E Sempre Será Você.

9 Tudo vai ficar bem.


Notas iniciais
tive um infarto escrevendo o final desse capitulo, sério

meu coração disparou p caramba

e um dos motivos foi pq eu imaginei essa cena com uma pessoa que eu amo muito.

ela sabe quem é.

enfim, é isso

As duas semanas seguintes passaram voando. Não que eu me importasse. Na verdade eu estava mais aliviado porque o ano iria acabar. Isso significa Natal e férias.

Naquele dia que Sam havia me contado que era gay, me beijado e me contado que estava apaixonado por mim, não acabou da maneira que eu achei que fosse acabar.

Depois que ele disse que estava apaixonado por mim, a única coisa que eu pude fazer foi ficar em silencio. Porque veja bem, é super estranho você saber do nada que o cara que sempre foi o seu melhor amigo lhe contar que está apaixonado por você. Isso é loucura.

E isso aconteceu comigo. Eu fiquei em silencio e pensei que ele nunca mais falaria comigo. E a situação foi mais ou menos assim:


“- Me desculpe. Eu deveria ter falado isso antes ou...

– Não, tudo bem. — eu o interrompi. E não, na verdade não estava tudo bem. Mas eu estava me sentindo estranho com essa situação.

Eu não imaginava que o meu melhor amigo era gay. Muito menos que ele estava apaixonado por mim. E que ele fosse me beijar.

O pior — ou talvez melhor, não sei — dele ter me beijado, foi o fato de que eu não impedi. E mais, eu o beijei também.

Eu estava me sentindo um et. Porque eu jamais pensei que isso fosse acontecer comigo, e ainda por cima, gostar dessa situação.

Depois que ele pediu desculpas, eu disse para ele esquecer e prometi a mim mesmo que isso não iria se repetir.

E eu fora dormir pensando nisso.”

No dia seguinte ele não trocou uma palavra comigo. Nem na escola, nem em casa. E isso realmente me magoou.

Já na outra semana, os pais dele chegaram de viagem, e ai que nos falamos menos ainda.

Nesse tempo sem nos falar, eu havia percebido o quanto esse filho-da-mae é importante pra mim e o quanto ouvir sua voz me fazia falta. Seu sorriso quando me via, as conversas que tínhamos na escola na hora do intervalo, que por mais que fossem as mesmas, me faziam bem. Sem contar quando eu estava mal e vice-versa, um ajudou o outro.

Eu amo esse idiota. E dessas semanas pra cá, eu percebi que não era um amor que um melhor amigo tem pelo outro. Era um amor de verdade. Eu também estou apaixonado por ele.


Hoje é o ultimo dia de aula. Começo de dezembro e, graças a Deus, inicio das férias.

Fiz o que tinha que fazer em casa e fui pra escola.

Não tinha quase ninguém lá, a não ser os que estavam de recuperação, ou os que queriam saber as notas. E eu me encaixava no segundo grupo.

A sorte foi a que eu passei com notas boas e o Sam também.

Mandei um sms mesmo sabendo que talvez ele não fosse responder.


“Cara, tu pode ir comigo hoje? Preciso falar contigo.”


Depois daquele dia o Sam ia embora sozinho e eu tambem. Mesmo que fizessemos o mesmo caminho, ele sempre dava um jeito de chegar depois. Parando em lojas mesmo que não fosse levar nada ou saindo mais tarde da escola.

E eu precisava falar com ele. Que iria se declarar hoje, era eu.

Minutos depois recebi sua resposta.


“Posso. Mas não me faça ir na tua casa a toa.”


Eu ri desse final, mesmo porque éramos vizinhos, então não seria ‘a toa’ porque ele poderia estar de volta a casa dele em segundos.

Como poucos alunos estavam na escola, eles nos dispensaram mais cedo. Sorte, ou não.

Fomos caminhando ate em casa e no meio do caminho ele resolveu falar comigo depois de duas semanas:

– O que é tão importante assim? — ele disse olhando para mim.

– Você vai saber quando chegarmos em casa. — foi tudo o que disse.

– O.k. — ele respondeu.

Quando chegamos, ele parou em frente a casa dele e fez um gesto com as maos para eu espera-lo.

– Vou ficar na casa do Logan hoje, depois eu volto. — ele gritou para sua mae

– Ta bom, e juízo! — ela gritou de volta e eu dei uma risada fraca.

Entramos em casa e minha mãe ficou surpresa como sempre ao ver o Sam,mas dessa vez ela tinha motivos.

– Sam! A quanto tempo, querido. — ela disse e foi abraça-lo.

– Pois é. — ele respondeu.


Nós almoçamos e subimos para o meu quarto. Deixamos as coisas na cama e me sentei no chão. Mesmo Sam não entendendo o que estava acontecendo, ele se sentou na minha frente.

– Sam. – ele olhou pra mim na mesma hora.

– O que foi? – ele perguntou com uma voz manhosa e eu sorri.

– Vem aqui. – eu puxei-o e o abracei. Ele me abraçou de volta.

– O que foi? – ele repetiu.

– Não fala nada. – me soltei de seus braços e olhei em seus olhos. Antes que eu pudesse continuar o que eu estava falando, eu me aproximei e beijei seus lábios. Ele não me impediu e muito menos se afastou. Ele chegou o mais perto que pode, e continuamos a nos beijar. Até que eu resolvi parar porque não tinha terminado de falar.

– Me deixa falar, por favor. – eu disse e ele concordou.

– Precisa? – ele riu

– É. Mas eu acho que você já entendeu. – eu disse sem graça e olhei para o chão.

– Não sei se entendi. – ele riu novamente. – Me explica.

– Isso nunca aconteceu comigo. Mas acho que agora eu entendi porque eu quase tive um ataque quando você começou a namorar a Sarah, e eu não sabia o que fazer quando você ficou triste porque ela te traiu. E também quando eu comecei a namorar a Melanie. Eu senti que estava te magoando, mas achei que fosse besteira, e... Bem, também estou apaixonado por você. – só sei que depois que eu terminei de falar isso, Sam se jogou nos meus braços com um sorriso enorme no rosto.

Ele me abraçou; deu-me um beijo na bochecha e disse:

– Agora tudo vai ficar bem.


Notas finais
e, má noticia, a fic está acabando.

psé.

n sei com quantos capitulos, mas está.

até amanhã ;**