E se for amor?
11 Capítulo 11
Capítulo XI
Eu juro solenemente que nunca mais coloco uma gota de álcool na boca.
É sério.
Não ria!
Nunca mais vou beber por dois motivos: primeiro, eu nunca lembro direito do que fiz no meio da bebedeira. Acordei seminu de novo, na minha cama. Meu corpo está sem nenhuma mancha roxa, nem dolorido, então acho que o Eduardo me largou aqui e foi embora. Segundo, a ressaca da manhã seguinte.
Eu cheguei à Seventh Heaven com um óculos do tamanho do mundo – estou exagerando, releve. Foi preciso para cobrir as olheiras monstruosas e a minha cara de sono.
Fiquei com a cabeça apoiada em uma das mãos enquanto sorria que nem um bobo e olhava para o meu novo papel de parede do computador: eu e o Phil!
Se não fosse por aquela foto, eu acharia que a noite passada havia sido um sonho.
– É uma montagem? – Murilo perguntou de repente, fazendo com que eu me assustasse e quase caísse da cadeira.
– Ai, Murilo, que susto!
Murilo ainda estava trabalhando na mesa ao lado da minha como um segundo faz tudo. Ele era uma espécie de segundo ajudante do Eduardo, mas era formado em administração, então fazia trabalhos mais voltados para cálculos de material, folha de pagamento dos funcionários... Esse tipo de coisa.
– Estava com o pensamento bem longe! – ele riu.
– Não é uma montagem – respondi empolgado e fui logo contando como o show havia sido. Murilo sorria entre uma exclamação e outra que eu fazia, e disse que eu tinha muita sorte.
– FREDERICO! – estava tudo bem até a voz do Eduardo trovejar na sala. Mordi o lábio com força e saí correndo para ver qual era o problema.
– O que aconteceu? – perguntei nervoso ao entrar na sala.
– Tire os óculos escuros. É contra o regulamento da empresa.
– Desde quando a empresa tem regulamento? – perguntei coçando de leve a cabeça, mas ele me lançou aquele olhar estilo “mais uma gracinha e você morre, Frederico!” e eu fiquei quieto. Tirei os óculos e fiquei esperando que ele dissesse o motivo do berro.
– Clarisse não apareceu para fazer a prova dos vestidos que ela vai usar no desfile!
– Eu marquei! – me defendi prontamente.
– Ela não apareceu!
– E não me avisou nada!
– Deveria saber que ela iria desmarcar!
– Eu não sou adivinho! – exclamei emburrado.
Eduardo fechou os olhos e começou a massagear as têmporas.
– Só aparecem problemas... – resmungou.
– Eu vou ligar para as outras modelos para confirmar e excluir a Clarisse do desfile – falei prontamente.
Eduardo fez um sinal de concordância e pegou os documentos que estavam sobre a mesa, porém antes que eu saísse ele me chamou.
– Quer ir ao teatro hoje, Frederico? – ele perguntou erguendo os olhos do documento e me encarando com um pouco de expectativa.
Mordi levemente o lábio e acabei murmurando um ‘sim’ e saí meio que correndo, antes que ele me chamasse outra vez e eu acabasse voando por cima da mesa e tascasse um beijão na boca dele.
É, eu não faço sentido. Não adianta fazer essa cara de ‘Você é louco! Dá um toco nele na outra noite e agora fica doido pra beijar!’. Mas é que quando ele me chama pelo nome, naquele tom rouco, manso e carinhoso... Eu derreto inteiro!
Eduardo e eu começamos a sair quase todas as noites durante aquelas semanas. Saíamos para jantar, dançar ou simplesmente alugávamos algum filme e íamos para a casa dele assistir, embolados embaixo das cobertas. Um dia eu o convenci a alugar “O rei leão”. Não sei como ele concordou. E depois ficou resmungando que eu era um terrível cantor enquanto eu cantava “Can you feel the love tonight?”. O pior que isso era uma indireta para que ele me agarrasse e ele não fez nada! Eu estava a ponto de subir pelas paredes. Sério. O Eduardo estava me tratando como seu novo melhor amigo de infância. Nenhum beijo! Nada. Zero a zero total.
E eu nem posso reclamar, não é? É minha culpa ele estar agindo assim, já que eu meio que dei um toco nele no primeiro dia em que saímos. Acho que ele estava querendo me dar espaço, mas agora já é espaço DEMAIS. Eu estou precisando urgentemente ser agarrado!
