E Se... Eu e você... 2
32 Capítulo 32
Notas iniciais
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews e pedir desculpas por não ter respondido, mas eu realmente estou sem tempo... cry... muito obrigada mesmo meu povo.
Também gostaria de pedir aos leitores fantasmas e aos recentes fantasmas (já que muitos leitores sumiram) que deixem reviews pelo menos no último capítulo com a opinião de vcs, pois isso me faria muito feliz nesse momento crazy. =)
Boa leitura.
“Dentro da escuridão, você era a luz que me iluminava.”
(For you – The Calling)
Era fim do dia quando a campainha tocou, fazendo o coração do Lucas disparar completamente, sentiu um frio na barriga e o estômago revirar, ele podia jurar que tinha milhares de borboletas fazendo uma festa rave em seu estômago, mas tentou esquecer desse fato e pensar apenas em como iria convencer o ex-namorado que não tinha nada com o Bryan.
— Acho que ele chegou. – Disse o Bryan.
Lucas foi até a porta para abri-la, o nervosismo fazendo-o tremer feito vara verde. “Preciso ficar calmo, preciso ficar calmo.” Repetia para si mesmo como se fosse um mantra. Respirou fundo e abriu a porta devagar. Sentiu a decepção tomar conta do seu corpo ao ver quem estava parado a sua frente.
A Jane o olhava com um grande sorriso no rosto. Estava linda, como sempre, mas não era ela quem ele queria que estivesse ali, não que ele não estivesse com saudades da ruiva, pois estava, mas naquele momento era o Ian quem ele queria que estivesse parado à sua frente com um sorriso de orelha a orelha, e não a ruiva de seios avantajados.
— Poxa, eu achei que você fosse ficar pelo menos um pouquinho feliz em me ver, mas vejo que estava enganada. – A ruiva disse com uma pontada de tristeza na voz.
— Não, não é isso. Eu estou muito feliz em vê-la... É só que...
— Que você preferia que fosse o Ian. – Completou a ruiva.
Lucas não respondeu, e nem precisava, estava escrito em sua testa a resposta, além do mais, ela não havia feito um pergunta e sim uma afirmação dos fatos.
— Como soube que eu estava aqui?
— Bem, o Ian me ligou e... Hum... Ele... – A Jane não sabia como dizer ao garoto a verdade, pois sabia que ele iria ficar ainda mais triste.
— Ele pediu para você vir buscar a filha dele, é isso?
— Eu sinto muito Lucas, mas ele não quer vê-lo novamente, não quer sofrer mais do que já sofreu e continua sofrendo.
— Mas Jane, eu...
— Olha, por mais que eu queira ver vocês dois juntos novamente e felizes, eu sei que você tem todo o direito de tentar ser feliz com outra pessoa e por isso eu peço que deixe o Ian no canto dele, não o faça sofrer mais do que ele já está sofrendo.
— Mas...
— Você está com outra pessoa agora Lucas, pra que ficar perseguindo ele?
— Mas eu não estou com ninguém.
— Não? – Perguntou à ruiva.
— Não.
— Mas o Ian... Ele disse que você estava namorando outra pessoa e que parecia feliz ao lado dessa pessoa.
— Não, ele entendeu tudo errado, o Bryan não é meu namorado, somos apenas amigos. Ele me ajudou quando eu cheguei à Irlanda, me deu carinho, cuidou de mim, me levou para conhecer lugares e pessoas diferentes. Ele só fez isso por amizade, não existe e nunca existiu, ou existirá nada entre a gente, eu juro.
— Então o Ian está sofrendo por nada, sem motivos? – Lucas fez que sim com a cabeça e a ruiva lançou-lhe um largo sorriso. – Bem, nesse caso, acho que você deveria vir comigo, parece que você e o Ian tem muito o que conversar.
— Eu tenho uma ideia ainda melhor. Porque você não fica aqui com a Bia por essa noite e o Lucas vai conversar com o Ian com um pouco mais de privacidade, quem sabe assim não fica mais fácil eles fazerem as pazes? – Pediu a Carla, olhando para a Jane.
— Eu não sei se é uma boa ideia. E se o Ian ficar bravo comigo por não ter levado a Bia para casa?
