Notas iniciais
Boa noite meu povo!!!!
Desculpe a demora em postar capítulo novo, mas eu queria postar algo bem escrito, algo decente (o que pra variar eu não consegui... ç.ç), enfim, não ficou lá grande coisa, mas espero que gostem...
Gostaria de agradecer a todos os reviews e dizer mais uma vez que vocês são o máximo... Tbm gostaria de pedir aos leitores fantasmas que deixassem reviews pelo menos nesse capítulo e no próximo, já que serão os últimos, poxa, não custa nada, é de graça...
Boa leitura.

Já havia se passado quase um mês desde o acidente com a Fernanda e agora o Ian passava a maior parte dos dias dentro do hospital, quando não estava trabalhando, estava cuidando da sua filha, da sua linda e pequena filha. Ela tinha os mesmos olhos verde jade do Lucas e a cada vez que a olhava, o seu coração doía de tal forma que tinha horas que ele achava que não ia mais suportar.


– Como você pode se parecer tanto com ele?



Perguntou enquanto a segurava nos braços pela primeira vez desde o seu nascimento. A pequena finalmente havia saído da incubadora, tinha ganhado um pouco de peso e estava bem maior. Ela era tão pequena e frágil, as mãozinhas tão pequenas que chegava a parecer uma boneca e não um bebê de verdade.



– Ela está cada dia mais linda e parecida com você. – A Jane lhe disse ao chegar até o berçário.



– Ela tem os olhos do Lucas. – Ele lhe respondeu.


– Eu também acho.

– E o nariz da Fernanda. – Ele completou com pesar. Era difícil lembrar da maneira trágica como ela havia morrido, mesmo sabendo que ela mesma havia provocado o acidente e, por mais que todos dissessem que não era sua culpa, Ian se sentia culpado, ele sabia que ela estava histérica com a presença da Jane em seu apartamento, mas mesmo assim não fez nada a respeito.


– Me desculpe.



– Te desculpar pelo que Ian?


– Eu sei que você acha que eu não tenho culpa por tudo que aconteceu, mas eu sei que eu tenho. Eu poderia ter feito algo para evitar tudo isso, mas não fiz nada e... Agora a Fernanda está morta e você e a minha filha quase morreram também. Eu sinto muito.

– Ian, pare. Quantas vezes eu vou ter que repetir que a culpa não foi sua? Você não tem culpa do fato da Fernanda ser uma louca. Tudo bem, talvez você devesse ter tomado uma providência antes e tê-la internado em alguma clínica psiquiátrica quando ela começou a demonstrar o seu desequilíbrio mental, mas eu não te culpo por isso, afinal, ela estava grávida e isso poderia acabar acarretando na morte da sua filha.

– Eu poderia ter feito alguma coisa, mas eu não fiz...

– Você fez tudo que estava dentro do seu alcance. Ian, você salvou a vida da sua filha, muitos homens na sua posição estaria se lixando para a criança e para o que ela fizesse consigo mesma, mas você não, você abriu mão do seu grande amor, abriu mão da sua felicidade para salvar a sua filha. Esqueça o passado e pense apenas no presente e no futuro. Eu tenho certeza que você será um ótimo pai e que vocês ainda serão muito felizes.


Ele deu um meio sorriso e olhou para a filha em seus braços antes de responder.



– Espero que você tenha razão.



– Eu tenho, eu sempre tenho. – A Jane respondeu de forma presunçosa e com um sorriso no rosto.



Jane fitou o amigo enquanto o mesmo brincava com a mão da pequena Beatriz. Era realmente muito fofa a cena, um homem tão grande olhando de maneira tão apaixonada para a sua pequena filha, completamente encantado e praticamente babando em cima da garotinha em seus braços.



– Sabe de uma coisa, eu acho que o Lucas vai ficar feliz quando souber que você deu a sua filha o nome da mãe dele. É uma bela homenagem.



– Era o mínimo que eu poderia fazer, a Bia me deu tudo que eu poderia querer na vida. Desde a morte dos meus pais ela se dedicou a minha educação, me deu amor, carinho, ajudou-me a formar o meu caráter e... Me deu o Lucas, o meu Lucas. – Olhou diretamente nos olhos da Jane antes de fazer a pergunta que tanto temia. — Você acha que ele ainda me ama?