E assim os dias foram passando e chegou o dia do desfile.
Eu estava terminando de colocar o vestido. Era bem bonito. Tradicional, mas bonito. Branco, rendado na parte superior, bem apertado na cintura e com uma saia um pouco solta. Não tinha véu nem grinalda. Eu estava usando o cabelo preso em um coque e uma tiara de brilhantes, que me deixava morto de medo de tropeçar e deixá-la cair da minha cabeça. Devia valer mais do que o meu salário em duzentos anos!
A maquiagem era bem leve. Apenas um pouco de blush, batom rosa bem claro e lápis para realçar meus olhos azuis.
– Está pronto, “minha noiva”? – quase saltei quando o Eduardo sussurrou perto da minha orelha.
– Não faz isso! – exclamei exasperado. Eduardo sorriu e eu meio que fui lá no outro mundo e voltei. O sorriso dele é devastador. Ainda mais quando ele está todo de preto e com aqueles olhos verdes brilhando tanto.
Nós fomos os últimos a entrar na passarela. Eduardo entrou primeiro e foi me esperar no “altar” (a outra ponta da passarela). A plateia foi à completa loucura quando ele entrou, afinal, ninguém havia anunciado que o Eduardo desfilaria, então foi aquela algazarra. Já quando eu entrei, foi o momento de choque coletivo. Eu me senti um pouco apavorado com todos aqueles olhos arregalados para cima de mim. Não sei se era por eu ser um homem vestido de noiva ou se por eu estar realmente parecido com uma mulher. Talvez fossem as duas coisas.
Mas eu respirei fundo, apertei o buque com força, coloquei uma expressão feliz no rosto e atravessei a passarela para encontrar o meu noivo.
A plateia prendeu a respiração e os flashes pipocaram quando o Eduardo segurou a minha mão e... Me deu um selinho. Bem assim! Na frente de todo mundo. Minha expressão passou de falsamente feliz, para assombrada: os lábios entreabertos e os olhos arregalados.
– Temos que voltar, Frederico – ele sussurrou perto da minha orelha. – Ou será que você quer que eu faça a cena do noivo carregando a noiva?
– Nã... Não – gaguejei já virando para refazer o caminho. Coloquei o braço entrelaçado ao dele e acho que se não fosse por isso eu teria me estatelado no chão.
Nem tive tempo de perguntar o que havia sido aquilo, pois tivemos que voltar em seguida com os outros modelos para o desfile final com o estilista. A plateia aplaudia de pé. Eu levei o buquê de flores e entreguei ao estilista, que sorria radiante pelo sucesso do desfile.
Larguei-me em uma cadeira assim que voltamos para os bastidores. Eu ainda não conseguia acreditar no que o Eduardo tinha feito. Ele estava louco ou o quê? Me beijando daquele jeito na frente de todos aqueles fotógrafos! Nós seremos a capa de todas as revistas de moda e de fofoca.
– Fred, a recepção para os convidados... – Alice, uma das auxiliares da empresa que nos ajudava com a organização, me chamou.
– Eu sei. Tenho que tirar o vestido. Vão indo – fiz um sinal de ‘vão, vão’. – Daqui a pouco eu apareço por lá.
– Não precisa de ajuda? – ela perguntou preocupada.
– Eu me viro bem sozinho – sorri.
Aos poucos as pessoas foram saindo e eu continuei lá largado na cadeira. Quando tive certeza de que estava sozinho, me dirigi até um dos camarins reservados para retirar o vestido e, como entrei sem nem me preocupar em bater na porta, acabei encontrando o Eduardo lá dentro, tirando a camisa do fraque e mostrando aquele peitoral de tirar o fôlego.
– Desculpa – murmurei nervoso, fazendo o movimento de que iria sair correndo, mas ele me deteve ao me segurar pelo pulso. O ar pareceu sumir completamente. Meu peito subia e descia rápido enquanto eu respirava com dificuldade.
– Achei que você já havia ido para a festa – ele disse sem me soltar, e percebi que ele também respirava com certa dificuldade.
– O vestido e a tiara... São caros demais para que eu fique desfilando com eles por aí, e eu não quis tirar na frente de ninguém. É melhor tirar e deixá-los trancados em uma sala – me justifiquei.
