E l'Amore?

7 Quando viene visualizzato il mio angelo custode


Notas iniciais
Queria me desculpar imensamente pela demora é dizer que se eu ainda tiver algum leitor, por favor , não me abandone. Eu sou assim mesmo, sem prazo. Aconteceu tanta coisa... Me envovi nuns rpgs yaoi da vida, e li um monte de livros perfeitos ( Colin Fischer e Aristoteles e Dante descobrem os segredos do universo) se já leram tbm ou se pretendem ler. Façam logo! Que livros perfeitos... kkk As minhas lindas leitoras : Selin de Vil, BloodyLucy, Anne Frank, Black Rainbow, Sonhadora Dixon, Laysa e Bianca di Angelo por comentar e me fazer feliz demais. e a vc que lê e não comenta... eu também te adoro, tá. Mas te amaria se comentasse kkkk. desculpe novamente pela demora.

Nico

Ele pós sua mão por cima da minha machucada e apertou levemente.

– Sairemos dessa, Nico – ele me encarava vivaz – Eu prometo.

Seu olhar era todo remédio que eu precisava. Me senti anestesiado. Até uma felicidade anormal e boba...

Quebrei o olhar, depois de sentir minhas bochechas queimando. Tentei disfarçar.

– Então... O que vai fazer hoje? – Lhe perguntei dando uma dentada no meu suculento hambúrguer. Queria poder fazer algo com ele.

– Planejar com Leo – respondeu pensativo. E depois leu minha mente – quer ir?

Tentei não parecer tão desesperado por companhia.

– Porque não — dei de ombros mordendo mais uma vez meu sanduíche – alguém com juízo deve estar presente nessa reunião.

– Você esta tão engraçadinho – ele comentou debochado — daqui a pouco esta pregando peças com o chalé de Hermes...

– Até que não é má idéia – rebati só para nâo deixar passar. Não conseguia me imaginar como Leo planejando estratégias de guerra e modos de impregnar pó de mico em roupas.

Comi mais um bocado, sobre o olhar vigilante de Percy, o que de inicio não foi muito confortável, mas depois nem liguei estava com mais fome do que imaginava.

Saímos do pavilhão caminhando lado a lado, até Percy pirar legal e começar a correr para o outro lado da floresta depois de me mandar esperá-lo no Bunker. Decidi não discutir ele parecia apressado e estranho, como se algo o puxasse.

Eu nunca tinha ido ao Bunker 9, de modo que chegar até lá ia ser difícil, não fossem pelas placas colocadas lá pelo chalé de Hefesto. O lugar não era muito imponente de fora, mas nada que venha de Hefesto pode ser subestimado.

Abri a porta lentamente, não estava afim de atrapalhar o que quer que estivesse acontecendo lá dentro. E pela cena que vi depois não atrapalhei.

Leo estava sentado numa mesa, abraçando o corpo forte de Jason com possecividade, ele estavam se beijando. O maior passou os dedos nos cabelos castanhos de Leo com carinho e este apertou mais ainda o corpo de Jason contra o dele

Eles se separaram sem fôlego. Leo sorrindo e Jason aprumando as roupas, a cena seria cômica se não fosse completamente maluca.

Jason Grace, o romano da parada, o filho de ouro de Zeus, o Queridinho de Hera, o namorado que todas as garotas invejavam Piper por ter estava ali, se agarrando com outro menino de forma necessitada? Senti um espasmo de risada balançar meu corpo, e quando vi estava rindo alto.

O filho de Júpiter foi o primeiro a me notar, olhou direto para mim como se tivesse me farejado.

– Nico? – ele me chamou, o tom de voz calmo não combinando com sua expressão nervosa.

Eu fui até eles devagar, encarando o chão, a vontade de rir não me abandonara mais imaginava que aquela já era uma situação bem vergonhosa para ele e rir não ia ajudar.

– Olha Nico – Jason começou grave. Olhei Leo ele parecia estar bem mal, desconfortável como nunca o tinha visto antes – o que você viu... Foi um acidente – ele olhou para Leo incisivo – não pode mais acontecer. Não vai mais acontecer – ele parecia estar tentando convencer a si mesmo daquilo. E eu me senti muito estranho em estar ali por que aquilo não era assunto meu e sim deles dois – Se vocês me derem licença eu tenho aulas para dar.

Leo esperou Jason sair, parecia que queria dizer algo mais não o fez. Quando a porta do Bunker fechou o filho de Hefesto, desatou no choro. As pessoas com quem eu vivia habitualmente não choravam (elas estavam mortas) ou eram Deuses (que dificilmente choram) , ou seja, eu não fazia ideia de como consolar alguém. Percy deveria estar ali, não eu.

– Me desculpe por isso – ele disse em meio a lagrimas. Novamente ele pareceu querer dizer algo, que não chegou a verbalizar.

– Não tem importância – olhei para o chão – ele foi bem rude, para os padrões Jason.

