Notas iniciais
Ok! Esse é o último capítulo! Eu vou postar um extra então tecnicamente esse é o penúltimo. Me desculpem pela demora mas eu vou fazer meu primeiro simulado de minha vida na terça ou seja *fazendo uma arma com a mãe e fingindo atirar na própria cara* *com a língua pra fora*. Claro que o fato de eu ter notado que o Control C Control V para copiar do Word pad voltou a funcionar só agora não ajudou muito

Hana Pov's

Maldição, eu só tinha duas balas! Era para eu ter matado as duas! Me vi obrigada a fugir. Eu saí daquela cidadezinha abandonada, que por sinal era um local perfeito para um assassinato.

Assim que saí daquela cidade, entrei em um bar e me sentei no balcão. Recebi uma ligação de meu superior, ele me perguntou se a minha missão foi completada. Eu expliquei a situação, assegurei que a mais velha morreria, ela tinha levado dois tiros, não tinha como ela ser socorrida naquela cidade abandonada a tempo de não morrer de hemorragia. Ele disse que não importava se a mais nova está ou não viva, só a mais velha sabia da verdade. Chamada encerrada.

Então chega no bar alguns policiais. Eu tinha me esquecido que possuía uma arma (que por sinal, nem tinha me dado ao trabalho de disfarçar ela direito), eles prenderam por estar com uma arma.

Chiharu Pov's

Agonizando, era o que eu estava fazendo. A dor era tão grande que eu não conseguia me mexer e nem falar. Sentia muito sangue saindo de meu pescoço e de meu braço esquerdo, o mesmo que empurrou Zun, impedindo que a bala atingisse sua cabeça. Eu estava deitada no chão. Zun gritava por ajuda no meio do choro, mas não havia ninguém para ouvi-la. Eu tinha muito pouco tempo, mas tinha que contar a Zun o que acontecia. Não tinha forças nem para falar, claro que o fato de uma bala ter perfurado o meu pescoço não ajuda em nada.

–Mala ... Diário ... Última página ... — murmurei.

Ela ouviu e fez o que eu disse. Ela leu silenciosamente e mais lágrimas rolavam pelo seu rosto. Ela estava sentada ao meu lado. Ela ficou totalmente em choque. Se curvou em minha direção e me deu uma abraço apertado. Meu tempo estava acabando ...

–Eu te amo irmã — disse Zun com voz de choro.

– Eu também ... — disse.

Dei meu último suspiro de vida, e morri.

Zun Pov's

Ela tinha morrido, e junto, minha vontade de viver também. Seus olhos estavam sem vida, seu coração tinha parado de bater. Um pedaço de vidro estava no chão. Eu o peguei, mas não consegui me matar assim, tive medo. Talvez se eu ficasse totalmente desidratada, eu morresse. Fiz um juramento mental: Morreria ao lado de minha irmã.

Quatro dias depois ...

Falta muito pouco para a minha morte agora. Continuo abraçando a minha irmã. É de noite. O céu está tão cheio quanto o meu coração. Não há nenhuma estrela no céu. Então surge uma estrelinha bem bonitinha no céu.

–Por favor não morra ... Eu te amo muito — ouvia a voz da Chiharu.

–Quero ficar com vocês, com a mamãe, com o papai, com você — disse com a boca seca.

–Não é a hora Zun — a estrela piscou duas vezes.

–Por favor me deixe morrer, não aguento minha vida — disse, e se tivesse água para derrubar lágrimas, eu derrubaria.

–Zun ... Por favor, só até amanhã — disse a estrela antes de sumir completamente.

Eu já devia estar tendo alucinações. Mas era a voz dela ... Eu obedecia ao pedido da estrela e jurei que ia morrer depois de amanhã.

No dia seguinte ...

Asuka Pov's

Acabo de chegar na cidade de Inazuma, só há um probleminha ... Eu estou perdida! Eu sou nova na cidade, vim para cá para conseguir chegar ao auge de minha carreira de psicologia. Estou dirigindo meu carro por umas ruas completamente vazias. Então uma coisa chama a minha atenção. Assustada liguei para a polícia.

Enquanto esperava a polícia chegar, me aproximei da menininha. Ela era muito parecida com ... esquece. Ela se encolheu e abraçou mais forte a garota morta. Ela parecia ter muito medo, traumatizada eu diria. Seus olhos estavam vazios de sentimentos, mas ainda estava viva. Estava muito desidratada e parecia estar com muita fome também. Ela insistia em ficar abraçada ao cadáver da menina, que aparentava ser mais velha. Imaginei que a morta fosse uma pessoa muito próxima a menina. Irmã? Talvez, mas onde estão os pais delas?

