Notas iniciais
Oieee!!!
Voltei com mais um capítulo... Mil desculpas pela demora em postar capítulo novo, mas eu realmente ando sem tempo, pois além de estar fazendo faculdade, tbm estou fazendo estágio em 3 lugares diferentes e tentando trabalhar nos 2 dias q tenho livre, além de estar procurando uma nova casa para morar e estar sem pc, resumindo, estou no meu inferno astral.
Então, gostaria de agradecer a todos que deixam reviews e mais uma vez pedir desculpas por não ter respondido, mas como vcs leram acima, eu ando sem tempo pra nada... Sorry. ç.ç
Boa leitura.

– Lucas, abre a porta. Por favor, precisamos conversar. — Ian pedia enquanto dava pancadas na porta.

– Ainda queremos essa porta, sabia? – Falou o Daniel ao abrir a porta.

– Eu preciso falar com ele. – Pediu o irmão mais novo, deixando transparecer o desespero que estava começando a tomar conta do seu corpo.

– Parece que ele não quer falar com você. – Falou o irmão mais velho. – Eu não acredito que você foi transar logo com a Fernanda... Com tantas mulheres nessa cidade e você leva justo ela para dormir na cama que você dividia com o garoto?!

– Eu não sabia que o Lucas a conhecia e muito menos que a odiava tanto. – Ian tentou se defender. – Eu só... Ele é meu sobrinho Dani... Eu não posso me apaixonar pelo meu sobrinho. – Falou ainda mais desesperado ao perceber que a possibilidade de estar se apaixonando pelo garoto novamente era realmente muito grande. – Eu não posso... – Falou a última frase em um sussurro.

– Nem sempre querer é poder. Você não pode se apaixonar por ele, você já está apaixonado por ele, Ian. Pra dizer a verdade, eu acho que esse amor nunca morreu, apenas estava adormecido dentro de você, assim como os seus músculos que estão voltando a funcionar como antes, o seu amor pelo Lucas também está voltando. E pelo jeito mais forte do que nunca.


Ian abaixou a cabeça e não disse nada por alguns segundos.


– O que eu faço Daniel? Eu não posso deixar isso acontecer novamente, me ajuda. Eu simplesmente não sei mais o que fazer para parar de pensar nele e no seu beijo, que parece ter se fixado em meu cérebro de tal forma que nada será capaz de tirar... E o gosto dos seus lábios, do seu beijo, o cheiro do seu corpo tão próximo ao meu... Eu ainda posso sentir tudo isso como se tivesse acabado de acontecer.

– Vocês se beijaram? – Ian não respondeu verbalmente, apenas acenou positivamente com a cabeça. – Quando?

– Há dois dias. – Disse olhando para o irmão mais velho. – Ele me beijou e, desde então eu não consigo parar de pensar nele. Foi por esse motivo que eu fiquei com a Fernanda. Eu queria tirá-lo dos meus pensamentos.

– E funcionou? – Perguntou o Daniel, mesmo sabendo a resposta. Estava escrito na cara do irmão mais novo, não precisava ser um gênio para perceber o desespero do Ian. O medo de perder o amor do sobrinho estava estampado em seu rosto, ao mesmo tempo em que a possibilidade de estar apaixonado pelo garoto o deixava ainda mais desesperado.

– Não. — Respondeu.

– Foi o que eu imaginei.

– O que eu faço, Daniel?

– Bem, a merda já está feita e o Lucas não quer vê-lo nem pintado de ouro.

– Eu percebi, mas... Eu não posso estar apaixonado por ele... Eu simplesmente não posso. Ele é meu sobrinho.

– Todos nós já sabemos desse fato Ian, inclusive você... Sinceramente, acho que você esta abrindo mão do grande amor da sua vida por medo do que as outras pessoas vão pensar, você está sendo covarde. – Falou sem dó, nem piedade. — Eu melhor do que ninguém sei o que vocês dois foram capazes de fazer para ficarem juntos. Eu tentei separá-los uma vez e tudo o que consegui foi quase perder o meu irmão e o meu sobrinho de uma só vez.