Leo sorriu amargo.

– Ele só não consegue aceitar... – ele dirigiu um olhar amargado para mim. A face oval que fora projetada para dar um sorriso matreiro parecia, muita estranha sem ele – Afrodite é uma...

– Cuidado com o que vai dizer – adverti — ela ainda e uma deusa vingativa.

– O que de pior ela pode fazer comigo? – ele revidou já com seu olhar inconsequente de volta ao rosto

Pensei um pouco. Era minha deixa de fazer piada. Ela podia pintar o cabelo dele de rosa claro para sempre, podia tirar dele a emoção do amor, podia fazê-lo se apaixonar por uma planta tipo um cacto. Mas nada daquilo era engraçado o bastante quanto:

– Ela pode fazê-lo usar um vestido e maquiagem enquanto você viver – falei como se fosse algo absurdo

Para minha sorte, Leo sorriu.

– Imagine – ele comentou já sorrindo – “Olhem! Quem é aquela menina linda naquele vestido deslumbrante?” “É Leo...

– o garoto dos reparos – completei brincando. Ele riu mais.

– “E lá vem seu amigo Nico, mesmo sem vestido ele se parece com uma garota” – caímos alto na risada depois daquela. Posso parecer meio carente dizendo isso, mas gostei bastante dele ter me chamado de amigo, de novo a maioria dos meus amigos habituais estavam mortos.

Não percebi quando a porta se abriu. Mas de repente lá estava Percy, ele também ria, mas com uma cara contrariada, como se não quisesse rir mais a situação o obrigasse. Ele caminhou para perto de nos daquele jeito.

– Percy! — Leo saldou, ainda rindo e sem fôlego , os olhos ainda vermelhos – Você demorou!

– Encontrei Jason – Percy disse do nada, olhando em volta como que para checar se o Bunker ainda estava inteiro. Percy que normalmente era devagar daquela vez foi direto.

– O que foi que ele disse? – Leo perguntou imediatamente depois. Já não havia mais sorriso em seu rosto. Apenas tristeza e preocupação.

– Nada demais – disse o moreno encolhendo os ombros – Ele parecia muito triste, perdido e com medo...

Leo e eu trocamos um olhar de entendimento. Foi algo espontâneo, sem planejamento, mas com os olhos Leo me disse exatamente o que queria que eu fizesse. Ele praticamente suplicou com um olhar de dois segundo.

– Bom... – eu disse batendo palmas — nos temos que planejar, não?

– É verdade – Leo acenou com veemência em afirmação e se voltou para Percy com seu costumeiro sorriso matreiro, mas com os olhos tristes e depois para mim agradecido – Vocês estão prontos para ouvir o meu plano genial?

O Plano de Leo era bem arriscado. Consistia em bombas, defesa desprotegida, e em humilhar o chalé de Atena. Leo estava insano. Aparentemente o amor deixa as pessoas assim.

A tática que ele explicou em um monitor interativo era a seguinte.

Três campistas iam tentar pegar a bandeira para despistar. Um no flanco direito (Percy), Um pelo meio da floresta ( aparentemente Leo considera os Stolls uma pessoa só), e um pelo flanco esquerdo ( fui escalado para esse papel).

Estes carregariam bombas do sono, que o chalé de Hipnos havia confeccionado para ele, e jogariam no campo do inimigo para fazê-los dormir (tomaríamos uma poção antes do jogo que nos imunizaria dos efeitos das bombas) se fosse necessário. Ainda tínhamos o plano B , que eram os apitos.

Depois que jogássemos uma bomba se viéssemos a chegar a bandeira com alguns guardas ou ataques surpresas em nosso encalço, apitaríamos para o time tático que se esconderia atrás de nos para uma “mãozinha”. E era essa parte do plano que me deixava preocupado.

Com boa parte do time dividido em três numa ofensiva, a defesa se reduzia a cinco pessoas.

***

– Incrível – exclamou Percy logo depois de ouvir o plano, ele tinha um sorriso largo no rosto – Isso pode ser uma vitória linda.

– Ou uma derrota iminente, se alguém perceber – disse, já que eu era o único com juízo por ali. Gesticulei nervosamente sobre o monitor sobre as partes que eu achava que não dariam certo.

– Vai dar certo – Leio garantiu olhando seu mapa seriamente como poucas vezes fazia.

***

A tarde passou devagar depois da reunião.

Matei as aulas na floresta, até que já estivesse quase na hora da caça a bandeira. Pensei muito sobre Percy. Nas coisas que já tínhamos feito juntos e pensei em Annabeth, é o que eu teria feito a ela para que ela me tratasse tão mal. Não lembrava de nada muito grave.

Estavam faltando dez minutos para caça à bandeira começar, quando me levantei e fui vestir a couraça e pegar a espada.

Quando cheguei ao ponto de encontro antes de realmente começarmos a jogar, já estavam todos lá, incluindo Percy.