— Deixa o Ian comigo, eu me viro com ele depois. – Respondeu a tia do Lucas, em seguida olhou para o sobrinho e completou. – E você, vá tomar um banho e ficar ainda mais lindo, parece que você tem um encontro muito especial essa noite.
Lucas engoliu em seco, um leve tremor tomou conta do seu corpo e tudo que conseguiu fazer foi seguir as ordens da tia, só o fato de imaginar-se novamente na frente do Ian já o deixava sem ar e com o coração batendo a mil por hora.
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Ian havia acabado de sair do banho quando a campainha tocou, secou rapidamente os cabelos e em seguida enrolou-se em uma toalha e foi abrir a porta, dando de cara com o Lucas.
— Lucas? O que... O que está fazendo aqui? – Perguntou com uma expressão surpresa. Sinceramente não esperava pela visita do sobrinho.
Ao ver o Ian usando apenas uma toalha para esconder a sua intimidade, Lucas sentiu a garganta ficar seca, um desejo incontrolável de tocá-lo e beijá-lo pelo menos mais uma vez tomou conta do seu corpo. Na opinião do Lucas, o Ian estava ainda mais sexy usando apenas aquela toalha em volta do corpo e com os cabelos molhados e colados na nuca, algumas gotículas de água descendo pelo seu corpo sarado. Engoliu em seco e respondeu com a voz rouca.
— Eu... Você agora deu para atender a porta usando apenas uma toalha? – Perguntou sem conseguir esconder o ciúme do homem parado a sua frente. Lucas odiava a ideia de ter outras pessoas olhando e desejando o que lhe pertencia. Ele e o Ian podiam até estar separados, mas eles ainda pertenciam um ao outro, disso ele não tinha dúvidas.
Ian o olhou como se não pudesse acreditar. Ele estava mesmo fazendo aquela pergunta, foi o que se perguntou.
— Acho que isso não é da sua conta, não mais.
— Tudo que diz respeito a você é da minha conta. – Lucas lhe respondeu, sério.
O mais velho deu uma risada sarcástica e sem paciência, antes responder-lhe. Não conseguia acreditar que ele teve a audácia de lhe dizer aquilo depois de tudo o que ele havia visto na Irlanda.
— Você age como se nada tivesse acontecido. Qual é o seu problema? Aliás, o que você está fazendo aqui? Eu não me lembro de ter lhe convidado.
— A gente precisa conversar.
— Não temos mais nada para conversar um com o outro.
— Temos muito mais do que você imagina... Por favor, apenas me escute.
— Não tenho tempo para isso. Por favor vá embora e me deixe em paz, estou cheio de livros para estudar.
— Ian... – Lucas falou enquanto entrava no apartamento sem ser convidado e fechava a porta atrás de si.
— Olha Lucas, eu quero que você seja feliz e se a sua felicidade está ao lado daquele cara, tudo bem, eu já aceitei a sua decisão e você tem todo o direito de ser feliz ao lado de quem quer que seja a sua escolha, mas não me peça para ser amiguinho dele, para ser seu amigo, porque isso eu não posso fazer nesse momento. Eu sei que você já sofreu muito por minha causa e vice-versa e por isso eu desejo a você toda a felicidade do mundo, mas por favor, esqueça que eu existo... Por tudo pelo que já vivemos juntos, pelos tempos felizes, eu te peço, me deixe em paz. Me deixe tentar ser feliz também. Acho que... Que depois de tudo pelo que eu já passei, eu também mereço ser feliz e para isso eu preciso de paz e muita, muita distância de você.
— Ian, você entendeu tudo errado...
— É mesmo, e posso saber o que eu entendi errado?
— Eu e o Bryan, nós não... Porque não falou comigo naquele dia? Porque veio embora sem ao menos tentar saber quem ele era?
— Eu não precisava perguntar nada para ter certeza do que estava acontecendo... Eu vi a maneira como vocês se olhavam, como se abraçaram e riram juntos. Eu estava sobrando e por isso vim embora.
— Não, você não estava.
— Estava sim e você sabe disso.
— Por que você é tão teimoso?
— Olha quem fala, como se você fosse à pessoa mais flexível desse mundo.
— Olha, eu não vim aqui para discutir com você sobre quem é mais teimoso, mas para falar sobre nós, sobre o que sentimos um pelo outro.
