E Se... Eu e você... 2
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Desculpe demorar tanto para postar, mas eu estou toda enrolada... ç.ç
Gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews e dizer que eu tentei responder o máximo de reviews q pude... continuarei tentando responder o máximo possível. =)
Gostaria de agradecer especialmente 'Hanyaan'... espero que não esteja mais triste comigo por não ter mencionado o seu nome antes. G_O
Boa leitura.
Ao chegar onde sabia que iria encontrar o moreno de olhos verdes, Pedro o avistou sentado na areia olhando para o mar, o garoto parecia estar realmente concentrado nos movimentos repetitivos das ondas causados pelos ventos. Ficou alguns minutos observando o dono dos seus pensamentos e suspirou alto antes de caminhar em sua direção, pois sabia que toda vez que o Lucas ia até aquele lugar, ou ele estava triste por causa do Ian, ou, estava simplesmente pensando nele. Aquele era o lugar onde ambos costumavam ir quando ainda estavam juntos e trazia boas lembranças ao garoto de olhos verdes. Odiava vê-lo sofrer por causa do outro, o queria apenas para si, queria habitar cada pensamento do moreno, mas sabia que provavelmente nunca iria conseguir tal feito.
Fez um carinho nos cabelos do moreno antes de sentar-se ao seu lado e lhe desejar um bom dia. Lucas virou o rosto em sua direção e lhe deu um sorriso forçado. “Ele está triste, de novo.” Pensou o loiro.
– O que ele fez dessa vez? – Não era preciso ser um gênio para saber quem tinha o poder de deixá-lo com aquela tristeza nos olhos.
– Como?
– O que o Ian fez dessa vez para deixá-lo tão triste?
– Nada... Ele não fez nada.
– Nada? Lucas, eu o conheço o bastante para poder afirmar que só existe uma pessoa capaz de deixá-lo com toda essa tristeza no olhar e, essa pessoa com toda certeza é o Ian.
– Ele me procurou.
– É claro que procurou. O que ele queria dessa vez?
– Ele disse que me ama e, ontem... Ontem ele me enviou tantas rosas vermelhas que acabou enchendo a sala do tio Daniel e o meu quarto de flores... Depois ele apareceu e pediu que eu fosse vê-lo tentar andar novamente.
– E é claro, você ficou mexido com as flores e a visita dele, não é mesmo?
– Não... Eu... – Olhou para o Pedro e não conseguiu mentir. – Sim... Eu fiquei... Ainda dói tanto não poder vê-lo todos os dias, não poder tocá-lo, beijá-lo, não poder amá-lo... Eu não sei o que fazer. Eu o amo tanto e quero tanto voltar para os seus braços, mas... Por outro lado, eu tenho tanto medo de dar uma nova chance ao Ian e sofrer ainda mais... Eu não sei se irei suportar passar por tudo novamente.
– Lucas...
Pedro queria poder dizer a ele para simplesmente esquecer o Ian de uma vez, mas ele sabia que o moreno não iria conseguir esquecer o seu grande amor assim facilmente. Queria que ele fosse feliz e queria lutar por ele, mas ao mesmo tempo não queria vê-lo continuar sofrendo, não quando a sua felicidade estava bem a sua frente pedindo uma segunda chance.
– Você vai, não vai?! É o que você quer...
– Eu não sei... Acho que o melhor seria eu simplesmente tentar esquecê-lo.
– Lucas... Deus sabe o quanto eu iria ficar feliz se você o esquecesse de uma vez, pois quem sabe assim eu não teria uma chance, mas eu sei que não será assim tão fácil, você o ama, está escrito nos seus olhos para quem quiser ver, não será tão fácil esquecê-lo, por mais que você queira e realmente tente. Você vai sofrer ainda mais do que está sofrendo e eu não quero vê-lo sofrer. Você fica lindo quando está sorrindo verdadeiramente e eu quero vê-lo sorrindo assim novamente. – Disse com um sorriso um pouco forçado.
– Pedro... Eu... Não quero que sofra por minha causa.
– Eu vou ficar bem...
Lucas o abraçou forte, apoiando a cabeça na curva do pescoço do loiro.
– Você vai? – Perguntou o loiro.
– Não sei... Eu ainda não sei...
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Estavam todos mais uma vez reunidos na sala de Fisioterapia esperando para o momento mais aguardado por todos. Era difícil dizer quem estava mais ansioso, o Daniel, a Maria, a Jane, a Carla, as crianças, a Fernanda – que apareceu mesmo sem ser convidada – e o Ian que estava muito mais nervoso com a possibilidade do Lucas não aparecer do que com a possibilidade de não conseguir corresponder às expectativas.
– Carla. – Chamou a cunhada que estava sentada próxima ao marido e as filhas. – O Lucas não falou nada? Não disse se viria ou não?
– Não Ian. Ele chegou tarde ontem e saiu bem cedo hoje, nem sequer tomou café direito.
– Você acha que ele vem?
– Eu não sei Ian... Eu gostaria de afirmar que sim, mas eu não sei. Não quero lhe dar falsas esperanças.