Ele me soltou e foi para o outro lado do camarim para pegar as roupas dele. Provavelmente ele iria se trocar em outro lugar.
Eu virei tentando alcançar o fecho do vestido, mas parecia estar emperrado.
– Eduardo... – o chamei antes que ele saísse. – Me ajuda aqui... O fecho emperrou. Imagina se eu quebro! – exclamei exasperado.
– Não seja exagerado. É só ir com jeitinho... – ele disse se aproximando de mim outra vez.
Eu estremeci por completo ao sentir a respiração dele roçando na minha nuca. Droga. Eu deveria ter deixado a Alice me ajudar. Agora eu estava ferrado porque simplesmente não ia conseguir mais resistir! Eu não conseguia e nem queria.
Quando os dedos do Eduardo roçaram de leve na minha nuca, minha mente ficou completamente em branco e uma determinação violenta percorreu meu corpo. Me virei e o empurrei até um sofá que ficava ao lado da porta. Subi em cima dele, uma perna de cada lado, segurei seu rosto e colei minha boca na dele. Esqueci que o vestido era caro, esqueci que ele estava me tratando como super melhor amigo, esqueci de perguntar sobre o que significava aquele selinho... Só importava beijá-lo.
Passei os braços em torno do pescoço dele, enquanto entreabria os lábios esperando que ele aceitasse o convite mudo. Eduardo não se fez de rogado, introduzindo a língua na minha boca, começando uma dança lenta e sensual que aos poucos foi fazendo com que o resto de sanidade que eu ainda tinha fosse para o espaço. Acho que eu ainda tinha 0,01% de lucidez.
O único som que ouvíamos era o das nossas línguas buscando o melhor encaixe. Mas o engraçado era que todos pareciam perfeitos. O Eduardo devia ser preso por ser tão gostoso! É crime me deixar excitado só com um beijo. Melhor: é crime ter demorado tanto tempo para me agarrar.
Ignore que tecnicamente fui eu quem pulou em cima dele.
Quando nossos lábios se desencontraram, eu abri os olhos minimamente e vi que ele tinha um sorriso sacana nos lábios.
– O vestido, Frederico...
– Ai, meu Deus! – exclamei enquanto saía afobado de cima dele. – Se esse vestido rasga, eu ‘tô ferrado!
– O seu chefe te mataria, no mínimo – Eduardo gracejou e eu mostrei a língua para ele, enquanto tentava abrir o maldito fecho que continuava emperrado. – Eu te salvo dessa – ele afastou as minhas mãos e abriu o troço super rápido.
– Tão fácil! – exclamei surpreso.
– É a pressa para te ver nu – ele sorriu safado e eu quase voei em cima dele de novo. Mas foi ele quem veio para cima de mim, passando os braços em volta da minha cintura e se inclinando para aspirar o meu pescoço de um jeito que me arrepiou inteiro. Eu tenho um fraco por ‘cheiradas no cangote’. – Aqui seria perigoso... E não muito confortável.
– Então vamos para a sua casa – sugeri sem me importar se estava sendo muito atirado ou não. Ora, eu pulei em cima dele! Nada poderia ser pior do que isso.
O Eduardo não precisou de um segundo convite. Disse para eu me trocar rapidamente e que em cinco minutos iríamos para a casa dele.
Eu não sei como nós chegamos inteiros à casa do Eduardo. Eu simplesmente não conseguia tirar as mãos de cima dele. Fiquei acariciando a coxa dele lentamente, subindo e descendo meus dedos; podia ver o quanto ele estava excitado. Deslizei a mão sobre a protuberância entre as pernas dele e o carro foi parar lá na outra pista.
– Não faça isso! – Eduardo exclamou exasperado e eu ri baixinho, indo beijá-lo no pescoço.
Mal passamos pela porta, e o Eduardo me puxou e me prensou contra a parede mais próxima. Suspirei e delineei os lábios dele com a língua. Ele logo pediu passagem e eu não me fiz de rogado, entreabrindo os lábios e permitindo que a língua dele afundasse em minha boca.
As mãos do Eduardo desceram até o meu traseiro, onde repousaram com força. Aproveitei para pegar impulso e subir nele. Coloquei uma perna de cada lado enquanto passava os braços em torno de seu pescoço.
