E se eu quiser continuar?
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Fazia um pouco mais de três meses que Hyoga morava com Camus. Para o loiro, hoje tinha um gosto todo especial, pois fazia um ano desde o primeiro encontro deles, naquele restaurante luxuoso e privado, no qual fizeram amor. É lógico que o gerente acreditava que Camus jamais se lembraria disso, de datas, pois não era do feitio dele se apegar a esse tipo de coisa. Apesar disso, Hyoga planejou uma noite a sós inesquecível para eles e tinha comprado um presente para o diretor.
Era a metade da tarde e Camus continuava trabalhando em sua casa, deixando algumas coisas arrumadas e que ele não teve tempo de fazer durante a semana. Ficar sozinho com Hyoga definitivamente não estava nos planos do diretor.
— Hyoga – o mais velho chama a atenção do mais novo – Ponha uma roupa de gala, pois vamos a um jantar beneficente.
— Jantar beneficente Camus? – o loiro diz meio frustrado – Justo hoje?
— Pela sua reação devo ter esquecido de te avisar – Camus fala calmo – Você tinha outro compromisso?
— Não, não é nada disso – Hyoga suspira – Nada, deixa, vou me arrumar. Não sabia que participava dessas coisas.
— E não participo – o mais velho diz – Tenho algumas formas de ajudar o próximo sem precisar me expor. Entretanto este jantar é algo que requer minha presença e por consequência a sua também.
Camus estava elegantemente vestido em um terno azul marinho, com calça social preta que ajustava perfeitamente ao seu corpo. Por causa do acidente, o diretor ainda mancava um pouco, mas sem a necessidade de usar bengala. Por sua vez, Hyoga também estava com uma calça social preta e com um terno azul, de tom um pouco mais claro do que o de Camus. Ambos estavam bonitos e perfumados.
No caminho conversam amenidades. Hyoga aproveita para tirar um pouco de sarro de Camus, por saber que o diretor odeia usar terno e roupas extremamente sociais.
O mais velho estaciona o carro em frente a um salão muito bonito, com as portas de madeira escura e a frente toda branca.
— Sempre imaginei que jantar beneficente fosse na casa de alguém que se fazia de anfitrião – Hyoga comenta distraidamente.
Quando eles chegam em frente à porta, Camus segura levemente o braço do mais novo, o fazendo parar:
— Hyoga, antes de entrar por essa porta, tenho algo a lhe dizer – e quando percebe que tem total atenção do loiro, continua – Sei que hoje faz um ano desde nossa primeira vez, sim, sei disso. Tenho a memória fotográfica, esqueceu?
“Enfim, não ligo para convenções e sentimentalismo, você sabe disso e diversas vezes sou taxado de frio e insensível. E realmente sou isso. Entretanto Hyoga, conversando com Saga e Milo, eles falaram para mim, ou melhor, me convenceram de que algumas vezes, deveria largar a mão de ser um filha da puta frio, por que existem pessoas que merecem um pouco mais. E você merece Hyoga!
É obvio que não sou uma pessoa fácil de lidar e que acho muita coisa que você se importa, como a maior perda de tempo. Não existe jantar beneficente nenhum Hyoga, então, se você resolver entrar por aquela porta, estará dizendo sim a seguinte pergunta: quer oficializar nossa relação perante a todos e casar comigo?”
Silêncio.
Hyoga ficou estático, sem esboçar nenhuma reação. Camus já estava começando a achar aquilo estranho, quando o mais novo o puxa um beijo.
— É lógico que vou entrar por aquela porta contigo Camus – Hyoga diz animado – Te amo Camus, nossa, como te amo!
O mais velho faz um gesto, pedindo o braço do mais novo.
— Não sou a droga de uma noiva Camus – Hyoga diz sorrindo, entrelaçando seu braço ao homem ao seu lado.
— Não Hyoga, não é – o mais velho diz com um meio sorriso no rosto.
