E Sempre Será Você.

11 E Sempre Será Você...


Notas iniciais
gente, ta aí o epilogo que eu prometi.

e repito, A FIC NÃO ACABOU.

e laskdjlasd era p eu ter postado antes mas eu perdi METADE DO CAPÍTULO e tive que reescrever, até chorei por causa disso, psé

enfim, mais explicações la embaixo pq n quero dar spoilers rs

desculpem-me pelos erros pq n revisei kasdlajsd e escrevi pelos rascunhos aqui do nyah, então kkkk

e feliz ano novo galero õ

As próximas semanas se passaram mais rapidas do que eu imaginei. Eu e Sam estávamos muito felizes, e ele ais ainda por assumir sua homossexualidade aos pais e eles se importarem somente com a felicidade dele. Assim como os meus pais que queriam que eu fosse feliz do meu jeito. Seja com o Sam ou qualquer pessoa que eu escolhesse. Seja com o Sam ou qualquer pessoa que eu escolhesse. Eu escolhi o Sam, então eles estão felizes por mim.

Estávamos na véspera de Natal e minha mãe chamou a família Foster para passar a noite e o dia seguinte conosco. É claro que o Sam estava junto.

Na noite anterior ao Natal, mamãe sempre faz um jantar especial. Nada muito caro, só rabanada e algumas comidas típicas dessa época do ano. Tudo estava maravilhoso, como sempre.

No dia 25, ela iluminava a árvore com um pisca-pisca de quase dez anos de existência, que papai comprou numa época que recebia mais no trabalho dele em São Paulo. Eu ia fazer seis anos no mês seguinte. Inclusive, foi o primeiro Natal deles aqui. Eles chegaram em janeiro, e eu acabara de fazer cinco anos. Sam completou os quatro em Maio. Do jeito hospitaleiro de sempre, minha mãe convidou os novos viznhos para passar essa época conosco, e é claro que eles aceitaram.

Ah sim, o pisca-pisca. Ele iluminava a árvore todos anos desde que foi comprado. Embaixo dela estavam os presentes do nosso amigo-secreto, que inclusive, começaria agora porque já era meia-noite.

– Eu começo! — minha mãe disse pegando o presente embaixo da árvore — Não sei como fazer isso mas... — ela deu uma risadinha — O.k. Vamos lá. O meu amigo-secreto — ela riu de novo — é uma pessoa muito especial pra mim. Essa pessoa me ajudou em diversos momentos. E eu ainda tenho muito que agradece-la. — todos nós olhávamos atentos para tentar adivinhar quem ela havia tirado. E ela olhava também para todos nós, para não descobrir-mos tão fácil. — Bom... — ela olhou pro meu pai, a mãe do Sam, e parou em seu pai. — Eduard. — ela disse. Eles se levantaram e trocaram um abraço. E minha mãe entregou um presente. Era um suéter.

Depois foi a vez do Sr. Eduard. Ele pegou o presente e começou.

– A pessoa que estava no papelzinho, também é muito importante pra mim. E eu não vou enrolar muito porque quero saber quem tirou quem logo. — ele deu uma risada alta — Enfim, James. — ele disse. Meu pai se levantou e eles trocaram um abraço também. O presente era um blusa pólo preta, que meu pai, com certeza, usaria no seu trabalho.

Meu pai pegou seu presente mas não falou nada. Ele apenas entregou para a dona Alice. Meu pai, sempre sem graça. Ela sorriu e agradeceu. Seu presente era uma caixa de sabonetes de uma marca famosa. Ela pegou o presente e se sentou novamente.

Ela olhou para o Sam e deu um abraço apertado. Ele sorriu e abriu o presente. Era um livro, cujo título é "As Vantagens de Ser Invisível, do Stephen Chbosky.

Sam se levantou novamente e pegou um embrulho pequeno. Ele se sentou novamente e comecou a falar.