– Eu não vou cometer o mesmo erro duas vezes, Daniel.

– Se não pretende viver esse amor, tudo bem, eu respeito a sua decisão, mas nesse caso, por favor, pare de choramingar pelos cantos por ter perdido o amor do Lucas, pois nem eu e nem a Carla iremos ficar consolando você por uma escolha única e exclusiva sua.

– Será que eu posso falar com ele? – Perguntou sem muitas esperanças.

– Talvez seja melhor você dar um tempo ao Lucas. Ele está magoado e muito decepcionado com você, não vai conseguir nada tentando falar com ele agora.

– O Daniel tem razão Ian. Acabei de vir do quarto do Lucas e ele não quer vê-lo nem pintado de ouro e cravejado de diamantes. – Falou a Carla ao chegar na sala.

– O que eu faço? – Perguntou sem esperanças. Estava cansado de se sentir tão confuso em relação a tudo.


Apenas queria ter o poder de voltar no tempo, de alguma forma impedir o acidente e a perda da memória. Apenas queria a sua vida de volta. Queria a sua memória.


Ao perceber que não iria adiantar de nada continuar insistindo para falar com o Lucas, Ian acabou voltando para casa.


Os dias passaram lentamente e a cada dia, a lembrança do beijo trocado com o sobrinho ficava mais e mais forte em sua mente. Não queria ficar pensando nele. Não queria lembrar a cada minuto o quanto havia gostado do beijo roubado. O quanto desejava tocá-lo novamente, sentir o cheiro da pele e dos cabelos macios do sobrinho, o gosto dos lábios carnudos e convidativos, tudo nele o atraía de tal forma que já estava começando a deixar o Ian desesperado. Isso sem falar nos malditos sonhos que ele não conseguia impedi-los de acontecer, era praticamente toda noite um sonho mais quente que o outro, sempre com a mesma pessoa, mas nunca conseguia reconhecer a voz ou o rosto da outra pessoa, mas de alguma forma ele sabia que era o Lucas, a pessoa que o enlouquecia nos seus sonhos era o seu sobrinho. Essa era a sua única certeza.


– Está pronto? – Perguntou a Jane, cortando os pensamentos do moreno.

– Ainda não. Falta uma pessoa chegar.


Era a primeira vez que o Ian ia tentar ficar em pé, após tanto tempo em uma cadeira de rodas. Estava se sentindo confiante, sabia que tinha forças o suficiente para se manter em pé, nem que fosse por alguns segundos. Sabia que essas coisas demoravam um pouco de tempo e que só iria ter a força necessária para se manter em pé depois de um longo período trabalhando firme em sua recuperação, mas mesmo assim estava animado, pois ele tinha grandes chances de voltar a andar como antes do acidente.


– Quem estamos esperando? – Perguntou o Daniel.

– O Lucas, eu pedi a Jane que falasse com ele ontem.

– E o que ele respondeu?

– Ele não disse nada, mas eu acho que ele virá. Você não acha? – Ian perguntou ao Daniel, esperançoso.

– Eu não acho nada. – Respondeu o irmão mais velho.

– Ele não virá. – Respondeu a Jane. – Acabei de falar com ele e... Bem, ele disse que você não precisa da presença dele aqui hoje, que você já tem a Fernanda. – Completou em um tom amargo. A Jane simplesmente não suportava a Fernanda e por esse motivo não fazia a menor questão de esconder o seu desafeto.

– Mas... Ele sabe que a presença dele é importante pra mim, principalmente hoje.

– Se a presença dele fosse tão importante para você, não teria convidado essa mulher. –Dessa vez quem falou foi a Carla, deixando claro que também não gostava da Fernanda.

– É claro que vocês não gostam de mim e não me querem aqui, prefere que o Ian cometa dois pecados ao mesmo tempo, ficando com o próprio sobrinho, ao invés de querer vê-lo ao lado de uma mulher que o ama e quer fazê-lo feliz. – Rebateu a Fernanda. – Vocês deveriam me agradecer por ter resolvido dar uma segunda chance ao Ian, ao invés de ficar me tratando como se eu fosse uma vagabunda.

