Notas iniciais
Nah, pessoal!!!

Eu sei, eu sei, prometi a continuação de In Your Eyes, (Fic minha do DN, tema Yaoi) e ainda não postei, e para piorar, posto essa, que nem Yaoi é. Gonen.

Mas não me matem ainda, pelo menos não antes de ler essa bela (?) história.

Basicamente é uma (im)possível continuação do vol. 12/ep. 25.

Espero que gostem ^n.n^

Ah, pessoal, tô com uma beta nova, já que Angie-nee-san ta fora do ringue. Muitos agradecimentos à Arisu-chan, minha ajuda e salvadora!!

Aviso importante: Não contém Yaoi. Embora eu realmente acharia melhor se o Law-chan e o Raito-chin ficassem juntos....

Era noite e a equipe já estava chegando ao galpão Yellow Box. Aquele lugar era tenebroso para todos ali, principalmente para Matsuda.

A polícia japonesa prestava um pequeno favor a Near. Ou melhor, L; iriam prender os cabeças de uma organização que o jovem detetive investigava a meses.

Estavam em dois carros; Ayzaua, Mogi, Matsuda, Yamamoto e Ide. E dentro de poucos minutos chegariam a seu destino. N monitorava tudo de sua base de operações, como era de se esperar.

− A operação deve ser fácil, já que eles estão apenas negociando, a segurança será fraca, tanto pela discrição quanto como mostra de confiança entre as duas facções. − Falava uma voz distorcida eletronicamente nos comunicadores dos quatro homens.

Assim que os veículos foram estacionados, todos os integrantes do grupo desceram rápida e silenciosamente, aproximando-se da única porta de acesso do lugar.

Ao olhar para dentro do local, notaram que ele se encontrava vazio.

− L, o que está acontecendo?− Questionou Mogi, tendo um mau pressentimento.

−... − O garoto nada disse, apena tentava processar o que ocorria. Não era possível que tivesse se enganado, aquele seria o dia em que os mafiosos iriam negociar um grande carregamento de drogas e armas, ali naquele galpão imundo.

− Vamos entrar. − Comandou Aizawa, fazendo sinal para que os quatro homens adentrassem o local.

Que, aliás, não tinha mudado nada desde o ano anterior. Nem mesmo as manchas de sangue que lá foram deixadas por Yagami Raito no dia de sua morte, assim como as marcas de balas nas paredes; o galpão Yallow Box permanecera absolutamente igual àquele ano.

Matsuda sentiu um profundo desgosto ao se lembrar daquele dia. Na verdade, não queria que Kira continuasse com a matança, mas mesmo assim se arrependia de ter atirado no filho de Yagami Soichiro, no líder que tanto respeitou, no amigo que tanto prezava.

Se pudesse, ajoelhar-se-ia diante dele e lhe pediria perdão. Mas sabia que aquilo seria impossível.

− L? O que fazemos agora? Esse lugar está vazio. − Questionou Aizawa, já bastante incomodado e desconfortável.

Mas antes que o grisalho respondesse, ou que qualquer atitude fosse tomada, uma risada irônica foi ouvida, acompanhada de um risinho feminino e infantil.

−Vazio? Tem certeza, Aizawa Shuuichi-san?− Perguntou o desconhecido, aproximando-se da equipe.

Ele era alto, mas não muito, tinha cabelos negros, na altura dos ombros, e usava uma franja que cobria parte do rosto. Estava acompanhado por outras duas pessoas: um homem, de estatura mediana, também de cabelos negros e uma mulher, ruiva e com um corte Chanel que lembrava muito o cabelo de Mello, sem duvida fora ela a rir junto ao primeiro homem.

− Quem são vocês?− Questionou o chefe do grupo, ao que todos os outros se colocavam em posição de defesa.

− Não sabem mesmo...? Hahahahahaha! Não imaginei que fossem assim tão tolos. Near, está me ouvindo, não está? − Questionou em voz alta, sabendo que o rapaz acompanhava a operação. − Eu quero falar com você.

−... Matsuda-san, entregue seu comunicador a ele.

− Eh?! Por que eu?!

− Matsuda, pare de reclamar e obedeça. − Repreendeu Aizawa.

