E se Fosse Verdade?

2 Surfe, Bandeiras e Outras Coisinhas


Notas iniciais
Pois é. Já tô aqui de novo... Rápida, não acham? XD hehe Enfim, muito obrigada pelos comentários, saber que estão gostando realmente me incentiva a postar mais. Nesse capítulo as coisas ficam um pouco mais empolgantes, então... Espero que gostem!!!

Capítulo 2- Surfe, Bandeiras e Outras Coisinhas

Até que meu humor estava ótimo para quem tinha acabado de acordar e ainda estava deitada na cama morrendo de preguiça de levantar porque era sábado. Certo?

NÃO. Porque eu não estava de bom humor. E apenas uma coisa, ou melhor, uma pessoa levava a isso: Matt.

Bem, você pode não estar entendendo qual é exatamente o problema de Matt. Mas é bem simples. ELE É INSUPORTÁVEL. Por que? Ah, eu vou te dizer porque.

1)Ele é a pessoa mais metida que eu já conheci (tudo bem, talvez atrás de Drew);

2)Ele é o cara mais sem-noção do mundo;

3)Ele é uma fonte inesgotável de cantadas sem graça (sim, a do Google foi só a primeira), e olhe que ele ainda não descobriu as de mitologia;

4)Por causa de suas cantadas sem graça, ele agora não para de me chamar de "Srta. Google", principalmente depois que descobriu que eu sou filha de Atena. EI, EU É QUE INVENTO OS APELIDOS AQUI! Claro que eu não deixei sem resposta. Agora eu o chamo de Mr. M&M... Sabe, o chocolate? E tipo, o nome dele é Matt Morrison, então... Não é tão ruim assim, é?!

5)Ele não consegue entender que as pessoas não querem a companhia dele a cada segundo do dia, e agora, eu e Percy não conseguimos ir a lugar algum sem ele. Tudo bem, EU não consigo. Ele nem gosta de Percy (e aparentemente o sentimento é recíproco). Mas justamente por isso, toda vez que eu resolvo fazer alguma coisa, Matt resolve vir junto e Percy diz que não vai ficar sozinho sem fazer nada e vem também.

Suficiente para uma pessoa ser insuportável? Bem, eu acho que sim. Mas se você ainda precisa de mais uma justificativa, eu tenho uma bem válida. ELE NÃO PASSA UM MINUTO DO DIA SEM DAR EM CIMA DE MIM! Pois é, ele está a todo momento tentando me fazer gostar dele. Só que é basicamente impossível.

Simplesmente isso.

E assim tinham sido os últimos cinco dias desde a manhã em que ele chegara.

– Annabeth! – tinha alguém batendo na porta do chalé de Atena. Meus deuses, eu não posso mais ter um minuto de paz para pensar sobre a minha vida? – Abra logo, Sabidinha! Eu sei que você tá aí!

Graças aos deuses, era Percy. Um minuto de paz! Levantei e abri a porta.

– Bom dia, Cabeça de Alga.

– Bom dia, Sabidinha. Dormiu bem?

– Depende.

– Como assim depende? – ele perguntou, confuso.

– Bem, a parte da noite que eu não passei acordada tentando pensar em uma solução para o "problema M&M", dormi.

– Ele te irrita tanto assim?

– Bastante – afirmei.

– Pois então, aí está uma coisa em que a gente concorda plenamente. – e fez uma pausa – Então, vamos tomar café? Se a gente chegar bem cedo, tem a possibilidade de ele ainda não ter acordado. – ele lembrou.

– Claro. – concordei – Vou só trocar de roupa, tá? – falei e entrei no banheiro.

Acontece que eu e Percy não temos tanta sorte assim. Quando começamos a comer (nós convencemos Quíron a me deixar sentar na mesa de Poseidon nos sábados), Matt veio em nossa direção:

– Bom dia, Srta. Google.

– Bom dia, Mr. M&M. – cumprimentei, sem nenhuma animação.

– Sabe, estou pensando em parar de te chamar assim. – ele disse.

– Ah, é? Por que?

– Porque eu não acho que você realmente seja filha de Atena.

– E o que te faz pensar isso? – retruquei começando a me irritar.

– Ah, que bom que você perguntou. Você tem certeza de que não é filha de Hermes? – ele começou. Ai, não. Ele tinha descoberto as cantadas de mitologia.

– Hum. – respondi, triste. Eu tinha pena de mim mesma.

