Notas iniciais
Então... Faz um tempão que eu tô com essa ideia na cabeça, mas depois de um ano (sim, um ano) eu decidi escrever de verdade. Espero mesmo que vocês gostem e... Levem na boa ok? Porque vai acontecer muita coisa inesperada nessa fic e eu espero não chocar vocês, pelo menos, não tanto...
Divirtam-se ^^

Se eu estava feliz? Eu estava mais que feliz, eu estava... eu estava irradiando felicidade. Eu iria projetar o Olimpo, o atual Olimpo. Eu já conseguia ver ideias surgindo na minha mente, estátuas, jardins, templos, passarelas... Meus Deuses! Eu precisava me conter. Os deuses estão bem na minha frente, cada um sentado em seu respectivo trono.

— Percy Jackson — a voz de Poseidon ecoou pela sala.

O salão ficou em silêncio, observei Percy ir até o centro da sala. Ele se curvou diante de Zeus e seu pai.

— Levante-se, meu filho. Um grande herói deve ser recompensado. Existe alguém aqui capaz de negar que meu filho seja merecedor? — Poseidon olha para os deuses os desafiando a falar.

Por incrível que pareça, ninguém falou nada.

— O Conselho concorda — Zeus quebra o silêncio — Percy Jackson, você pode escolher um presente dos deuses.

— Qualquer coisa? — cabeça de alga pergunta

Que vontade de dar um soco no braço desse idiota, tão lerdo!

— Sei o que vai pedir — continua Zeus — O maior presente de todos. Sim, se é o que você quer, será seu. Perseu Jackson, se você assim deseja, será feito deus. Imortal. Eterno. Servirá como tenente do seu pai pra sempre — Zeus não parecia muito feliz em dizer isso...

Oi? Percy? Deus? Eu só queria dar uma gargalhada alta no meio de todos eles e falar para Herfesto tirar as câmeras escondidas. Isso não poderia ser sério.

— Hã... um deus?

Zeus revira os olhos e respira fundo

— Um deus obtuso, ao que parece. Sim. Posso torna-lo imortal. Então, vou ter que atura-lo pra sempre.

Houve comentários de alguns deuses, Percy olha pra mim, mas desvio o olhar. Não acho que ele vá aceitar, mas a possibilidade dele dizer sim mexe comigo e faz meus olhos lacrimejarem. Ele não faria isso... ou será que sim? Por que não faria? Afinal, estamos falando de ser um deus.

Encaro o chão.

— Eu aceito.

Aquelas palavras me acertaram como uma flecha, uma fecha com o veneno da dor eterna. A felicidade que eu sentia foi me deixando aos poucos e eu comecei a sentir uma grande vontade de chorar, podia sentir as lágrimas querendo sair, mas não podia fazer isso, não na frente de todos. Senti o olhar da minha mãe em mim, era como se ela dissesse "eu avisei, eu estava certa, sou a deusa da sabedoria, esse garoto é um idiota. Devia ter me escutado." Eu queria sair dali, não queria nunca mais ter que olhar na cara dele. Olhei pra Afrodite com todo ódio que eu tinha, ela é culpada pelo meu sofrimento, mas ela olhava pra Percy com surpresa, ao que parece ela esperava um sonoro "não". Ela olha pra mim e parece ver cada pedacinho despedaçado do meu coração e me olha com pena.

Aquele olhar me fez acordar. Onde está aquela Annabeth forte e corajosa? Ela está mesmo mal por causa de um garoto? Eu sou líder do chalé de Atena, e agora, arquiteta oficial do Olimpo. Meus olhos secaram pela armagura e pelo orgulho.

Fechei os olhos, não queria ve-lo se transformar num deus. Pra mim, ele nunca será um deus e eu vou deixar isso bem claro pra ele.

— Guarda de honra!

A voz de Poseidon me fez abrir os olhos. Ciclopes formaram duas filas paralelas que iam da porta, onde nos estávamos, até Percy.

— Todos saúdem Perseu Jackson — disse Tyson — Herói do Olimpo... e meu irmão mais velho.

Percy começou a andar entre as filas e vir até nós. Ele sorria pra mim, mas eu olhava pra Grover e para Thalia, evitando contato visual com ele.

— Vamos descer? — o mais novo deus para do nosso lado.

— Béé... Com certeza — Grover anda ao lado de Percy bem feliz. Eu saio na frente evitando trocar palavras com ele, sei que isso faria mal pra mim.Thalia fica do meu lado me acompanhando até o elevador.