Assim que a polícia , a ambulância de emergência e o IML chegam eles tem que separar o cadáver da menina. Ela fica desesperada e começa a se contorcer nos braço de um socorrista. Como ela estava muito fraca, suas tentativas de ficar perto da irmã foram frustradas. Queria gritar, mas sua voz estava muito rouca e seca.

Noto que na ambulância diz o nome de um hospital: "Hospital Geral de Inazuma". Coincidentemente eu tinha uma entrevista de emprego na área de psicologia desse hospital. Os polícias cercavam o local.

Zun Pov's

~Flashback on~

Aparece do meio do nada, uma carro, e dele sai uma mulher ruiva. Ela tenta se aproximar de mim mas eu me encolho e abraço mais forte a Chiharu. Quem era ela? Ela era aquela sobra que atirou na minha irmã? Duvido, eu sei reconhecer pessoas más (apesar de estar muito fraca), e ela com certeza não é uma.

Depois de um certo tempo, chega um senhor que me levanta e me leva para longe de minha irmã. Eu tento impedir isso, mas estou muito fraca. Eu sentia a morte se aproximando.

~Flashback off~

Abro os olhos e estou em uma maca de hospital.

Asuka Pov's

Depois que ela se "recupera" (o que leva alguns dias até que ela para de olhar para o vazio e consiga se mexer um pouco), eles fazem um interrogatório, mas falaram que ela não disse uma única palavra, nada sobre o assassinato. Eles descobriram dados sobre ela porque um orfanato estava espalhando papéis de procura, e um policial viu um dos papéis. De acordo com o orfanato, o cadáver é da irmã mais velha da menininha loira. A garota já tinha jogado no FFI, o campeonato de futebol mais famoso que existe. No local do assassinato, tinha um caderno, mas este não consegue ser recuperado para ser investigado.

Levaram a menina de volta ao orfanato assim que percebem que não iam tirar nada da boca dela. Essa menina me chamou muito o interesse, ela me lembrava Cho, minha filha que morreu em um incêndio na escola aos sete anos. Ela seria idêntica a minha filha se fosse ruiva. Cho também tinha olhos cinzas, os rostos era iguais, a altura. A morte de Cho tinha me abalado muito, ela morreu uma semana depois da morte do meu marido Kiyoshi, ele morreu quando voltava para casa depois do trabalho e foi vítima de latrocínio.

Zun Pov's

Assim que me levam ao orfanato, eu ignoro tudo o que as pessoas dizem. A diretora queria falar comigo, mas ela viu que eu estava ignorando e me deixou em paz. Assim que todos foram dormir, fui discretamente até a cozinha, peguei uma faca e fui até o banheiro. Eu estava cansada da minha vida, se quisesse por um fim nisso, teria que fazer na base do sangue. Estava sofrendo com a morte de Chiharu faz um mês, ia acabar com isso de uma vez. Mas quando eu ia fazer isso, a faca voou de minha mão. O espelho começou a ficar embaçado sem nenhum motivo.

E então, como se alguma pessoa estivesse passando o dedo no espelho, apareceu no espelho a seguinte frase:

"POR MAIS FORTE QUE A TEMPESTADE ESTEJA O SOL SEMPRE BRILHARÁ POR TRÁS DAS NUVENS"

Aquilo foi tão surreal. Por meio segundo, vi Chiharu no espelho, seus olhos me pediam para que eu continuasse viva, os olhos brilhavam como uma estrela . Como pude ser tão egoísta? Ela tentou me proteger a todo custo e eu ia me matar?!

–Por você irmã ... Eu continuo viva — disse tentando abrir um sorriso, mas sem muito sucesso.

Talvez não tenha sido uma loucura devido a desidratação. Parecia ridículo, mas era a verdade. O espírito dela tentava falar comigo.

Alguns dias depois ...

Eu ia ter que continuar vivendo, teria que superar isso, por mais que seja difícil. Eu já estou me recuperando, eu voltei totalmente ao normal, que dizer, quase, eu não falo com ninguém. Alguém bate na porta. Aiko, um menino de 15 anos de um orfanato atende. Demora um tempinho, mas eu reconheci ele. Nossa o FFI já acabou? E o que ele faz aqui.