O subordinado, apesar de a contragosto, obedeceu a seu superior. Caminhou cuidadosamente em direção aos três desconhecidos, entregando o comunicador àquele que parecia ser o líder.

Era estranho, apesar de estar visivelmente desarmados, — principalmente se comparado às submetralhadoras da equipe de polícia — o moreno sentia-se extremamente desconfortável e vulnerável ante aquelas pessoas.

− Arigatou, Matsuda Tota-san. − Sorriu o estranho.

− Como sabe nossos nomes? − Questionou Aizawa, enquanto o outro posicionava o transmissor.

− Como eu sei? E como não saberia... Não é mesmo, Nate Riveer? − Respondeu, falando bem próximo do transmissor, propositalmente irônico.

− O que você quer? − Questionou friamente o garoto, não dando mostras de sua crescente preocupação.

− Nada de mais, apenas apreciar o que está por vir. – começou o moreno — Na verdade eu poderia fazer isso longe, em um lugar seguro e elegante, comendo caviar e bebendo chanpagne se quisesse. Mas eu não sou esse tipo de pessoa, não é mesmo? Eu queria ver, presenciar a morte desses ratos traidores.

− Você irá matá-los? – Near mais uma vez questionava.

− Sim, a todos vocês, dentro de poucos minutos. − Falou calmamente, olhando para um relógio em seu pulso.

Enquanto o desconhecido olhava o relógio, os quatro membros da polícia ficaram mais atentos ainda. O que aquele lunático pretendia?! Ele e seus companheiros estavam desarmados, teriam então bolado uma emboscada com reforços?!

− Antes que suas mentes pequenas e limitadas comecem a pensar nas mais bizarras possibilidades, vou logo esclarecer que o mestre não planejou nenhum ato sórdido de traição. − Debochou o outro homem, que até então se mantivera calado.

− Como pretende fazer isso? E quem diabos é você?! − Exaltou-se Matsuda, dirigindo-se para o primeiro homem, já muito desconfortável com a situação toda.

− Quem sou eu? Hu hu... Não imaginei mesmo que iriam me reconhecer com esses cabelos negros. − Falava enquanto andava em direção aos quatro homens. −Eu sou aquele que foi o alicerce de um novo mundo – Continuou elevando um pouco a vos, obviamente excitado com o que estava a falar. – Aquele que agora renasce do pó. − Elevava cada vez mais a voz à medida que falava. − Eu sou o Deus do Novo Mundo, eu sou Kira.

Nenhuma outra palavra foi dita naquele lugar. Os policiais estavam em choque. Não queriam acreditar, mas não havia como negar... Aquela voz, aquele modo megalomaníaco de falar, aquele rosto. Ele era a Luz ¹ e ao mesmo tempo sabiam que ele traria as trevas ao mundo.

− Yagami Raito... − Mesmo L não pode deixar de se surpreender com aquilo. Como era possível?! Raito estava morto, o shinigami o matou, o próprio Near havia presenciado!

− Surpreso, Near? Achou mesmo que havia vencido? Você é mesmo tão tolo quanto seu antecessor.

− Como... é... possível...?−Perguntou Matsuda, visivelmente chocado.

− Hu hu hu... São mesmo pessoas de visão limitada... − Sorriu ironicamente Raito.− Acharam mesmo que iriam me pegar desprevenido, sem um plano de emergência?− Zombou − HAHAHA!! Quando percebi que se não pudesse matar a todos naquela noite no galpão, teria de fugir para me restabelecer e bolei um plano simples e eficaz. Caso tudo desse errado, Ryuuku iria fingir que me mataria, escrevendo meu nome em seu próprio Death Note. Foi uma atuação perfeita por parte dele, devo admitir. Mas não passou de encenação, uma vez eu mesmo havia substituído e marcado página em que ele deveria escrever eu nome.

− Mas... como é possível...? Você estava mesmo morto, teve uma parada cardíaca, o legista atestou a mesma coisa. − Near estava confuso e surpreso, mas mesmo assim já havia chegado a conclusão que perdera para Kira, assim como L. Fora enganado, superado. E agora, morreria.

− Legista?! Hahahahahaha!!!− Gargalhou de maneira macabra.− Acha mesmo que eu iria deixar passar um ponto crucial como esse?! Criança estúpida! Esse homem, Kagami Taro², também é meu seguidor. Não é, doutor?− Falou olhando para o homem que o acompanhava.

