Notas iniciais
To muito feliz! Tão feliz que vou antecipar em um dia o cap. Vou compartilhar minha felicidade com vcs: Geralmente não gosto de entregar meus contos a pessoas que conheço. O anonimato é muito melhor. Entretanto abri uma exceção para um amigo que estava curioso referente aos meus contos e entreguei essa fic completa para ele (sim, está terminada já!). E meu, o feedback foi o melhor possível. Talvez a fic não agrade tanto assim vcs, mas ouvir de um não adepto a leitura que o mesmo se envolveu com os personagens e conseguiu sentir todas as emoções deles foi de uma felicidade tremenda! Agradeço a todos quem acompanham a fic e também quem comentou no cap anterior.

O tempo foi passando e dias se tornaram semanas. Hyoga foi se envolvendo cada vez mais no mundo corporativo, entendendo e aprendendo de projetos e pessoas. Camus continuava extremamente workaholic, mas praticamente todo o tempo livre fora da empresa que tinha, compartilhava com Hyoga.

Hyoga estava a cada dia mais apaixonado por Camus, enquanto o diretor apreciava mais e mais a companhia de seu gerente.

O loiro estava em sua mesa, quando é informado que deveria comparecer à sala de reunião. Estranhando isso, pois não se lembrava de nenhuma reunião marcada para hoje, se encaminha até a sala. Ao entrar, se depara com os sócios de seu chefe, Saga e Milo. Se existe uma coisa que Hyoga aprendeu com Camus, era demonstrar falsa segurança em frente às pessoas.

– Em que posso ajuda-los? – pergunta o gerente em tom profissional, apesar de não entender o motivo de estar na sala com os sócios, sem seu chefe presente.

Camus havia explicado a Hyoga que, Milo era o esquentadinho e impulsivo, Camus era o frio e centrado e que Saga era o meio termo. O gerente então, não se surpreendeu quando foi Milo quem tomou a palavra.

– Nós já... não... A empresa toda já sabe a respeito do relacionamento seu com Camus. Qual é a sua, garoto? Dar um golpe?

– Milo – Saga intervém – fica quieto, você está assustando o garoto! – e se virando para Hyoga – Só queremos saber sua intenção e sentimentos com relação a Camus!

– Não devo satisfações da minha vida e sentimentos aos senhores – responde Hyoga em um tom frio e ríspido. Quem eram eles para ofendê-lo dessa forma?

– Realmente o Hyoga está certo, ele não deve satisfações da vida pessoal dele a ninguém – os três se assustam ao ouvir essa frase dita por Camus, eles nem ao menos perceberam quando o diretor de operações entrou na sala – Hyoga, deixe-me a sós com meus sócios.

Gerente e diretor trocam olhares. Hyoga pensa em pedir para ficar, mas consegue imaginar Camus dizendo que isso era problema dele e que ele iria resolver sozinho. Resignado, sai da sala deixando os sócios sozinhos.

– Que porra é essa que vocês estavam fazendo? – pergunta Camus com um tom contido e frio, após seu funcionário sair da sala.

– Nós quem deveríamos te perguntar! – responde um Milo exaltado – Que merda é essa de você estar se relacionando com um subordinado seu?!

– Vocês são meus sócios e amigos, mas nem por isso dei o direito de se meterem em minha vida pessoal!

– Camus, entenda – Saga intervém para tentar acalmar os ânimos – apenas estamos preocupados. Você ficou mais de um ano sem gerente, trabalhando sabe se lá quantas horas, nos dizendo que iria contratar uma pessoa em especifico para te auxiliar. Você até o esperou voltar da Europa! E quando o contrata se relaciona com ele. Vocês já tinham algo antes dele entrar aqui?

– Não me lembro de que, quando fiquei sem gerente – Camus começa a responder friamente – o trabalho ser entregue fora do prazo ou até mesmo eu reclamar da quantidade a mais de horas que trabalhei. Também não me recordo de optar na escolha de seus subordinados. Se eu transo ou não com o Hyoga, que diferença faz para a empresa? Meu comportamento e julgamento como diretor mudou? Os prazos continuam sendo cumpridos, o dinheiro continua entrando. Hyoga é um excelente profissional e tem evoluído e me ajudado bastante. Vocês estão julgando a mim e ao meu menino sem saberem de nada.