Sakuma Pov's

~Flashback on~

O FFI acabou. Voltamos para o Japão. Fo incrível ganhar o FFI, mas seria muito melhor se eu não estivesse tão confuso com o que Chiharu falou. Eu fiquei pensando se ela estaria bem. Claro que ela teve seus motivos, mas eu realmente fiquei muito mal quando ela falou para nós terminarmos.

Estávamos no aeroporto. Queria saber se ela estava bem, mas não sabia onde ela poderia estar. Kageyama morreu. Ela estava livre dele de uma vez por todas. Mas talvez ela não saiba. Espero que tudo tenha dado certo. Eu não tinha entendido direito o que ela ia fazer, ela não falou muito sobre aquilo, eu só sei que ela ia fugir para nunca mais voltar. Provavelmente ela levou a irmã menor, já que a vida da irmã dela é a que corria perigo.

Eu precisava ir até o orfanato onde ela morava (ou mora se ela não conseguiu fugir). Só tinha um problema: Eu não sabia onde ficava o orfanato. Genial! Seria impossível saber onde ficava esse orfanato.

~Flashback dentro do flashback on~

–Fiquei sabendo que você mora em um orfanato perto daqui.

–Eu vi você entrando no orfanato – ele continuou.

~Flashback dentro do flashback off~

Se Fudou tinha visto ela entrando no orfanato, ele deveria saber mais ou menos onde fica. Eu parei de pensar nele como um aliado do Kageyama, mas realmente eu nunca fui muito com a cara dele. Ele é muito chato as vezes, para não dizer insuportável. Percebo que estava pensando há algum tempo. Vários jogadores já tinham ido embora. Me perguntei se Fudou já tinha ido, mas eu o avistei ao longe, ele estava encostado em uma parede pensando em qualquer coisa. Eu fui em sua direção. Ele fez um tipo de cara enojada e tentou ir embora.

–Fudou! — chamei.

Ele bufou e se virou em minha direção.

–O que você quer? — ele disse de forma bem grosseira.

Eu já estava repensando na ideia de perguntar para ele, mas eu precisava saber.

–Um dia você disse que viu a Chiharu entrando em um orfanato — fui direto ao ponto — Queria saber onde é.

–Vai continuar querendo. Me fala um motivo para eu te contar — ele disse.

–Pela sua consideração que não é — disse me irritando.

Ele se irritou, se virou e começou a ir embora. Eu me virei e comecei a ir embora, pensava em uma outra maneira de saber onde fica o orfanato.

–Ei Sakuma -ouvi Fudou dizendo.

Eu me virei. Ele parecia muito irritado (como sempre).

–Ela mora no Orfanato Santa Juana. Eu não vou perder meu tempo te explicando onde fica — ele disse e foi embora.

~Flashback off~

Eu estou na frente do Orfanato Santa Juana. Bato na porta. Um menino ruivo sardento atende a porta, um outro órfão provavelmente.

–Pois não? — fala educadamente o menino.

–Meu nome é Sakuma Jirou. Eu procuro ... — eu ia dizer mais fui interrompido.

–Oh! Você é um dos jogadores do Inazuma Japão! — o menino diz animado e depois volta ao normal — Me desculpe. Quem você procura?

–Eu procuro Chiharu Odair — digo.

A animação dele some por completo. Ele parece pensar em alguma coisa.

–Bom ... Ela ... Não mora mais aqui — ele diz nervoso.

Ela deve ter conseguido fugir. Achei melhor perguntar outra coisa só para ter certeza.

–E a irmã dela? — perguntei sabendo a resposta. Não.

–Ela está aqui, mas não está muito bem ... Por que? — ele pergunta desconfiado.

Como assim? Ela fugiu do orfanato sem a irmã? Tem alguma coisa errada.

–Sabe onde está Chiharu Odair? — pergunto ignorando a pergunta feita por ele.

–Me desculpe, mas eu fiz uma pergunta primeiro — ele disse tentando não me ofender.

Penso um pouco antes de responder.

–Chiharu é minha amiga da Teikoku e do FFI, só queria falar com ela — digo — Agora pode me responder por favor?

–Bom é que ... Ela ... — ele está muito nervoso, se acalma e diz de uma vez — Ela morreu.

Isso não podia ser verdade ... Não podia ser ... Tinha que ser mentira ...

–Estou falando sério — digo tentando não parecer tão abalado.