− Claro, Mestre Kira.

− Deveria ter tomado mais cuidado com isso, Nate. Seu erro foi confiar demais no poder do caderno. Assim que vi que não poderia abrir seus olhos para a verdade absoluta do novo mundo, engoli, sem que ninguém percebesse, duas cápsulas contendo um produto que me fez ficar em estado de falsa morte. Meu corpo foi enviado ao necrotério da cidade, aonde eu tinha infiltrado um seguidor, algumas semanas antes. Kagami providenciou para que eu não morresse de verdade na câmara fria ou por hemorragia.

− Mas seu corpo... V-Você havia sido... enterrado...!!− Gaguejou Mogi

− Fui? Huhuhu... Ignorante. É obvio que tinha que parecer o mais real possível, então ainda no necrotério tomei mais uma dose de medicamento para continuar "morto". Na mesma noite que meu corpo foi enterrado, meus aliados me resgataram, e desde então venho juntado forças e planejando minha vingança. E, hoje é o dia em que Deus renasce, e castiga seus inimigos.

− Então me mande para onde Mello está. − Foi tudo que o jovem detetive disse. Near fechou os olhos, resiginado. Já havia pensado em toda as possibilidades imagináveis, mas era inútil. Sabia que havia perdido, e que Kira conhecia seu nome e rosto. Fora ludibriado por algo tão simples que chegava a ser vergonhoso. − Quem não ganha um jogo... ou monta um quebra-cabeça... não passa de um perdedor.

Mas nem todos tinham compreendido a situação tão bem quanto o garoto de cabelos brancos

− Não por favor, Raito...!− Desesperou-se Tota.

−Matsuda! Tenha ao menos um pouco de dignidade!− Repreendeu Aizawa.− Não adianta implorar, ele não vai nos poupar.− Falou amargamente, encarando o ex-comandante.

− É verdade. − Raito sorriu sadicamente, olhando para o relógio em seu pulso.− 22 horas, 29 minutos e 55 segundos.... vocês tem 5 segundos. Adeus, juntem-se à L no Mú ³

Por um momento nada aconteceu, mas assim que a hora marcada foi atingida. Um a um, os membros da extinta Central de Operações do Japão caíram inertes, mas com honra e dignidade

Assim como todas as outras pessoas que estiveram no galpão YB naquela noite, no dia 28 de janeiro de 2010, todos aqueles que se mostraram incômodos a Deus e vários criminosos descritos em uma extensa lista, com mais de 1.000 nomes, tiveram parada cardíaca simultaneamente.

Aquele seria o marco da volta do Deus Kira.

Yagami olhou para os corpos do ex-companheiros, e parando sua atenção em um em especial.

− O que achou disso, Matsuda? − Sorriu, olhando para a pálida figura caída no chão, que poupara por mero capricho.

− Q-Qque...?!! − O policial estava ajoelhado, tremulo e suando frio.

− Está se perguntando por que não o matei com o caderno? Eu digo. Apenas quero ter o prazer de te matar com minhas próprias mãos.

−Como... assim...? − Matsuda tentava se recuperar do choque, mas mesmo para ele já estavam ficando claras as intenções do moreno. Respirou fundo tentando recuperar o controle e, por incrível que pareça, a dignidade. − Vai se vingar por eu ter atirado em você?

−... − Raito não respondeu a pergunta diretamente.− Sinto muito por fazer isso, Matsuda. Você realmente era alguém que eu não via motivos para eliminar... Mas sei que se lhe poupar, irá me causar problemas.

−... − O homem de joelhos engoliu seco. Olhou a sua volta, vendo os corpos de seus companheiros sem vida e decidiu que ao menos uma vez na vida teria a dignidade de não se humilhara para ninguém. − Está certo, eu lhe causaria problemas. Então me mate, eu não tenho medo.

− Vejo que você mudou neste ano que se passou Matsuda-san. Misa, por favor, me dê o revolver.

− Haaai!! − Assentiu alegremente a mulher ruiva.

− Olá, Misa-Misa. Então era você? − Falou Matsuda, sorrindo fracamente.

− Hnfh! Misa-Misa não fala com quem tentou fazer mal a seu Raito − Resmungou a moça, desviando o rosto, com uma expressão emburrada, enquanto entregava ao amado o que lhe fora solicitado.