Camus empurra a porta do salão e uma música começa a tocar.
“It's undeniable that we should be together. It's unbelievable how I used to say that I'd fall never. The basis is need to know. If you don't know just how I feel. Then let me show you now that I'm for real. If all things in time, time will reveal”.
Hyoga olha para frente. No fim do corredor está a pessoa que celebrará a união deles. No lado direito e esquerdo, pessoas que Camus conhece e percebe que o mais velho chamou todos aqueles os quais Hyoga disse, em algum momento, que possuía carinho.
As cadeiras harmoniosamente ordenadas, com pessoas vestidas lindamente para o casamento. Camus sabia que Hyoga era católico e por mais que a igreja não permitisse relação homossexual, daria ao mais novo o mais próximo de um casamento católico possível.
Enquanto ambos caminhavam lentamente até o fim do corredor, Camus encarou Milo, que estava com um sorriso radiante que não cabia em seu rosto. Camus lhe lançou um olhar meio aborrecido e isso fez com que o diretor comercial abrisse mais o sorriso. O diretor de operações, olhou para Saga e o mesmo lhe deu uma piscadela maliciosa e divertida. Hyoga percebeu a leve mudança de humor de Camus e enquanto andavam, perguntou:
— O que aconteceu que está meio irritado Camus?
— Uma bobagem Hyoga – Camus diz baixinho – Não foi essa música que escolhi de entrada e meu grande amigo Milo teve a audácia de mudar.
Quando chegaram ao fim do corredor, foram recepcionados por Milo, Saga e Shion. E então, as devidas formalidades começaram.
Quando o juiz de paz disse: “eu os declaro marido e esposo” e os dois deram um beijo casto, Milo não se aguentou e bateu palmas e disse algo parecido como “é isso aí Camus”, fazendo com que todos rissem e batessem palmas ao mesmo tempo. É lógico que tanto o diretor de operações como o gerente ficaram encabulados com isso.
“One, you're like a dream come true. Two, just wanna be with you. Three, girl it's plain to see. That you're the only one for me. And four, repeat steps one through three. Five, make you fall in love with me. If ever I believe my work is done. Then I'll start back at one…”
Todos os convidados foram até o andar de cima, onde estava um serviço de buffet e a festa do casamento organizada. Não havia exagero de convidados. Estavam todos os importantes ali, o casamento foi mais para os íntimos. Hyoga sabia que Camus jamais faria algo extravagante, não era do feitio dele. Entretanto tudo que o mais novo pousou os olhos estavam perfeitos e de muito bom gosto. Camus com certeza gastou muito tempo e dinheiro para lhe proporcionar o casamento perfeito. E com esse pensamento, o coração de Hyoga sentiu mais felicidade, de saber que tudo isso foi para ele, pensando nele, por achar que ele merecia.
Depois dos recém-casados dedicarem atenção a todos os presentes, foram curtir um pouco a festa deles. Camus foi falar com Milo e Saga.
— Você não se aguenta – diz Camus com tom neutro – Teve que mudar a música que escolhi.
— Ah Camus querido – Milo responde rindo – Tinha que sacanear no seu casamento, além do mais, a música que escolheu era só instrumental. Essa que escolhi combina bem mais com vocês!
— Você não tem jeito! – Camus diz com um leve sorriso no rosto.
— Lógico que não e é por isso que me ama – o diretor comercial responde sarcástico e aproveitando o momento, abraça o aquariano e lhe dá um beijo no rosto.
Saga começa a tirar sarro de ambos, quando Camus olha meio confuso para Milo.
— Deixa o Milo ser feliz Camus – Saga diz alegre – Tanto ele, como eu, estamos muito felizes por você. Quem diria que o grande mago do gelo iria se casar. Isso é inacreditável! Falando nisso, viu a cara do Hyoga? Ele está radiante. E você Camus, está feliz?