— Eu já disse que não tenho mais nada para falar com você sobre isso, agora, por favor, vá embora porque o seu namoradinho deve estar se sentindo solitário há essa hora. – Ian disse enquanto ia até a porta, abrindo a mesma e dando passagem para o Lucas.
O garoto caminhou até a porta, mas ao contrário do que o Ian imaginava, o Lucas não saiu pela porta, pelo contrário, ele pegou a mesma e puxou com tudo, fechando-a com força, o que acabou assustando o Ian.
— Qual é o seu problema? – Ian gritou após o susto inicial.
— Qual é o seu problema? – Lucas rosnou de volta. – Por que você não desarma pelo menos alguns minutos e me escuta? Por favor. Em nome de tudo que já vivemos juntos. – Pediu.
Ian o olhou por alguns segundos e depois sentou-se no sofá mais próximo.
— Seja rápido, pois eu não tenho a noite toda. – Disse sem conseguir olhar nos olhos do sobrinho.
— Antes de mais nada, me perdoa por ter ido embora sem me despedir?! Eu estava tão deprimido e com raiva da minha falta de sorte que eu não pensei direito. Não pensei o quanto aquela atitude egoísta iria fazê-lo sofrer e, eu realmente sinto muito por isso.
Ian o olhou nos olhos e viu sinceridade nos mesmos. Embora ainda estivesse bravo com o garoto, não podia deixar de admirar o fato de ser tão fácil saber quando o Lucas estava sendo sincero.
— Com relação ao que você viu na Irlanda, bem, não é nada do que você está pensando. O Bryan é apenas um amigo. – Ian ameaçou dizer algo, mas o Lucas o impediu. – Apenas me escute, por favor. Depois que eu disser tudo que eu tenho para dizer, aí você decide se acredita, ou não. – Pediu e o mais velho achou melhor escutar o que ele tinha a dizer.
— Está bem. Então diga logo, pois como eu já disse antes, não tenho a noite toda para você.
— Naquele dia que você nos viu abraçando, não foi nada do que você pensou, o Bryan só estava feliz e comemorando o fato de ter conseguido uma bolsa de estudos em uma das melhores universidades de direito da Irlanda. – Olhou com receio para o tio e depois continuou. – Ele só deu aquele abraço em mim porque eu concordei em ir com ele e as suas irmãs comemorar em um bar muito conhecido na Irlanda. É um bar bem bacana, com direito a música ao vivo e muita gente bonita. Ele achou que eu estava precisando me divertir um pouco e quem sabe conhecer alguém legal, sair da depressão.
— E você quer que eu acredite nisso?
— É a mais pura verdade. Eu juro.
— Eu não sou idiota, Lucas.
— Eu sei que não, mas se você não acredita em mim, então pergunte a ele. Ian, o Bryan está apaixonado por outra pessoa. Talvez o que ele sinta por essa pessoa não seja tão forte quanto o que eu sinto por você, mas é forte o bastante para fazê-lo viajar até o outro lado do oceano para lutar por ela.
— Ela?
— É.
— E “ela” também é irlandesa? – Perguntou com sarcasmo na voz e fazendo aspas com os dedos no momento em que falou a palavra “ela”. Ian não tinha certeza se acreditava naquele papo furado.
— Não, é alguém que nós conhecemos muito bem, alguém que eu gosto muito e que merece ser muito feliz.
— Quem?
— A Jane.
— A Jane? Você está brincando comigo né? Pare de zoar com a minha cara.
— Estou dizendo a verdade. Ele quase surtou quando a viu nas fotos e nos vídeos que eu havia levado. Aposto que nesse momento ele deve estar jogando todo o seu charme em cima da nossa querida e amada ruiva de seios fartos.
— Então ele é heterossexual? – Ian perguntou com uma pitada de esperança na voz.
Lucas deu um sorriso tão lindo e os seus olhos brilhavam tanto que o Ian podia jurar que era dia e não noite, e que naquele exato momento, o sol estava iluminando apenas aquele belo rosto e mais nada a sua volta. “Ele é tão lindo que deveria ser proibido a sua existência. Não é justo com os outros pobres mortais que não é dotado de tanta perfeição.” Ian disse para si mesmo em pensamentos, mas no fundo agradecendo a Deus por ele existir e por deixá-lo fazer parte da sua vida.
— Sim.
— Então não existe a menor possibilidade de vocês dois...?
— Não.
