E Se... Eu e você... 2
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Eu sei que eu não mereço a consideração de vocês por ter demorado tanto para postar capítulo novo, mas não foi culpa minha, eu juro... Eu fiquei sem tempo essa semana, pois estou treinando outra pessoa para ficar no meu lugar (no meu emprego) e não tive como escrever nada essa semana... Sorry... ç.ç
Para compensar a demora, eu escrevi um capítulo um pouco maior que o anterior e vou tentar postar o próximo mais rápido, mas não prometo nada, já que vou ter que acordar quase todos os dias as 5 da manhã e só vou chegar a noite, por causa do estágio, mas se alguém recomendar e TODOS os leitores deixarem reviews, eu prometo que vou fazer o impossível para postar capítulo novo bem rápido. ;D
Obrigada a todos que deixaram reviews... vcs são os melhores leitores desse mundo. ;D
Boa leitura.
Lucas estava sentado na areia, olhando as ondas cobrindo parte da areia e depois recuando. Quem o olhasse de longe iria imaginar que estava hipnotizado pela bela paisagem, mas apesar de toda a beleza do lugar, ele estava com a cabeça tão longe, tão cheia de pensamentos cada vez mais deprimentes que ele sequer percebia a beleza daquelas ondas que quase chegava a tocar os seus pés.
Ao longe, perto de uma árvore, um certo loiro o observava com olhos apaixonados. Tinha vontade de se aproximar, mas ao mesmo tempo tinha medo, medo de ser mais uma vez rejeitado. Já havia mandado várias mensagens e e-mails, ligou dezenas de vezes, mas não recebeu retorno em nenhuma das vezes, isso sem falar que foi dispensado pelo moreno de olhos verdes, dá última vez que tentou se desculpar. Preferiu ficar de longe, apenas observando o garoto que ocupava a maior parte dos seus pensamentos durante o dia e os seus sonhos todas as noites.
Lucas não sabia muito bem o que estava sentindo naquele momento, estava muito confuso. Seria possível que o Ian estivesse se lembrando do seu passado esquecido? Ele sinceramente esperava que sim, na verdade, ele implorava que sim.
Passou grande parte da manhã na praia e depois foi para a casa dos tios, precisava se distrair um pouco, ou iria acabar fazendo uma besteira. Ao chegar à casa do Daniel, foi recepcionado pelas primas que pularam em cima dele, quase o derrubando.
– Ei, eu também senti saudades de vocês. – Falou, forçando um sorriso.
– Você nos abandonou. Estávamos com saudades. – Reclamou a Marcela.
– Desculpe, eu ando tendo uns problemas, mas prometo que virei mais vezes visitá-las. Vocês são as únicas pessoas que consegue me fazer esquecer um pouco os meus problemas. – Falou com sinceridade e com isso ganhou mais um abraço de urso de cada uma das primas.
Passou o resto do dia com as primas, até de boneca ele foi obrigado a brincar com as meninas, mas não se importou em virar fantoche nas mãos das garotas, o importante é que pelo menos naquele momento, ele não ficava tão deprimido.
– Como você está? – Perguntou Daniel.
– Eu estou bem.
– Você ainda pode reconquistá-lo Lucas, só depende de você.
– E o que você sugere que eu faça para conseguir tal feito? Nada do que eu faço funciona, ele evita sair sozinho comigo, por mais que eu o convide todos os dias. Sempre tem uma desculpa diferente.
– Ainda está tudo muito recente, conquistar alguém requer tempo e paciência.
– Pelo andar da carruagem, quando eu conseguir reconquistá-lo, isso é, se, eu conseguir reconquistá-lo, já vou estar com pelo menos cem anos. Ele me evita o máximo que pode.
– Ele apenas não quer correr o risco de se apaixonar por você outra vez.
– Ele está sendo covarde.