– Porque você roubou meu coração. – Matt completou. Affff... Essa era realmente velha.

– Sabe, Matt, — Percy falou – eu acho que você devia ver se-

– Ah, Percy, o cara que eu estava procurando! – Matt interrompeu – Você é filho de Poseidon, não é mesmo?

– Sou, né?

– Então, eu achei umas pranchas de surfe lá no chalé de Apolo e eu estava pensando... Topa uma competiçãozinha hoje?

– Ahn, na verdade eu não...

– Não vai me dizer que você não sabe surfar? — Matt provocou.

– Claro que eu sei! – Percy mentiu. Na verdade, ele nunca tinha tentado (pelo menos que eu soubesse). Ele estava agindo muito estranhamente nesses dias, quase como se estivesse com... ciúmes? Não, ele era só meu melhor amigo, certo? Certo, Annabeth, é claro, pare com esses pensamentos idiotas, você não é Percy.

– Então, hoje, na praia, 10 em ponto. Te vejo lá. – disse o filho de Apolo e depois saiu sem dar tempo para Percy responder nada. Quando ele já estava bem longe, achei que era seguro falar.

– Percy, eu não acho que isso seja uma boa ideia, – comecei – você nem sabe surfar...

– Relaxa, Annabeth, o que pode dar errado?

– Muita coisa.

– Se acalma, tá? Eu tenho um plano. – ele falou com um sorriso que não me tranquilizou nem um pouco.

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Dez em ponto, lá estávamos eu e Percy, na praia, ele de bermudas e camiseta, e eu de short e a camisa do Acampamento, esperando Matt. Eu não aguentava mais, precisava saber o que Percy tinha pensado em fazer.

– Por favor, Cabeça de Alga. Você tem que me dizer que plano é esse que você falou.

– Meus deuses, Annabeth. Se você perdeu a paciência, então eu vou achar pra você, porque assim não dá.

– Percy, essa foi péssima. – comentei – E, por favor, me fala, vai.

– Tá bom, tá bom. – ele cedeu – Eu falo.

– ISSOO!

– Na verdade é bem simples. – e me contou o "plano" — Feliz, agora?

– Uau. Você fez esse drama todo por causa disso?

– Sim.

– Até que é um boa ideia... – refleti.

– Eu sei. – ele falou.

– Convencido...

– Quem é convencido? – era Matt, que tinha chegado na praia, carregando duas pranchas de surfe embaixo do braço.

– Muitas pessoas. – respondi. Ele não pareceu afetado pela indireta. Talvez ele fosse lerdo demais para perceber até mesmo que era uma indireta. Não sei.

– Então, Percy, pronto pra surfar?

– Claro! – Percy disse e pegou uma das pranchas da mão de Matt, indo em direção à água. O filho de Apolo foi atrás.

Devo dizer que o plano de Percy funcionou. E ele estava surfando tipo muito bem. É meio lógico, pra falar a verdade. Já que surfar depende das ondas e ele podia controlá-las o quanto quisesse (esse é que era o tal "plano", por falar nisso: controlar a água). Mas acho que ele cansou mais rápido, já que saiu da água muito antes que Matt, e veio até mim com um grande sorriso no rosto, encharcado de água salgada.

– Você – eu disse – é um gênio.

– Espera, — ele respondeu – eu estou realmente ouvindo isso, vindo da boca de Annabeth Chase?

Revirei os olhos.

– Está. – afirmei.

– E quantas vezes eu já te pedi para falar isso mesmo? Talvez umas cem? Ou mais? – ele brincou – Por Zeus, esse é um momento histórico. – completou sorrindo e sentando-se ao meu lado na areia branca.

Matt continuava surfando, e se achando o máximo, olhando para mim como se pensasse que eu também deveria achar isso.

– Posso me divertir mais um pouco? – Percy me perguntou.

– Não sei. – admiti – O que é que está se passando por essa sua cabeça idiota?

– Nada de mais. Não acho que eu vá realmente machucar alguém com isso. Pelo menos não seriamente.

– Mesmo se eu disser que não, você vai fazer, não vai?

– Vou.

– Então de que adianta eu discutir? Siga em frente.

Foi aí que uma onda imensa surgiu acima de Matt, derrubando-o na água, e eu percebi que Percy a estava controlando.

– Percy! – gritei, indignada.