— E durante esse tempo você não ficou com ninguém? – Perguntou o mais velho.
Lucas engoliu a seco e sentiu o seu corpo tremer devido ao súbito nervosismo que tomou conta de cada parte do seu ser ao ouvir a pergunta do ex-namorado.
— Eu... – O mais novo olhou para os próprios pés antes de responder a pergunta. Tinha medo de olhar nos olhos do Ian e ver decepção ou ódio nos mesmos. – Eu achei que se eu ficasse com outras pessoas ficaria mais fácil te esquecer, mas não funcionou como eu imaginava, na verdade foi um desastre total. Eu... – Olhou para o Ian e o que viu lhe deixou ainda mais nervoso, era quase possível ver chamas no lugar dos olhos do tio. Ele tinha certeza que se não se explicasse o mais rápido possível, o Ian iria cuspir fogo ao invés de palavras e provavelmente iria expulsá-lo do apartamento abaixo de pontapés. – Eu tentei ficar com uma garota, mas eu não consegui e, quando eu tentei ficar com um homem... – Viu quando o Ian inspirou fundo enquanto fechava as mãos com força. – Eu também não consegui. Eu só conseguia ver você em todas as pessoas com quem eu tentava ficar. Eu juro. Eu não consegui, Ian. É como se você fosse um carma em minha vida, por mais que eu tente esquecê-lo, eu não consigo. Eu nunca quis ninguém tanto quanto eu quero você. Eu te amo tanto que chega a doer aqui dentro. – Disse enquanto colocava a mão sobre a região onde se encontrava o coração.
Ian o olhava sério. Ainda estava bravo com a história de ele ter saído com outras pessoas, mas as últimas palavras do menor lhe fizeram se sentir um pouco melhor.
— Você os beijou? – Perguntou sério.
— Ian...
— Responde. – Falou com os dentes cerrados, sem conseguir esconder o ciúme que sentia do sobrinho.
— Sim. – Respondeu nervoso, a voz saindo em um sussurro.
Ao ouvir a resposta do sobrinho, ele simplesmente teve vontade de socá-lo, mas ao invés de bater no Lucas, Ian pegou um vaso próximo de onde estava e o jogou com força na parede, fazendo o mesmo partir-se em milhares de fragmentos. O que fez com que o menor fechasse os olhos e se encolhesse onde estava.
— Porra, Lucas. – Gritou.
— Desculpe. Eu não sabia mais o que fazer. Eu... Eu só queria voltar a ser feliz. Me perdoe, por favor? – Suplicou entre soluços.
- Você é meu. Está me ouvindo bem? Você é meu. Só meu e de mais ninguém. — Gritou enquanto ia até o sobrinho e o prendia contra a parede, beijando-o de maneira um pouco selvagem logo em seguida, sendo imediatamente correspondido pelo menor que parecia não acreditar no que estava acontecendo.
Ian o beijava com força, desespero e paixão. Queria ser gentil, mas simplesmente não conseguia, não naquele momento em que a saudade e o ciúme estavam dominando o seu corpo. O Lucas era seu e não iria permitir que ninguém lhe roubasse o garoto.
— Você. É. Meu. – Ian repetiu lentamente para o garoto, após separarem do beijo para poderem respirar.
— Sim. Eu sou apenas seu e de mais ninguém. Apenas seu. Sempre. – Lucas respondeu ofegante antes de ter os lábios mais uma vez atacado pelos lábios do maior.
Ian segurou o menor pelo quadril, levantando-o e em seguida sentiu as pernas do mesmo envolvendo o seu corpo, prendendo a si como uma trepadeira se prende a um tronco de árvore.
O mais velho andou até o sofá e sentou no mesmo, deixando o menor sobre si enquanto continuavam com os beijos. Imediatamente Ian retirou a camisa do Lucas e começou a distribuir beijos da mandíbula até a clavícula do Lucas, em seguida fazendo o processo inverso, mas ao invés de beijos ele distribui leves mordidas e chupões, queria marcar o seu território, deixar bem claro para todos que o garoto já tinha dono, um dono muito possessivo, diga-se de passagem.