O Moreno abaixou a cabeça e ficou quieto, rezando mentalmente para que o mais novo aparecesse dessa vez. Queria vê-lo, estava com saudades, mesmo o tendo visto na noite anterior.
– Eu não sei por que você não esquece esse garoto de uma vez. Aproveite a segunda chance de recomeçar a sua vida ao lado de uma mulher que te ama e tem todas as condições de fazê-lo feliz e esquece esse moleque que não está nem aí para você.
– Não começa Fernanda. Eu já disse que não vou tentar se ele não aparecer. Por que você simplesmente não entende isso? – Falou exasperado.
– Porque está falando assim comigo? Eu só quero o seu bem. Quero que seja feliz.
– Olha, eu agradeço muito por você me amar, mas eu não a amo e por isso não vou iludi-la, pois é o Lucas que eu amo. Demorei um tempo para perceber isso, para aceitar esse fato, mas não tem mais como me enganar. Eu o amo.
– Ian, você não pode me trocar por esse garoto. Ele é o seu sobrinho e sinceramente não chega nem aos meus pés. Eu sou muito mais bonita e sexy que aquele moleque.
– Para. Eu sempre a considerei uma boa amiga, mas não vou deixar que fale assim do Lucas. – Disse com a voz irritada.
– E se ele não aparecer, você vai voltar para casa novamente sem ao menos tentar ficar em pé? Vai desistir de ter a sua liberdade novamente por causa de um garoto que não está nem aí para você. – praticamente gritou a última parte.
– Ei, quem não está nem aí? – Reclamou o Daniel, agora ele realmente estava irritado com a mulher. Como ela ousava dizer uma coisa daquelas depois de tudo o que o Lucas fez para ficar com o Ian? Depois de tudo o que ele fez para que o tio voltasse a amá-lo? – Você não tem o direito de dizer nada contra aquele garoto. Ele fez tudo que pode para reconquistar o Ian, mas esse idiota fez a besteira de cair no seu papo furado e acabou perdendo a pessoa que mais o amou nesse mundo.
– Eu não consigo entender como vocês podem compactuar com algo tão nojento e pecaminoso. – Falou a mulher, ganhando olhares raivosos de todos presentes, inclusive das sobrinhas do Ian que já não gostavam dela antes e, agora gostavam menos ainda.
Ficaram mais quinze minutos esperando o Lucas chegar, mas como ele não chegava, a Jane foi até o Ian e o deu um ultimato, ou ele fazia o teste naquele momento, ou teriam que ir embora mais uma vez sem fazer o teste, pois estava quase acabando o tempo deles, logo a sala teria que ser ocupada por outro paciente.
– Eu já disse que só faço esse maldito teste com o Lucas presente. – Gritou, assustando a todos. – Ele é o único motivo para eu tentar sair dessa maldita cadeira de rodas. Se eu não poder sair daqui para andar ao seu lado, para poder abraçá-lo forte e carregá-lo quando preciso... Se eu não puder fazer nada disso, então levantar daqui não terá nenhum propósito.
– Ian... Não fale assim... – Pediu a Jane.
Ian olhou para o relógio uma última vez e depois olhou para a amiga.
– Eu quero voltar para casa. Será que você pode me levar?
– Ian... – Jane não podia e não queria acreditar que mais uma vez ele estava desistindo.
– Se você não puder tudo bem, eu vou de táxi. – Falou logo em seguida.
– Não faz isso Ian. Tente pelo menos uma vez. – Pediu o irmão.
– Eu já disse que só faço se ele aparecer, mas parece que ele não se importa mais comigo, não é mesmo?! – Disse com um olhar triste.
O moreno estava começando a dirigir-se a porta quando a mesma foi aberta e por ela entrou o garoto de olhos verdes jade.
Ian não conseguiu evitar que um largo sorriso tomasse conta do seu rosto. Ele simplesmente não conseguia acreditar que o menor estava ali, parado à sua frente, o olhando profundamente, o olhando com o par de olhos verdes jade que havia inundado os seus sonhos e pensamentos.
– Lucas... Você veio... – Disse com um sorriso ainda maior.
O garoto o olhou nos olhos e deu um meio sorriso.
– Vem... – Foi tudo o que conseguiu dizer antes de estender os braços, chamando pelo tio.
Ian aumentou ainda mais o sorriso e imediatamente tentou levantar-se, mas estava tendo bastante dificuldade em fazer tal movimento e por esse motivo acabou recebendo a ajuda da Jane. A mulher o ajudou a ficar de pé pela primeira vez após tantos meses naquela cadeira de rodas. Ele tinha forças para ficar em pé e deambular alguns metros, mesmo tendo ficado tanto tempo apenas sentado e deitado, pois embora não tenha tentado ficar em pé antes, a Jane usou o último mês do tratamento exclusivamente para fortalecer os músculos dos membros inferiores e tronco.
Ian conseguiu se manter em pé sozinho após a Jane o soltar, para a alegria de todos, inclusive da Fernanda que permanecia no local, agora mirando o Lucas com um olhar assassino.