— Você tá bem? — ela sussurra do meu lado.

— Eu? Eu tô ótima! Por que não estaria?

Nós duas sabíamos porque, mas ela não falou mais nada. Apertei o botão do elevador, Percy e Grover conversavam animadamente.

— E aí Annabeth? — Grover põe a mão no meu ombro me fazendo olhar pra ele — Como é ser a arquiteta oficial do Olimpo?

Ele sorria e esperava uma resposta animada e que eu tagarelasse sobre isso, mas só dei os ombro e entrei no elevador que tinha acabado de chegar.

O sorriso de Grover murchou e ele e Thalia pareciam conversar com os olhos. Conseguia sentir o clima pesado no elevador e o silêncio sufocante. Estranhamente, não havia musiquinha irritante nem de mal gosto, parecia que o elevador sentia o clima entre nós.

As portas de metal se abriram e vimos Sally e Paul discutindo com o segurança. Sally avistou Percy e veio correndo até nós.

— Percy! — ela o abraçou com força. Ele, Sally e Paul conversaram por uns 5 minutos sobre como eles estavam preocupados e que estava tudo um caos, até Nico chegar correndo e para perto de nós.

— A Rachel. Acabei de encontrar ela na Rua 32.

— O que foi que ela fez dessa vez? — cruzo os braços e reviro os olhos.

— A questão é pra onde ela está indo — respondeu Nico — Eu disse que ela morreria se tentasse, mas ela insistiu. Acabou de pegar Blackjack e...

— Ela pegou o meu pégaso? — perguntou Percy, mas não perguntou de um jeito normal. Ele parecia realmente indignado e possessivo, como... como um deus.

Nico o olhou meio surpreso. Eu o entendo, Percy não reagiria assim.

— Ela está indo para o Acampamento — continuou Nico.

— O que? No que ela está pensando? Peleu vai come-la viva! — agora a indignada era eu. Aquela mortal metida não vai entrar no meu acampamento.

— Ela quer virar o novo Oráculo de Delfos.

Nesse momento Percy some numa nuvem de fumaça. Nico, Sally e Paul olham surpresos para a fumaça e Grover começa a explicar.

— Precisamos ir ao acampamento — Thalia sussurra no meu ouvido. Assinto e pego a mão dela e saímos correndo do prédio.

As ruas estavam cheias de mortais confusos, semideuses feridos, semideuses ajudando outros semideuses... Sra. O'Leary! Perfeito!

— Thalia, vem! — puxo seu braço pra esquerda e corremos até o Cão infernal.

— Oi garota, o que acha de nos levar até o acampamento? — faço carinho atrás da sua orelha e ela põe a língua pra fora. Subo nela e olho pra Thalia — Thalia, sobe!

— Mas...

— Sobe logo! — puxei ela pra cima.

Sra. O'Leary correu até um beco e sumimos numa sobra. Nota mental: nunca mais fazer isso de novo. Ficamos na escuridão total por 5 segundos, eu sentia como se fosse congelar de tanto frio, então eu vi a Casa Grande de longe. Sra. O'Leary corria e eu sentia o vento bagunçar meu cabelo, chegamos lá e eu vi Apolo na varanda da Casa Grande e Percy e Rachel conversando logo a frente.

Nós duas descemos e fomos até eles.

— Você ficou louca garota? — Thalia pergunta — Você sabe o risco que correu? Não só de vir aqui, mas também de se tornar o Oráculo!

— Era o meu destino — Rachel justifica — Eu vi quando estava em Nova York. Agora sei porque nasci com a verdadeira visão.

— Você sobreviveu... — coço a nuca e desvio o olhar dela dando um sorriso forçado.

Percy ri da minha "piada", mas para quando vê que ninguém riu com ele.

— Então você vê o futuro agora? — Thalia muda o assunto.

— Não é bem assim que funciona — Apolo se mete entre nós — As vezes ela pode ter algumas visões do futuro, mas não ver exatamente o futuro. E fora as profecias que ela irá ditar.

— Eu espero que demore. Não aguento mais essas guerras — Thalia senta no banco da varanda e suspira.

Não consegui evitar e olhei pra Percy, seus olhos são tão lindos, esse verde-mar sempre me hipnotiza. Ele dá um pequeno sorriso, mas o meu rosto parecia duro demais para retribuir, até que eu percebi que eu não queria sorrir pra ele.

Notas finais
Oi... De novo. O que acharam? To meio ansiosa pra saber a opinião de vocês.
Comentem aí *-*