E Sempre Será Você.
3 Segredos.
Notas iniciais
estou admirada que estou postando todo dia kakakakaka
espero que gostem ^^
Ficamos uns dez segundos nos beijando, porque eu achava que era uma falta de respeito beijar na escola. Me julgue, eu não ligo, mas eu penso assim.
Na saída, tudo bem, alias, a maioria dos alunos fazem isso quando saem da escola. Mas dentro, na verdade, pode até dar expulsão. É.
Quando me afastei ela me abraçou forte, como se estivesse com medo de alguma coisa. Olhei para ela e perguntei:
– Aconteceu alguma coisa?
Ela desviou o olhar do chão, olhou em meus olhos e respondeu:
– Eu tenho um segredo pra te contar, mas estou com medo.
– Se-se-gredo? – gaguejei – Pode falar, você sabe que pode confiar em mim.
Eu estava com medo do tipo de segredo que ela poderia estar escondendo de mim. Eu esperava que não fosse tão grave.
– Você espera o tempo certo pra eu poder te falar? – ela perguntou com receio
– Claro. – assenti com a cabeça
– Obrigada. – e me abraçou de novo.
Ouvi o sinal bater e me levantei do banco, ajudando a Melanie logo em seguida.
Entrelacei minha mão na dela e andamos em direção à sala cinco, onde ela teria aula. Dei um beijo em sua bochecha e fui em direção á sala de filosofia.
❧
As próximas duas aulas passaram voando, e logo tivemos outro intervalo. Fiquei conversando com o Sam dessa vez. Acho que falei pouco sobre ele. Então vamos lá.
Sam é o meu melhor amigo (acho que já disse isso, mas só estou relembrando). E a pessoa mais incrível que eu já conheci. Ele é calmo, e é daqueles que tá contigo pro que der e vier. Ele sempre sofria bulling na escola quando era menor por causa dele ser irlandês. Uma sacanagem. E ele é um cara de personalidade incrível e muito rara de encontrar. Ele não tem preconceito pra nada. Tipo, nada mesmo. Ele aceita a pessoa do jeito que ela é. Mesmo que ela tenha um gosto musical diferente, ou seja, de outra religião, país... Seja o que for. Ele vai te respeitar pro resto da vida. E essa é uma coisa que eu admiro muito nele. Eu tenho tipo, muita sorte de ter sido vizinho dele desde os cinco anos de idade. E eu sempre vou agradecer por isso ter acontecido. O fato de que ele é um ano mais novo, não influencia nada, pois ele é um ano adiantado na escola, e está na minha sala. Então nossa amizade é bem verdadeira mesmo. E bom, ele é o meu melhor amigo. E eu o amo.
Sentei-me no chão ao lado dele perto da porta de uma das salas. E então começamos a conversar sobre diversos assuntos. Tipo as provas, que começariam na próxima aula; alguns sonhos, tipo o que ele tinha de visitar a Irlanda mais uma vez na sua vida; sobre arrumar um emprego (mesmo ele tendo ainda quinze anos); videogames; nossas lembranças de quando nos tornamos vizinhos... Mas menos amor. A gente nunca falava sobre isso. Porque eu tinha uma namorada e isso meio que o desapontava por causa de uma ex-namorada dele. Eu me lembro de quando isso aconteceu. Foi à dois anos atrás. Sam tinha apenas treze anos. Digo apenas porque acho que ele era muito novo pra namorar, é. Ela era três anos mais velha. Eu o avisei que seria meio que “perigoso” ou “errado”, mas ele não quis aceitar esse fato porque estava completamente bobo por ela. Digo bobo, porque ela fazia ele de bobo. Tudo o que ela pedia pra ele fazer ele fazia, como um cachorrinho. Até que eu descobri que ela estava o traindo. Claro que eu contei pra ele assim que cheguei em sua casa, ele começou a chorar tentando não acreditar. Até que ele viu a filha-da-mãe se pegando com um outro cara no meio da rua. Eles estavam encostados na parede perto de um bar, e ele passava sua mão boba pelas curvas da Sarah (o nome dela). Nem preciso dizer que o Sam desabou né? Pois é. Eu não sabia o que fazer pro meu melhor amigo parar de chorar. Foi pior de que quando ele descobriu que Papai Noel não existe de verdade. Puxei ele pela mão pra voltarmos pra casa correndo antes que ele visse coisa pior. E senti uma coisa estranha ao fazer isso. Um arrepio ou coisa do tipo. Mas deixa pra lá.
Mas é melhor deixar essa parte de namorada pra lá, antes que eu sinta remorso e pense que estou deixando o meu melhor amigo solitário. Mas creio que isso não vai acontecer.
Já estávamos indo para as duas ultimas aulas e nem mal via a hora de acabar. Entrei na sala e sentei no mesmo lugar de sempre, perto do Sam. A professora tagarelou por uns vinte minutos antes de entregar a avaliação. Sorte que era matemática, porque é a minha matéria favorita.
As questões não estavam muito difíceis também. Tinhamos que calcular o valor do radiando de vários círculos, achar o valor da tangente, seno e cosseno de alguns ângulos, e no final teve uma pergunta dissertativa cuja a mesma era responder quais foram as dificuldades e facilidades que tivemos o ano passado e o que esperávamos para esse ano. Eu respondi que não tinha dificuldade pois era a minha matéria favorita ( e a Sra. Stuart sabia muito bem disso) e o que eu esperava era... Bom, eu não sabia o que eu esperava então fui sincero e disse o mesmo.
Terminei a prova em uma hora e tive que esperar mais vinte minutos para poder sair.
O fato estranho foi que eu não vi a Melanie na hora da saída. Talvez ela tenha ido mais cedo com os pais (porque são eles que levam e na maioria das vezes buscam a filha mimada da escola) ou sei lá. Não quero ser pessimista e depois pensar ou imaginar coisa ruim e ficar se lamentando depois. Não estou culpando o Sam. Pois eu nunca faria isso. Só estou dizendo que não quero ter consequências ruins depois.
Parei de pensar nisso e fui caminhando com Sam para casa. No meio do caminho paramos numa lojinha de conveniência e comprei um Twix para a minha mãe. Eu sempre fizera isso então... Aproveitei que estava com fome e comprei um pra mim e para o Sam. Ele ficou discutindo comigo que era ele que ia pagar, mas eu nunca deixava. E não ia ser diferente dessa vez. Saímos mas nem conversamos no caminho. As vezes eu ria do fato do cabelo meio loiro do Sam ficar bagunçado pelo vento e ele olhava com uma cara brava pra mim. Ninguém mandou ter cabelo compridinho né. E eu ri mais ainda.
Sam e eu nunca brigamos feio. Sempre tivemos algumas discussões, mas que eram raras. Ele era meu amigo de verdade, e eu sabia, ele sabia; todo mundo sabia disso. E isso é uma coisa boa. Aliás, sempre vai ser.
Notas finais
e quem me conhece sabe pq eu coloquei o nome da vadia de sarah
ka
ka
ka
ka
até amanhã ;*
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