E se fosse verdade?
3 Problemas de convivência.
Notas iniciais
Passou alguns dias, e Julie continuava a rondar Daniel no apartamento, ele já não sabia o que fazer para que ela saísse de la, era sexta a noite e Daniel tinha combinado de se encontrar com seu amigo Martin.
– Cara, eu tó vendo uma mulher. – despejou ele rapidamente quando Martin chegou.
– Até que enfim né, daquela vez que eu te arrumei um encontro para você, você furou. – dizia chateado.
– Você não tá entendendo Martin, ela não está la. – Daniel explicava
– Ela é casada?!- Martin o olhava confuso.
– Não cara, ela não está lá, não é real! – Daniel fazia uns gestos para que ele entendesse.
Martin agora tinha uma grande interrogação no rosto.
– Hum, talvez eu possa te dar uma consulta agora, é 10 reais a hora – brincou ele
– Ah, nós somos amigos, não acredito que você vai cobrar. – o olhava indignando.
[...]
Continuaram conversando e Daniel lhe contou tudo que tinha acontecido desde que se mudou para o apartamento, Martin ficou intrigado, e chegou até a pensar que seu amigo estivesse louco.
[..]
Voltou ao apartamento, e foi direto para o seu quarto, estava deitado, quando Julie apareceu novamente, o assustando.
– Eu não vou embora! — afirmou com convicção.
– Ahh meu Deus..eu to sonhando!, você não existe. — Daniel repetia tampando os olhos, Julie revirou os olhos, e se aproximou dele sentando na cama.
– O seu consumo de alcool aumentou? — perguntou o encarando
– Aumentou por que?- Daniel a olhava com uma expressão
– Ultimamente você tem visto coisas que acha que não é real?
– Pra ser bem sincero sim.
– Ah, então recentemente você procurou ajuda de um profissional psiquiatra.
– O que? Você me seguiu?.. sai de perto de mim. – Daniel colocava o travesseiro na sua frente.
– Eu já disse, não vou sair daqui!, essa casa é minha, esse lençóis que você está sujando, são de marca, eu posso provar, a nota está naquela gaveta ali, eu vou pegar. – disse e se inclinou para abrir a gaveta, pegou um pequeno papel dobrado e entregou a Daniel, o mesmo pegou o papel, olhou rapidamente, e não deu muita importância. – olha – pegou um dos travesseiros da cama e virou. – tá vendo essa manchinha vermelha aqui, fui eu que derrubei xarope sabor cereja uma vez. – contou ela, mostrando a Daniel a mancha.
Daniel saiu, sem lhe dar maiores explicações e foi para a sala, Julie o seguiu, quando Daniel se virou, percebeu Julie ali, bufou.
– Olha, tudo bem, já que você não sai daqui da minha casa. – Daniel disse com ironia. – nós podíamos nos conhecer melhor.- a encarava, a mesma andava pra trás se afastando.
– O que você faz, quando não está aqui?
Julie foi pega de surpresa, simplesmente não tinha resposta pra isso.
– Ah, eu..eu..- se embolou. – com certeza faço mais coisas que você, que vive sentando com a bunda nesse sofá. – sorriu vitoriosa.
– Hum, qual é seu nome?
– É..meu nome..- ela olhava em volta, procurando uma resposta, quando avistou uma caneca escrito “Juliana Spinelli” , Daniel percebeu. – Spinelli, Juliana Spinelli, esse é o meu nome.
– Você não sabe o seu próprio nome?..teve que ler. – Daniel a olhava rindo.
– Mas é claro que eu sei o meu nome.- respondeu de imediato indignada. – Você está me enchendo de perguntas, e eu não te perguntei nada ainda, qual é o seu nome?
– É Daniel.
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