não, não, isso não é sério, como. – Retrucou ele.
– É sério, para você tá zoando é isso, eu te falando. – Anita respondeu rindo.
– Não, não é isso, mais na boa não dá pra acreditar nisso. – Afirmou ele achando graça.
– Ah tá bom então, parei com você. – Anita pronunciou , batendo no braço dele de leve.
– Não promete aquilo que você ao pode cumprir. – Afirmou ele, sorrindo, segurando na mão dela.
– Tá muito convencido disso você. – Anita falou, com um sorriso, com os dois trocando olhares.
– Oi, o show tava um máximo gente. – Mariana disse chegando até os dois.
– É tava. – Falou Anita soltando sua mão da do garoto.
– Sabe eu não sabia que o Martin cantava. – Falou ela.
– É nem eu, é novidade há um bom tempo já. – Anita respondeu sem vontade.
– Mais vocês eram namorados, e nem você sabia. – Retrucou Mariana.
– Éramos, não somos mais, e o Martin as vezes surpreende mesmo. – Anita afirmou e encarando.
– Certo, e vocês vão ficar o tempo todo ai. – Questionou ela, curiosa.
– E dai, já parou pra pensar que a gente tá porque quer. – Anita respondeu, encarando Ben de relance.
– É mais sei lá, vocês moram juntos, estudam juntos, e tão sempre juntos, você não negam mesmo que fazem parte da mesma família. – Mariana afirmou, meio intrigada.
– E tem alguma coisa de errado nisso, duas pessoas se darem bem. – Perguntou Anita descarada, cruzando os braços.
– Eu vou pegar u suco pra gente. – Falou Ben a Anita, se retirando.
– Acho que não, mais sei lá, vamos combinar tá cheio de garota aqui, e o Ben fica a noite toda conversando com você, é no mínimo intrigante. – Exclamou ela, fitando Anita com curiosidade.
– E seria porque, onde é que você tá querendo chegar com essa conversa me fala. – Anita retrucou já impaciente, sendo direta.
– Não sei , em lugar nenhum, é realmente você são quase irmãos mesmos. – Justificou ela.
– O Ben não é meu irmão, ele é filho do Ronaldo, nem criado junto a gente foi. – Anita disse querendo esconder a irritação, ela já havia cansado de ouvir aquilo da mãe, para agora uma quase estranha lhe dizer o mesmo.
– Foi mal, é que tua mãe que diz isso ai confunde. – Explicou-se a garota.
– Tudo bem, eu vou falar com a Julia, o resto porque você não pergunta pro Ben, quem sabe assim você não mate a charada. – Anita soltou saindo irritada. – Fica a vontade. – Afirmou ela ainda virando-se, antes de ir embora.
– Essa garota tá me irritando ao máximo já. – Anita esbravejou chegando ao balcão.
– Anita, para, olha só você não vai dar o ultimo motivo que meu o pai e a Vera querem, pra ferrar de vez com a nossa vida. – Ben quis acalmá-la.
– Infernizar porque, eles nem sabem da gente, esqueceu, deus meu. – Anita rebateu tensa.
– Não começa vai. – Disse ele.
– Tá bom, parei, foi um pensamento ruim, momentâneo. – Afirmou ela, suspirando.
– Aqui gente, dois sucos. – Omar falou soltando os copos no balcão.
– Obrigado. – Agradeceram os dois.
– Ai mina, posso falar com você. – Afirmou Luciana, chegando ao lado dela.
– Ué fala, mais se é problema passa amanha. – Anita respondeu, se negando a ouvir mais devaneios.
– Então se alguém perguntar por mim, diz que eu fui dar um role nas quebradas, não vou pra casa. – Luciana falou comunicando.
– Ah entendi, nas quebradas ou não quartinho do Omar, eu bem vi vocês antes. – Anita não resistiu em implicar.
– Que isso, me respeita ou sou tua tia. – Luciana disse disfarçando.
– É pode ser, mais se bobear eu tenho mais juízo que você. – Anita riu.
– É né, ou não, mais ó, cuida das tuas tretas, que já são muitas, só acho. – Luciana retrucou, descompensada.
– Ah ótimo, mais uma, ah tia, eu acho que eu até já to desistindo de tentar resolver esse novelo enrolado que tá virando minha vida. – Ela falou cansativa.
– Relaxa, contar é fácil, o difícil é encarar o depois. – Luciana respondeu debochada.
– Ah valeu, agora to feliz. – Anita disse sorrindo irônica.
– Bom eu fui. – Luciana afirmou, indo embora.
– Vem cá, a Luciana e o Omar, eu entendi direito. – Questionou Ben, para Anita.
– É pra ti ver, que nós não somos os únicos a esconder as coisas por aqui. – Anita caçoou.
– É né, ali tem mais dois. – Disse Ben referindo-se a Sidney e Sofia, se discutindo parados a porta.
– Ham e desde quando. – Anita ficou confusa, soltando o copo.
– Desde sempre, sei lá, e nem eles mais sabem. – Ben afirmou rindo.
– A Sofia nunca vai admitir que gosta do Sidney, só um milagre. – Anita expôs, o que não a impediu de rir.
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