E Se... Eu e você... 2
20 Capítulo 20
Notas iniciais
Desculpem pela demora em postar capítulo novo e principalmente, desculpe por não estar respondendo os reviews, mas como vcs bem sabem, eu ando sem tempo e por isso só entro Nyah super tarde e geramente estou com muito sono... sorry.
Gostaria de agradecer a todos que deixam reviews, vc são uns amores. =)
Boa leitura.
Ian estava deitado em sua cama, tentando entender os seus sentimentos, tentando entender o que significava aquele vazio dentro de si, que crescia mais e mais a cada dia, era tão ruim, tão agonizante, que ele tinha vontade de sair correndo e gritando, mas aí ele lembrou que não poderia sair correndo, por mais que quisesse, pois infelizmente ele ainda estava preso a aquela cadeira de rodas.
A cada dia que se passava, a distância entre ele e o Lucas aumentava. Sentia o seu peito doer toda vez que se lembrava da expressão abatida do sobrinho e, a dor aumentava ainda mais quando imagina o mesmo nos braços do loiro.
Não queria ficar deprimido por esse motivo, mas simplesmente não conseguia evitar, por mais que continuasse negando para todos o que estava sentindo, Ian sabia que não poderia mais enganar a si mesmo, a história estava se repetindo, estava apaixonado pelo sobrinho e não tinha mais nada que pudesse fazer para reverter à situação, até dormir com a Fernanda ele havia dormido, mas não obteve o resultado esperado, achou que iria desejá-la ainda mais do que havia desejado o sobrinho, mas estava redondamente enganado e, por pouco não pagou o maior mico, pois, se não tivesse imaginado o Lucas em seu colo, ao invés da Fernanda, não teria conseguido sequer ficar excitado e muito menos o Jr. teria funcionado, caso não tivesse passado o tempo vendo o rosto do Lucas no lugar do rosto da Fernanda, agora estaria tendo que agüentar a humilhação de broxar na hora “H”.
Ligou o Notebook e voltou a olhar todas as fotos e vídeos que demonstrava o quanto ele havia sido feliz com o Lucas. Naquele momento, Ian queria poder voltar no tempo, queria ter a sua vida de volta, queria ter a sua felicidade ao seu lado, de mãos dadas consigo, mas sabia que isso era impossível, sabia que havia perdido o jogo, ou melhor dizendo, havia perdido o campeonato. Agora, tudo que lhe restava eram dor e frustração.
Fechou o notebook com raiva e sentou-se na cadeira de rodas, saindo do quarto logo em seguida, encontrando a Maria e a Jane conversando na sala. Não estava a fim de falar com ninguém e por esse motivo as ignorou, saindo do apartamento sem responder a pergunta das duas, que queriam saber para onde ele estava indo. Entrou no primeiro taxi que passou e foi até a casa do irmão, precisava conversar com o Lucas, precisava desesperadamente vê-lo.
Tocou a campainha e a mesma foi aberta alguns segundos depois. Ian entrou e cumprimentou a cunhada de maneira educada, como sempre, mas não conseguiu se segurar e foi direto ao ponto, precisava ver o Lucas, ter certeza que ele estava bem e feliz, mesmo que fosse ao lado de outra pessoa.
Carla deu um meio sorriso ao ouvir o pedido do Ian, ela conseguia ver claramente o desespero do cunhado, a pressa em ver o sobrinho. Não precisava ser um gênio perceber que ele finalmente havia percebido os seus reais sentimentos para com o sobrinho. A mulher caminhou lentamente até o quarto do Lucas e o avisou que tinha visita, preferindo não dizer quem era a pessoa, pois ela tinha quase certeza que se o Lucas soubesse que era o Ian, ele iria se recusar a ir vê-lo e isso ela não poderia permitir que acontecesse.
Ao chegar à sala e se deparar com o Ian, Lucas quase voltou correndo para o seu quarto, mas o desespero que viu nos olhos do ex-namorado o fez ficar onde estava, não teve forças para mexer um músculo sequer.
– Oi! – Ian o cumprimentou com um tímido sorriso no rosto, as suas mãos estavam suando frio e tremendo violentamente, nunca havia ficado tão nervoso perante alguém.
