Capítulo IX

– Estou apaixonado por você.

Sabe quando você acha que o mundo parou? Eu estava com essa sensação.

Não havia mais o som da brisa noturna, ou os barulhinhos irritantes dos grilos que sempre enchiam as noites em Dois Irmãos, ou mesmo o miado de um gato vadio lá na outra rua...

Existia apenas a respiração compassada do Eduardo próxima à minha orelha, enquanto ele esperava uma resposta. Mas... O que eu poderia dizer? Eu sempre pensei que ele me odiasse e agora ele me vinha com essa bomba!

– Eu... – não sabia o que dizer. Não conseguia nem pensar direito!

Eduardo colocou os dedos sobre os meus lábios para me impedir de falar.

– Não pensa agora, Fred – ele sussurrou. A voz rouca na minha orelha me causou múltiplos arrepios. – Estou louco por você. Simplesmente não consigo mais me segurar. Se você começar com um dos seus surtos, eu nem sei o que vou fazer!

– Você quer... que nós... que nós... – comecei a gaguejar ao imaginar o que ele queria.

– Exatamente isso que a sua mente safada está pensando.

– Eu não sei...

– Não pensa, Fred. Pelo menos hoje, não pensa. Amanhã eu escuto todos os seus ataques de consciência – ele soou um tanto desesperado, o que me deixou meio aturdido. Eu nunca havia escutado o Eduardo falar nesse tom com ninguém.

Eu não podia negar que queria. Por mais que o Eduardo tivesse sido um tremendo filho da mãe comigo desde que comecei a trabalhar para ele, eu também me sentia atraído e estava quase subindo pelas paredes com todo aquele tesão!

Resolvi fazer o que ele pediu: não pensar.

E agi.

Minha resposta foi empurrá-lo, invertendo as posições, prensando-o e ficando na ponta dos pés para beijá-lo. Eduardo pareceu satisfeito ao passar a mão em torno da minha cintura e me puxar para mais perto ainda, aprofundando o beijo de maneira voraz.

Tremi quando senti que as mãos dele estavam deslizando para uma zona perigosa – leia-se: embaixo do meu vestido. Eu tinha até esquecido que estava com ‘look menina’. Só pensava em tirar qualquer maldita roupa que estava me impedindo de sentir os toques dele com mais precisão.

– Espera... – mas eu o interrompi com um sussurro, afastando ligeiramente o rosto do dele. – Tem um motel aqui perto – senti minhas bochechas esquentarem. Era totalmente ilógico. Eduardo e eu estávamos quase nos comendo com aqueles beijos e eu ficava tímido para chamá-lo para ir para um motel! Argh! Vou ali bater a cabeça na parede.

– Isso é uma tentativa de fuga? – Eduardo perguntou desconfiado. Franzi a testa e, em resposta, abri o botão da calça dele, deslizando a mão e segurando o falo enrijecido com força. Ele afundou o rosto na curva do meu pescoço, soltando um gemido abafado.

– Sua vez de não pensar... – Sussurrei, enquanto massageava lentamente o amiguinho dele.

Nem precisei repetir. Eduardo segurou a minha mão para que eu parasse, e voltamos quase correndo até o carro.

Mantive minha mente em branco. Eu queria transar com ele. E nenhum surto psicótico me faria mudar de ideia naquela noite. Matar aquele tesão que eu sentia por ele primeiro. E surtar depois.

Tá, minha mente não ficou bem em branco. Eu já estava imaginando o que íamos fazer naquele quarto, e estava feliz por estar de vestido porque pelo menos não sentia nada me apertando. Volta e meia eu olhava de canto de olho para o Eduardo e não conseguia entender como ele podia estar conseguindo dirigir excitado daquele jeito.

Nossa sorte era que o motel não ficava longe. Senão nós acabaríamos como dois adolescentes e nos pegaríamos dentro do carro mesmo.

Já entramos no quarto embolados em um beijo faminto. Andamos até a cama, ou tentamos andar, já que o Eduardo fez questão de arrancar o meu vestido enquanto eu o livrava de qualquer jeito da blusa . Acho que até arrebentei alguns botões.

Quando o Eduardo caiu sentado na cama, eu subi em cima dele, uma perna de cada lado, deliciando-me ao sentir o contato das nossas peles nuas.

