E l'Amore?
2 Quando mi sono perso nel peggiore labirinto di Dedalo.
Notas iniciais
Percy
Eu estava passando pela área dos chalés. Mas especificamente, na frente do chalé de Hades a muito vazio, quando ouvi um grito de dor. Corri para o chalé de Hades e encontrei lá ninguém menos do que Nico.
– Nico? – eu chamei, ele parecia estático — È você?
Ele se virou para mim, e ficou algum tempo me encarando. Não pude deixar de perceber o quão mais magro ele estava, seu cabelo precisava de um corte...
– Sim, sou eu – ele respondeu com um meio sorriso – è acho que quebrei a mão.
Sorri porque era engraçado que o independente Nico di Ângelo estivesse lá fingindo que não sentia dor enquanto eu podia ver lagrimas nos seus olhos.
– Venha — chamei — vamos a enfermaria, sr. Acho que quebrei a mão.
***
– Que tipo de semideus, não leva néctar e ambrósia com ele ?... – perguntei vago tentando puxar assunto a caminho da enfermaria
– Talvez o estoque de néctar e ambrósia do semideus tenha acabado... – ele sugeriu encarando o chão, ele parecia evitar olhar nos meus olhos, algo que era extremamente irritante...
– E porque é que ele não veio pegar mais ? — continuei parando de andar para olhá-lo. Ele parou constrangido ainda evitando o meu olhar.
– Talvez ele...
– PERCY!!! — Interrompeu Annabeth. Ela vinha correndo colina acima. Quando nos alcançou estava sem fôlego, as maças do rosto coradas... Estava adorável! – Quiron queria te ver. – Ela percebeu Nico, com surpresa — Nico, você por aqui! Que raro. Bom você também tem que dizer para Quiron que está aqui...
– Ele sabe – interrompi – mas parece que quebrou a mão, estamos indo a enfermaria.
– Vá falar com Quiron — ela sorriu para Nico — eu o acompanho.
Nico tentava me dizer algo com os olhos mas eu não entedi. Annabeth pos um braço por cima dos ombros de Nico. E foi embora.Olhei-os indo e senti algo estranho no coração, um aperto sem razão.
Caminhei para a casa grande ainda sentindo aquele aperto.
– Perry Jonhson, está aqui – avisou Sr.D a Quiron sem levantar os olhos do jogo.
Quiron jogou suas cartas na mesa. Parecia ter ganhado.
– Percy! — ele chegou perto com a sua cadeira de rodas — Você veio! Precisamos da sua ajuda na aula de esgrima, houve um “acidente” no chalé de Ares, como você já deve saber – Ah, eu sabia. E não havia sido um acidente e sim uma bomba fedida feita por Leo e implantada pelos Stoll. Ah, aquele Trio... – e bem alguns dos nossos melhores estrutores estão incapacitados agora. Você se incomodaria ?
– Nem um pouco. – respondi sem pensar. Eu gostava de dar aulas de Pratica em combate 1 quando o cara esta tão assustado que segurar uma espada é difícil. Era engraçado.
– Que bom – ele sorriu aliviado, pude ver o cansaço em seus olhos, o cansaço de milhares de anos... Ele me entregou o papel das aulas e a lista de alunos.
Eu já estava indo embora quando lembrei.
– Quiron , Sr.D. – Chame. Eles olharam com sincronia — Nico está aqui. Chegou há pouco.
Quiron assentiu e Sr. D fez uma carreta revirando os olhos, eu não ouvi o que ele disse mas aposto que foi algo “ mas um pirralho para alimentar...”
Fui andando até a enfermaria, para falar com Nico e Annabeth.
O clima não estava legal quando eu cheguei lá. Eles se encaravam raivosamente, quando me perceberam parecia que ambos tinham sido pegos roubando morangos.
– “Ta” tudo bem com vocês ? – perguntei coçando a cabeça.
– Tudo maravilhoso! – respondeu Annabeth prontamente — Não é Nico?
Ele me encarou, pela primeira vez em alguns momentos. Os olhos estavam tristes como eu nunca tinha visto... Aquela dor no peito pareceu aumentar.
Ele levantou e se foi devagar, com a postura impecável, a mão enfaichada, e com uma das expressões mais tristes que eu já vira em seu rosto.
– O que disse a ele? – eu quis saber logo que ele se foi.
– Nada... – ela respondeu me dando um sorriso e um longo beijo.
Estava sem ar quando ela me largou.
– Tenho que ver minha estrategia para a caça a bandeira de amanhã – ela anunciou me dando um selinho.
– Tenho que ir dar aulas — disse soltando a mão dela.
Nos despedimos demoradamente ( com beijos ) e cada um foi para o seu lado.
***
As aulas do Pratica com espadas 3 não eram nem um pouco divertidas. Os alunos não eram bobos e sabiam lutar muito bem, o que me deu uma canseira já que cada um queria uma luta comigo. No ultimo aluno eu já estava com a língua de fora e ainda tinha Pratica com espadas 2 e Uso de tridente e rede 2 para dar.
Resumindo... No fim do dia eu + dar aula = não aceito nunca mais... Não vi mais Annabeth, que provavelmente esta traçando um plano para me humilhar na caça à bandeira. Não havíamos feito aliança dessa vez, queríamos ver quem ainda era o melhor líder.
Fui até a praia como sempre faço quando estou morto. Entrei no mar de roupa, quando se e filho de Poseidon não precisa se preocupar com isso, e dei um longo mergulho, falei com alguns peixes.
Eu estava no meio de uma conversa meio animada com algumas barracudas maiores que eu sobre a poluição, quando elas deram meia volta e se foram sem explicação. Só algo de que elas têm muito medo às faria ter uma reação daquela por isso espiei para fora d’água já com contracorrente em mãos.
Imagine minha surpresa quando eu vi Nico sentado na areia, a cabeça enterrada nos braços que estavam apoiados nos joelhos ele parecia estar chorando muito.
Sai da água, sem hesitar.
– Nico? O que houve? – perguntei me sentando ao lado dele. Ele tremia de frio ou por causa do choro, eu não sabia.
Ele não respondeu.
– Me responda, por favor – comecei preocupado – eu quero ajudar!
Ele levantou os olhos inchados e nos tivemos a mesma idéia. Ele passou os braços em volta do meu pescoço e eu pela cintura dele. Não conseguia imaginar o que o teria deixado assim.
– Vai ficar tudo bem – eu murmurava, mais para ter o que dizer do que qualquer coisa.
– Você não entende não e, Percy? – ele me encarou com suas orbes castanhas e naquele momento eu daria tudo para entender, para fazê-lo parar de chorar... – Nada nunca vai ficar bem...
Ele voltou a chorar em meu ombro mais sofregamente do que antes. Eu o apertei mais contra mim, não sabia mais o que dizer.
Ele dormiu meia hora depois. Levei-o até o chalé de Hades.
Eu estava perdido internamente, num labirinto pior que o de Dédalo.
E seu nome era Nico
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