– Ian, o amor de vocês sempre foi tão lindo e verdadeiro, eu duvido muito que ele tenha esquecido o que sente por você.

– Eu tenho tanto medo de tê-lo perdido para sempre. Eu nunca amei ninguém com a intensidade do que eu sinto por ele, é como se... Se eu tivesse que dar a minha vida em troca da dele, eu daria. Eu seria capaz de qualquer coisa por aquele garoto, qualquer coisa.

– Eu sei disso. Quando você pretende ir atrás dele?

– Eu... Não sei se tenho esse direito. Eu o fiz sofrer tanto que eu tenho medo de ir atrás dele e acabar fazendo-o sofrer novamente.

– Está com medo de fazê-lo sofrer? Tem certeza que é isso mesmo?


Ian a olhou nos olhos, pelo jeito não ia conseguir nunca esconder nada dela.



– Eu... Eu também tenho medo de ir atrás dele e encontrá-lo com outro.



– Ian...


– Eu não sei se iria suportar mais isso.

– Mas se você quer tê-lo de volta na sua vida, uma hora você vai ter que ir atrás dele, vai ter que enfrentar os seus medos.

– Eu sei, mas é só que... É muito mais fácil na teoria do que na prática.

– Imagino que sim. Bem, se você precisar da minha ajuda pra qualquer coisa,é só falar e eu farei o possível para ajudá-lo.

– Obrigado.



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– Ian? Que bom vê-lo fora daquele hospital.



– Pois é, finalmente a Bia recebeu alta e por isso eu não preciso mais ficar tanto tempo no hospital. — Ian respondeu a cunhada. – Onde está o Dan?



– Ele está no quarto assistindo TV com as meninas.

– Eu vou chamá-lo, preciso conversar com vocês.

– Hum... Ok!


Assim que voltaram para a sala, Ian sentou no sofá de frente para a Carla e o Daniel e ficou alguns segundos sem dizer nada, apenas olhando para as próprias mãos, não sabia por onde começar.



– Então, vai ficar a noite toda apenas olhando para as próprias mãos ou vai falar o que queria nos dizer.



– Eu sei que não deveria estar pedindo isso a vocês, sei que estou sendo egoísta não apenas com vocês, mas principalmente com a Bia e o Lucas, mas... Eu preciso ir atrás dele, preciso trazê-lo de volta. Eu não aguento mais ficar longe dele, preciso do Lucas aqui, ao meu lado.


– Ian...

– Olha, vocês tem todo o direito de dizer não e eu vou aceitar numa boa, mas eu não posso levar a Bia nessa viagem, ela é muito pequena e é uma viagem longa e cansativa, por isso eu gostaria de saber se vocês poderiam ficar com ela até eu voltar? Eu não vou ficar muito tempo, cinco dias no máximo. É só o tempo de encontrá-lo e convencê-lo a voltar comigo.

– Ian, por mim não tem nenhum problema, mas quem decide isso é a Carla, quem vai ter que cuidar da Bia é ela, já que eu estarei no trabalho.


Ian olhou para a cunhada em expectativa.



– É claro que eu posso cuidar da Bia para você poder viajar tranquilo.



– Obrigado, muito obrigado mesmo. Vou ficar devendo mais essa a vocês.



oOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOoOo



Ian estava arrumando as suas coisas quando alguém bateu na porta do seu quarto, abriu a mesma e quando viu quem estava parado a sua frente, nem acreditou.



– Oi! – Disse um pouco confuso. – Como entrou aqui? – Perguntou curioso.



– Ah! A ruiva me deixou entrar, ela disse que você deveria estar no quarto e que eu poderia vir até aqui procurá-lo porque ela estava quase fazendo xixi na roupa.



Ian deu um meio sorriso, era a cara da Jane falar aquele tipo de coisa.



– Hum... E o que você quer comigo?



