E se um reencontro o destino preparasse...
131 Capítulo 131:
Notas iniciais
– O que tá havendo aqui, onde é o incêndio hein gente. – Anita indagou entrando em casa e fechando a porta.
– A tia Luciana, que não consegue nem se quer preparar uma panela de arroz. – Pedro respondeu sentando a mesa, com cara de desanimado.
– Ah entendi. – Anita jogou a bolsa em cima do sofá.
– Poh, foi mal, mas eu não levo muito jeito pras esses afazeres domésticos, faço o que eu posso, tá ligado. – Luciana afirmou vindo da cozinha e se sentando na sala.
– Ai Anita ainda bem que você apareceu, aliás, você demorou hoje hein. – Giovana proferiu chegando até eles.
– Eu tava, resolvendo umas coisas, vem cá qual foi, eu não devo satisfações pra vocês não. — Ela perdendo a paciência falou.
– É eu tenho treino de vôlei mais tarde, não posso ficar sem almoço gente. – Vitor reclamou.
– É também ninguém merece comer a comida da tia Luciana, não é gente. – Sofia falou revirando os olhos.
– Ah, vem cá, eu não sou responsável pela alimentação de vocês não, vocês não acham que estão bem grandinhos pra se virar do todo mundo. – Anita disse incrédula.
– Não, você não, mais a mamãe é, não é gente, poxa depois que ela foi trabalhar isso aqui virou uma zona. – Sofia resmungou.
– Detesto concordar com a Sofia, mas infelizmente é verdade. – Giovana afirmou.
– Vocês não acham, que estão se comportando que nem um bando de crianças de seis anos, não. – Ben falou quando chegou, e escutou parte da conversa.
– Mais é a verdade tá bom, ah na boa, não enche Ben. – A loira se irritou.
– É mais o Ben tem razão, vocês podem muito bem se virar sem a mamãe, não vão morrer por isso, aliás, eu só vou continuar ajudando se vocês também fizerem a parte de vocês ou caso contrário, acabou a moleza. – Anita afirmou. – Eu vou fazer o almoço, mais a louça é de vocês. – Anita comunicou.
– Tá, Anita certo, mais vai logo, por favor. – Giovana concordando querendo apressa-la.
– Eu mereço, agora a escrava sou eu. – Anita resmungou. – Bom, acho bom vocês aproveitarem, porque daqui uns dias, talvez eu não esteja mais por aqui. – Anita afirmou, lembrando-se da confusão que ainda viria.
– O que você tá querendo dizer com isso Anita. – Sofia perguntou intrigada.
– Nada, foi só um modo de falar. – Respondeu ela.
– Vem cá você vai ficar a tarde aí. – Ben falou chegando até Anita, que lavava uns copos na pia.
– Você não tem que trabalha, não o coisa chata. – Anita implicou com ele rindo.
– É tenho, mais eu não sei se eu vou conseguir, essa casa tá tão vazia hoje. – Ben afirmou sorrindo, escorando sua cabeça no ombro dela.
– Não, não, nem pensar eu não quero ser acusada por você perder o emprego, não brinca vai. – Anita respondeu achando graça dele.
– É, será, tem certeza. – Ele disse a puxando pelo braço, com um beijo.
– Para, eu to lavando a louça, to com a mão toda ensaboada sabia. – Anita afirmou rindo.
– Tremendo empecilho isso sabia. – Ben disse sorrindo.
– Você não existi sabia. – Ela falou o encarando.
– Tem certeza. – Ben rebateu rindo.
– E ai, Ben você não tinha que ir trabalhar, esqueceu o que aqui na cozinha. – A mãe do garoto afirmou chegando.
– Nada, quer dizer, não sei. – Ben tentou segurar o riso, se afastando de Anita.
– Ah claro. – Ela respondeu séria aos dois.
– Bom, é eu vou indo, tchau. – Ele falou olhando para Anita.
– Tchau, bom trabalho. – Anita proferiu, achando graça da situação.