Lucas gemia alto a cada toque do namorado, ao que aproveitou para se aproveitar o máximo que podia daquele corpo maravilhoso que o Ian possuía. Começou a deslizar as suas mãos pelo tórax e abdome do mais velho. Ao chegar à parte onde se encontrava o membro do Ian, Lucas fez questão de apertar com um pouco de força, fazendo o outro gemer alto e segurar forte os seus cabelos, puxando a sua cabeça para trás, deixando livre o seu pescoço para que pudesse fazer o que bem entendesse. Sentiu o coração dar um salto no momento em que o mais velho enfiou a mão dentro da sua calça e acariciou o seu membro, isso foi o bastante para fazê-lo quase gozar de tanto prazer que sentiu.
— Ian...
— Me promete que nunca mais vai me deixar. – Ian pediu em um sussurro, os lábios próximos ao ouvido do menor, fazendo-o se arrepiar até o último fio de cabelo. – Promete.
Lucas afastou um pouco a cabeça, o suficiente para poder olhar nos olhos do mais velho e depois respondeu com a voz grave. – Nunca. Eu juro. Nunca mais irei a lugar algum sem você. Nunca mais. – Repetiu antes de voltar a beijar o namorado com paixão.
Lucas estranhou quando o Ian separou os lábios de ambos e olhou para a porta.
— O que foi? Está esperando alguém? – O mais novo perguntou sem conseguir esconder o ciúme.
— Jane. Ela já deve estar chegando com a Bia.
Lucas deu um sorriso conspirador antes de responder, o que deixou o Ian intrigado.
— O que foi? – Perguntou o mais velho.
— Ela não vem hoje.
— Como assim, não vem?
— A tia Carla a convenceu a dormir na casa dela hoje.
— Hã? Mas...
— Ela no início não queria aceitar porque estava com medo de você ficar bravo, mas a tia Carla disse que depois se virava com você e que essa era a minha única oportunidade de me reconciliar com você, aí a Jane resolveu aceitar a proposta dela. – Respondeu com um sorriso nervoso. – Não está bravo, está?
— Não, eu não estou. Não mais. – Ian respondeu com um sorriso de canto, voltando a beijar o menor. Queria descontar o tempo atrasado e beijar cada minúscula parte do corpo do sobrinho. Queria fazer amor com ele à noite toda, sem medos, sem tensões, sem incertezas. Queria sentir o calor do corpo do Lucas colado ao seu e poder ver o seus olhos verde jade que tanto amava se abrindo e o sorriso radiante do namorado ao acordar.
O menor segurou a parte da toalha que estava prendendo a mesma ao corpo do Ian e a soltou, liberando o membro do mais velho, agarrando com uma das mãos logo em seguida e começando uma masturbação que estava enlouquecendo o Ian.
— Você me deixa louco. — Ian sussurrou em seu ouvido.
— Eu sei. – Lucas respondeu, nenhum pouco modesto, o que fez o mais velho soltar uma gargalhada e em seguida deitá-lo no sofá de modo que ficasse entre as pernas do mesmo, foi descendo os beijos e mordidas, dando uma certa atenção nos mamilos do menor, pois sabia que ali era um dos pontos fraco do sobrinho. Ele sempre ficava enlouquecido quando o Ian o tocava naquela parte e isso era realmente excitante. Ian retirou os tênis e as meias do Lucas, em seguida retirou a calça e a cueca de uma só vez. Voltou a beijar o garoto, descendo cada vez mais os beijos, passando direto pelo membro do Lucas e tocando com a língua no orifício tão apertado, mas que ele simplesmente amava. Viu quando o corpo do Lucas tremeu com o contato da sua língua e isso foi o bastante para estimulá-lo a continuar o que havia planejado. Continuou lambendo sem parar, fazendo o menor gemer cada vez mais alto e projetar o seu corpo de encontro com a língua quente e molhada que o estava fazendo ir à lua e voltar, uma, duas, três, mil vezes seguidas.
Quando o Lucas achou que não podia melhor, eis que o Ian resolve mudar de alvo, abandonando o orifício do menor e dando a devida atenção que o membro completamente duro do garoto merecia. Começou a sugar levemente, apenas a glande, para em seguida enfiar tudo na boca e ir sugando forte conforme ia retirando-o da boca para depois fazer todo o processo várias vezes seguidas. Introduziu um dedo dentro do menor enquanto continuava a sugá-lo com força e, após alguns minutos, introduziu mais um dedo e depois outro, fazendo com que ambos gemessem alto.