– Bom, o meu amigo secreto é uma das pessoas mais importantes do mundo, pra mim. E talvez isso se torne mais óbvio quando eu falar quem é. — nossos pais exclamaram um 'ah' porque provavelmente já sabiam que era eu. — Eu posso dizer que essa pessoa sempre esteve comigo em tudo. Em tudo mesmo. Quando fui pra escola, quando tirei minha primeira nota baixa, quando assistiamos desenhos até tarde, quando tive minha primeira namorada, e principalmente, quando contei que, na verdade, eu sempre fui homossexual. Ele é o meu melhor amigo, e eu quero que seja assim pra sempre. — ele olhou pra mim e eu já não sabia mais o que fazer. — Logan. — e me entregou o embrulho. Ele me abraçou forte e fiz o mesmo com a maior intensidade que pude. Tive uma vontade inexplicavel de beijá-lo, mas apenas depositei um beijo em sua bochecha. Minha mãe, aproveitando a situação, tirou uma foto nossa. Quando me sentei novamente, abri o presente que Sam havia e dado, e quase tive um infarto quando vi um par de alianças prateadas.

Nossos pais abriram a boa em um perfeito 'o' de surpresa ao verem o presente que ganhei.

– Sinceramente eu não sei o que dizer. Só sei que eu te amo muito. — eu disse olhando em seus olhos castanhos e todos bateram palma.

– Eu te amo. — ele respondeu.

E finalmente a minha vez tinha chegado. Nem precisei fazer um descurso porque, estava na cara que eu havia tirado a minha mãe. Levantei-me e Dona Louise fez o mesmo. Entreguei-lhe o presente e ela ficou surpresa quando abriu.

– Oh meu Deus, Logan! — ela disse ainda surpresa — Eu adorei! — ela comentou sobre o frasco de perfume que eu havia lhe dado. — Eu te amo, meu filho. — e me abraçou apertado.

– Eu também te amo mãe. — respondi.

Depois da troca de presentes, subimos para nossos respectivos quartos. Minha mãe e meu pai, para o deles e os pais de Sam para o quarto de hóspides que ficava ao lado do quarto onde eu e Sam entramos.

Sentei na minha cama segurando o presente que Sam havia me dado. Ainda não acreditando. Ele se sentou ao meu lado.

– Sam... — eu disse e desviei o olhar do presente olhando pra ele — Até agora não sei o que dizer. — e olhei para o chão envergonhado.

– Não precisa dizer nada. — e ele deu um daqueles sorrisos de tirar o fôlego. — Só vamos fazer isso direito.

Olhei pra ele novamente e ele me deu um selinho.

– O.k. — respondi. Peguei a aliança que estava com o nome 'Logan' gravado no interior e segurei sua mão. — Samuel Foster, você quer ser meu namorado? — perguntei e ele me deu um beijo demorado.

– Sim. — ele respondeu sorrindo. Pegou a aliança que estava gravada o seu nome e também segurou minha mão. — Logan Stoner, quer ser meu namorado? — assenti sorrindo.

E nos beijamos apaixonadamente.

...

A festa em comemoração ao ano novo, não foi tão diferente da festa de Natal. Vou te dizer o porque.

A) Ambas as festas comemoramos juntos, minha família, e a familia Foster.

B) Sempre ficávamos acordados até tarde.

C) Ninguém brigava em épocas assim.

As únicas diferenças, eram que mamãe havia desmontado a árvore de Natal, não trocávamos presnetes, e comemoramos a data na casa dos Foster.

As casas da rua onde morávamos, eram todas tradicionais. De familias que viveram aqui no Rio a muito tempo. Eu poderia dizer que as casas eram, de certa forma, 'ricas'.

Mas a casa mais bonita, e provavavelmente mais cara, de toda rua, era a casa da família Foster. Mesmo sendo como as outras porque tinha o andar de cima, ela era realmente muito grande.

E tinha um salão, que era onde estávamos nesse exato momento.