– Você falou que eu podia. – ele justificou, rindo.

– Mas... – comecei a brigar, mas vi que Matt estava saindo da água, são e salvo. Então não me aguentei e ri junto com meu melhor amigo.

Quando Matt nos alcançou, tentamos nos manter sérios, mas era difícil. Principalmente para Percy.

– Poxa, Matt, — ele disse – eu achei que você treinava desde os 5 anos de idade...

– Na verdade, eu treino. – foi a resposta — Só que aquela última onda foi bem complicada.

– Não diga! Daqui nem pareceu tão difícil assim... – provocou.

Matt ignorou.

– E você, Percy? Cansou bem rápido, não?

Percy não se deixou atingir:

– É que eu surfo muito pouco, sabe? Só nas férias, e tal... Bem, tenho que ir. – e se levantou. – Vou ter que dar aula de esgrima para os campistas mais novos daqui a 15 minutos. Até mais.

E então ele foi embora, me deixando sozinha com Matt, que estava sentado em sua prancha.

– Ei, Annabeth. E aí, tá afim de um piquenique noturno hoje?

Tentei arranjar uma desculpa, mas então me lembrei que eu tinha um motivo de verdade (fora o fato de que eu não gostava dele, claro).

– Esqueceu, Mr. M&M? Tenho outros planos para hoje à noite. – falei, e ele me olhou, confuso. Então, expliquei – Capturar a bandeira.

Só aí ele pareceu lembrar.

– Ah, certo. Isso se nós não capturarmos a sua primeiro.

– Tá brincando? Você acha que Ares, Apolo, Afrodite e Deméter podem vencer Atena, Hermes e Hefesto? Isso sem contar Percy? – eu realmente achava que a gente ia vencer. Nosso time estava muito bom.

– Talvez. Mas eu acho que você deveria ser do nosso time.

– Por que eu seria do seu time, se eu sou filha de Atena?

– Você devia ser filha de Apolo. – justificou. POR QUE EU? ELE NÃO PODIA, PELO AMOR DE ZEUS, PARAR COM ESSAS CANTADAS? – Porque você ilumina meu mundo como ninguém.

– Puxa, Matt. Não sei se essa foi ideal, já que se eu fosse filha de Apolo eu seria sua irmã, então... Eu não usaria essa se fosse você. – disse, levantando – Te vejo mais tarde.

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Naquela noite, todos estavam muito ansiosos para capturar a bandeira. Eu e Percy seríamos os capitães do time azul e Clarisse do time vermelho. Mas eu tinha quase certeza de que nós iríamos ganhar, essa noite. Quer dizer, fala sério. O chalé de Afrodite não fazia quase nada, e o de Deméter podia ser útil, mas não em combate corpo a corpo. Ou seja, só precisávamos nos preocupar com Ares e Apolo. Infelizmente, Matt tinha se provado muito bom lutador, no treinamento.

– Annabeth! – Percy chamou. Fui até a concentração de campistas do nosso time enquanto terminava de prender minha armadura. – Vamos repassar o plano.

– Bem, — comecei – a estratégia é a seguinte. Eu e Percy avançamos para o território inimigo pelo flanco esquerdo, Travis e Connor pelo direito. O chalé de Hermes, fora quem nós já combinamos que ficaria na linha de frente do riacho, vai ficar em sua posição de vigia que foi marcada pela floresta, e por favor, não saiam dos seus lugares, a não ser, é claro, para avisar à defesa que tem alguém vindo. E sejam discretos.

"O chalé de Atena segue Malcom pelo centro do bosque, para distrair o outro time. Jake, comande o chalé de Hefesto na linha de defesa e não deixe ninguém invadir o território inimigo se não tiver minha ordem ou de Percy para isso. SÓ DESOBEDEÇAM OS SEUS LÍDERES EM CASO DE VIDA OU MORTE!"

– Por favor, pessoal, não tentem avançar de qualquer jeito, apenas façam o que foi combinado. Eu sei mais do que ninguém que essa é a melhor opção. – Percy reforçou.

Então ouvimos a corneta de concha e Quíron deu as instruções de sempre. Olhei para Percy, ao meu lado, e percebi que ele parecia um pouco preocupado.

– O que foi, Cabeça de Alga?

– Ahn? – ele estava mais distraído do que eu imaginava – Ah, nada. Só estou pensando.

– Calma, você, pensando? – retruquei

– HA HA, Sabidinha.