– Não pode culpá-lo por isso Lucas. Acha que é fácil saber que teve um romance com o próprio sobrinho e o que é pior, saber que corre o risco de se apaixonar novamente, caso fique muito próximo do mesmo. Deve estar sendo tão difícil para ele quanto está sendo para você, aliás, se você parar para pensar, deve estar sendo ainda mais difícil para ele do que para você, pois ele descobriu que perdeu a irmã que tanto amava, a memória e, ainda por cima está tendo que lutar para reconquistar os movimentos das pernas. Já parou para pensar no quanto deve estar sendo difícil para ele?
– Sim, eu já pensei a respeito e, eu acho que ao invés de me afastar a todo custo, ele deveria se apegar as pessoas que o ama e não afastá-las, como está fazendo.
– Eu entendo o seu lado, mas também entendo o Ian. Apenas dê mais um tempo para ele.
– Eu já estou começando a achar que eu nunca vou conseguir reconquistá-lo. – Respondeu com a voz triste.
– Vai dar tudo certo Lucas. – Daniel disse enquanto abraçava o sobrinho.
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Ian estava sentado na sala, mais uma vez olhando os vídeos e as fotos do seu relacionamento com o Lucas, ainda era difícil acreditar que teve um romance com o próprio sobrinho.
– Por quanto tempo você vai ficar aí olhando essas fotos e esses vídeos com essa cara? – Perguntou à ruiva.
– Até eu me convencer que isso tudo é apenas um sonho, ou um pesadelo, ainda não me decidi.
– Ian, não tem nada de errado em amar, pelo contrário, amar é sempre muito bom, independente de quem seja a pessoa que você ama, com tanto que seja correspondido.
– Eu cometi um erro Jane, ele é meu sobrinho.
– Eu não acho que fugir o tempo todo do Lucas vá mudar alguma coisa.
– Eu sei que não vai mudar o passado, mas vai evitar que eu corra qualquer risco de me apaixonar por ele novamente.
– Você está sendo covarde. Sabe disso, não sabe?
– Eu sei, mas eu não posso correr esse risco, além do mais, ele é só uma criança.
– O Lucas já é um homem, Ian.
– Para mim ele vai ser sempre uma criança. O garotinho que me fazia ficar horas brincando de carrinhos com ele. O filho da minha irmã. – Sentiu uma dor no coração ao falar da irmã, ainda não conseguia acreditar que ela havia morrido, que o havia deixado.
Ouviram o barulho da porta se abrindo e um certo moreno entrar com o olhar triste. Olharam para o Lucas e o mesmo os cumprimentou e foi direto para o seu quarto. Precisava de um banho, antes de voltar para a sala e encontrar o olhar indiferente do ex-namorado.
Quando voltou para a sala, Ian continuava no mesmo lugar e Jane estava no telefone, parecia estar um pouco nervosa.
– Droga! – A ouviu reclamar.
– Algum problema? – Perguntou o mais velho.
– Desculpe Ian, eu não vou poder fazer a massoterapia em você agora, preciso ir até o consulado americano ainda hoje e está quase no horário de fechar, tenho menos de duas horas para enfrentar esse trânsito infernal e chegar antes que feche. Posso fazer quando eu voltar, ou amanhã de manhã? – Perguntou preocupada.
– Tudo bem Jane, eu não vou morrer se você não fizer a massagem um dia.
– É claro que não, mas eu sei que você sente muitas dores musculares por ficar sempre na mesma posição.
– Eu vou ficar bem.
– Eu posso fazer, se você quiser, é claro. – Se ofereceu o mais novo. Era a oportunidade perfeita para conversarem melhor e quem sabe conseguir algo mais que apenas um simples diálogo.
– Não precisa se preocupar Lucas, eu estou bem. Não quero incomodar ninguém.
– Não será nenhum incômodo, pelo contrário, será um prazer ajudá-lo. – Disse com um sorriso.
Quando Ian ia voltar a negar a ajuda do sobrinho, Jane foi mais rápida e falou.
– Ótimo. Isso é perfeito. Assim todos ficam felizes. Eu resolvo o meu problema no consulado, o Ian não fica com dores e o Lucas, bem, o Lucas fica feliz em poder ajudá-lo. – Falou com um sorriso no rosto e piscando discretamente para o mais novo.
Lucas sorriu com o comentário da ruiva e o Ian, bem, o Ian tentou não demonstrar o nervosismo que começava a tomar conta do seu corpo.