Deslizei a mão pelos cabelos negros dele. Eduardo ergueu a cabeça e nossos olhos se encontraram. Eu fiquei um pouco tenso com os sentimentos que o olhar dele transmitia. Parecia que ele havia jogado a máscara de indiferença fora e estava completamente indefeso diante de mim. Eu conseguia ler perfeitamente o que se passava dentro dele, e isso me assustava.

Meu coração acelerou ainda mais quando a mão começou a deslizar pelas costas, fazendo-me arrepiar por inteiro. Inclinei-me e capturei a boca dele em um beijo mais lento, mas o Eduardo não queria saber de lentidão. Me segurou pela cintura e me jogou na cama, subindo em cima de mim para começar a beijar as minhas coxas. Contorci-me, prendendo a respiração, e voltei a segurar os cabelos dele com força.

Nem preciso dizer que eu já estava em ponto de bala, né? Eduardo começou a mordiscar e lamber minha ereção por cima da cueca, conseguindo arranca-me um gemido longo e abafado.

Aquela música pervertida que ele colocou no carro voltou a reverberar na minha mente.

A Love Addict Come light my fire
A Love Addict I'm already a love addict

– Aquela música... – falei entre gemidos. Eduardo soltou um “hum?” enquanto subia os lábios por meu abdômen, provando da minha pele como se fosse um doce, e suas mãos brincavam com a barra da minha cueca. – A música que você colocou quando você me levou para a tua casa, naquela noite em que eu fui para a boate com o Alexandre...

– O que tem? – Eduardo perguntou meio mal humorado. Acho que não foi uma boa lembrá-lo daquela noite.

– Era uma mensagem subliminar, não era?

Eu quis me chutar pela pergunta fora de hora. Eduardo simplesmente parou o que estava fazendo para me olhar!

Volte lá agora mesmo, Eduardo Barelli, e continue o que você estava fazendo!

Era o que eu queria exclamar, mas minha voz de perdeu em algum lugar. O rosto dele estava perto demais. Uma das sobrancelhas estava erguida em uma expressão tão sexy que eu quase desmaiei.

– Como você é lento, Frederico – ele inclinou-se e sussurrou isso na minha orelha. – Você ainda tem alguma dúvida de que era uma indireta?

– Então... Você q-quer que eu acenda o teu fogo? – perguntei aos gaguejos.

– No momento, estou querendo que você o apague, mas você não está colaborando querendo conversar... – ele disse com um sorriso que me derreteu inteiro. Sério. Daqui a pouco eu viro picolé de Fred derretido no colchão. Por que ele tem que ser tão lindo? POR QUÊ?

Eu ainda estava me debatendo internamente sobre as razões do universo para fazê-lo tão lindo e gostoso quando o Eduardo voltou ao ponto que estava, de novo me provocando as aqueles lábios provando minha pele, porém ele não voltou a mordiscar o meu falo, mas a tirar de vez a minha cueca.

Com os dentes.

Se possível, fiquei ainda mais excitado. Os dentes dele deslizaram suavemente pela minha pele, enquanto a cueca ia descendo e eu ficava completamente nu.

Eduardo se afastou quando terminou o “trabalho” de me despir. Corei ao sentir o olhar dele percorrer todo o meu corpo.

– Solte o cabelo – ele disse, em um tom que soou mais como uma ordem, do que com um pedido.

Fiz o que ele pediu e, ao olhar para o teto espelhado, vi o que ele via: eu, totalmente nu, com os cabelos vermelhos espalhados pelo colchão, a fase rubra, os lábios inchados...

Ao olhar novamente para o Eduardo, vi que ele abria a calça, mas não permiti que ele mesmo tirasse a própria roupa. Voei em cima dele e comecei a empurrar a calça dele para baixo enquanto unia nossos lábios em um beijo lascivo e cheio de desejo. Não demorou para que ele estivesse nu também.

Eduardo me prendeu embaixo dele outra vez, as mãos percorrendo o meu corpo de uma forma alucinada. Eu gemia, o beijava, devolvia as carícias como podia, já que o Eduardo não estava deixando eu me mexer muito.

Até que eu cansei de posar de passivo e o empurrei. Sentei no colo dele e sorri meio malvado.

– Frederico? – Ele chamou, erguendo uma sobrancelha, com um sorriso disfarçado no canto do lábio que mostrava que havia gostado da minha ‘tomada de controle’.

Torci o nariz ao ouvi-lo falar o meu nome de batismo.

– Você sabe quantas vezes eu quis te matar por ficar falando o meu nome por aí? Eu detesto o meu nome! – reclamei.