– Querida, eu sinto lhe informar, mas você é uma vagabunda. – Respondeu a Jane, louca para voar na Fernanda e torcer aquele pescoço fino. – E nunca, nunca mesmo será capaz de fazer o Ian feliz e sabe por quê? Porque ele ama o Lucas, sempre amou e sempre irá amar, mesmo que ele não se lembre do passado e tente enganar a si mesmo no presente... Mesmo que ele tente evitar o inevitável. – Falou de maneira presunçosa.

– Já chega! Eu estou cansado e a última coisa de que preciso é ficar aqui ouvindo vocês discutirem por minha causa. – Ian praticamente gritou. Ele estava triste pelo fato do Lucas não ter comparecido em um momento tão importante na sua vida e por esse motivo, não estava disposto a ficar ouvindo um bando de mulheres tentando decidir o seu presente e futuro. Apenas queria voltar para casa e deitar em sua cama, apenas queria ficar sozinho. – Daniel, será que você poderia me dar uma carona até o meu apartamento? Estou cansado e precisando de um pouco de paz.

– Como assim? Você ainda não fez o que veio fazer aqui. Lembra? Primeiro vamos tentar ficar de pé e depois eu o levo para casa. – Falou a Jane.

– Eu não vou fazer mais nada, apenas quero ir para casa.


Era possível ver a decepção na voz e na expressão do Ian. Ele queria o Lucas ali, junto dele naquele momento, mas ele não estava, o Lucas nunca mais iria estar ao seu lado, Ian sabia que iria ter que se acostumar com esse fato. Ele sabia disso, mas... Por algum motivo, pensar sobre isso o fazia sofrer. Era uma dor tão forte crescendo em seu coração que ele achou que não fosse suportar.


– Mas Ian... – A Jane tentou convencê-lo.

– Sem mas... Eu quero ir para o meu apartamento descansar.

– Eu levo você, não precisa ir com o seu irmão. – Se ofereceu a Fernanda, recebendo quatro pares de olhos furiosos. Era óbvio que o Ian havia desistido de tentar ficar em pé depois de tanto tempo em uma cama porque o Lucas não estava lá. Porque o Lucas não queria mais saber dele. – E se você quiser, eu posso fazer uma massagem por todo o seu corpo, para relaxá-lo.

– Eu agradeço a oferta, mas não, muito obrigado. Prefiro ir com o meu irmão ou com a Jane.

– Mas...

– Não Fernanda. Eu já disse. Muito obrigado, mas eu prefiro ficar sozinho.


Ian saiu empurrando a cadeira de rodas e por esse motivo não viu o sorriso largo que surgiu nos lábios da Maria, do Daniel, da Jane e da Carla, assim como não viu o olhar assassino que a Fernanda lançou para todos os presentes.



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Lucas estava sentado na areia olhando para o mar quando sentiu uma mão tocando levemente os seus cabelos, fazendo um carinho de leve. Levantou a cabeça e viu o loiro abaixando-se, sentando-se ao seu lado.


– Oi! – Cumprimentou o garoto que havia acabado de sentar ao seu lado. A voz do moreno saiu um pouco rouca e trêmula.

– Oi! – Respondeu o loiro. – O que foi que aconteceu dessa vez?

– Hoje é o dia em que o Ian vai tentar ficar de pé pela primeira vez, desde o acidente.

– Ah! E você não foi convidado para estar presente nesse momento tão importante?

– Sim, eu fui, mas eu preferi não ir. Não quero ter que encontrar aquela mulher o agarrando, assim como não quero ter quer ficar vendo o Ian o tempo todo. Se eu pretendo esquecê-lo, tenho que ficar longe dele e não o contrário.

– Eu tenho uma idéia ainda melhor para você esquecê-lo.

– Que idéia? – Perguntou o Lucas.