– Eu vou indo nessa. Até mais tarde. – Despediu-se Jane.
Os dois ficaram parados, olhando-a sair parecendo um furacão. O silêncio constrangedor foi quebrado apenas quando o Lucas se aproximou do Ian e o chamou para irem para o quarto, para a sessão de massagem.
Ian hesitou um pouco, mas antes que pudesse falar algo, o sobrinho começou a empurrar a cadeira de rodas em direção ao seu quarto. Quando chegaram ao quarto, Lucas o ajudou a sair da cadeira e, ao sentir o corpo do menor colado ao seu, o cheiro masculino que não deveria ser atraente para si, mas que por algum motivo o deixava inebriado, Ian sentiu-se ainda mais confuso.
– Lucas, eu acho que isso não é uma boa idéia, além do mais, eu estou cansado e quero dormir...
– Mais um motivo para eu fazer essa massagem, tenho certeza que vou conseguir deixá-lo bem relaxado, para que possa descansar a noite inteira, sem nenhuma dor muscular. – Falou o menor, um sorriso lindo se formando em seu rosto, ele estava feliz com a possibilidade de tocar novamente no corpo que tanto amava e que tanto o excitava.
Era o primeiro sorriso verdadeiro que Ian via no rosto do sobrinho desde que terminou o namoro com o mesmo. Por mais que soubesse que estava cometendo o maior erro da sua vida, ou melhor, o segundo maior erro da sua vida, pois poderia estar cavando a própria cova ao deixar o garoto fazer a maldita massagem, mas não conseguiu impedi-lo de retirar a sua camisa após sentá-lo na cama e muito menos conseguiu impedi-lo de retirar a sua calça, o deixando apenas de cueca Box, após deitá-lo na cama. Não teria coragem de negar aquele desejo do sobrinho, pois sentia falta do sorriso lindo do garoto, por mais que não o quisesse da maneira como o garoto desejava.
Lucas foi até o banheiro e pegou o creme que a Jane usava para ajudar no deslizamento das mãos pelo corpo do Ian. Despejou um pouco do conteúdo nas mãos e iniciou uma massagem lenta nos pés do mais velho, depois o pediu que virasse e ficasse de barriga para baixo. Foi subindo as mãos pelas pernas até chegar ao tronco, fazendo o maior gemer alto ao massagear os pontos doloridos. Sentiu Ian ficar tenso quando ficou sobre o seu quadril, mas apenas roçando de leve os corpos, sem colocar o seu peso contra o corpo do maior.
Ian ficou ainda mais confuso com a reação do seu corpo, não se lembrava de nada do que havia acontecido entre eles, mas o seu corpo de alguma forma parecia reconhecer o corpo do menor e reagia involuntariamente com o toque das mãos do sobrinho sobre o seu corpo e, ao sentir as nádegas do Lucas roçando as suas, Ian não conseguiu evitar de ficar tenso e soltar um gemido baixo, quase inaudível.
– Relaxe, eu não mordo. – Lucas sussurrou perto do maior, fazendo-o estremecer ao sentir o hálito doce do sobrinho.
– Eu acho que já está bom, já estou relaxado... – Tentou sair, mas não conseguiu.
– Ian, não precisa agir assim. Eu não vou fazer nada que você não queira. Eu juro. Apenas quero ajudá-lo. Quero que fique bem. – Lucas disse com toda a sinceridade.
Ian não respondeu, pois não sabia o que dizer. Ele sabia que o menor queria o seu bem, mas também sabia que ele estava tentando seduzi-lo e, o que mais o assustava era que havia uma possibilidade disso acontecer novamente e ele não poderia permitir que isso acontecesse, não pela segunda vez. “Errar uma vez é humano, mas duas é burrice.” Foi o que disse para si mesmo, mas mesmo assim não conseguiu afastar o menor e depois de algum tempo, sentiu o seu corpo finalmente começar a relaxar, pois o garoto realmente era um excelente massagista.