– Na verdade eu fiquei sabendo que a sua filha saiu do hospital, então eu pensei em fazer uma visita. Enfim, conhecer a mais nova integrante da família Almeida. – Disse com um sorriso.



Quando ouviu falar sobre a sua filha, instantaneamente Ian se desarmou e abriu um sorriso.



– Então, será que eu posso vê-la?



– Hã! Claro. Vem, eu vou levá-lo até o quarto dela.



Quando estavam saindo da porta do quarto do Ian para irem em direção ao quarto da Bia, o antigo quarto do Lucas, o Pedro não pode deixar de notar a mala aberta em cima da cama.



– Vai viajar? – Acabou perguntando.



Ian o olhou nos olhos antes de responder.



– Vou trazer o Lucas de volta.



O Pedro parou por alguns segundos, olhando para aquele homem alto e forte, mas que ao mesmo tempo não conseguia esconder os seus sentimentos quando o assunto era o sobrinho e ex-namorado. Ele não era apenas apaixonado pelo garoto, chegava quase a ser uma obsessão. “E o pior é que o Lucas sente o mesmo por ele.” Disse para si mesmo.



– O que foi? – Ian perguntou.



– Nada, é só que... Você realmente o ama muito não é? Quer dizer, depois de todo esse tempo separados, era para você, sei lá, tê-lo esquecido pelo menos um pouco, mas a impressão que eu tenho é que esse amor está ainda mais forte. Eu nunca vi nada parecido.


– Eu só queria ser feliz ao lado dele, e é por isso que eu não vou desistir tão fácil.

– Bem, nesse caso eu só posso te desejar boa sorte porque você melhor do que ninguém sabe o quanto aquele garoto é teimoso.


Ian deu um sorriso largo. Sim, ele sabia o quanto o sobrinho era teimoso, uma característica da família, e isso era uma das coisas que mais gostava no garoto. Ele ficava ainda mais lindo e sexy quando resolvia que uma coisa tinha que ser do seu jeito e ponto final.



– Eu sei, mas essa é umas das coisas que eu mais gosto nele. Ele sempre defende o seu ponto de vista.



– Vocês dois realmente foram feitos um para o outro. — O Pedro respondeu enquanto balançava a cabeça.


– Mas e você?

– O que tem eu?

– Ainda está apaixonado por ele.

– Eu, na verdade eu acho que estou gostando de outra pessoa.

– Sério? – Ian perguntou animado.

– Sim, mas eu ainda não o conheço pessoalmente, apenas o vi pela internet, ele é um dos novos amigos do Lucas. A gente estava conversando pela webcam e esse garoto apareceu. Ele é lindo e muito sexy. Um verdadeiro Deus grego. Eu espero conhecê-lo pessoalmente algum dia.


Ao ouvir o Pedro dizendo que o Lucas falava consigo pela webcam, Ian sentiu uma pontada de inveja, também queria ter esse privilégio, mas pelo jeito ele era o único que não tinha esse direito. Também não gostou muito da parte dos “novos amigos”. O Lucas era muito bonito e sexy e isso fazia com que ele chamasse bastante atenção, não apenas das mulheres, mas também de alguns homens e... E se... Não, não queria nem pensar no assunto.



– Está tudo bem? – O Pedro perguntou ao ver o mais novo amigo, pode-se assim dizer, pois desde o dia em que contou a ele sobre a partida do Lucas, eles meio que começaram uma amizade, embora nenhum dos dois admitisse isso.



– Sim, está tudo bem. – Respondeu.


– Vai, pergunta logo o que esta querendo saber. – O Pedro o mandou dizer de uma vez, sabia o que estava se passando na cabeça do moreno.

– Eu não estou querendo perguntar nada. – Ian negou.

– Ian, eu posso ser loiro, mas não sou burro. Fale logo, o que você está querendo saber?

– E só que... Por uma acaso ele não disse nada sobre... Sobre ele estar saindo com alguém, disse?


Pedro deu um meio sorriso antes de responder. É claro que ele ia perguntar isso.



– Sinto muito Ian, mas ele não disse nada a respeito, o que me faz acreditar que não, que ele ainda não tem ninguém. Bem, pelo menos é o que eu acho.