— Você sabe que nada disso para mim importa – Camus diz relaxado – Mas sim, estou feliz. Não sou tão insensível assim.
Com os três diretores conversando, Hyoga decidiu conversar com seu professor em particular.
— Shion, nem sei como te agradecer – Hyoga fala emocionado – Você sempre acreditou em mim, me deu força, me ajudou a conseguiu um excelente emprego, mesmo desconfiando que eu tinha uma queda pelo Camus e agora... nem consigo acreditar, estou casado com Camus.
— Você sempre foi um bom menino Hyoga – Shion fala calmamente – Sou professor a um bom tempo, consigo avaliar relativamente bem as pessoas. Você era esforçado, dedicado, estudioso. E te conhecendo no decorrer dos semestres, vi que era um talento em potencial. Não menti para Camus quando falei isso a seu respeito. Por outro lado, conheço Camus de outros tempos e sabia que ele estava ferrado. O outro gerente dele tinha pedido demissão, Camus estava apanhando de um problema na empresa. Vi a oportunidade ideal de unir o útil ao agradável. Você Hyoga, era o que faltava ao Camus e não estou me referindo ao âmbito profissional. Então por favor, cuide bem dele para mim!
— Pode estar certo professor, vou fazer de tudo para que ele seja muito feliz ao meu lado – Hyoga diz convicto – Isso é uma promessa!
Depois de agirem como bons anfitriões e de muitas fotos, se encaminharam à pista de dança, onde Hyoga pode ver a fama de Camus de excelente dançarino.
Dançaram, conversaram, se divertiram e no fim da noite se despediram de todos.
— Vamos Hyoga – Camus diz baixinho no ouvido do loiro – Ainda tenho mais uma surpresa para você!
“It's so incredible the way things work themselves out. And all emotional once you know what it's all about, hey. And undesirable for us to be apart. I never would've made it very far. 'Cause you know you've got the keys to my heart. Cause...”
Camus dirige o carro e estaciona em um hotel chique da cidade.
— Vamos menino – diz neutro – Temos uma reserva na cobertura.
— Estou impressionado! – Hyoga fala.
— Impressionado com o que? – Camus pergunta curioso – É nossa noite de núpcias, pelo que sei de tradição, tem que ser em um lugar legal.
— Camus, bem que Saga e Milo disseram que você é um perfeccionista de primeira. Estou sem palavras. Nunca me senti tão feliz em minha vida, nem em meus sonhos imaginei algo tão bonito. Obrigado Camus, de verdade! Prometo que será muito feliz comigo!
Ambos entram no quarto, que é luxuoso e confortável. A primeira coisa que Camus faz é tirar o terno e jogá-lo em um canto qualquer. A segunda é pegar Hyoga no colo e o colocar na cama, ficando por cima dele.
— A única coisa que me interessa agora – Camus diz com um sorriso malicioso – É fazer amor contigo até que seu corpo não aguente mais de exaustão.
Camus tira a roupa de Hyoga ao mesmo tempo que o beija ternamente.
— Você confia em mim Hyoga? – Camus pergunta com a voz rouca
— Lógico que sim.
Camus leva Hyoga até mais próximo da cabeceira da cama e o venda. Também junta as mãos de Hyoga acima da cabeça e as prende na cama, o poupando de dois sentidos: visão e tato.
O diretor após também ficar nu, se aproxima de Hyoga e o beija, um beijo lascivo, cheio de luxuria. O beijo é interrompido assim que o ar se faz necessário, dando tempo para Camus pegar um copo cheio de pequenas pedras de gelo que tinha deixado preparado após vendar e prender Hyoga. Com cuidado, coloca uma dessas pedrinhas de gelo na boca e começa a beijar o pescoço do mais novo. O contato da temperatura baixa com seu corpo quente, faz Hyoga se arrepiar ao mesmo tempo se excitar, o fazendo soltar um baixo gemido involuntário. Pega outra pedra, coloca na boca e leva ao mamilo de Hyoga, que suspira mais alto com o contato. Com a língua gelada, Camus lambe e mordisca um dos mamilos de Hyoga e com um dos polegares livres, faz movimentos circulares em volta do outro.