–Eu tenho cara de alguém que está brincando? — o ruivo diz apontando para o próprio rosto.

–Não ... — digo.

Não podia ser verdade. Não podia. Essa notícia foi como ... Terem roubado meu coração (no sentido literal, do verbo arrancar). Como que isso aconteceu?!

–Como que isso aconteceu? — pergunto tentando disfarçar a minha voz de quase choro.

–Foi assassinada com dois tiros em uma cidadezinha abandonada um pouco longe daqui. Eu não sei porque ela fugiu com a irmã mas ela fugiu. A pobrezinha ainda está traumatizada com o ocorrido. Zun não fala nada desde aquele dia, nem contou o motivo e terem fugido. Nenhum de nós do orfanato era muito próximo a Chiharu, mas mesmo assim ela era uma de nós. E não se sabe nem o motivo de terem matado ela — ele diz de cabeça baixa.

As peças se formam em minha mente. Ela fugiu com a irmã, como Kageyama não tinha motivos para matar Zun, matou Chiharu que era quem sabia a verdade. Ela estava morta. Eu senti que ia começar a chorar a qualquer momento. Eu me virei e fui embora. Eu não queria começar a chorar na frente de um desconhecido.

Mas era inevitável. Eu amava Chiharu mais que a própria vida. Me recusava a acreditar que ela tinha sido assassinada. Eu estava em um banco de parque. Por sorte ele estava vazio (o parque). Comecei a chora ali mesmo. Enquanto chorava, me lembrava de como ela ficava fofa quando se confundia, quando ficava ofendida quando chamávamos ela de bipolar, até mesmo quando ignorava o mundo e olhava para o vazio. Então me lembro que ela está morta.

Zun Pov's

Depois de uns meses ...

A mesma senhora que me achou com a minha irmã, a que conversava comigo no hospital as vezes, tem me visitado aqui no orfanato. Eu não entendi o motivo de ela estar no orfanato, e falar só comigo. Ela á uma senhora muito boazinha e amável. Era muito bom falar com ela. Eu me recuperei totalmente, apesar de ainda sentir muito pela minha irmã e um ódio secreto pelo Kageyama, que apesar de morto, eu mesma gostaria de ter matado ele.

Depois de um ano ...

Hoje, a diretora do orfanato me chamou. Eu não entendi bem o motivo mas fui mesmo assim. A Asuka estava na diretoria também. Ela queria me adotar.

Dez anos depois da morte de Chiharu ...

Falam que as pessoas crescem e ficam diferentes. Até pode ser verdade. Eu mentiria se dissesse que não mudei. Asuka, quer dizer, minha mãe me cuidou muito bem esses anos, como se realmente, eu fosse filha de sangue. Eu cresci fisicamente, tanto na altura, quanto na beleza, permaneço com meus cabelos loiros, longos e lisos, os olhos cinzas, mas pareço mais adulta.

As pessoas crescem e ficam diferentes. Isso também pode ser mentira. Eu nunca me esqueço do que aconteceu anos atrás, tanto a morte de meus pais, quanto a de minha irmã. Eu ainda tenho pesadelos com isso. Sei que isso nunca vai mudar. Mas eu tenho que seguir em frente. Apagar o passado é impossível, mas temos que superar. É verdade que eu ainda tenho rancor de Kageyama, nunca irei perdoa-lo.

Mas isso não importa. Tenho saudade da minha mãe, do meu pai, de minha irmã. O passado não pode ser mudado, não pode ser esquecido, mas a dor pode ser amenizada. Minha mãe adotiva fez me sentir amada, preencheu o espaço vazio de meu coração. E o que não foi preenchido por ela, foi pela Chiharu e pelo meus pais, eu ainda falo com eles.

Eu sou Zun Ichida. Tenho 17 anos. Tenho uma mãe adotiva. Falo com meus pais e com Chiharu uma vez ao mês. Estou em uma "banda". Tenho amigos. Estou no quinto setor. Minha mãe trabalha lá. Eu jogo futebol. O sol surgiu depois da tempestade. Eu tenho medo da tempestade voltar e o sol ir embora.

Notas finais
*com uma folha de papel para se proteger (?)* Ok! Eu sei que não foi o melhor final mas eu tentei ... *uma pessoa está se preparando para jogar uma pedra* AAAAAAHHHHH! Que nunca colocou um final ridículo que atire a primeira pedra! *outra pessoa atira uma pedra* *outras pessoas começam a atirar as pedras* SOCORRO!!!