Eles entraram no quarto da Beatriz e foram em direção ao berço. Ian a pegou no colo e levou até o Pedro, deixando o loiro completamente encantado com a garotinha a sua frente.



– Ela é linda, parece uma bonequinha. – Olhou para o Ian e depois continuou. – Parabéns! Você fez um belo trabalho aqui. – Completou com um sorriso no rosto.



– Obrigado! – O moreno respondeu com um sorriso largo no rosto.


– Será que eu posso pegá-la um pouquinho? Juro que não vou deixá-la cair e nem nada parecido. – Pediu com os olhos brilhando.

– Hum... claro. Eu acho que é melhor você se sentar, fica mais fácil para segurá-la assim.

– Tá. – Respondeu enquanto sentava-se no pequeno sofá do outro lado do quarto.



Ian estava parado, na verdade sentado na porta da casa onde o endereço que a Carla havia lhe entregado indicava. Ficou esperando por uns quarenta minutos até que a sua frente surgiu dois garotos brincando e sorrindo. Viu quando o outro moreno, bem mais alto e mais forte que o Lucas, o abraçou por trás, fazendo com que o menor de olhos verdes jade risse alto.



– Bryan, pare com isso, alguém pode ver e... – Parou de falar assim que viu o ex-namorado o olhando, era quase possível tocar na decepção tão visível em seu rosto, os olhos marejados e os dentes serrados.



Ian abriu a boca para falar algo, uma, duas, três vezes, mas simplesmente não conseguiu dizer nada, então alguns segundos depois ele apenas levantou-se, pegou a pequena mala ao seu lado e passou pelos dois sequer olhá-los novamente.



Lucas o viu passar ao seu lado sem ao menos levantar os olhos, sem dizer uma palavra sequer. Por que ele estava indo embora sem falar nada? Aliás, porque ele estava ali? Não entendia.



Queria chamá-lo de volta e fazer as perguntas que estavam em sua cabeça, mas simplesmente não conseguiu. Viu o moreno se afastar cada vez mais até não ser mais possível vê-lo.



– Quem era? – Perguntou o rapaz ao seu lado.



Não respondeu nada, não conseguia expressar nada naquele momento, a sua garganta estava seca e os seus olhos ardiam. “O que ele está fazendo aqui?” Se perguntou novamente.



– Lucas, quem era aquele cara?



– Ele... Ele é só um... Ele é meu tio. – Disse por fim.


– Seu tio? E porque ele foi embora sem dizer nada. Você acha que ele não gostou de nos ver abraçados com tanta intimidade? – Perguntou nervoso.

– Eu não sei, ele... Ele não tem o porquê de ficar com ciúmes ou raiva, não existe mais nada entre a gente. – Respondeu distraído, sem nem mesmo perceber que havia acabado de admitir para o homem ao seu lado que tinha um relacionamento com o próprio tio.

– Como assim não existe mais nada entre vocês? Está querendo dizer que tinha um caso com o seu tio? É isso?


Lucas o olhou pela primeira vez desde que havia visto o Ian parado a sua porta. Como iria explicar isso a ele. Era o que se perguntava enquanto olhava para o moreno de enormes olhos castanho parado a sua frente.


Notas finais
Então, o que acharam?
Pra quem está se perguntando sobre o Lucas e o Ian,sim, estou pensando seriamente em deixar os dois separados para sempre, só depende de vcs (principalmente os leitores fantasmas), portanto, caso isso aconteça, a culpa é unica e exclusiva de vcs que não tem coragem de escrever um review sequer... Essa fic tem quase trezentos leitores e recebe menos de quinze reviews por capítulo, acho que poderia ter um pouco mais... falo mesmo... rum... u.u kkk E que fique claro que isso não é uma chantagem, eu não faço esse tipo de coisas. =D
Bem, é isso...
Ah! Antes de ir, se puderem, depois deem uma olhada nas minhas outras fics, acho que vão gostar... =)
bjooooooooooos e uma ótima semana para todos.
P.S.: Próximo capítulo será o último... cry... =(