Quando a pedra de gelo acaba, pega outra e vai descendo pelo abdômen do Hyoga o fazendo tremer e gemer de prazer.
Camus chega até o membro de Hyoga e com uma das mãos segura firme a ereção do loiro e com a outra, pega uma pedra de gelo e coloca levemente bem na cabeça do membro do mais novo. O diretor pegou o falo do mais novo e fez o movimento de vem, levando a pele para baixo e passa na pele exposta o gelo. Voltando o gelo até a cabeça da ereção de Hyoga, Camus aproxima a boca e coloca o gelo na boca e em seguida começa a chupar Hyoga.
O contato da boca quente do mais velho com o gelo lá na ereção de Hyoga, faz com que o loiro engula em seco, tamanha mistura de sensações que está sentido. Quente, frio, prazer, sem poder enxergar e tocar. Parece que tudo isso potencializa o tesão que está sentindo no momento.
Camus continua a enlouquece-lo, mas quando o loiro está perto de gozar, o mais velho para.
— Não quero que goze agora – o diretor diz com uma voz cheia de prazer – Você vai gozar comigo dentro de você.
O homem de cabelos azuis se aproxima da cintura de Hyoga e levanta as pernas do mais novo, colocando a bunda do loiro a altura do membro de Camus. Lentamente, pois o gerente estava tão excitado que nem precisava de muita preparação, o mais velho começa a penetra-lo. Quando Hyoga dá sinal que se acostumou com o volume, Camus começa a se mexer. No começo bem devagar, para torturar o loiro, mas na medida que a necessidade de ambos falava mais alto, as estocadas ficaram mais rápidas e mais fortes, até que Hyoga, sem precisar de masturbação e apenas pelo prazer proveniente das estocadas de Camus, goza. O mais velho faz o movimento mais algumas vezes e goza também.
Cuidadosamente, após sair de dentro de Hyoga, Camus coloca as pernas do mais novo na cama, tira a venda e as amarras das mãos do mais novo e o beija carinhosamente. Hyoga aproveita que agora tem os movimentos e envolve em um abraço. Após o beijo, Camus se deita ao lado de Hyoga e o mais novo se aconchega diretor.
— Nossa Camus – o loiro diz ofegante – Isso foi incrível! Te amo tanto!
“Say farewell to the dark of night. I see the coming of the sun. I feel like a little child, whose life has just begun. You came and breathed new life into this lonely heart of mine. You threw out the lifeline. Just in the nick of time…”
Depois que as respirações voltam ao normal, Camus chama Hyoga para tomar banho e ambos se encaminham para banheira. Enquanto o mais velho abre o registro para e escolhe a temperatura da água, o mais novo o abraça por trás e começa a distribuir beijos suaves nos ombros do mais velho. Eles ficam assim, se abraçando, namorando e quando a banheira enche, Hyoga pede para que Camus se sente na frente dele e o diretor assim o faz.
Após tomarem banho, continuam na banheira com Camus sendo abraçado por Hyoga. O loiro faz carinho no abdome do mais velho e eles ficam assim, conversando, desfrutando da presença um do outro e da água morna que os envolve.
Atrevidamente, Hyoga coloca a mão no membro de Camus e começa a toca-lo com a clara intenção de deixa-lo excitado. O diretor geme de aprovação com esse contato e assim que fica duro, levanta da banheira, sendo acompanhado por Hyoga. Quando chegam a metade do banheiro, o suficiente para Camus ter pego o lubrificante, o mais velho para. Beija o loiro, guiando a mão do seu gerente para a ereção tanto do diretor, como a do próprio Hyoga. O aquariano loiro entende o recado, juntando as duas ereções e as masturbando juntas. Camus afasta um pouco as pernas de Hyoga e molhando a entrada do mais novo com lubrificante, começa a instiga-lo com um dedo, depois dois.