Ouvimos os fogos que as pessoas soltavam nas ruas anunciando que o ano de 2013 já havia começado.

No momento em que isso aconteceu, eu olhei para o Sam, que estava do meu lado, e dei um beijo nele.

Diria que, o melhor beijo da minha vida. Eu não estava com vontade nenhuma de parar. Mas fomos obrigados porque ouvimos alguém dar uma tossida falsa. Eu e Sam rimos da situação.

– Acho que alguém precisa de uma cama. — meu pai falou e começou a rir novamente.

– James! — minha mãe o repreendeu dando um tapa no seu braço.

Nem me importando se minha mãe reclamaria ou falaria mais alguma coisa, olhei para a aliança em meu dedo e no quanto Samuel Foster era importante pra mim. No quanto ele me faz bem, e na vontade que eu tenho de ficar com ele pra sempre.

Senti os braços de Sam me abraçando por trás. Dei um sorriso ao ouvi-lo sussurrando, como se tivesse lido meus pensamentos.

– Quero ficar pra sempre com você. — não consegui responder. virei-me para ele e lhe dei um selinho. Ele segurou minha mão e fomos para o seu quarto, onde teríamos mais uma noite incrível.

No caminho pude ouvir a voz abafada do meu pai "Eles merecem ser felizes, Louise.". E nunca mais reclamaria do meu pai. Ele falando isso para a minha mãe foi a melhor coisa que eu o ouvi falar em toda a minha vida. Meu pai torcia por mim e por Sam, e eu não podia ter um começo de ano melhor.

Entramos no quarto e bom... vocês sabem o que aconteceu.

...

Dia doze de janeiro, é o meu aniversário.

Minha mãe sempre faz alguma coisa pra mim. Um bolo, uns salgadinhos... e me dá algum presente, que mesmo simples, vale muito pra mim. Esse ano prometi não pedir nada para a minha mãe, pois o melhor presente que eu podia receber, eu recebi a pouco tempo: o meu namoro com o Sam. E isso já era o suficiente pra mim.

A propósito, hoje é dia doze. A propósito, estou ficando mais velho.

Acordei eram quase onze horas. Levantei-me da cama ainda com preguiça e fui fazer minhas higienes. Saí do banheiro e coloquei minha caça jeans, meu all star branco, e uma blusa xadrez azul que cheirava o perfume do Sam. E eu não me importo.

Desci as escadas e fui pra cozinha. Encontrei minha mãe fazendo alguma coisa que não identifiquei o quê. E ela se assustou quando ouviu minha voz.

– Oi. — ela pulou com o susto e escondeu qualquer coisa que fosse que ela estava fazendo.

– L-logan. S-senta ai. Vou pegar o leite. — ela disse com a voz falhada. Sentei-me na mesa e esperei minha mãe.

Logo ela se sentou e colocou o leite em cima da mesa.

– Ta tudo bem, mãe? Você parece nervosa. — eu disse colocando o leito no copo.

– C-claro q-que sim. — ela disse ainda gagejando.

– Têm certeza? — insisti e ela assentiu.

– E com você? — ela pareceu mudar de assunto.

– Tô bem. — e sorri — Afinal não é todo dia que...

– Querido! — minha mãe me interrompeu olhando para a porta da cozinha, onde meu pai estava parado.

– Oi amor. — ele disse e beijou sua testa. Virou-se pra mim e me deu um pequeno abraço. — Oi filho.

– Oi.

Resolvi sair da mesa. Aquilo não estava me agradando. E eu achei que não poderia ficar pior.

O resto do meu aniversário, foi extremamente tedioso.

Ninguém me ligou para dar os parbéns (não que eu esperasse, mas mesmo assim...), nenhuma mensagem, nenhuma visita, nada. Parecia que todos estavam escondendo alguma coisa de mim. Ou fingindo que não sabiam de nada. Ou eles realmente esqueceram.

Nem Sam apareceu em casa. E isso me magoou muito.