− Só há uma ultima coisa que eu queria perguntar, Raito.

− Á vontade. − Consentiu o moreno tranquilamente, armando a pistola.

− É algo que sempre me incomodou. Você tinha planejado a morte de Yagami-san?

− Não. Jamais quis que meu pai morresse. Mais alguma coisa?

− Não− O moreno meneou a cabeça, de certo modo feliz por saber que ao menos uma parte de Raito ainda era digna de respeito− Apenas quero que me perdoe. − Falou, fechando os olhos.

− Eu o perdôo. Adeus.− Foi tudo que o mais novo disse, puxando o gatilho varias vezes, até o pente descarregar.

Raito olhou por alguns instantes para o corpo agora inerte do ex-companheiro, relembrando tudo que acontecera até ali. Toda a trajetória de central, desde a época de L, até o confronto final com Near. Lembrou-se de como Tota Matsuda lhe reverenciava e como lhe era afeiçoado. Tentou forçar seu lado humano a sentir.

Mas, mesmo assim, por mais que procurasse em sua alma, não conseguia achar um único resquício de remorso.

Apenas sorriu, ladeando por Misa e Taro.

− E eis a volta de Deus.

Notas finais
¹ : Luz foi um trocadilho como nome Raito, ou Light como ficou em algumas traduções. O motivo dessa adaptação do nome do personagem, aliás, é simples e quem leu minha outra fic DN, sabe. Em japonês se pronuncia a letra "L" como "R" (igual em arara), ou seja, "Lait" (pronuncia de Light em inglês) fica "Rait". O "T" mudo,com som de "ti" também não existe, sendo substituído por som de "to", então "Rait" fica "Raito". E chegamos ao nome do nosso querido I’m A Gay. Legal né?

Ah, o nome do L, Lawliet, se pronuncia "Lolait" em inglês (já que ele é britânico) e "Roraito" em japonês. Muuuuuuuito original, diga-se de passagem..... ^¬.¬^

Mas tudo bem, por que isso dá brecha para um monte de coisas pervertidas, como "o L não engorda por que só come coisa (do) Light", huhuhuhu ^*¬*^ //otaku yaoi mode on//

²: Kagami Taro é o personagem principal do mangá one shot que deu origem à Death Note. Nesse piloto a história é um pouco diferente, por exemplo: Existe a Death Eraser, borracha da morte, que pode ser usada para trazer de volta à vida as pessoas mortas pelo caderno(coisa que é explicitamente impossivel no mangá) ou o próprio caderno ter um numero finito de paginas, o que permite que um shinigami tenha mais de um caderno sem problemas (na série, por mais que se escrevam nomes, as páginas nunca acabam) Achei que seria legal se ele aparecesse ^n.n^> *coça a nuca*

³ Mú: vazio. Lugar para onde as almas das pessoas mortas vão.

Notas da autora depravada (Kinky):

Então pessoal, que tal?? Caso alguém que não é fã de Yaoi tenha gostado, pelo amor de Kami-sama, me manda um review. Será meu primeiro review de não-fã-de-Yaoi!!! o/

Aliás, essa é minha primeira fic-não-Yaoi.

Ah, dessa vez tô sem o Narra-chan. É que ele só gosta de Yaoi.

Maaaaas, em compensação to com uma beta nova, Arisu-chan. Por isso, se quiserem tacar TOVNIS (TOmates Voadores Não IdentificadoS) taquem nela. ^G.G^ hehe,

Brincadeira, beta-chan.^n.n^

Ela é uma fofa. ^*u*^ <- (Fato. ^u.u^)

E gosta de Yaoi!!

E eu escrevi a palavra Yaoi 6 vezes, só nessa nota..... credo.....

Kissus!!

~Nota da Beta: AAAWN, a Lilith também é uma fofa *O* e nunca vi pessoa mais louca por Yaoi do que ela, FATÃO. :)

Sempre quis ajudar alguém com fics dessa maneira e fiquei tão feliz quando ela me convidou *-* espero que eu seja uma boa beta pra Lili-chan (improvisando apelidos desde sempre! QQ) e que eu não seja atingida por TOVNIS, sou nova demais pra morrer x_x

Kissus da Arisu-chan pra vocês! ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!