E Se... Eu e você... 2
26 Capítulo 26
Notas iniciais
Como prometido, recebi uma recomendação e por esse motivo estou postando capítulo novo, mesmo tendo recebido tão poucos reviews... ç.ç
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews e desejar um FELIZ NATAL e um ANO NOVO com muita paz, amor e saúde na vida de todos vocês.
Agradecimento especial ao 'Daniel' pela linda recomendação... eu realmente amei... muito obrigada pela "mente brilhante", embora eu ache que esteja longe de ter uma mente brilhante, enfim... amei, amei, amei a sua recomendação e por isso dedico esse capítulo especialmente a você.
Boa leitura e Feliz Natal.
– Fernanda? O que faz aqui? – Ian perguntou.
– Eu preciso conversar com você, Ian. Em particular. – Falou a mulher em tom autoritário.
– Não tenho nada para falar com você, Fernanda. – Ian respondeu irritado com presença da mulher que tanto lhe havia causado problemas.
– Mas eu sim e, já que você prefere assim, eu falo na frente do seu amante. – Respondeu a mulher em tom de deboche.
– O Lucas não é meu amante. Ele é o meu namorado. – Respondeu áspero.
– Que seja. Tanto faz... O que importa é que você fique sabendo logo de uma vez.
– Então fala logo porque não temos a noite toda. – Dessa vez quem respondeu foi o Lucas.
– Eu estou grávida. – Respondeu a mulher enquanto via com prazer a surpresa nos rostos do casal de namorados.
– Isso é algum tipo de brincadeira de mau gosto? – Perguntou Ian.
– Estou com cara de quem esteja brincando?
– Você não pode ter feito isso? Você não seria tão baixa.
– Eu não fiz nada, Ian. Aconteceu. – Disse enquanto fazia uma cara de ofendida.
– Aconteceu? ACONTECEU? — Ian gritou, perdendo toda a paciência que restava. — Eu confiei em você e você me enganou. Eu queria usar camisinha, mas você disse que não precisava porque estava tomando pílula, quando na verdade não estava e o idiota aqui caiu direitinho no seu plano.
– Ian...
– Eu achei que você fosse minha amiga, mas tudo o que você queria era uma forma de me prender a você. Um filho Fernanda? Acha que eu vou deixar o Lucas para ficar com você só porque está grávida? Se é que esse filho é mesmo meu.
– Eu não admito que você desconfie do meu caráter, da minha lealdade a você, do meu amor por você.
– Você chama isso de ter caráter, de lealdade? Você tem coragem de chamar isso de amor? Você é doente, deveria se tratar.
Lucas permaneceu parado perto da porta apenas observando a discussão dos dois, estava mortificado, simplesmente não conseguia acreditar no que estava acontecendo. Seria possível que a sua vida sempre seria daquele jeito? Que ele nunca conseguiria ser feliz por mais que algumas semanas, ou meses. Olhava os dois discutindo e por mais que tentasse abrir a boca e falar um monte de verdades para a Fernanda, por mais que quisesse muito fazer isso, simplesmente não conseguia. Parecia que havia perdido a voz, ou que houvesse lhe roubado a língua, pois não era capaz de dizer uma palavra sequer.
Sentiu as pernas fraquejarem e se obrigou a andar até um dos sofás e sentar antes que caísse e acabasse se sentindo ainda mais humilhado do que já se sentia. Olhou para o Ian e o que viu foi um homem enfurecido, capaz de matar alguém apenas com um olhar.
–Eu exijo um teste de DNA. Não vou assumir um filho que eu não tenho certeza que seja meu.
– Por mim tudo bem.
– Ótimo, vou procurar o meu advogado e pedir que entre em contato com você para que façamos o exame de DNA e, se esse filho for mesmo meu, eu irei assumi-lo e dar a essa criança tudo que ela precisar.
– Quando sair o resultado do teste de DNA e eu conseguir provar que esse filho é seu, eu não vou querer que você o assuma e me dê uma mesada.
– O que quer dizer com isso? Se não quer que eu o assuma e lhe dê uma mesada, o que quer então? – Perguntou um confuso Ian.
– Ela quer muito mais que isso Ian. – Lucas lhe respondeu em um fio de voz. Ian o olhou ainda confuso, mas... Ao ver as lágrimas correrem pelo belo rosto do namorado, Ian compreendeu o que ele estava lhe dizendo.
– Não... – Sussurrou de volta para o namorado.
– Ela quer se casar com você, Ian. Esse sempre foi o plano. Desde o início.
– Não. Não. NÃO. Eu não vou deixar o Lucas para casar com você. Você deve ter bebido para achar que eu iria fazer uma loucura dessas. Só existe uma pessoa nesse apartamento capaz de me levar ao altar e, esse alguém não é você. Enfia isso nessa cabeça doente de uma vez por todas. Eu amo o Lucas.