– Pensando em quê, Percy?

– Nada demais. Só na nossa estratégia. Será que vai dar certo?

– Claro que vai! É só o chalé de Ares, Percy, calma...

– É, mas Matt também luta muito bem.

– Percy, – falei – você está questionando a estratégia do chalé de Atena?

Ele sorriu.

– E se eu estivesse?

– Aí você seria um semideus morto.

– Nah, você não faria isso comigo.

– Eu não disse que faria. – expliquei – Só disse que outras pessoas poderiam fazer.

– Mas aí essas pessoas também seriam semideuses mortos.

– Por que?

– Porque você não aguentaria viver sem mim, então iria se vingar delas.

– Agora eu entendi porque você está pensando.

– Eu sempre penso! – ele falou, revoltado.

– Não, você nunca pensa, mas hoje você está pensando, porque seu ego imenso tomou o espaço das algas em sua cabeça. Agora só sobrou ele e um pouquinho de cérebro.

Ele começou a responder, mas desistiu e começamos a rir.

Mas eu estava só brincando. Ele até que estava certo, por um lado. Hipoteticamente falando.

– Vamos logo vencer esse jogo, Cabeça de Alga.

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Capturar a bandeira foi fácil. Eu e Percy passamos pela floresta em silêncio, não encontramos nenhum monstro, conseguimos detectar todas as armadilhas que o chalé de Deméter havia deixado, combatemos uns campistas de Apolo sem esforço e pegamos a bandeira. O problema foi voltar.

Saímos correndo e fomos perseguidos por alguns campistas de Ares, mas pegamos um atalho e eles se perderam. Até aí tudo bem. Mas as coisas começaram a dar errado quando ouvimos uma voz às nossas costas.

– Ora, ora. – era Matt – Olha só quem eu encontrei.

Paramos e viramos. Ele estava sozinho, o que era estranho, mas típico de Clarisse. Eu diria que ela não liga muito para a segurança das pessoas do seu time.

– Acho que vocês não vão chegar ao seu destino muito cedo. – ele continuou – Ainda mais com esse artefato na mão. – e apontou para a bandeira na minha mão. Sério, quem esse cara achava que era? Duas opções: o guerreiro mais experiente da história ou um intelectual. "Artefato"? Quem fala artefato? Nem Quíron!

– E eu acho – Percy retrucou – que não é você que vai nos impedir.

– Humm... Dois contra um, Percy? É covardia, não?

– Eu não estava querendo dizer "dois contra um".

Ele olhou para mim significativamente. Eu entendi o que ele pretendia fazer na hora. Me preparei para correr, e ele atacou. Disparei feito louca pela floresta. Eu confiava em Percy o suficiente para saber que ele não iria ferir Matt exageradamente, mas que iria dar um jeito de fazê-lo refém, ou pelo menos mantê-lo ocupado até eu chegar no riacho.

Continuei correndo sem olhar para trás, para o lado ou para baixo... Apenas para frente. Eu estava muito perto. Podia ouvir o riacho, mas não conseguia vê-lo. Só mais alguns metros e ele estaria à vista...

E então eu tropecei em alguma coisa e caí no chão.

Era uma das armadilhas camufladas do chalé de Deméter. Se você não prestasse atenção, parecia um galho de árvore qualquer. Mas com certeza era uma armadilha, provavelmente alguma dessas plantas mágicas que se mexem sozinhas. Tinha prendido meus tornozelos e havia mais cabos ao redor do meu corpo. Minha faca tinha caído a alguns metros de distância, junto com a bandeira. Se eu me esticasse, conseguiria pegar. Mas a cada movimento que eu fazia a planta apertava mais o meu tornozelo.

Depois de algumas tentativas, percebi que era inútil. A planta era muito forte, eu não conseguiria soltá-la com as mãos e, a essa altura, os cabos já envolviam minhas pernas até acima do joelho. Eu estava de mãos atadas. Tudo que podia fazer era esperar. Legal, Annabeth, barrada por um galho, muito inteligente de sua parte.

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Já havia se passado uma eternidade quando ouvi passos.

Tudo bem, provavelmente foram só uns 10 minutos, mas eu sentia como se fosse uma eternidade.

Olhei ao redor à procura do dono desses movimentos, e, segundos depois, Percy surgiu à minha frente, segurando o arco e a espada de Matt. E a melhor parte: mantendo Contracorrente apontada para a garganta do filho de Apolo. Ele tinha conseguido! Matt era nosso refém!