Eduardo foi andando às cegas até o quarto, comigo pendurado em cima dele.
Eu estava completamente duro e sabia que o Eduardo não estava muito diferente de mim. Era bom demais para o meu ego saber que eu causava aquele efeito nele.
Nossas camisas ficaram pelo caminho e eu gemi com o contato dos nossos dorsos nus.
Eduardo me jogou na cama e praticamente pulou em cima de mim sem me dar muita chance para respirar.
Meus dedos deslizavam por entre os cabelos negros, descendo para o pescoço, logo em seguida contornando os músculos do peitoral até alcançar a melhor parte. Acariciei o falo dele por cima da calça e o Eduardo soltou um gemido rouco. Acho que ele estava querendo isso tanto quanto eu.
O ar tinha acabado, mas eu não conseguia desgrudar a minha boca da dele. O gosto do Eduardo é mais viciante do que qualquer coisa que eu já tenha experimentado. E o pior – ou melhor, dependendo do ponto de vista – eu estou viciado nesse gosto.
Eduardo interrompeu o beijo e ficou me encarando um pouco enquanto respirava com dificuldade. Lambi os lábios, um pouco nervoso com aquele olhar e tive minha boca atacada com vontade outra vez.
Ele segurou minhas mãos e as levou até o alto, prendendo acima da cabeça. Não sei se ele pensou que eu fosse fugir. Só se eu fosse louco! A barba dele estava despontando e arranhava um pouco o meu rosto, mas eu que não ia reclamar disso naquele momento. Era excitante, até.
Nossos lábios se desencontraram outra vez e os lábios dele começaram a descer pelo meu corpo. Eduardo tinha uma tara por pescoço. Ele parou e começou a morder e chupar com tanto gosto, que com certeza me deixou todo roxo. Ele ficou me segurando com apenas uma das mãos enquanto a outra foi descendo lentamente e logo os dedos brincavam com o botão da minha calça, fazendo com que eu me remexesse todo insatisfeito.
Porcaria! Ele parecia todo ansioso e no segundo seguinte ficava todo calminho e cheio de brincadeiras.
– Eduardo... – choraminguei.
– Você foi um menino mau, Frederico – ele disse em um tom que me deu calafrios de tão perverso que era. Parecia o Eduardo chefe carrasco pronto para me dar a maior bronca da história. – Me deixou esperando por semanas! Eu já estava a ponto de subir pelas paredes.
– Eu? – exclamei emburrado. – Você que ficou nessa de “melhores amigos” e não me agarrou logo! Eu já tava para cantar “Somos amigos, amigos do peito, amigos de vocês...”.
Eduardo me calou com um beijo.
É, ele sabe que se não fizesse isso eu iria cantar a música inteira.
Como eu poderia saber que ele também queria? Ele ficou realmente no lance “melhores amigos ever and forever!”. Pensei que ele tivesse desistido e eu nunca fui a mais corajosa das pessoas. Nem sei como pulei em cima dele hoje. Ah, sei sim. Ou eu fazia isso ou seria eu a subir pelas paredes.
Eduardo sentou sobre as minhas pernas e começou a puxar a minha calça para baixo. Ele tocou a ereção por cima da cueca e eu trinquei os dentes para não gemer alto.
– Por que está se segurando? – ele perguntou enquanto brincava com o elástico da cueca.
Cansei da brincadeira. Dei um impulso e inverti nossas posições. Foi a minha vez de despi-lo e tirei tudo mesmo. Sorri ao vê-lo nu. Super excitado. Eu mordi o lábio com força imaginando tudo aquilo se encaixando atrás de mim.
Deslizei o indicador por toda a extensão do pênis ereto arrancando um gemido do Eduardo.
Mas eu também sabia brincar. Por isso deixei o “amiguinho” do Edu de lado e ataquei os mamilos dele com gosto. Chupando e lambendo. Enquanto eu me divertia lá em cima, o Eduardo aproveitou para baixar a minha cueca e agarrar a minha ereção. Soltei um gemido luxurioso e mordi o mamilo dele com mais força do que deveria.
Eduardo segurou nossas ereções juntas e começou a nos masturbar. Parei o que estava fazendo e me estiquei sobre ele, rebolando com força em direção da mão que me acariciava.