— Eu não aguento mais esperar, preciso entrar em você agora. – Sussurrou no ouvido do Lucas antes de morder o lóbulo da orelha do mesmo.
— Hum... Eu também não aguento mais esperar. Quero você agora. Por favor.
Ian não pensou duas vezes, retirou os dedos do canal apertado do sobrinho e substituiu pelo seu membro que já estava a ponto de explodir. – Você está ainda mais apertado do eu imaginava. – Disse com a voz rouca de desejo. – Disse enquanto ouvia o gemido do Lucas, que era um misto de dor e prazer.
Começou a movimentar-se lentamente dentro do garoto, fazendo ambos gemer cada vez mais alto. Foi aumentando os movimentos, entrando num ritmo frenético. Os corações batendo a mil por hora. Quando o Lucas estava quase explodindo em um orgasmo maravilhoso, Ian saiu de dentro dele, o pegando completamente desprevenido e o deixando desapontado por não conseguir atingir o seu primeiro orgasmo após meses de abstinência.
— Fica de quatro pra mim. – O mais velho pediu olhando nos olhos verde jade do namorado. Lucas nem sequer pensou no assunto, simplesmente virou-se no sofá e ficou na posição que o namorado havia pedido, como um bom menino. Ian quase gozou apenas por olhar a paisagem a sua frente, e que paisagem, diga-se de passagem. O garoto de quatro e com as partes íntimas totalmente expostas conseguia ficar ainda mais sexy, segundo a sua opinião. Deu alguns beijos e lambidas na bunda durinha do Lucas e logo depois voltou a penetrá-lo enquanto distribuía beijos molhados por todo o trajeto da coluna do mais novo, voltando a movimentar-se dentro do mesmo em seguida, dessa vez aumentando ainda mais o ritmo das estocadas, tanto que o sofá chegava a balançar com o ritmo frenético das investidas do Ian dentro do Lucas.
As suas mãos que se encontravam uma de cada lado do quadril do Lucas, o segurava com força para que não fosse projetado para frente devido as fortes estocadas. Ian desceu uma das mãos e segurou firme o membro do namorado, masturbando-o cada vez mais rápido. Quando o Lucas estava quase gozando novamente, o Ian resolve sair de dentro dele mais uma vez, fazendo-o resmungar alto dessa vez.
— Não fique bravo, você vai gozar logo, eu prometo. – Ian disse com um sorriso travesso no rosto.
— Posso saber o porquê desse sorriso de quem acabou de aprontar ou vai aprontar em breve? – Lucas perguntou desconfiado, a voz saindo em um sussurro.
— Espera um segundo, eu já volto. – Respondeu antes de sair praticamente correndo até o quarto.
— Ian? – Lucas gritou, mas o namorado já havia desaparecido no corredor. Após um curto período de tempo, ele voltou com uma sacola não mão, uma sacola que o Lucas reconheceu imediatamente, uma sacola que lhe deixava nervoso, mas ao mesmo tempo muito excitado.
— Deita e abre bem as pernas. – Pediu olhando para o sobrinho. Em seguida abriu a sacola e pegou de dentro dela um brinquedo erótico. Um dos brinquedos que ele havia comprado para eles usarem durante suas tórridas noites de sexo selvagem, mas que não tiveram a oportunidade de usar.
Lucas engoliu em seco e depois fez o que o maior pediu, abrindo bem as pernas enquanto olhava para o objeto que parecia um cordão de pérolas, mas ao invés de pequenas pérolas, ele possuía várias bolas com aproximadamente o tamanho de uma ameixa. Ian lubrificou bem cada bola e em seguida aproximou da entrada do namorado, olhando-o antes de iniciar a penetração.
— Se doer muito me avisa que eu paro. Está bem? – Falou com uma voz doce enquanto beijava o pescoço do Lucas e acariciava o seu membro.
— Ok! – Respondeu o menor com um fio de voz. A curiosidade, o medo e a excitação lhe deixando cada vez mais ansioso.
Ian começou a penetrar a primeira bola, arrancando um gemido de dor do sobrinho. “Caramba, isso dói, mas...” Não sabia ao certo o que estava sentindo no momento, mas tinha certeza que a sensação não era ruim.