– Annabeth! – Percy gritou e correu ao meu encontro, largando as armas de Matt no chão e usando a sua própria lâmina de bronze para cortar a planta que me amarrava. – O que aconteceu? Você está bem?

– Estou ótima, Cabeça de Alga. – respondi – Eu só caí nessa armadilha idiota e não consegui sair.

Ele terminou de me soltar e nos preparamos para levantar. Mas Matt bloqueava nosso caminho, apontando sua espada para nós.

– Eu não tentaria nada, se fosse vocês – falou.

Discretamente, Percy me passou pelas costas a minha faca e empunhou Contracorrente.

– Sabe, Matt. – ele provocou – De novo, eu não vou aceitar a sua opinião.

E então, atacamos.

Foi uma luta bem prática. Com um movimento rápido, Percy desarmou Matt e eu apontei a faca para seu pescoço. Percy se abaixou, pegou o arco, a espada e a bandeira e se virou para nós.

– Agora, — disse ele – vamos andando.

Seguimos em frente, em direção ao riacho (o que era muito mais complicado levando um prisioneiro, já que tínhamos que andar irritantemente devagar).

Quando avistamos a fronteira, nos escondemos atrás de alguns arbustos e observamos. Até aquele momento, não havia ninguém tentando penetrar em nenhum dos lados. Mas nós não poderíamos cruzar devagar e fazendo a maior cerimônia, arrastando Matt.

Olhei para Percy e soube o que fazer. O problema é que eu não podia falar em voz alta, já que assim Matt ouviria e o plano não daria certo. Mantive a faca bem apertada no pescoço do filho de Apolo. Percy me lançou de volta um olhar do tipo "o que você está pensando?". Eu devolvi com um "preste atenção". Então, lentamente, indiquei com os olhos todas as armas de Matt às nossas mãos, ressaltando, depois, as mãos do mesmo, desarmadas. Virei em direção à fronteira, a poucos metros de distância. Por um momento desesperador, Percy manteve a expressão confusa. Mas repentinamente, seus olhos se iluminaram, e ele confirmou com um aceno de cabeça. A única coisa que eu podia fazer era esperar que ele tivesse entendido direito.

Começamos a avistar um movimento do outro lado do riacho. Tínhamos pouco tempo antes que Clarisse chegasse com a bandeira.

Ergui a mão e levantei três dedos, para fazer uma contagem regressiva silenciosa. "3... 2... 1!". Com um movimento rápido tirei a faca da garganta de Matt e arrancamos. Corremos a toda velocidade.

Engraçado como não existe nada melhor do que desespero para fazer você ganhar uma batalha.

Fomos atacados pela defesa de Clarisse, mas conseguimos combater os campistas sem nem ao menos parar de correr. Em situações como essa, a gente entra num tipo de transe. Simplesmente não conseguíamos parar, e cada guerreiro passava como um borrão que derrubávamos com um movimento. Quando dei por mim, estávamos do outro lado do riacho, cheios de arranhões que eu nem tinha sentido. A corneta de concha soava, avisando que o jogo havia terminado. Clarisse, furiosa, brigava com Matt do outro lado da margem, procurando entender o que havia acontecido.

Uma multidão de campistas vinha em nossa direção, gritando e comemorando a vitória.

Pouco antes de eles chegarem e nos carregarem, ainda deu tempo de olhar para Percy e sorrir.

– Conseguimos, Cabeça de Alga.

Ele retribuiu o sorriso.

– É claro que conseguimos, Sabidinha. Somos imbatíveis, não somos?

E fomos esmagados por um monte de armaduras de bronze.

"You can count on me, like 1,2,3

I'll be there

And I know when I need it

I can count on you, like 4,3,2

You'll be there

'Cause that's what friends are supposed to do, oh yeah."

Count on me — Bruno Mars

Notas finais
Beeeeem... É só isso por hojeeee!! E aí, gostaram? Merece comentários? Gosto muito de saber o que vocês pensam, e até mesmo críticas me fazem felizes, é sempre bom aprimorar minha escrita. Se eu estiver de bom humor, posso até postar o terceiro no domingo. Vou pensar no caso de vocês... muahahaaa Enfim, espero que tenham gostado! Qualquer dúvida, é só perguntar ;) Beijos, e até a próxima.