E se eu fosse um astronauta?
1 E se eu fosse um astronauta?
Notas iniciais
Há muito, venho tentando decifrar;
Mas a resposta deste dilema, não encontro.
Não me sinto sozinho como os outros,
E é tal fato que é difícil de explicar.
Como astronauta, eu iria te explorar.
Viajaria entre as luas desses brilhos;
As estrelas não seriam empecilhos,
Pois são só lágrimas que te surges no olhar.
Confesso eu, nunca vi coisa tão linda..!
A escuridão, imensidão de tal tamanho;
Pensei que fosse de negror que espesso finda,
Mas é tormenta que me cinge em tom castanho.
Como astronauta, viveria em tom singelo.
Poetizo, odes sãs aos seus cometas,
Talharia o universo caramelo,
Moraria em gratidão com seus planetas.
Jamais sofreria em consolar-te,
Afago-te com as mãos a te escorrer;
Caso pranto desses cosmos despencar-te,
Recolho-me a ti, ei de morrer!
Coragem bem busquei, fonte altiva;
Nutri-me de aventuras perigosas.
Agora encanto-me ao vislumbrar as nebulosas,
Que pairam neste ardor d'alma viva..!
No sol que férvido forja clarão;
Não há perigos, pois me ponho em ginete!
Neste espaço, ruge-me brado dragão,
Poesia, forma vaga de foguete;
Vejo que o sideral não está tão distante assim;
Basta-me olhar nesses olhos teus..!
Profundos de tal maneira que trazem a mim,
A ira dos mares, e a calma de um deus.
Penso eu, que ação forte não falta;
Enamorado estou, dessa paixão concreta.
Quem explorar tais olhos, não há de ser astronauta;
Bem há de ser como eu... poeta!
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