Meu menino? Saga e Milo trocam olhares, ao perceberem que Camus nem se deu conta de que chamou o gerente assim.

– Será que não enxerga que toda a empresa está comentando de sua paixonite pelo Hyoga? – Milo diz sarcástico.

– Ah mon cher – Camus diz ironicamente – Todo, inclusive nós, estamos aqui para trabalhar. Se isso existem pessoas que estão preocupadas em comentar a vida alheia do que trabalhar, demita-as!

O escritório parou ao ver os três sócios dentro da sala de reunião. Até porque, às vezes, ouvia-se um tom de voz mais exaltado saindo de lá, mas não dava para entender exatamente qual era o assunto. Só percebem Camus saindo da sala, fechando a porta com mais força do que o necessário e exalando hostilidade em sua expressão.

– Milo – Saga diz após a saída do diretor de operações – Camus está apaixonado, só não se deu conta disso!

Os outros diretores conversam mais um pouco e também saem da sala e voltam às suas respectivas funções.

A vantagem das salas de reuniões eram que elas têm insulfilm. Camus estava novamente nessa sala, pois não queria falar com ninguém enquanto não se acalmasse, pois temia ser ignorante com alguém sem motivo.

– Camus – o diretor escuta a voz doce de Hyoga no ambiente – Está tudo bem? Vamos almoçar?

O diretor nem se deu conta que já era o almoço.

– Entre na sala, por favor, Hyoga – diz e depois que o gerente faz o que ele solicitou – Está tudo bem sim e não vou almoçar. Gostaria de me desculpar pelo constrangimento que meus sócios o fizeram passar.

Hyoga garante a Camus que está tudo bem, mas no fundo fica feliz em ter essa preocupação do diretor em relação a ele. O loiro sabia que a empresa comentava a respeito dos dois, mas não se importava muito, pois para o gerente, o importante era estar perto e ajudar Camus.

Hyoga encara o diretor mais uma vez e percebe que ele está muito furioso. Camus odiava exposição de sua vida pessoal. Então Hyoga, em um ato impensado, em vez de sair da sala para almoçar, a tranca.

– O que está fazendo Hyoga?

– Quieto Camus – o loiro diz, antes de beijar o mais velho com luxuria – Vou tirar esse ar irritado de seu rosto.

Hyoga beija mais uma vez Camus. Começa a beijar e a dar leves mordidas no pescoço do mais velho. O diretor começa a ficar excitado e o gerente percebe isso. Camus percebe quando Hyoga desabotoa sua calça e com a mão, começa a masturba-lo bem devagar. O diretor solta um gemido baixo, pois estavam na empresa e isso era totalmente errado, mas deliciosamente gostoso. Mas antes que seu diretor conseguisse ter algum momento de sanidade, Hyoga troca a mão pela boca, fazendo com que Camus jogue a cabeça para trás, soltando um suspiro que indicava que estava totalmente entregue as sensações que o loiro proporcionava nele.

Hyoga aumenta a velocidade, quando começa a perceber Camus apertando os braços da cadeira com muita força.

– Hyoga, ah... eu vou – Camus tenta dizer, mas o gerente alisa a perna carinhosamente de seu chefe, indicando que entendeu o recado e que ele queria isso.

Camus goza na boca de Hyoga e após isso, o loiro se aproxima e beija o diretor de forma amorosa.

– Camus – Hyoga diz, acariciando gentilmente o rosto de seu chefe – Acredito que consegui te relaxar um pouco. Quero que saiba que só me importo com a sua opinião. Vou deixa-lo sozinho, como pediu.

Hyoga sai da sala, deixando Camus se recompondo. O gerente sabia que talvez o coração de Camus jamais pertenceria a ele, mas sabia que o corpo sim. E por enquanto, isso era o suficiente.