Lucas não acreditou quando viu o Ian dando os primeiros passos em sua direção, os passos eram lentos e descoordenados, mas ainda assim ele não conseguiu impedir que os seus olhos se enchessem de lágrimas ao vê-lo andando em sua direção. Ele podia visualizar o suor brotando na testa do tio por causa do esforço excessivo que o mais velho fazia para andar até onde ele estava.
A distância era pequena, pouco mais de um metro, mas ainda assim o Ian demorou quase dois minutos para chegar até onde ele estava parado com os braços estendidos, o esperando.
Lucas deu um passo para frente e o segurou firme entre os seus braços no momento em que o mais velho perdeu o equilíbrio e as forças e quase caiu de cara no chão.
– Eu peguei você... – Disse enquanto erguia o Ian e o prendia contra os seus braços.
– Você veio... Você veio... – Ian simplesmente não conseguia parar de repetir.
Tentou manter os joelhos firmes para não desabar feito um saco de batatas. Uma das mãos permaneceu no ombro do Lucas e a outra mão foi até o rosto do menor, o tocando de maneira carinhosa e lenta, como se estivesse testando para ter certeza que não era uma ilusão, que ele realmente estava ali, o segurando para não cair. Era tão bom poder sentir o cheiro do menor novamente, poder tocar a sua pele macia. Queria poder tê-lo sempre nos seus braços, nunca mais o perder de vista.
Tocou lentamente os lábios do sobrinho. Olhando-os como se fosse um doce ou chocolate. Sentiu a boca salivar de desejo. Queria provar novamente daqueles lábios, queria sentir o gosto viciante do sobrinho. Acabou não resistindo e aproximou mais o rosto. “Eu te amo.” Disse antes de beijá-lo de maneira apaixonada. O queria tanto que pouco se importava se tinha uma platéia e, se nessa platéia havia uma pessoa que iria odiar assistir tal cena. Precisava dele, dos seus lábios, do seu cheiro, do gosto da sua pele. Precisava ouvir a sua voz doce e sexy o deixando arrepiado e excitado. Sentia que não iria suportar viver mais muito tempo longe dele, não sabia porque, mas era esse o sentimento que tomava conta do seu corpo, coração e alma.
O beijo era calmo, embora fosse impossível se presenciar um beijo mais apaixonado. Sentiu os braços do sobrinho o apertando ainda mais contra o seu corpo. Ele também o queria com a mesma intensidade. Ainda o amava. Podia sentir isso naquele beijo. Podia sentir o coração de ambos batendo freneticamente. Para dizer a verdade era quase possível ouvi-los batendo de forma violenta dentro do peito de ambos.
Tiveram que parar o beijo no momento em que uma voz feminina protestou, chamando a atenção de todos presentes.
Lucas a olhou de maneira presunçosa. “Quem está por cima agora, sua piranha?” Pensou com um sorriso no rosto.
Olhou para a Jane e indicou a cadeira.
– Acho que é melhor ele sentar-se um pouco. – Falou em seguida.
– Sim. Acho que ele pode descansar um pouco agora. – A ruiva disse com um sorriso no rosto e um brilho intenso no olhos, demonstrando o quanto estava orgulhosa do seu paciente favorito.
Ian voltou a sentar na cadeira, mas agarrou forte a mão do menor, como que para dizer, “fique comigo e não me deixe nunca mais”. Lucas olhou para o mais velho e abaixou-se para olhá-lo melhor. Levou a mão até o seu rosto e fez um carinho.
– Eu não vou a lugar algum. – Disse e logo em seguida o beijou novamente, sendo correspondido imediatamente.
– Isso é uma palhaçada. Você não pode fazer isso comigo Ian. Não pode me trocar por essa aberração. – A mulher gritava de maneira histérica.
– Não fale assim dele. – Rebateu o Ian. Já estava perdendo a paciência com a Fernanda. – Talvez seja melhor você ir embora Fernanda. – Sugeriu de maneira significativa.
– Eu vou, mas se vocês acham que isso vai ficar assim, vocês estão enganados. Você pertence a mim Ian. Esse moleque não vai roubá-lo de mim. Não vai. – Gritou novamente antes de sair da sala batendo a porta de maneira violenta.
– Parece que alguém não gostou de ser trocada novamente e pela mesma pessoa. – Falou a Maria, tentando prender a gargalhada que saiu em seguida. Ela simplesmente não suportava a Fernanda e estava realmente feliz em ver o Ian e o Lucas juntos novamente.
Todos acabaram acompanhando a mulher que não conseguia parar rir.
Notas finais
Para variar, o capítulo não ficou como eu pretendia, mas deu para o gasto.
Gostaria de recomendar as fics de dois leitores, da 'YumeChaan' ~> http://fanfiction.com.br/historia/263017/Crazy_Love-_Only_Happen_With_Me/
e a fic do 'Dexter' ~> http://fanfiction.com.br/historia/252943/The_Evil_Looks_Yellow/
São ótimas fics e que vale a pena ler... =)
bjooooooos e até o próximo capítulo.
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