Notas iniciais
Hey, I'm back m/ Capítulo novinho. Enjoy. Capítulo dedicado a Callawhite que favoritou a fic. Fiquei muito feliz. Obrigada *--* -Luna "Desse lindo sonho eles não vão acordar, presos pra sempre no país das maravilhas." -Vocaloid

Na calada da noite, próximos ao Museu Municipal, ou acima dele, Safira e Willian encontravam-se.

–Pula Will, pula! – Disse Safira, desesperada.

–A distância entre dois prédios é bem grande sabia? – Disse ele tentando amenizar a tensão do momento.

–Estão atrás de nós! Vamos ser pegos!

Willian correu e pegou impulso, mas não foi suficiente, ele caiu. Safira ouviu os gritos de Willian, mas estes logo cessaram, dando lugar a um som conhecido. O despertador. A respiração da garota encontrava-se descompassada, mas ela voltou ao normal pouco tempo depois. Safira digitou rapidamente uma mensagem.

“Tive um pesadelo, depois te conto. Algo me diz que precisamos treinar um pouco mais de le parkour.”

***

–Nunca pensei que fosse perguntar, mas, pronta pro primeiro roubo?

–Pronta não. Mas quase preparada. E você?

–Ainda estou tentando arranjar uma saída. – Não há saída, dizia sua consciência, mas ele se recusava a ouvir.

***

Porque mister vingança precisaria de tantas coisas valiosas? Tinha equipamentos de primeira linha. Ganância? Safira e Willian se sentiam sós, mas tinham um ao outro, isso lhes amenizava a dor. Aquele dia foi muito cansativo, porém produtivo. Haviam evoluído muito em le parkour em apenas 24 horas. Já treinavam há um tempo, mas o nervosismo que a data lhes trazia aumentou muito a capacidade de ambos. Caiu à noite de poucas estrelas, era chegada a hora. Haveria uma exposição no museu, entrariam como apreciadores de fina arte, vestidos como em festas de gala. Naquele local com certeza haveria muitas pessoas influentes. As famílias Daley e Stranger normalmente participariam daquele evento, mas após a morte de seus incentivadores, acabaram abandonando a lista de presença. A dupla chega ao local disfarçada, entrega identidades falsas providenciadas pelo perseguidor. Os nomes nos documentos pertenciam à prima e primo de Safira. Norah e Savio Daley, dois irmãos que possuiriam a mesma idade que eles, se estivessem vivos. Morreram ainda crianças, em um acidente de carro. Safira conviveu pouco tempo com eles, sua família ficou abalada, e anos depois a morte de seu pai havia trago a tona lembranças tristes e mais uma cicatriz.

***

Após verem as peças, Safira e Willian assistiam a um discurso. Ao notarem o interesse dos presentes, a dupla sorrateiramente ausentou-se. Ao chegar a um ambiente escuro e constatar que havia apenas ela e Willian, Safira abriu sua bolsa – que continha um fundo falso para caso de revista – e retirou roupas negras, máscaras e pequenas armas de choque. Vestiram-se e dirigiram-se a uma sala repleta de antigos artefatos. Mister vingança havia mandado uma mensagem com todas as obras e antiguidades que deveriam roubar e além disso modificara as imagens presentes nas câmeras de segurança. Porém, tudo estava demasiadamente fácil, então decidiram ver se não havia nada que ativasse o alarme. Willian colocou um dos óculos que havia recebido em sua encomenda e entregou o outro a garota, que substituiu sua expressão de desespero por uma de segurança. Havia um tipo de campo de força, várias “linhas vermelhas” que não podiam ser vistas a olho nu.

–Você vai primeiro Saf. És mais magra e se locomoverá com mais facilidade. Irei logo atrás. – Disse Willian tranquilamente.