Lá pelas sete da noite eu fui tomar meu banho. Demorei meia hora porque eu precisava de um banho longo. É deprimente você fazer dezessete anos e ninguém se importar.

Depois que sai do banheiro coloquei uma roupa parecida com a que eu estava, e recoloquei a aliança que Sam havia me dado. Sentei-me na cama e fiquei observando-a.

Era linda demais. O melhor presente que eu havia recebido.

Acho que depois disso eu dormi, porque não lembro de mais nada.

...

Acordei de repente ouvindo umas batidas na porta do quarto. Levantei-me com preguiça e me ajeitei diante do espelho. Porque mesmo que fosse minha mãe, não seria legal ela me ver com a cara amassada de sono.

Ouvi as batidas novamente. Caminhei em direção à porta e a abri.

Era meu pai.

– Logan, você pode me ajudar num negócio lá embaixo? — ele perguntou

– O.k. — respondi. — Já vou. — ele concordou e desceu novamente.

Fui em direção ao banheiro. Lavei o rosto, pentiei o cabelo e desci.

No meio do caminho ouvi a voz da dona Alice.

Será que pelo menos ela se lembrou do meu aniversário?

– Logan! — ela disse quando me viu. Dei uma olhada na sala e na cozinha à procura de Sam, mas só havia ela no local.

– Oi, dona Alice. — respondi e dei um sorriso fraco.

– Você pode vir comigo? Seu pai quer ajuda. — ela disse.

– É, ele foi lá em cima. — e apontei para as escadas. — Você sabe que tipo de ajuda? — perguntei

– Não. — ela respondeu. — Ele só me disse que precisava de você.

– Ah sim.

– Você parece triste aconteceu alguma coisa? — ela perguntou.

"Claro que aconteceu. Hoje eu faço dezessete anos e ninguém se lembrou. Ninguém mandou mensagem, ninguém ligou...E a única pessoa que veio aqui o dia inteiro foi a senhora. Nem seu filho se lembrou que era o meu aniversário." Pensei quase explodindo de desgosto.

– Nada não, tô bem. — menti.

– LOGAN! — ouvi meu pai chamando.

– Tenho que ir.

– Ta bom, vai lá. — ela respondeu.

Andei a casa inteira em busca do meu pai e não o encontrei.

Quartos lá em baixo, o banheiro, sala, cozinha e nada.

Aí eu parei no meio do corredor com esperança que ele abrisse alguma porta. Foi quando eu vi um bilhete no chão no canto da parede.

Com letras complicadas, no bilhete estava escrito:

"Na lavanderia tem uma porta que eu acho que você nunca viu. Estou lá."

E fui a caminho da lavanderia. Ela ficava depois da porta da cozinha.

Segurei a maçaneta e abri a porta com cuidado, por que afinal eu nunca soube da existencia daquele lugar na minha própria casa. Mas fazer o que...

Quando olhei lá dentro eu tive um surpresa.

Todos os meus amigos estavam lá. Pelo menos, a maioria deles. Meus pais, os pais de Sam (inclusive dona Alice que deve ter entrado enquanto eu procurava meu pai) e o Sam. Ele estava usando uma calça preta, um all star azul, e uma blusa com o nome da sua banda favorita.

Ele sorriu quando me viu, e falou junto com todos os outros convidados:

– Supresa! — e eles bateram palma pra mim sei lá porque.

– Filho, me desculpe te enganar, mas era necessário. — meu pai disse enquanto eu caminhava pra eles.

Abraçei minha mãe que disse "eu te amo" no meu ouvido; meu pai, que não disse nada; e Sam, que me eu o abraço mais apertado de todos, e repetiu os dizeres da minha mãe.

Todos olharam para nós, mas ninguém falou nada. Talvez nem desconfiassem que estávamos namorando, mas em todo caso, preferimos manter segredo durante um tempo.