— Está tudo bem aí? – Ian perguntou um pouco preocupado. Não queria machucar o namorado, pelo contrário, queria que ele tivesse a melhor noite de sexo da sua vida, que ele sentisse prazer como nunca havia sentido em toda a sua vida. Lucas apenas balançou a cabeça positivamente, a sua voz se recusava a sair naquele momento.
Ian enfiou uma segunda bola e depois uma terceira, arrancando gemidos cada vez mais altos por parte do namorado.
Lucas começou a se acostumar com a sensação de ser invadido por aquelas bolas que tinham mais ou menos a mesma circunferência do membro do Ian e, a sensação estava ficando cada vez melhor. “Eu poderia me acostumar facilmente com essas bolas dentro de mim.” Foi o pensamento que passou pela sua cabeça ao sentir a sexta e última bola entrando no seu orifício apertado devido aos meses sem sexo.
Ian o olhou com curiosidade após penetrá-lo com a última bola, queria saber como ele estava, se estava com dor, ou não.
— A vendedora do sex shop disse que você pode sentir um pouco de dor na hora de sair, assim com sentiu quando eu as inseri dentro de você, mas segundo ela, você vai sentir muito mais prazer do que dor. Ela disse que você vai sentir um prazer maior que qualquer outro que já tenha sentido antes. — Ian dizia enquanto beijava o corpo do sobrinho, fazendo-o se contorcer e consequentemente fazendo as bolas se mexerem dentro de si, o que o fez soltar um gemido tão alto de prazer que provavelmente todos os vizinhos devem ter escutado. – Vamos ver do que essas bolas são capazes de fazer. – Ian falou antes de voltar a dar atenção para o orifício que abrigava as seis bolas pretas.
Segurou a pequena corda que as prendia e em seguida puxou lentamente, vendo com satisfação a primeira bola sair junto com um gemido de prazer do Lucas ao sentir a bola massageando a sua próstata. A dor também estava presente, mas era praticamente insignificante quando comparada ao prazer que estava sentindo.
Ian puxou novamente a corda, fazendo com que saísse a segunda bola junto com mais um gemido do Lucas.
— Huuuum... – O gemido do menor saindo cada vez mais rouco e alto.
O mais velho foi puxando uma a uma, até não ter mais nenhuma dentro do Lucas. Durante todo o processo de retirada das bolas ele revezava entre vê-las saindo de dentro do namorado e olhar a sua expressão de prazer. Era algo realmente excitante e que o estava deixando a ponto de explodir.
Sem pedir permissão, Ian deitou sobre o namorado e o penetrou novamente, iniciando os movimentos de vai e vem logo em seguida, penetrando cada vez mais forte e fundo, fazendo com que o Lucas se agarrasse ao seu corpo como uma trepadeira, passando os braços em volta do seu pescoço e as pernas em volta do tronco do Ian.
Lucas sentiu um calor ainda maior subindo por toda a extensão do seu corpo no momento em que os dedos do Ian seguraram com força o seu membro, iniciando uma masturbação deliciosa que juntando com a sensação de ser preenchido por completo o estava enlouquecendo. Não aguentando mais se segurar, ele acabou explodindo nas mãos do Ian, sujando o abdome de ambos. O mais velho o imitou logo em seguida, preenchendo o canal do mais novo com o seu líquido quente.
Permaneceu por alguns segundos com a cabeça enfiada na curva do pescoço do Lucas, apenas sentindo o seu cheiro inebriante enquanto tentava normalizar a respiração e as batidas do seu coração.
Levantou a cabeça para olhar para o Lucas e ao ver a expressão de satisfação e de apaixonado do garoto, acabou não resistindo e lhe cobriu a boca com a sua, lhe roubando um beijo de cinema, mesmo sabendo que naquele momento ambos realmente precisassem respirar.
— Eu te amo tanto. – Confessou com os lábios ainda grudados nos lábios do sobrinho.
— Eu também te amo muito. Te amo mais que tudo nesse mundo. – Ian deu um sorriso largo de felicidade e depois fez a pergunta que estava lhe matando de curiosidade.
— O que achou das bolas? – Ian perguntou, não aguentando mais de tanta curiosidade.
— O que eu achei? – Lucas perguntou, fazendo suspense com a sua resposta.
— Sim, o que você achou?
— Eu acho que vamos ter que usá-las mais vezes, assim como temos que experimentar os outros brinquedos o mais rápido possível. – Respondeu envergonhado.