– Essa...


O Pedro respondeu antes de segurar com carinho o rosto do Lucas e aproximar o rosto lentamente, deixando-o saber exatamente o que iria fazer. O moreno não se mexeu, sabia o que o outro pretendia, também sabia que não iria conseguir corresponder os seus sentimentos, mas estava tão triste, tão magoado, que não conseguiu se afastar, pois estava se sentindo carente, precisando de amor.


Sentiu quando os lábios do Pedro tocaram os seus, apenas um roçar de lábios, logo após, sentiu a língua do loiro acariciando os seus lábios, pedindo passagem. O moreno sabia que não deveria aceitar aquele beijo, sabia que era errado brincar com os sentimentos do Pedro, mas mesmo assim, ele abriu os lábios, permitindo-o explorar cada canto da sua boca. As mãos do Pedro instintivamente agarraram a sua cintura, o puxando para mais perto, colando os corpos. Ouviu um gemido sair dos lábios do loiro, no momento em que seus corpos se encontraram e puderam sentir o calor que emanava de ambos os corpos.


– Pedro... Pedro espere... – Falou enquanto tentava afastar-se do loiro. – Eu não posso fazer isso, não posso fazer isso com você. Não seria certo. Desculpe-me... Não quero usá-lo.

– Você pode me usar o quanto quiser Lucas. Eu não me importo. Se essa for à única forma de tê-lo, eu aceito, aceito de bom grado. – Respondeu o loiro.

– Eu não posso, desculpe, mas não vou usá-lo dessa forma. Você é um cara legal e não merece isso. Não merece sofrer por minha causa.

– Lucas... Por favor.

– Eu não posso... Desculpe... – O moreno se desculpou antes de sair correndo.


Ao longe, dentro do carro, esperando o sinal abrir, estava o Ian, observando a cena do beijo. O seu sangue ferveu no momento em que viu o loiro beijar o seu Lucas. “Quem aquele loiro pensa que é para ficar beijando o Lucas desse jeito?”. Pensou o Ian.


Ian não viu quando o Lucas afastou o Pedro e logo após saiu correndo, pois o sinal abriu e o carro do Daniel seguiu viajem antes do desenrolar da história.


– Agora eu sei por que o Lucas não pôde ir ver-me tentar ficar em pé. – O Ian disse num tom amargo.

– Hum? Por quê? – Perguntou o Daniel.

– Ele está ocupado demais com o novo namorado. – Respondeu ainda irritado. Deixando transparecer a sua raiva, o seu ciúme.

– O Lucas não tem namorado Ian. Você terminou com ele, lembra? – Falou o Daniel.

– Mas ele rapidinho colocou aquele maldito loiro de farmácia no meu lugar. – Respondeu ainda mais irritado. Se pudesse, o Ian quebraria a cara do Pedro, mas como não poderia naquele momento, tratou de tentar se acalmar.

– Acho que é um pouco tarde para arrependimentos e ataques de ciúmes, não acha? Afinal, foi você mesmo quem procurou por isso. – Mais uma vez o Daniel fez questão de jogar na cara do irmão que a escolha havia sido dele.

– Eu sei... – Foi à única coisa que o Ian conseguiu dizer. “Talvez seja até melhor ele ficar com aquele loiro idiota. Talvez seja melhor ele esquecer-me, caso contrário, eu poderia cometer a loucura de ir atrás dele e cometer o mesmo erro pela segunda vez.” Pensou.


Notas finais
Então, o que acharam?
O capítulo não ficou muito bom, pois além de estar sem tempo e sem pc, eu tbm estou sem inspiração. Desculpe pelo capítulo ruim... ç.ç
Por favor deixem reviews com a opinião de vcs... não prometo que vou responder (pois ando mesmo sem tempo), mas prometo que vou tentar.
Se alguém quiser recomendar eu ficarei imensamente feliz e irei fazer o possível para postar capítulo novo mais rápido. 0____________0
bjooooooooooos e até o próximo capítulo.