Minha mãe me chamou para ficar atrás da mesa, que tinha um bolo escrito "Parabéns, Logan."

Me posicionei aonde ela pediu mesmo envergonhado, porque essa era a primeira vez que minha mãe chama tanta gente pra minha comemoração de aniversário.

E eles começaram a música do parabéns. A minha sorte foi que, ninguém cantou o famoso "Com quem será.". Não ia ser legal... porque eles iriam falar o nome de alguma menina...

– FIlho — meu pai falou e eu virei-me pra ele — Seu presente. — e me entregou uma caixa.

– Mas...

– Aceite, por favor.

– O.k. — eu disse abrindo o presente.

Fiquei feliz quando vi que era um celular novo. Já que o meu estava perdido no carro da Melanie.

– Poxa, obrigado. — eu disse com a maior sinceridade do mundo.

– Você merece. — o Sam falou e eu sorri.

Nós comemos o bolo e alguns salgadinhos. Quando eram quase onze horas, os meus amigos foram embora. A única que sobrou foi a Melanie.

Ela me olhava com uma cara de culpa, e esperou que meus pais saissem para poder falar comigo sozinha.

Mas o Sam ficou.

– Logan... feliz aniversário. — ela disse e deu um sorriso fraco.

Dei um sorriso fraco e olhei para o chão. Ela veio caminhando em minha direção e me deu um abraço. Pude ver o Sam com uma cara irritada, mas ele não fez nada a não ser olhar.

– Obrigado, Melanie. — eu disse.

– Me desculpe. — ela falou com uma cara de culpada. — Eu fui idiota demais e...

– Já passou. — a interrompi.

– Você acha? — ela arqueou a sombrancelha

– Tenho certeza. — eu disse. — Bom... e eu estou muito feliz.

– Já arrumou alguém? — ela riu fraco.

– Digamos que essa pessoa esteve sempre ao meu lado. E só agora que eu fui perceber que eu realmente gosto dela de verdade. — eu disse e ela pareceu pensativa. Dei um sorriso malicioso.

– Oh meu Deus. — ela disse e eu começei a rir.

– É. — eu disse ainda rindo.

– Então... Você e o Sam... — Sam olhou curioso. Chamei-o e ele ficou ao meu lado.

– Sim, estamos juntos. — e entrelacei meus dedos direitos nos da mão esquerda de Sam. Ele sorriu com o gesto.

– Uau. — ela disse. — Eu e Sarah... estamos namorando também.

Nem me surpreendi.

– Bom... isso é ótimo pra vocês não é? — ela concordou.

– Pra gente também. — Sam disse e olhou pra mim. Olhei para ele e dei um selinho.

– Quem diria... Logan Stoner namorando um garoto. — ela disse e riu um pouco.

– É. — nós rimos.

– Tenho que ir. — ela disse e me deu mais um abraço. — Coloquei seu presente junto com os outros, ali naquela caixa. — olhei para a caixa a percebendo pela primeira vez. Ela deu um abraço em Sam e disse mais uma coisa. — Foi legal ver vocês. E saber que vocês estão juntos.

Nós dois sorrimos e agradeçemos. E ela saiu do salão.

...

– Achei que você nunca fosse falar pra alguém. — disse o Sam depois de um tempo. Depois que a Melanie saiu do salão, e eu Sam fomos pra o meu quarto. Depois é claro, de dar boa noite para os meus pais, e minha mãe falar um monte sobre a gente dormir do mesmo quarto. Só porque estamos namorando, pura sacanagem. Mas depois de meu pai insistir muito que não teria problema e que somos responsáveis o suficiente para saber o que estavamos fazendo, ela cedeu.

Agora estavamos deitados na minha cama, um ao lado do outro. Ele que estava com a cabeça encostada no meu ombro, a levantou quando falou.

– O que? — eu disse um pouco aéreo e olhei pra ele.

Ele sorriu de uma forma encantadora e continuou.

– Sobre nós dois. — e deitou a cabeça novamente em meu ombro.