— Hyoga – Camus diz fazendo o mais novo olhar para ele – Onde e como você quer que eu entre em você?
Desejo olhando para desejo. Tesão e carinho tudo junto e misturado.
— Eu quero Camus – Hyoga diz decidido – Que seja na frente daquela pia com o espelho, eu de quatro para você, exatamente como na primeira vez.
Ambos se encaminham até lá se beijando. Hyoga apoia as mãos na pia, ficando de frente para o espelho. Camus aproveita a brecha e passa um pouco de lubrificante sobre seu membro e assim penetra Hyoga de novo.
O loiro geme deliciado. E exatamente como na primeira vez, Camus envolve um dos braços em volta do corpo de Hyoga, o sustentando, enquanto a outra mão leva ao membro do mais novo, o masturbando na velocidade da estocada.
Diferente da primeira vez, dentro da possibilidade que era imposta pelo desejo, eles ficaram se olhando no espelho. Azul no azul. As expressões de prazer.
— Gosta do que vê? – Camus pergunta em meio aos gemidos, mas sem parar de entrar e sair de Hyoga.
— Gosto Camus e mais – Hyoga diz ofegante igual a Camus, o sentindo estocar dentro de si – É assim que tem que ser, você e eu, juntos, unidos, um sendo do outro e pertencendo ao outro. Te amo Camus e é assim que deve ser.
— Então goza para mim Hyoga, tão gostoso como da primeira vez.
O loiro não resiste ao pedido sexy de Camus e depois de algumas estocadas e masturbação de Camus, acaba gozando. Quando Camus está prestes a gozar, Hyoga diz:
— Dessa vez Camus, quero que olhe para o espelho, quero vê-lo enquanto goza. Igual fez comigo quando nos entregamos a primeira vez.
O diretor goza sendo admirado através do espelho pelo gerente. O aquariano de cabelos azuis abraça por trás o loiro e ficam assim, esperando um pouco, um sentindo o calor e o coração do outro.
Após isso, eles se encaminham ao chuveiro e tomam uma ducha, enquanto trocam beijos carinhosos.
Ambos se deitam na cama depois de se enxugarem e Camus repara que Hyoga está admirando a aliança dourada em sua mão esquerda.
— Essa aliança fica muito bonita em nossas mãos, marido – Hyoga diz rindo.
O silêncio confortável se instaura no local, logo sendo interrompido por Camus.
— Hyoga – Camus fala sério – Sei que sou a pior pessoa para demonstrar sentimentos, assim como nunca te disse isso, mas sim Hyoga, eu o amo!
— Camus – Hyoga diz radiante pela primeira vez ouvir de Camus um eu te amo e levanta-se o suficiente para que um olhe os olhos do outro – Te amo com todos seus defeitos e qualidades. Te amo mesmo sabendo que você não é sentimental. Amo o homem maravilhoso que é. Você realizou um casamento lindo para nós em segredo, você me deu mais do que jamais sonhei na vida. Você demonstra seus sentimentos não com palavras, mas com gestos. Gestos estes que muitas pessoas não enxergam, porque não te conhecem e não prestam atenção em você. Te amo Camus e pertenço a você desde o primeiro dia que te vi na faculdade.
E dizendo isso Hyoga dá um beijo casto em Camus, aconchegando o seu corpo nu ao corpo nu de seu parceiro, sendo recebido com um cafune carinhoso na cabeça. E eles ficam assim, compartilhando um do calor do outro e cada um de sua maneira, em seus pensamentos, agradecendo o destino por tê-los colocado um no caminho do outro.
“One, you're like a dream come true. Two, just wanna be with you. Three, girl it's plain to see. That you're the only one for me. And four, repeat steps one through three. Five, make you fall in love with me. If ever I believe my work is done. Then I'll start back at one…”
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