– Não vamos ficar nada bem – expus meu pensamento pessimista logo de cara, achava que algo de muito errado podia acontecer durante aquela caça bandeira, mas não me referi só a nossa tática mais que arriscada. Senti que algo de ruim ia acontecer. Percy riu de mim – Não ria Percy!

– Me desculpe – ele disse ainda rindo – Nós vamos ficar bem. Temos guerreiros eficientes, e se o plano funcionar o jogo vai ser rápido –eu estava preocupado, mas ele pareceu notar isso, seu sorriso de confiança me deixou melhor – você vai conseguir.

Comecei a apertar meu braço de forma ritmada, para me concentrar. Mas percebi que o braço que eu estava utilizando não era o meu e sim o de Percy, ia me afastar mais ele não estava incomodado então continuei e me virei para ouvir Quiron e suas considerações pré-jogo.

Enquanto Quiron falava podia sentir um olhar pesado em mim. Tentei ignorar Annabeth e decidi que quando o jogo acabasse eu teria uma conversa com ela, dessa vez sem empecilhos.

Quando Quiron finalmente parou com a ladainha que já sabíamos, Leo apareceu daquele jeito. Resolvi seguir minha tática comum para o Leo olhei para o chão negando com a cabeça levemente fingindo que não via.

– Qual é a da “Beca”, Valdez? – alguém do chalé de Hermes perguntou.

– Eu quero estar bonito quando ganharmos, oras! – Leo respondeu arrancando risadas de todos

Leo era um inconsequente, e nos íamos seguir um plano de um inconsequente que outro inconsequente (Percy) aprovou, eu fiquei nervoso de novo, mas isso passou quando ouvi Percy explicar o plano de novo para o time, ele era um líder nato. Alguém em quem os subordinados confiariam a vida sem problema.

Não estava mais nervoso. Depois que todos tomaram a solução e gritamos “time azul” nos dispersamos, eu para a esquerda, os Stolls pelo meio e Percy pela direita.

Percy foi o primeiro a apitar. Os Stoll’s jogaram suas bombas e quando eu cheguei no campo adversário estavam todos dormindo. Minha equipe foi na minha cola, eles eram em maioria filhos de Apolo e Hermes, e não fizeram quase barulho nenhum durante a execução do plano, eu achei Jason em meio aos caídos por causa das bombas, mas sendo Jason não pude ter certeza se aquilo era efeito da bomba, ele não era dos mais difíceis de desmaiar.

Mas eu não encontrei Annabeth. Fiquei apreensivo, mas isso sumiu quando vi a bandeira.Cheguei a sorrir. Coloquei a mão nela é...

Eu estava sendo arrastado pela floresta... Em uma velocidade sobre-humana. Não enxergava nada alem de borrões, o que estaria acontecendo? A onde eu estaria aquela altura.

Então eu parei. Bati com a cabeça numa arvore e me machuquei serio, senti uma tontura imediata, mas um para minha lista de machucados.

Annabeth estava lá, mas parecia intacta. Deitada no chão, os cabelos loiros caindo sobre a terra, a couraça perfeitamente amarada e pregada e a espada presa em sua bainha.

Eu estava meio caído meio sentado na árvore onde batera a cabeça, não me levantei.

Annabeth também não estava se mexendo, até que ela começou a se mexer em convulsão. Ela olhou para mim:

– Nico? – ela perguntou contendo um pouco os espasmos, como se só agora me percebesse lá.

– Annabeth! – eu chamei, me levantando e indo até ela com dificuldade.

Ela então voltou aos espasmos, como se estivesse sendo possuída por algo, e depois parou. Ela começou a flutuar, em cima de mim.

– Acampamento meio-sangue... – a voz dela estava estranha, triplicada, os olhos tinham uma luminosidade anormal – Em breve estará em chamas.

– Quem é você? – perguntei com raiva.

Então ela começou a rir. Rir de forma debochada.

– Até breve Nico di Angelo... – ele largou Annabeth no chão de forma abrupta, eu corri para alcança-la, estava obviamente inconsciente.

Eu não tinha entendido nada. O que tinha acontecido? Quem era o Deus que falara comigo? O que ele queria? Eu não sabia nada disso.

Me sentia perdido. Era um erro ter vindo para o Acampamento. Eu trouxera problemas.

Olhei para a pálida e inconsciente Annabeth em meus braços. Não sentia raiva dela, sentia culpa? Eu não sabia o que estava sentindo.

Eu também não sabia aonde estava, estava confuso e com sono. Não sabia se deveria dormir, tinha tido uma concussão, fiquei num estado dormitativo. Até que ele apareceu.

– Nico! Nico! – eu o ouvi gritar. Eu queria me mover, mas ouvir sua voz tinha feito meu corpo relaxar. Senti que ia ficar bem, afinal meu anjo da guarda estava por lá

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.