– Ué, porque? — perguntei confuso.

– Porque... — ele deu uma risada fraca — Deixa pra lá.

– Pode falar Sammy.

Ele olhou para mim novamente e me beijou.

– Amo quando você me chama assim. — ele disse e virou de lado. Virei-me também e fizemos contato visual.

– Sammy, Sammy, Sammy, Sammy. — repeti várias vezes e ele deu uma gargalhada impossível de esquecer. — Mas me fala, porque você achou que eu nunca fosse fazer aquilo?

– Porque ninguém imagina que você gosta de garotos. Ou que gosta de mim. — e deu um sorriso fraco — É estranho alguém souber e te chamar de gay. Porque você não parece gay.

– Porque eu não sou gay. — gargalhamos. — Todo mundo é um pouco gay mas... é diferente. — rimos novamente. — E eu não me importaria que me chamassem assim. Porque eu gosto de um garoto. É verdade isso. Então... não ligo muito. — sorri para ele e nos beijamos novamente.

Sem malícia ou alguma coisa parecida. Só uns beijos e dormimos depois.


*~~~~*



19 de janeiro de 2013, a noite.


Vou te contar o motivo de hoje ser o pior dia da minha vida.

Tudo começou quando minha mãe abriu a porta do meu quarto sete horas da manhã pra me acordar.

– Filho! — ouvi minha mãe falar na porta do meu quarto e batendo-a várias vezes. — Logan, acorda.

– Já vou mãe. — respondi. Olhei no pequeno relógio que estav no criado-mudo e vi que eram sete horas da manhã. Caramba, que que minha mãe quer essa hora?

Levantei com preguiça e fiz minhas higienes. Vesti um casaco qualquer que achei no quarto e desci.

Cheguei na cozinha e vi minha mãe perto de algumas malas que estavam no chão da cozinha. Uma cinco pelo menos.

– M-mãe, o q-que é isso? — eu gagejei. Eu estava nervoso, óbvio! Não bravo, mas nervoso no sentido de... Ah, você entendeu. — Pra que tudo isso? — insisti.

Ela olhou pra mim com uma cara de pena. Veio até mim e tentou me abraçar mas eu desviei.

– Pra que são essas malas mãe? — perguntei novamente. Ela olhou em meus olhos e respirou fundo antes de responder.

– Nós vamos nos mudar. — ela respondeu tranquilamente como se nada tivesse errado.

Não consegui responder.

– Eu sei que pode ser difícil pra você e...

– DIFICIL? — gritei — MÃE! QUANDO TUDO FINALMENTE DA CERTO NA MINHA VIDA VOCÊ CONSEGUE FAZER COM QUE TUDO VIRE UM MERDA. É POQUE EU TO NAMORANDO UM MENINO É ISSO? PORQUE VOCÊ TEM UM FILHO BISSEXUAL E TEM MEDO QUE DESCUBRAM? — respirei fundo antes de continuar — PORQUE MÃE? — e eu comecei a chorar.

Encostei-me na parede e escorreguei até chegar no chão.

Senti minha mãe colocar a mão em meu rosto e em seguida sussurrou:

– Me desculpe se é isso o que você pensa de mim. Eu disse que queria você feliz. E o motivo dessa mudança jamais seria o seu namoro com o Samuel. Eu consegui um emprego, Logan. E vai melhorar muito a nossa vida.

E ela parou de falar. Continuou a com a sua mão na minha e começou a acariciar os meus cabelos.

A puxei para um abraço.

– Me desculpe. — eu disse.

– Tudo bem. Sobe pro seu quarto e dorme mais um pouco. Depois eu te chamo pra arrumar suas malas. A viagem é hoje a noite.

– Mas e o Sam? — perguntei. Eu não ia deixá-lo sozinho. — Não posso deixá-lo aqui.

– Ele já sabe de tudo. Os pais dele contaram pra ele. Ele virá aqui hoje a tarde. Pra vocês se despedirem.