– Tchau, tchau. – Afirmou Ben saindo.
– Vocês estão brincando com a sorte, e acho que vocês tem consciência disso. – Cícera disse a garota.
– Eu sei, mas é que eu, a gente enfim. – Ela não soube como se explicar.
– Bom, eu não vou me meter nisso, mas vocês sabem que esta situação esta errada, e eu sinceramente não concordo. – Cícera argumentou.
– Você tem razão, mais cedo ou mais tarde, nós vamos ter que colocar um ponto final nisso. – Anita concordou, meio desconfortável.
– Bom eu vou dar uma saída. – Comunicou ela com um sorriso.
Mais tarde.
– Oi Ju, entra. – Anita afirmou quando a viu parada a porta.
– E ai, te liguei mais você não atendeu. – Julia disse a ela alegre.
– É, eu devo ter deixado meu celular lá em baixo. – Anita justificou.
– Que você tá fazendo hein Anita. – Julia perguntou quando a viu mexendo no computador atenta.
– Procurando o histórico da rede da casa da Maura. – Anita respondeu rindo.
– Oi, a troco de que. – Julia indagou sem entender.
– Pra ver se acho alguma coisa das pesquisas do Antônio, eu pedi a senha pro Sidney, achei mais fácil tentar daqui do que ir lá na Maura. – Anita explicou.
– Anita você pretende achar o que com isso. – Julia perguntou.
– Ué, a Antônio deve ter feito alguma pesquisa desse pai aí, então tem que ter alguma coisa. – Anita afirmou.
– Anita, você não acha que anda muito obcecada nisso. – Julia argumentou.
– Julia, relaxa eu não vou me meter em nenhuma encrenca, eu pedi uma dicas pro Paulino, e se eu achar alguma coisa preciso descobrir se isso tudo é verdade não é, só assim eu vou saber quem é esse pai do Antônio. – Anita falou.
– Amiga, será que não é melhor você esquecer isso, você tá com Ben. – Julia afirmou.
– Estou, mais Julia, isso não apaga tudo que o Antônio fez, e ele vai aprontar alguma pra cima da gente, pra todo mundo aqui, eu não posso deixar isso acontece, e logico que eu não vou chegar perto do Antônio não é, eu não sou maluca, quero distancia desse garoto. – Anita justificou fechando o computador.
– Eu só não quero que você se meta em nenhuma roubada, aliás, você e o Ben não é, que eu bem sei que ele anda te ajudando nisso. – Ela aconselhou.
– Por isso mesmo, eu não esqueço o que Antônio fez, eu nunca vou esquecer, e eu não posso deixar esse cara ficar impune, o Antônio é capaz de tudo Julia, imagina se ele quando ele souber de mim e do Ben, ele vai enlouquecer de vez, e até lá, eu tenho que ter pelos menos uma ideia do que ele anda planejando. – Anita afirmou taxativa.
– Tá Anita, você tem razão, ele vai continuar no pé de vocês, mas vocês não podem perder o foco das coisas por isso. – Julia justificou sua preocupação.
–Julia, a gente perde o foco, é se pegando escondido por ai, relaxa eu não vou atacar o Antônio pela frente, se tem uma coisa nessa história toda foi a ficar na minha quando eu sei ou desconfio de algo, com o infeliz do Antônio tem que ser assim. – Anita tentou tranquiliza-la.
– Certo, eu vou acreditar em você. – Ela respondeu.
– Eu to bem é sério, contando meia dúzia de mentiras diariamente, mais estou. – Anita falou sorrindo. – Tá tudo certo, eu to ótima, aliás, eu acho que eu nunca estive tão bem, depois de tudo que houve, como agora. – Ela tentou acalma-la.
– Tá acho, que você tem razão, você anda até alegrinha de mais. – Julia quis implicar com ela.
– Ah tá bom, ou é de menos ou é de mais não é, não pode ser um meio termo não. – Anita afirmou com um abraço.
– Ai amiga. – Julia respondeu rindo.
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