– O que você quer comigo? – Foi curto e grosso.
– Eu... – Ian sentia que poderia ter uma síncope a qualquer momento, tamanho era o seu nervosismo. Simplesmente não entendia como um ser tão pequeno poderia mexer tanto consigo, como o próprio sobrinho poderia ter a capacidade de deixá-lo tão nervoso a ponto de não conseguir pensar coerentemente. Parecia que as palavras haviam fugido do seu cérebro e por esse motivo não conseguia pensar e formar as frases que tanto queria dizer ao garoto. – Eu... Apenas queria saber como você está? Se está tudo bem, ou se está precisando de alguma coisa?
– Eu não preciso de mais nada que venha de você. – Lucas o respondeu com uma voz fria, demonstrando desinteresse por qualquer coisa relacionada ao tio, mas por dentro, o seu coração estava em pedaços, pedaços tão pequenos que provavelmente uma formiga seria capaz de carregar o maior dos fragmentos
– Lucas... Por favor...
– Você já me viu e agora sabe que estou bem, agora você já pode voltar para a sua namorada.
– A Fernanda não é minha namorada. – Ian fez questão de dar ênfase na palavra “não”.
– Tanto faz... – Respondeu o menor.
– Por favor, me escute... – Ian implorou, em vão.
– Eu já disse que não quero nada que venha de você e isso inclui qualquer tipo de desculpa ou explicação.
– Por favor, Lucas, não me odeie... – Implorou.
– Eu não te odeio... E sabe por quê? Porque pra mim você morreu. – Disse, dando o golpe de misericórdia, vendo a expressão do Ian se transformar em um misto de dor e desespero.
– Não fale assim... Por favor. – Pediu.
– Por favor, não me procure nunca mais.
– Eu sei que você está bravo comigo, que está decepcionado e, eu sei que você tem todos os motivos para estar, mas por favor, apenas me escute.
– Eu já disse que não tenho nada para escutar de você. – Falou enquanto dava as costas para o maior e se dirigia para o seu quarto.
– Eu te amo. – Ian disse quando o menor estava saindo da sala, o que o fez parar onde estava. – Sei que é um pouco tarde para perceber isso, mas eu te amo. — Repetiu. — Eu te amo muito e não consigo parar de pensar em você, nos seus lábios, nos seus toques, no seu cheiro, no gosto do seu beijo... – Continuou falando tudo o que estava preso dentro de si. – Eu sei que é errado, sei que não deveria ter esse tipo de sentimento pelo meu próprio sobrinho, sei que é pecado e por esse motivo eu provavelmente vou arder no mármore do inferno, mas eu não me importo, não mais... Eu te quero Lucas. Eu te quero mais do que tudo nesse mundo.
Lucas não podia acreditar que finalmente estava ouvindo as palavras que tanto desejou, que tanto sonhou ouvir novamente. O seu coração parecia que ia explodir a qualquer momento de tanta felicidade, mas o seu cérebro, o seu lado racional lhe dizia que não deveria voltar para o Ian, afinal, ele o havia magoado da pior maneira possível, traí-lo com a Fernanda foi à pior de todas as traições da qual poderia ter tido.
– Você tem razão Ian. Agora é tarde. – Falou antes de sair o mais rápido possível.
Lucas sabia que estava sendo teimoso e talvez até mesmo infantil, mas a traição do Ian ainda era muito recente e doía muito, não iria conseguir olhá-lo nos olhos sem se lembrar da cena dos dois na cama que antes eles dois costumavam dividir. ”Não mesmo.” Pensou.
Entrou em seu quarto e tentou se controlar, mas, no fim acabou cedendo ao choro preso na garganta e liberou todas as lágrimas que insistiam em deixar o seu corpo. Chorou violentamente enquanto deixava o seu corpo escorregar pela porta até chegar ao chão. No fim, acabou adormecendo e, quando finalmente acordou, o ex-namorado já havia ido embora.
Notas finais
O capítulo ficou ruim, eu sei, mas é q eu to morrendo de sono e não é nada fácil escrever quando se está com sono... ç.ç
Bjos e até o próximo capítulo.
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