– Mas eu vou revê-lo novamente não vou? Eu tenho que revê-lo.

– É claro que vai. Mas por enquanto, é melhor vocês se despedirem. Não sabem quando vão se ver novamente.

Concordei mesmo com vontade de morrer.

Eu não queria deixar o Sam aqui. Ir pra outro lugar e... E o nosso namoro? Como vai ficar?

Minha cabeça estava explodindo e a única solução foi fazer o que a minha mãe disse.

Mas não consegui dormir. Fiquei rolando na cama o tempo inteiro por umas duas horas. Durante um tempo, minha mãe fiou no quarto comigo. Ela entrou e começou a falar coisas que me confortassem, mesmo achando que eu estava dormindo. Por ultimo, ela me deu um beijo na testa e disse que tudo ia ser melhor pra gente. Era o que eu esperava.

...

Sam chegou aqui as seis e meia. Ele entrou em meu quarto e não parou de me beijar durante uns cinco minutos. Quando nos separamos ele me deu o melhor abraço que eu já havia recebido.

– Eu te amo tanto. — ele repetia inúmeras vezes. — Nunca se esqueça disso.

– Não vou esquecer. — eu dizia mechendo nos seus cabelos dourados. — Nunca.

E ele selou meus lábios.

Sam estava sentado no chão encostado na minha cama. Eu estava do seu lado olhando pra ele. Ele acariciava meu rosto com um sorriso lindo estampado no dele.

– E agora? — ele disse. Provavelmente se referindo a nós dois.

– Continuaremos juntos. — eu respondi.

– Mesmo longe? — ele fez uma expressão de desgosto.

– Também não quero ficar longe de você. E não quero terminar com você por causa disso.

– Eu também não. Mas mesmo assim...

– Não confia em mim? — eu perguntei olhando em seus olhos.

– É claro que confio. — ele respondeu. — Eu te amo. Isso é tão óbvio. E clichê. — e deu aquela risada que eu ia sentir uma baita falta.

– Sabe... — comecei — Eu nunca imaginei me apaixonar por um garoto. Você sabe disso. Bom, além do mais desse garoto ser você. Mas aconteceu. A distancia não vai atrapalhar em nada. Eu vou te amar da mesma forma que eu amo hoje, e vai ser assim pra sempre.

– Você prevê o futuro? — ele brincou.

– Talvez... — eu respondi e nós rimos. — Sempre vai ser você Sam. Sempre.

Ele deu um sorriso e eu continuei:

– E sempre vai ter aquela pessoa que eu vou abraçar com todo o amor do mundo, e nunca mais querer soltar. Sempre vai ter alguém que eu vou acordar com beijos nos lábios, e sempre vai ter alguém que eu vou chamar de meu, para o resto da vida. Eu vou sempre ter o meu melhor amigo, que eu posso chamar de amor. Porque aconteceu. E eu amo você.

– Ah, mas e se... — ele tentou falar, mas o interrompi.

– E sempre será você.

E ele me beijou.

Agora você sabe. E foi isso o que aconteceu antes de eu ir pra São Paulo. E o que eu vivi no Rio, eu nunca vou esquecer.

– FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA —



Notas finais
gente, não chorem tá hauahuaha

eu vou voltar com a segunda temporada, relaxem

eu só preciso de tempo p bolar a história e os personagens novos e tals

pq n gira tudo em torno de logan e sam huahauha

se vcs leram a minha outra fic, devem ter achado estranho ambas terem Logan e Sam hauhauah mas nada é coincidência -n

enfim

é isso

repetindo, FIM DA PRIMEIRA TEMPORADA AUAUHAUH

Thysia pfvr n morra huahauh ):

ainda n sei se vou postar aqui ou em outro link :~ qlqr coisa eu atualizo aqui e posto ta bom? :3

beijos meus amores, espero que tenham gostado da primeira temporada, nhown :3