Quando Ian finalmente conseguiu relaxar o bastante para dormir, Lucas aproveitou e deu-lhe um selinho antes de sair. Estava com saudades dos lábios do mais velho. Pegou um coberto e cobriu o ex-namorado, antes de ligar o ar condicionado e sair do quarto. Lucas caminhou para o próprio quarto com os pensamentos no passado, no dia em que ele fez massagem no Ian e eles se beijaram pela segunda vez. “Pena que não tive o mesmo êxito dessa vez.” Pensou com uma expressão triste.
Ian por outro lado, ficou tão relaxado com a massagem que havia recebido que mais uma vez teve um sonho no mínimo quente. Sonhou com alguém o tocando, tocando o seu corpo de maneira provocativa, arrancando gemidos altos. O seu corpo parecia que iria entrar em combustão a qualquer momento e, o calor só aumentava conforme as mãos e os lábios quentes exploravam o seu corpo.
Beijos molhados sendo espalhados por cada centímetro do seu corpo, causando arrepios e gemidos incontroláveis, as mão hábeis masturbando o seu membro ao mesmo tempo em que os lábios molhados chegaram até o seu orifício, fazendo-o delirar de prazer. Ele queria mais, por algum motivo ele queria muito mais, não se importava em ser o passivo naquele momento, contanto que a pessoa que o explorava de maneira tão ousada, continuasse lhe dando prazer.
Ian não entendia como havia chagado naquela situação, mas naquele momento, ele não se importava, tudo que mais queria era ser preenchido pela pessoa que o tocava de maneira tão doce e ao mesmo tempo sedutora e quente.
Não sabia ao certo se era um homem ou uma mulher que o tocava, pois não conseguia vê-lo, por mais que tentasse, mas imaginava que fosse um homem, por mais que soubesse que muitas mulheres gostavam de fazer esse tipo de coisa com os homens, alguma coisa lhe dizia que quem lhe tocava era um homem, alguém realmente importante em sua vida, mas preferia não imaginar quem seria essa pessoa, não queria imaginar. Tinha medo do rosto que a sua imaginação poderia lhe mostrar.
A curiosidade falou mais alto e ele tentou mais uma vez olhar o rosto da pessoa que estava o deixando louco a ponto de quase implorar para preenchê-lo de uma vez, mas não conseguia ver o rosto, pelo contrário, no lugar do rosto, tudo que conseguia ver era um borrão. Ouviu a pessoa dizendo que o amava, mas não conseguiu identificar a voz, não conseguia sequer dizer se era uma voz masculina ou feminina.
A sua visão estava nublada e o seu desejo já estava atingindo o ápice quando sentiu um dedo o penetrando, foi praticamente impossível evitar o gemido alto que saiu de seus lábios, alguns segundo depois, mais um dedo foi introduzido e após algum tempo brincando com o seu orifício, a pessoa misteriosa introduziu um terceiro dedo, fazendo com que o calor em seu corpo aumentasse ainda mais. Os dedos continuaram brincando dentro de si e quando finalmente saíram do seu canal para que fosse preenchido por algo maior, Ian acordou. Estava completamente suado, ofegante e excitado, não precisava olhar para o seu membro para saber disso, a dor que sentia no mesmo era mais que um aviso de que precisava se aliviar, mas ele definitivamente se recusava a se masturbar por causa de um sonho louco que teve com alguém tentando penetrá-lo.
Lembrou-se de como a mão quente e pequena o tocava, a maneira como os lábios macios deixava beijos molhados pelo seu corpo e, o que era pior, a sensação maravilhosa causada pelos dedos dentro de si. “Só pode ser um pesadelo.Isso não é uma lembrança, não é... Não é...” Tentou se convencer, mas o medo de que aquele sonho fosse mais que apenas um sonho, o medo o assombrou pelo resto da noite e por esse motivo, não conseguiu dormir novamente, passando a noite em claro.
Notas finais
Prometo que tentarei fazer um capítulo melhor... u.u
Se alguém puder e quiser ler as minhas outras fics, ficarei imensamente feliz e inspirada... u.u kkkkkkk
Reviews????? Recomendações??? =)
Bjos e até o próximo capítulo.
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