Safira assentiu e observando as “linhas” atentamente se locomoveu em direção aos artefatos. Ao chegar ao final, suspirou aliviada, mas ocorreu algo inesperado. Tudo pareceu estar em câmera lenta. Seu corpo fora projetado para trás, colidiria contra o chão e assim dispararia o alarme. Sentiu-se derrotada. Mas em meio a isso, Willian segurou a garota que mantinha seus olhos fechados. O medo era evidente, mas ele havia conseguido a tempo. Os dois chegaram ao destino. Rapidamente, recolheram os objetos, colocando réplicas em seus respectivos locais, fornecidas como sempre, pelo explorador. Colocaram-nos dentro da bolsa de Safira e em seguida ele retirou a máscara e as demais peças fornecidas.

***

Willian havia saído do museu após inventar a pequena desculpa que Norah tinha tido uma pequena queda de pressão e por isso não estava presente. Aparentemente ninguém havia notado seu sumiço, sendo assim tudo corria como planejado. Dirigiu-se até a parte de trás do museu e Safira jogou-lhe a bolsa.

–Cuidado, tem coisas que valem mais que a nossa casa aí dentro. – Ela sorriu com seu comentário, mas sem alegria.

Safira sentou-se em uma das janelas e Willian locomoveu-se a fim de vê-la saltar em um dos telhados próximos. Para a sorte dela, o telhado não era frágil e parecia novo. Pegou uma corda e amarrou ao tronco de uma árvore, chegou a uma distância considerada razoável e literalmente se jogou, antes que desistisse. Tudo deu certo. Alguns minutos depois retiraram a corda da árvore, entraram em um carro com um motorista mascarado mandado pelo chefe. Havia corrido perfeitamente bem, não precisaram de armas. Por um momento tudo lhes pareceu em seu lugar. Até o celular de Safira começar a tocar insistentemente. Número desconhecido. Ela atendeu.

–Safira. – Disse uma voz abafada, mas que parecia ser conhecida.

–Quem fala?

–Filha, sou eu mamãe.

–Mamãe? Onde está? – Com o entusiasmo de Safira, Willian aproximou-se do telefone.

–Filha, só me escuta. Eu não sei onde estou. Mas acho que você vai cair em uma armadilha e confiar nas pessoas erradas. Não quero que nada lhe aconteça, nem ao Will. – dizia com voz embargada — Mas eu vi o rosto dele, mister vingança é... – a voz dela fora interrompida por um baque.

–Mãe? Está aí? Mãe? – Desesperou-se.

–Xeque! – gritou a voz distorcida do outro lado da linha – Acho que sua mamãe não vai mais poder ajudar. Seu rei está desprotegido e se não fizer o próximo lance sabiamente, logo estará morto.

–O que quer dizer? – ouviu-se uma risada.

Nunca mais a verá. Ela se meteu em meus planos. Está morta! – Safira enrijeceu cada músculo de seu corpo e uma lágrima teimosa escorreu de seus olhos.

–Agora não tem mais trunfo! Não tem mais como me ameaçar! Não tenho mais nada. Estou livre!

Livre? Não me faça rir, pirralha. Se der um passo em falso, eu mato seu amiguinho Willian. Sei que faria tudo por ele. – Safira se calou e as palavras ligação encerrada piscavam no visor de seu celular. Não havia mais chão.

***

Flashback on

–Safira, é dever da rainha proteger o rei e não ao contrário. – dizia senhora Daley ensinando à filha a arte do xadrez — Prometo sempre te proteger minha pequena. – Disse a mãe beijando a testa da pequena garota de olhos iluminados.

***

–Saiam daí garotos idiotas! – gritava Willian com moradores do orfanato que haviam jogado areia no cabelo de Safira. Não conseguia vê-la frágil. Abraçou-a gentilmente. – Eu prometo que sempre vou estar quando você precisar. Eu vou te proteger.

Flashback off

***

Naquele momento ela protegeria Willian, e não o contrário. Pelo menos era o que pensava.

Notas finais
Leitores fantasmas, se puderem comentem ;) -Luna