Eu estava com o rosto escondido na curva do pescoço dele, mas ao erguer um pouco a cabeça, percebi que a orelha dele estava bem próxima. Lambi os lábios outra vez e, sem pensar muito, mordisquei o lóbulo antes de começar a sussurrar algumas coisas nada decentes no ouvido dele.
Ele aumentou ainda mais o ritmo da mão, e eu sorri enquanto sussurrava mais alguma coisas que queria que ele fizesse comigo naquela noite.
A outra mão de Eduardo segurou a minha cabeça e de algum jeito ele conseguiu soltar os meus cabelos.
Joguei a cabeça para trás ao gozar e senti o rosto arder ainda mais ao perceber que ele me observou o tempo inteiro enquanto também alcançava o ápice.
– Por... Por que está me olhando assim? – perguntei enquanto sentava sobre os quadris dele.
Eduardo sorriu e ergueu a mão traçando desenhos imaginários na minha bochecha. Era um toque tão sutil, mas cheio de um carinho que me deixou todo desarmado.
– Eu cheguei a imaginar que não veria essa expressão de prazer no seu rosto outra vez – ele disse sem afastar a mão. – Todas as noites eu sonhei com você.
– Sonhos nada puros, eu imagino – falei com um sorriso tímido.
– Nem um pouco puros – ele confessou, mas sem parecer sentir vergonha pelo que andara sonhando. – O que você falou no meu ouvido e mais um pouco.
– Pra mim tudo ainda é meio surreal – murmurei enquanto saía de cima dele. Eduardo não pareceu muito satisfeito por eu estar “fugindo”. – Eu sempre achei que você me odiava.
– Você que faz com que eu me comporte como um adolescente... – ele disse após um suspiro.
Pendi levemente a cabeça sem entender.
– Adolescente que costuma destratar a pessoa que ele gosta – Eduardo explicou. – No começo, eu não entendi muito bem o que estava sentindo e o sentimento foi ficando mais forte e me deixando mais confuso. Você é diferente de todas as pessoas que eu já conheci.
Senti o rosto arder com o elogio. Eu não era uma pessoa que corava com facilidade, mas por alguma razão as palavras dele, quando elogiosas, sempre me deixavam sem jeito.
O que eu poderia fazer além de beijá-lo? O Eduardo adorava me deixar sem palavras e pelo menos agora eu podia quebrar o silêncio constrangedor com um beijo.
Ele colocou a mão na minha nuca e aprofundou o beijo lentamente, de modo suave, fazendo com que eu suspirasse e estremecesse em seus braços.
Nem sei como fui parar em cima dele outra vez, completamente excitado e agora querendo ir até o final.
Os dedos dele apertavam os meus mamilos e eu o tocava no abdômen, sorrindo internamente ao sentir os músculos se contraírem a cada toque meu.
Nossos lábios se desencontraram, e eu comecei a deslizar os lábios pelo pescoço dele. Beijei cada pontinho daquele corpo perfeito. Eu me sentia um pintinho feio perto do Eduardo.
Quando chegou a vez do membro dele ganhar beijos e lambidas, eu parei. Eduardo me olhou exasperado, e eu sorri enquanto deslizava o indicador pelo falo ereto. Ele trincou os dentes e segurou a minha cabeça tentando me forçar a começar a chupar logo.
– Seja educado, Eduardo – resmunguei fingindo aborrecimento.
– Droga, Fred! Você quer me enlouquecer?
– Talvez seja essa a intenção... – pendi levemente a cabeça para o lado fingindo pensar no que ele havia dito.
– Por favor! – pediu exasperado.
Era tão raro vê-lo usando aquela palavra que eu acabei desistindo da tortura. Segurei o falo e lambi só a pontinha de onde saíam algumas gotas de sêmen. Eduardo gemeu alto e apertou o meu cabelo com força. Se ele continuasse fazendo aquilo ia arrancar tufos e mais tufos vermelhos da minha cabeça.
Sem qualquer aviso, coloquei tudo a boca. Eduardo soltou um gemido grunhido e arqueou o corpo, fazendo com que o falo fosse ainda mais fundo na minha boca.
– Ah, Frederico... – meu nome escapou dos lábios dele e eu estremeci de prazer. Fechei os olhos e comecei a me tocar. Eu podia sentir meu corpo reagir bem animado aos sons que o Eduardo emitia, a cada vez que ele sussurrava o meu nome. Ah, merda. Eu não deveria estar gostando tanto disso.