– Não é um nome feio...

– Imagina! – desdenhei.

Era hora de dar o troco por toda a raiva que eu já senti por causa dele.

Ainda com um sorriso malvado, me inclinei e comecei a mordiscar o peito dele. Eduardo afundou a mão entre o meu cabelo e fechou os olhos.

Comecei a sugar o mamilo direito dele enquanto me mexia levemente sobre ele, causando um atrito gostoso entre os nossos corpos.

– Fred... – ele gemeu antes de sugar o meu ombro de uma forma que certamente iria deixar uma marca bem roxa.

Fui descendo os lábios, o beijando inteiro, mas quando era a vez do amiguinho do Eduardo, que de “inho” não tinha nada, eu parei. Eduardo bufou exasperado.

– Frederico! – ele exclamou irado.

Sorri e girei para o lado.

– Se você quer, vem me pegar então! – exclamei enquanto levantava e corria para o outro lado do quarto. Eu sei. Péssima hora para um pega, pega, mas era excitante ver Eduardo desesperado tentando me agarrar.

Eduardo se levantou e rapidamente me alcançou. Quando dei por mim, ele segurava meus pulsos e me jogava na cama. Arregalei os olhos quando o vi se inclinar e pegar um par de algemas que estava na gaveta.

– Você pediu o quarto com brinquedos! – exclamei revoltado enquanto tentava chutá-lo. Eduardo sorriu. Aquele sorrisinho malvado que eu estava lançando antes.

– Vai dizer que não gosta? – ele sussurrou perto da minha orelha, enquanto me prendia.

Soltei um grunhido irritado. Falando bem a verdade... Eu nunca tinha transado usando esses trocinhos de sexy shop antes. Falando mais a verdade ainda... Minha vida sexual não era muito movimentada. Eduardo ia ser o terceiro cara com quem eu ia para a cama. Perdi a virgindade com o idiota do Wagner. Quando cheguei a São Paulo, conheci um carinha e a gente ficou por um tempo, mas não deu certo porque eu ainda estava machucado pelo que havia acontecido e minha mente estava focada no meu trabalho, meus objetivos.

Então, se você está pensando: “Caramba, Fred, como você é mentiroso! Eu pensei que você já tinha transado com meio mundo!”. Talvez eu tenha me gabado um pouquinho mesmo.

Eu ia mandar o Eduardo me soltar, mas ele se inclinou e pegou outra coisa na gaveta. Acabei ficando quieto. Eu sou curioso. Fazer o quê?

Vi que era um tipo de óleo. Até me animei pensando que ele ia me preparar e deixar a tortura para depois, mas minha alegria foi meramente passageira. O negócio era um gel para massagem. Eduardo apertou o tubo, despejando o conteúdo sobre a minha barriga.

– É frio! – reclamei, mordendo o lábio.

Eduardo não disse nada. Apenas começou a massagear o meu corpo, em movimentos circulares lentos, me observando de uma maneira que queimava. Eu gemi alto, perdendo o ar, quando ele começou a estimular um dos meus mamilos. O toque da mão dele, combinado com o gel, era extremamente agradável e excitante.

Aí o desgraçado parou. Eu me debati, tentando me soltar, mas acabei machucando os pulsos ao tentar puxar as mãos para bater nele por me torturar dessa maneira.

– Violento – Eduardo sussurrou contra minha orelha, em um tom de censura. – Tem outros brinquedos aqui. Estou louca para testá-los em você... – A maneira com que ele disse isso, conseguiu deixar minhas bochechas avermelhadas.

Deixei minha cabeça cair dramaticamente no travesseiro. Fiquei olhando minha imagem refletida no teto espelhado, enquanto Eduardo se divertia procurando o que usaria para prolongar a tortura. Nem que eu quisesse fugir agora, eu poderia. O pior era que eu estava tão excitado... Eduardo também estava, mas ele parecia bem mais controlado do que eu. Era injusto!

– Eduardo... – choraminguei. – Se você continuar desse jeito, eu vou começar a pensar! – ameacei.

Prontamente, Eduardo pegou outro pote e começou a espalhar nas mãos. Arqueei o corpo, soltando um suspiro e me arrepiando quando ele começou a massagear o meu falo. Para satisfação do Eduardo, acabei gemendo o nome dele num tom que soou indecente até para meus próprios ouvidos.

