E se eu te amasse?
23 Porque você me salvou.
Notas iniciais
POV MILLS
Emma estava aninhada ao meu corpo, estávamos vendo a um filme que passava na tv do hospital.
Não sabia que tinha notado minha cicatriz.— Falo sem tirar os olhos da tv.
Não tem uma parte do seu corpo que eu já não tenha prestado atenção.— Ela também não para de olhar a tv. Como você ganhou ela?
Fui salvar um gato de um cachorro, e ele me atacou. Sorte que Daniel estava lá para salvar nós dois. — Sorri lembrando-me do acontecido.
Hmm. Você deveria me contar mais sobre ele.
O que você quer saber? Viro-me em sua direção.
Ela senta-se, olhando para mim.
Tudo.
Bem, como você sabe. Daniel foi meu marido, ele morreu um tempo depois de ter sofrido um acidente de carro.
É, isso eu sei.
Era só falar no assunto, e as lembranças voltavam como se fosse algo recente em minha mente.
Nesse dia, Daniel não estava sentindo-se muito bem, eu precisa buscar minha mãe, mas tinha muitas coisas para fazer na prefeitura, portanto pedi a ele. Ele recusou-se no começo, mas como era devoto a mim, foi. E o resto você já sabe.— Abaixei a cabeça, aquilo não estava me fazendo bem.
Você o amava não era?
Mais que a mim mesma.— Vi que Swan não reagiu bem a essa resposta, então vi a necessidade de explicá-la. Daniel era muito mais que um marido, na verdade ele estava mais para amigo. Eu cresci com Daniel, nós crescemos aqui na cidade, conhecia Daniel desde que me entendo por gente. Ele era meu melhor amigo, quando ele fez dezoito anos, eu o entreguei um beijo como presente de aniversário. Minha mãe sempre quis que me casasse com ele, e eu não conseguia imaginar casando-me com outro homem que não fosse Daniel, mas nunca o amei como marido de fato. Começamos a namorar com a pressão dos nossos pais, eu me sentia bem estando com ele, eu me sentia feliz. Sabia que com ele eu nunca estaria sozinha, sempre sonhamos em conhecer o mundo juntos, e trazer para casa cada pedacinho dele. Quando aconteceu de eu ficar com a Ruby pela primeira vez, tínhamos brigado. Como sempre, eu queria ter razão de tudo, e ele acabou deixando-me no bar aquela noite. Eu contei a ele, e falei que estava gostando dela. Achei que ele nunca mais iria querer me ver, mas não. Ele foi compreensível, disse que se eu amava a Ruby, que ficasse com ela. Mas eu neguei, eu era covarde naquela época.
Emma mexia-se na cama, ligeiramente incomodada com a conversa.
Está tudo bem? Você quer que eu pare de falar?
Não! Continua...
Bem, continuei saindo mais vezes com Ruby, ele sabia. Mas eu também sabia o quanto ele se incomodava com isso. Nunca me falou nada, ou me cobrou nada, mas eu sempre sabia. Eu queria ficar com Ruby, mas às vezes temos que fazer escolhas difíceis, foi o que aconteceu comigo. Quando Daniel me pediu em casamento, eu estava completamente dividida, mas aceitei.
Por quê?
Porque era a coisa mais sensata a se fazer.
Você se arrepende?
Não! Casar com Daniel foi a melhor escolha que fiz em minha vida, se tivesse que viver tudo de novo teria escolhido a mesma coisa.
Ela estava muito incomodada com tudo aquilo.
Então você amou Ruby?
Sim.
E o que eu vi ali naquela noite?
Você me viu tentando explicar a Ruby que eu não há amava mais. Eu amava Ruby naquele momento da minha vida, ela era a pessoa certa naquele momento. Mas hoje, a única pessoa que eu imagino vivendo o resto da vida, essa pessoa é você Emma.
Ela dá um leve sorriso.
Então não preciso me preocupar com Ruby? Ela estava sem graça.
Você nunca precisou.— A puxo para um beijo.
Ela pensa por alguns segundos.
Tudo bem. — Ela me puxa para mais um beijo.
Estávamos tão distraídas que não percebemos quando o Dr entrou.
Ele tosse.
Emma imediatamente levanta-se da cama, e fica em pé ao meu lado.
Bom dia Dr.
Bom dia. — Ele a cumprimenta a olhando de cima a baixo. Bem senhora prefeita.— Ele dirigisse a mim. Vim buscá-la para seu exame.
Que tipo que exame ela vai fazer Dr.?
Um hemograma.
Ok.
Não demora nada, se quiser pode esperar aqui no quarto mesmo. Já trago ela de volta!
Os enfermeiros chegaram para me retirar e me soltar de todos aqueles fios.
Não demore. Ela vem em minha direção e deposita um beijo em minha testa.
Eu amo você.
Também amo você Regina.
POV SWAN
As horas não passavam, Regina estava demorando muito, eu já estava ficando angustiada com essa demora. Já estava perto da tarde, eu cochilava no sofá quando ouço o barulho da porta.
Ruby?
O que faz aqui? — Ela me olha irritada.
É, eu estou aqui com a Regina.
Pensei que você tivesse ido embora.— Ela senta-se ao meu lado.
Não.— Aquilo seria difícil, mas eu precisava fazer. Ruby, eu vou ficar com a Regina. Falei sem olhá-la, meus cotovelos apoiados em minha perna, e as mãos apoiando a cabeça.
Não Emma, você disse que... Eu a corto.
Eu sei o que eu disse Ruby, eu a amo e agora sei que ela também. Eu não posso mais abrir mão disso.
Mas, nós somos amigas Emma.
É, e é por isso que você tem que me entender, eu tentei por você Ruby. Mas não dá.
Faça como quiser, mas não diga que é minha amiga. — Ela levanta! Porque você não é.— Sai batendo à porta.
Levo as mãos à cabeça e respiro fundo. A porta se abre.
Oi. — Vejo aquele sorriso lindo vindo em minha direção.
Oi meu amor. — Vou até ela, e beijo sua testa.
Os enfermeiros a ajeitam na cama e logo saem.
E aí, como foi os exame?— Aproximo-me, sentando ao seu lado.
Cansativo.— Ela sorri. Swan, o que houve aqui? Eu vi quando Ruby saiu.
Eu contei a ela que iria ficar com você.
E como ela reagiu?
Não muito bem. — Suspirei. Mas isso não importa, quero ficar com você e ninguém mais vai me impedir isso.— A abraço. Muito cansada?
Sim.
Vem, descansa aqui nos meus braços minha Rainha. — Ela sorri.
Ô sim, minha salvadora.
Salvadora? — Faço uma careta.
Sim.
Por que salvadora?
Porque você me salvou ué!
Foi? De que eu salvei você?
De tudo Emma, você me salvou de tudo!
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