– Ou você se casa comigo, ou nunca vai conhecer o seu filho. A escolha é sua.
– Está me ameaçando?
– Entenda como quiser, o recado está dado. Quando falar com o seu advogado me procure. – Disse a mulher antes de pegar a bolsa e sair, batendo a porta em seguida.
– Ela conseguiu. Aquela desgraçada finalmente conseguiu o que queria. – Lucas praticamente gritou a última frase.
– Lucas! Não, eu não vou me casar com ela. Eu não vou perder você novamente por causa dela. Eu pertenço a você. Pertencemos um ao outro. Lembra?
– Eu não posso lutar contra um filho Ian. É uma briga injusta. Eu nunca vou poder competir com um filho.
– Do que você está falando? O fato de a Fernanda estar grávida não muda em nada o que sentimos um pelo outro.
– Eu sei que não, mas também não significa que ela vá gostar da ideia de me ter por perto.
– Ela não tem que gostar de nada. Eu o amo e não vou me casar com aquela maluca. Se eu for me casar com alguém algum dia, esse alguém será você,
– Acabou Ian. O sonho acabou. O nosso mundinho feliz está desmoronando. Porque não consegue perceber isso?
– Não precisa ser assim. Pelo amor de Deus Lucas, nós nem sabemos se esse filho realmente é meu. Ela pode estar blefando. Esse filho pode não ser meu, ela pode nem mesmo estar grávida.
– Ela não seria tão idiota a ponto de vir até aqui se não estivesse realmente grávida de um filho seu. Hoje em dia existem milhares de recursos para saber quando uma mulher está grávida e quem é o pai. Existe exame de DNA que é feito quando a mulher está com apenas dois meses de gestação.
– Eu sei Lucas, mas...
– Não tem mais, Ian. Ela venceu. Depois de tudo pelo que passamos para ficarmos juntos, ela venceu. Sempre tem alguém em nosso caminho, nos impedindo de ficarmos juntos, nos impedindo de sermos felizes.
– Olhe pra mim Lucas. – Ian disse enquanto segurava o namorado pelo ombro. – Eu não vou perder você novamente. Eu não quero um filho. Eu quero você. Eu quero ser feliz.
– Eu também não quero perder você, mas essa briga eu já perdi.
– Não Lucas, você não vai me deixar. Eu não vou deixar você sair da minha vida novamente. Vamos ficar juntos. Eu não vou deixar aquela louca atrapalhar a nossa vida mais uma vez.
– Ela já conseguiu Ian.
– Eu não vou embarcar nessa loucura da Fernanda. Nem mesmo sabemos se esse filho é meu e, mesmo que seja eu não vou me casar com ela. Não vou me casar com a Fernanda só porque ela está esperando um filho meu, isso é, se ela realmente estiver carregando um filho meu em sua barriga.
– E eu não vou ficar com você sabendo que amanhã ou daqui um ano, você vai me culpar por ter perdido o seu filho, isso sem falar que eu não irei conseguir conviver com esse peso na consciência.
– Está querendo me dizer que vai me deixar, é isso?
– Estou querendo dizer que se esse filho for realmente seu... – Fechou os olhos antes de continuar. – Se esse filho for realmente seu, não irei ficar no caminho de vocês. Não irei lhe roubar o direito de ser pai. – Completou com lágrimas nos olhos
– Eu não quero um filho... Eu quero você. Quantas vezes vou precisar repetir isso?
– Você pode não querer agora, mas eu sei que se você perder esse filho, com o tempo você vai acabar se arrependendo e, o que é pior, vai acabar me culpando.
– Eu não vou fazer isso. Não vou.
– Vai sim, nós dois sabemos que você vai. Você sempre foi apaixonado por crianças. Sempre sonhou em ser pai e ela está te dando essa oportunidade. Ela esta lhe oferecendo algo que eu nunca poderei lhe dar.
– Se o problema é ter um filho, nós podemos adotar, ou conseguir uma barriga de aluguel. Hoje em dia milhares de pessoas fazem isso.
– Não será a mesma coisa.
– Não me deixe novamente. Eu preciso de você. — Ian disse enquanto segurava o rosto do namorado e lhe beijava a testa em um gesto de carinho, mas que demonstrava o quanto amava o garoto à sua frente.
Ao longe, escondida na penumbra que havia se tornado o corredor, estava a Jane, observando o sofrimento dos amigos. Queria poder ajudar, mas não sabia como fazer isso. Voltou para o quarto e começou a pensar em uma maneira de virar o jogo e tirar a Fernanda de uma vez da vida dos dois. Não sabia como, mas sabia que iria fazer com que aqueles dois conseguissem ser felizes.
Notas finais
Capítulo novo agora só depois do natal, isso é, se tiver pelo menos 15 reviews... sou má... u.u kkkkkkkkkkkkkkk
Bjos e até o próximo capítulo.
Mais uma vez, Feliz e Natal e próspero Ano Novo para todos.
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