Ele sorriu de lado, e não parou por aí. Pegando-me de surpresa, Eduardo começou a me chupar. A partir daí não consegui mais segurar os sons na minha garganta, e passei a movimentar o quadril, fazendo com que meu pênis fosse mais fundo.

Eu queria agarrar os cabelos dele e acabei por puxar as mãos de uma forma dolorosa outra vez.

– Ah, Eduardo... – sussurrei enquanto ondulava o corpo mais rápido. Devo admitir que, para minha surpresa, ele não se fazia de rogado e sugava com mais e mais gosto. Era demais para que eu conseguisse segurar por muito tempo, e acabei gozando na boca dele.

Eduardo se afastou com aquele sorrisinho irritante nos lábios de quem sabe que é bom no que faz, enquanto eu desfalecia na cama. E olha que foi só o começo!

Não sei se aguento a noite toda.

– Você parece saber fazer isso muito bem – resmunguei em meio a uma pausa para um pensamento ciumento. – E eu pensando que você era hétero...

– Eu sou... – ele disse sem muita convicção. – Ou era. Desde que coloquei os olhos em você, comecei a ter desejos... Diferentes.

– E você foi para cama com outros caras para testar esses desejos? – é, eu sou masoquista. Já estava com ciúme só por ele fazer o negócio bem! Ainda tinha que perguntar isso.

– Frederico, para de pensar! – Eduardo exclamou irritado e eu interpretei aquilo como um “sim, e não vamos mais conversar sobre isso!”.

Eu acabei deixando o assunto de lado.

Soltei um gemido dolorido ao tentar me mexer.

– Eduardo... Esse negócio ‘tá machucando – falei meio choroso.

Ele ficou todo preocupado ao olhar para o meu pulso e ver como estava vermelho. No momento em que ele me soltou, eu dei o bote.

Saltei e sentei sobre a barriga dele. Ele me olhou com uma expressão de “me enganou, sua peste!”, e eu sorri satisfeito.

– Minha vez! – exclamei enquanto me virava para pegar um brinquedinho. Eduardo poderia ter fugido, já que ele era bem mais forte, mas acho que ele ficou curioso para ver o que eu faria.

Não era só eu o curioso no final das contas!

Eu fiquei olhando a gaveta, meio corado. Tipo, tinha de um tudo ali dentro! Vibradores, chicotes, corrente, óleos... Mas um spray chamou a minha atenção.

Com o sorriso malvado, voltei a encará-lo. Eduardo não conseguiu ler o rótulo do que eu tinha pegado. Ele soltou um gemido estrangulado quando eu comecei a espalhar o produto no pênis dele.

– Ah... Fred... Isso... – ele tentava articular uma frase, mas não estava tendo sucesso. Acho que isso é um bom sinal. Eu comecei a soprar e a sensação de ardência deve ter aumentado, porque os gemidos ficaram ainda mais altos. Vi que ele girava os olhos enquanto apertava a minha cintura com força.

Eu comecei a ficar duro outra vez. Soprei com mais força enquanto me tocava lentamente, mas isso não era o suficiente. Não depois de ter tido aquela oral maravilhosa. E eu não diria isso para ele nunca, nunquinha mesmo! Nem que ele pegasse um daqueles vibradores e começasse a me torturar... E é melhor não ter imagens mentais dessa cena, porque senão ejaculo de novo e termino com a festa.

Parei de soprar e ouvi uma exclamação indignada do Eduardo, mas não me importei. Já estava procurando meio desesperado o pote de lubrificante e uma camisinha. Peguei os primeiros que eu vi. Abri o lacre da camisinha com os dentes enquanto estendia o pote de lubrificante para ele.

– Morango? – Eduardo disse ao ver a camisinha que eu tinha pegado. Ignorei e comecei a deslizar a camisinha pelo falo dele. Eduardo gemeu extasiado quando eu comecei a empurrar o elástico com os dentes, até deixá-lo completamente coberto.

Me afastei com um sorriso sacana e abri as pernas para que ele me preparasse.

Eduardo lambuzou os dedos e introduziu o primeiro dedo bem devagar. Não sei se o desgraçado continuava querendo me torturar, ou se era medo de me machucar. Se fosse a segunda opção, eu com certeza me derreteria inteiro. Mas eu não tinha tempo (nem neurônios à disposição) para ficar analisando as possibilidades.

– Eduardo... Agiliza isso... – murmurei com a voz rouca. Isso pareceu excitá-lo, e ele introduziu mais dois dedos de uma vez. Ronronei enquanto ele movia os dedos dentro de mim, ao mesmo tempo em que mordia e beijava meu pescoço.