Eu alternava entre lambidas e chupadas. Subindo e descendo por toda a extensão do pênis dele que pulsava forte na minha boca.
Grunhi insatisfeito quando ele fez com que eu parasse.
– Eu quero... Dentro de você... – ele explicou com a voz rouca e entrecortada.
Não esperei por um segundo pedido. Apoiei as mãos no colchão e fiquei de quatro, completamente exposto e ansioso. Ouviu o Eduardo pegar algo no criado mudo e, ao virar para olhar, vi que era um pote de lubrificante e camisinhas.
– Espero que isso não tenha sido sobra de outras transas... – murmurei enciumado.
Eduardo lambuzou um dedo e o introduziu lentamente em mim. Gemi e arquei o bumbum ansiando por mais.
– Que outras transas, Fred? – ele perguntou parecendo um pouco aborrecido. – Quando você vai entender que eu não quero ninguém além de você!
Afundei a cabeça no colchão quando ele colocou o segundo dedo. Droga. Eu não iria admitir em voz alta, mas também não queria ninguém além dele. Isso era o primeiro passo para me apaixonar por ele? Se fosse, eu estaria bem ferrado. Meu coração estava batendo tão forte... Parecia que ia explodir! Minha ereção estava dolorida, pulsando forte, o pré-gozo pingando e molhando os lençóis.
Eu nunca havia me sentido assim.
Eduardo iria me enlouquecer.
Quando o terceiro dedo entrou, eu comecei a me mover com mais rapidez, querendo que ele retirasse logo aqueles dedos e substituísse pelo pênis dele. Eu sei que o Eduardo estava tão ansioso quanto eu. Ele parou de me preparar, subitamente fazendo com que eu soltasse um gemido queixoso. Ouvi quando ele rasgou o lacre da camisinha com os dentes e não demorou mais que quinze segundos para que ele me penetrasse. Duro e forte. Empinei ainda mais as nádegas fazendo com que ele fosse ainda mais fundo, ignorando o desconforto inicial. Eduardo gemeu perto da minha orelha enquanto deslizava as mãos até o meu falo, e começou a me estimular no ritmo das estocadas.
Era incrível. O som dos nossos corpos se chocando, o cheiro de sexo, a sensação de tê-lo atrás de mim arremetendo cada vez mais fundo.
– Ah, tão quente, Frederico... – Eduardo sussurrou e mordiscou a minha orelha.
– Eduardo – gemi o nome dele. – Mais... Mais rápido!
Ele atendeu o meu pedido e acelerou o ritmo. Eu sabia que não ia durar muito daquele jeito. E também que ficaria uma semana sem conseguir sentar direito se fizéssemos mais naquela noite no mesmo ritmo.
Gritei de prazer quando o Eduardo atingiu a minha próstata. E ele continuou atingindo seguidamente fazendo com que eu visse estrelas de tanto prazer.
E acabei gozando. Derramei-me sobre as mãos habilidosas que me masturbavam enquanto sentia meus músculos se apertarem ainda mais em torno do falo que me preenchia.
Algumas estocadas depois, Eduardo também gozou, gemendo o meu nome daquele jeito sexy que só ele conseguia.
Continuamos na mesma posição por alguns minutos, tentando recuperar o fôlego e o ar perdidos.
– Você é incrível – ele sussurrou afastando os meus cabelos e beijou a minha nuca. Estremeci com o carinho.
Quando o Eduardo saiu, eu me larguei de bruços e fechei os olhos sentindo o corpo mole. Mas o Eduardo não quis me deixar dormir daquele jeito. Ele me puxou e fez com que eu me aninhasse nos braços dele.
– Não ouse dormir... – ele avisou. Eu podia ouvir o coração dele batendo acelerado. – Nem comecei com você ainda.
– Pervertido – resmunguei.
– A culpa é toda sua – Eduardo retrucou e eu girei os olhos com a acusação. Mas acabei sorrindo e relaxando enquanto passava minhas pernas entre a dele, fazendo com que nossos pênis ficassem bem juntinhos. – Viu... Por isso eu digo que a culpa é sua!
Acabei rindo ao perceber que ele estava ficando excitado outra vez.
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