No, I don't believe you

When you say don't come around here no more

I won't remind you

You said we wouldn't be apart

No, I don't believe you

When you say you don't need me anymore

So don't pretend to

Not love me at all

− P!nk in I Don't Believe You

− Tu deves ser uma garota muito sortuda! – Adam abraçou-a por cima dos seus ombros.

− Nem por isso. – Kimberly puxou-o mais para si. – Mas já que falas nisso, porque achas que sou uma garota sortuda?

− Tu foste a primeira garota que me causou arrepios e possivelmente a única. – Adam acariciou a cara de Kimberly. – Nem por isso? Porquê? – Ele pensou nas suas palavras que continham um incrível sabor a dor.

− A primeira e única? Será que todas as outras foram apenas fases? – Ela riu. – Nem por isso, é uma história longa e complicada. – Afinal, ele não sabia nem metade das coisas sobre ela.

− Quem sabe um dia me possas contar isso. Não queres ir até lá fora? – Adam olhou em volta. Mia e Millena estavam a falar com Julie, a professora que mais adorava os seus alunos. Kimberly concordou.

− O que pretendes fazer depois deste dia? – Kimberly acompanhou os seus passos.

− Bem, talvez uma faculdade de literatura. E tu?

− Acho que terei de voltar amanhã à minha universidade. Passou-se uma coisa com um dos meus colegas. – Kimberly ficou pensativa e triste, afinal, seria ele apenas um homem que beijou? Uma vez apenas?— Kim? – Ele notou a sua distância. – O que achas de nos sentarmos naquele baloiço? – Sim, apesar de ser uma escola secundária, havia um baloiço e um sobe-e-desce atrás do ginásio. Em tempos foi um infantário.

− Claro! – Kimberly sentou-se no banco direito. – E achas que é grave? Adam? – Adam olhou para os pulsos dela.

− Acho que não! Tu tens uma tatuagem? Gostei! – Kimberly olhou os seus pulsos.

− Ah, sim! Tenho várias! Tens alguma? – Kimberly sorriu. As conversas entre eles não eram mais monótonas e com um silêncio absurdamente entediante.

− Duas! Quem nunca teve aquele momento de loucura adolescente? Eu sei que não posso ter devido à profissão. O que me salvou a pele é estarem em sítios disfarçados. – Ele riu.

− Sabes, eu pensava que nunca poderia conversar contigo de maneira civilizada! – Ela riu quebrando o ciclo de perguntas aleatórias.

− Quem diria!

Wednesday, 11:17 a.m. Starbucks, California

Fazia um mês, quase, desde a última vez que se falaram. Millena negou-se a responder a qualquer pergunta sobre o outro. Era o pior defeito que ela possuía.

− Deixa de ser cismática! – Millena estendeu a mão com um café quente. – Ele vai aparecer.

− Ele vai aparecer? É isso que me tens a dizer? – Kimberly fervia pela impaciência. – Sinceramente, eu acho que ele te pediu para não falares mais sobre ele. Idiota!

− Porquê? Kim, porque estás a agir desta maneira? Ah não… Tu tens sentimentos por ele?

− O quê? Ah? E se tivesse? Por favor, para com isso! – Kimberly levantou-se num impulso quase tombando o seu café, agora morno.

− Tu é que sabes! – Millena falou num grito, ela não se tinha movido do lugar para qualquer coisa que fosse.

Wednesday, 01:43 p.m. Starbucks, California

Kimberly “batia sucessivamente com a cabeça na secretária” do seu quarto. A sua vida parecia um jogo de computador, cada ano equivalia a um nível com obstáculos que pensava serem impossíveis e inimagináveis.

Adam, o único garoto misterioso que provocou uma onda de interesse e um sentimento bónus. O que ele escondia, melhor, o que é que o seu passado escreveu?

Kelly estava no andar de baixo, talvez, a namoriscar com Richard, como ela própria dizia. Kimberly sentiu passos nas escadas, Kelly.

− Kim? Há uma pessoa que quer falar contigo.

− Mill? – Kimberly roeu a ponta do lápis de carvão.

− Muito tempo para não saberes que não era ela. – Kelly riu fraco como se fosse obrigada e saiu.

Kimberly calçou um dos seus pares perdidos de All Stars. A casa estava em silêncio como se fizesse um voto de silêncio com e por ela.

− Kim, tudo bem? – Millena desencostou-se da bancada. Kimberly acenou um “sim”. – Não, não está! Não penses que te livras de uma bela conversa, menina! Será que antes disso posso ir à casa de banho?

− Com certeza! Só me vou preparar mentalmente para essa conversa. – Kimberly riu. Millena deixou a sua bolsa e telemóvel em cima da bancada e foi. Do jeito que ela era, Kimberly apostava que ela iria demorar.

O telemóvel começou a vibrar. Kimberly pensou que olhar o conteúdo da mensagem não faria mal. Não, fez muito mal!

Era de Adam, dizia algo relacionado a uma viagem rápida e que Alicia o tinha cumprimentado. Quem era Alicia? Os ciúmes corroeram-na por dentro.

− Kim? – Millena chamou. – Será que te importas de irmos no teu carro até à avenida? – Kimberly olhou-a estranhamente. – Eu vim a pé e o tempo lá fora está muito feio, acredita em mim! – Millena abotoou o casaco. Rapidamente, Kimberly largou o seu telemóvel e abanou positivamente a cabeça.

Durante toda a viagem Millena tagarelou sobre nada. Mas o pensamento de Kimberly ia automaticamente para o assunto “Alicia”. Quem era Alicia? O que ela era para Adam? Seria ele casado?

O quê? Adam casado? Um casado infiel?

− Ah? Kim! – Millena acenou a mão na frente dos olhos de Kim. – Eu não quero morrer agora, sim?

− Tanto faz… − Sussurrou. – Morrer, porquê? – Millena fuzilou-a com os olhos como se a resposta fosse óbvia. Kimberly estacionou e Millena desceu de imediato. – Porque me arrastaste até aqui? Não há ninguém aqui! – Kimberly resmungou atrás de Millena. Porém, Millena digitava animadamente com alguém no telemóvel, possivelmente, Mia.

− Porque há alguém a precisar. – Millena colocou o telemóvel na bolsa. Só aí Kimberly pôde perceber a figura masculina inconstada na parede branca escura.

− Tu de novo? – Millena correu para abraçá-lo. – Já me arrependi de vir até aqui. Mas sabes o bom de tudo? Eu vim com o meu carro, ou seja, fui! – Millena segurou o seu braço.

− Fica! Por favor! Nós só vamos ajudá-lo a organizar umas coisas. – Millena pediu quase como uma súplica.

− Okay! – Kimberly rolou os olhos. Millena fez uma dança da vitória, idiota, e continuou na sua frente a digitar algo no seu telemóvel. Kimberly estava irritada de tanto pensar no que Alicia seria a Adam. Seria ele casado?

− Eu disse que voltava. – Adam falou ao seu ouvido provocando-a.

− Não me lembro de prometeres qualquer coisa que fosse. – Kimberly evitou olhá-lo. Adam chegou-se mais perto e depositou a sua mão na sua cintura. Kimberly estremeceu.