Mas ainda não era suficiente. Então eu o empurrei com o pé, fazendo-o cair sentado na cama, e montei em cima dele.

Claro que eu não desci de uma vez em cima do falo dele, né? Fui com o máximo de calma que minha ansiedade me permitiu. Eduardo gemeu meu nome e apertou a minha cintura com tanta força, que tenho certeza que a marca dos cinco dedos dele ficaram lá.

Confesso que adoro essa posição. E eu queria ver bem a expressão do Eduardo quando ele gozasse.

Comecei a me movimentar lentamente, e o Eduardo me acompanhou. Os primeiros movimentos foram um pouco desajeitados, mas logo consegui imprimir um ritmo mais intenso. Cravei as minhas unhas nos ombros dele (sorte a dele que estavam curtas, senão iriam causar um estrago daqueles) e me impulsionei com mais força, fazendo o falo dele ir mais fundo. Eduardo respondeu impulsionando o quadril para cima. Quando ele me puxou, fazendo com que eu me encaixasse melhor sobre ele, e me estocou com força, eu gritei, assustado com o prazer eletrizante que percorreu meu corpo. Eu já havia escutado sobre o ponto G masculino ser atrás, mas nenhum dos meus outros dois parceiros o havia atingido. Não dessa maneira. O ar me faltou e eu achei que iria morrer e chegar ao paraíso antes do final da noite.

– Eduardo... – exclamei alto, enquanto ondulava o corpo de uma forma ansiosa, querendo sentir mais daquilo. Eduardo estocava fundo, atingindo-me seguidamente na próstata, levando-me a praticar gritar e choramingar a cada onda de prazer que me atingia.

Eu sentia o cheiro de suor, morango e sexo impregnar o quarto, e isso me excitava ainda mais, nublando minha mente. Convenhamos, tudo no Eduardo estava me excitando!

Eu estava tão quente, que cabelo caía nos olhos e grudava nas costas.

Quando senti que o gozo se aproximava, abri os olhos e fixei o olhar no do Eduardo. Ele não quebrou o contato visual, e eu continuei me movendo, o instigando, sussurrando para que fosse com tudo, o mais fundo e mais rápido que ele conseguisse.

Eduardo estava corado, seus lábios entreabertos e os cabelos grudados na testa. As pupilas dos olhos dele estavam tão dilatadas, que eu mal conseguia enxergar o verde. Lindo. Absolutamente perfeito.

O ritmo era completamente alucinado quando atingi o ápice. Não desgrudei os olhos dos dele enquanto atingia o orgasmo, com um gemido longo escapando por entre meus lábios, que eu mordia com força para não gritar alto demais. Eduardo não demorou mais que três estocadas para seguir pelo mesmo caminho.

E o mais incrível de tudo... Ele gemeu o meu nome e não o apelido. Frederico. Eu nunca achei meu nome sexy ou bonito, mas ouvir o Eduardo gemê-lo naquele momento, fez com que eu me arrepiasse inteiro.

Ficamos completamente imóveis, apenas respirando descompassadamente enquanto nos encarávamos. Estava tão silencioso, que eu conseguia ouvir o coração do Eduardo batendo com força, em sintonia com o meu.

Quando consegui me recuperar um pouco, fiz o movimento de que iria sair de cima dele, mas o Eduardo me impediu e segurou pelo queixo.

– Você não tem ideia do quanto eu esperei por isso – ele murmurou antes de me beijar.

E ele me beijou até me deixar zonzo.

Quando nos separamos, eu continuei com os olhos fechados por alguns segundos.

– E valeu à pena a espera? – ronronei com a voz rouca, um pouco manhoso.

Eduardo mordiscou levemente a minha orelha.

– Valeu tanto que eu nem saí de dentro de você e já quero de novo...

Acabei rindo.

– Seu pervertido! – exclamei ainda rindo.

Quando saí de cima dele e pensei em virar para pegar a roupa e dar a noite por encerrada – eu pensei que ele estava brincando sobre querer de novo –, Eduardo me puxou em direção à banheira de hidromassagem que ficava no outro cômodo.

– Quero testar os brinquedos da banheira! – ele disse, parecendo uma criança com brinquedinhos novos. Acabei rindo outra vez e me deixei levar. Eu deixaria para pensar o dia seguinte, tal como ele havia pedido.