Ian deu um sorriso radiante e em seguida o beijou com paixão.
Ficaram calados por alguns minutos até que o Lucas resolveu quebrar o silêncio.
— Obrigado!
— Hum? Pelo que?
— Por tudo. Por ter me esperado. Por me perdoar. Por me amar. Por amar tanto a minha mãe que até deu o nome dela a sua filha. Obrigado.
— Não precisa agradecer Lucas. Eu te esperei e te perdoei por ter me deixado porque eu te amo muito e, quanto a Bia, eu dei o nome dela a minha filha por vários motivos. Primeiro, porque é um nome realmente bonito. Segundo, porque ela foi uma mulher extraordinária. Terceiro, porque ela não era apenas a minha irmã, era uma das pessoas que eu mais amava nesse mundo. A Bia me ensinou tudo que eu sei hoje, ela foi muito mais que uma irmã, ela foi a minha professora, a minha mãe, minha amiga, ela foi tudo em minha vida. Quarto e talvez o motivo mais importante, porque ela me deu você, o homem que eu amo e uma das pessoas mais importantes da minha vida. Eu vou estar sempre em débito com ela, não importa quantos anos eu sobreviva e quantos desejos dela eu realize, sempre vou ter uma dívida com ela.
— Uau... Acho que essa foi à coisa mais linda que alguém já disse sobre a minha mãe. Obrigado. – Ian não disse mais nada, apenas o beijou nos lábios com carinho.
Após alguns minutos de beijos intermináveis, Ian finalmente se separou dos lábios do sobrinho para dizer que precisavam de um banho, pois ambos estavam grudentos de suor e esperma, o que fez o menor sorrir feliz, sim, ele estava todo grudento e com esperma em seu abdome e saindo de dentro do seu orifício anal, mas não se importava, pois era o esperma dele, esperma do homem que amava que estava saindo de dentro de si. Estava tão feliz por estarem juntos novamente que ele não se importava de ficar ainda mais grudento do que estava. Deixou-se ser guiado pelo Ian até o banheiro onde tomaram banho juntos e mais uma vez fizeram amor.
oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo
— O Pedro ligou para dizer como está a sua vida na Irlanda? – Ian perguntou ao Lucas enquanto assistiam o DVD da Galinha Pintadinha junto com a Bia. Já fazia pouco mais de um mês desde que o loiro havia viajado para a Irlanda para fazer um ano de intercâmbio. Iria ficar na casa que o Lucas morava, mas como ele não tinha dinheiro para bancar todas as despesas e o James, amigo do Lucas também estava procurando um lugar para morar, já que havia sido praticamente despejado do seu antigo apartamento, o Lucas os convenceu a dividirem o mesmo ambiente.
— Sim. Parece que ele e o James estão começando a se entender melhor agora.
— Eu não entendo o porquê de eles terem ficado com implicância um com o outro, afinal, esse tal de James não é o cara por quem o Pedro estava apaixonado?
— Sim, é ele mesmo. – Lucas disse com um meio sorriso. – Parece que o Pedro não gostou muito da namorada do James e por esse motivo ficava implicando com ela e o James não gostou das provocações do Pedro, mas ao que parece, eles estão começando a se entender melhor depois que o James o flagrou aos beijos com um loiro de olhos cinzentos, segundo o Pedro, ele ficou possesso e colocou o loiro para correr abaixo de porrada.
— E depois? O que aconteceu?
— Depois, bem, depois ele negou que estivesse com ciúmes, mas quando viu o Pedro ao telefone com o tal gostosão, como o Pedro o chama, aí a casa caiu e o James mandou a sua heterossexualidade ir pastar, pegando o nosso amigo de jeito na parede da sala. — Completou com um sorriso sacana no rosto, fazendo o Ian gargalhar alto.
— Aquele loiro não é fácil hein. – Ian falou entre uma gargalhada e outra.
"Viver sem você não é viver... É apenas existir."
(Autor desconhecido)
Notas finais
Prometo que tentarei fazer um epílogo, por isso, fiquem atentos que em breve postarei (assim q tiver um tempinho... rs).
Espero o review e TODOS, inclusive dos leitores FANTASMAS... u.u
Se alguém quiser recomendar irei ficar imensamente feliz.
bjooooooooooos e prometo que irei tentar responder pelo menos os reviews do último capítulo.
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