E Se Fosse Verdade?
15 Capitulo 15 - Jackie-o-Lantern
Notas iniciais
Jack's POV
Acordei com raios de sol em meus olhos, abri-os lentamente para me acostumar com a claridade, eu estava no quarto de Harry, para ser mais exato, estava na cama dele, eu havia dormido com ele. Me virei na cama e acabei ficando cara a cara com Harry, ele ainda estava dormindo,sua respiração era calma e um leve sorriso se formava nas pontas de seus lábios, ele estava tendo um bom sonho.
Após um tempo observando o outro dormindo, me levantei o mais cuidadosamente possível para não acorda-lo, então percebi que estava pelado, procurei minha roupa pelo quarto, meu moletom estava no chão do lado da cama e tive que me abaixar no chão para pegar minha calça debaixo da cama, como ela foi parar la? Quando eu estava colocando minha calça, escutei algo se remexendo na cama, Harry havia acordado
–Bom dia — disse ele meio sonolento
–Bom dia — respondi, ele então se levantou da cama, assim mostrando seu corpo nu para mim, quando ele percebeu sua nudez ele corou e voltou rapidamente para debaixo das cobertas, não consegui conter um risinho baixo — Por que tanta vergonha? Você sabe tanto quanto eu sobre o que fizemos — cheguei até ele na cama e mordisquei seu lóbulo e sussurrei uma palavra em seu ouvido fazendo-o corar novamente — Sexo
–Você já vai? — perguntou ele ainda envergonhado, enquanto eu me afastava dele em direção a janela
– Eu tenho alguns deveres para fazer, as vezes ser um guardião é um saco — disse enquanto pegava meu cajado encostado na parede do lado da janela — Mas você sabe que eu sempre irei voltar para você — e com essas palavras voei pela janela
Enquanto eu voava na direção em que o vento frio do inverno me levava, algo chamou minha atenção, uma lanterna de abobora estava no centro de uma clareira, curioso mudei minha rota até lá, quando me aproximei percebi que era uma especie de espantalho, ele vestia um grande manto preto que cobria todo o corpo e na cabeça usava uma abobora, mas desde quando espantalho se mexem?
O espantalho colocou as duas mãos na cabeça, assustado com o movimento repentino do outro já me coloquei em posição de ataque, as mãos que seguravam a abobora se levantaram retirando-a, mas envés de ficar um corpo sem cabeça, na lugar da abobora se revelaram uma cabeça humana, um rosto juvenil de uma garota da minha idade humana, seus cabelos eram longos, lisos e de um vermelho vivo e seus olhos escarlates eram tão brilhantes que até pareciam fogo, e por fim sua pele era pálida, mas não uma pele pálida congelada como a minha, era uma pele pálida fantasmagórica
– Quem é você? — perguntei para a ruiva
Ela não respondeu, apenas me deu um sorriso travesso e desapareceu em fogo, literalmente, uma coluna de fogo, que apareceu do nada, a engoliu e quando o fogo baixou ela havia sumido.
Fui até a oficina do Norte, lá estava muito agitado, afinal o Natal estava chegando, yetis e duendes corriam de um lado para o outro, alguns carregavam brinquedos, outros carregavam presentes já embrulhados e alguns outros apenas resmungavam ou reclamavam, fui até a grande sala do Norte, onde ele estava dando algumas ordens ao yeti Phil, bati duas vezes na porta já aberta para chamar sua atenção
–Ha!Jack! — disse o russo andando até mim com os braços abertos em sinal de um abraço, que por sinal se eu fosse normal eu morreria sufocado nesse abraço — Eu estou meio ocupado agora sera que pode esperar um pouco?
–Acho que posso — digo sem saber se o assunto sobre a garota ruiva era mais importante que um assunto qualquer de Natal ou não
– Bom garoto — disse ele dando uns tapinhas em minha costas
...
Um pouco? Ele disse "um pouco"? Sinceramente o Norte ta ficando velho, ele até já perdeu a noção do tempo eu fiquei 4h esperando na sala de esperar do Norte entediado e sentado, bom pelo menos na maior parte do tempo eu fiquei entediado e sentado, pois em alguns momentos eu sai para dar uma volta pela oficina e fazer alguns yetis ou duendes escorregarem em um chão congelado. Bom depois de esperar "apenas" quatro horas o espirito do natal me atendeu em sua sala, então eu falei tudo sobre meu encontro com a garota ruiva e é claro não mencionei nada entre eu e Harry.
–Hum, entendo — disse Norte pensativo — A garota que você encontrou provavelmente é Jack-o-lantern, melhor dizendo Jackie-o-lantern, nas lendas humanas o espirito é do gênero masculino, mas na verdade é feminino, bem ela é o espirito do Halloween, mas como o dia das bruxas já passou e você disse te-la encontrado no Brasil, acho melhor tomar cuidado com ela
–Tomar cuidado? Ela é um espirito maligno, tipo o Breu?
–Não, ela não é maligna, mas também não é, como dizemos "do bem", apenas é da natureza dela ser travessa e tem um humor meio negro, e aviso novamente tome cuidado com ela, desconheço de seus poderes e pelo o que eu sei suas travessuras não são feitas apenas na época do Halloween e as vezes podem ser... — Norte fez uma pequena pausa — Perigosas.
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Preocupado sobre as "travessuras" de Jackie, como é esquisto chamar alguém com o nome tão parecido com o seu, voltei novamente para o Brasil para me certificar que Harry estava bem, quando me aproximei do bairro de Harry resolvi voar baixo, pois como era o final da tarde ele provavelmente estava na rua indo pra casa e se eu voasse baixo eu poderia encontra-lo pela rua e ele me veria mais facilmente também.
Então virei a esquina que dava para a rua de Harry e me deparei com uma das, se não a, pior coisa que eu já vi em toda minha vida, era Harry, mas também não era só ele, também tinha o Max e eles estavam se beijado, um beijo de língua. Tristeza e ódio se misturavam em meu coração e então voei para o mais longe possível de lá, sem olhar para trás nenhuma vez.
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