Notas iniciais
Oiee!
Eu sei, eu prometi que ia postar até domingo né, mas no sábado eu cheguei em casa no fim do dia, super cansada. No domingo teve jogo da seleção masculina de vôlei e depois eu fiquei tão irritada com o meu primo que não tinha cabeça para escrever.
Eu sei que o capítulo ficou pequeno, mas eu realmente estou com muito sono e cansada, isso sem falar nessa maldita dor na coluna... ç.ç
Desde já peço desculpas, caso tenha algum erro ortográfico, mas não tenho a menor condição de corrigir agora, estou praticamente dormindo na frente do pc (acordar 4:50 para ir para o estágio não é mole.
Muito obrigada a todos pelos reviews, não consegui responder no final de semana, mas vou tentar nesse próximo fim de semana.
Boa leitura.

– O que foi? Porque está me olhando com essa cara?

– Não sei do que você está falando. Estou te olhando do jeito que sempre olhei. – Respondeu à ruiva.

– Fale de uma vez o que quer me dizer. – Respondeu o moreno. A expressão da ruiva já estava o irritando. Não gostava daquele sorriso zombeteiro que estava vendo no rosto dela.

– O Pedro é um gato. Acho que o Lucas vai fazer um bom negócio se resolver dar uma chance ao loirinho lindo, já que você não o quer mais. – Ela queria provocar o Ian e, o conhecendo como conhecia, sabia que ele iria acabar demonstrando o seu desconforto com aquela situação, afinal, por mais que ele mantivesse distância do sobrinho, ficou estampado na cara do Ian que ele estava com ciúmes do menor, mesmo ele próprio não percebendo aquele fato. “Tapado”. Pensou a Jane.

– Você só pode estar brincando né? O Lucas deveria manter distância daquele idiota. Graças a ele eu estou nessa cadeira de rodas e perdi quatro anos da minha vida.

– O garoto não poderia imaginar que tudo isso iria acontecer ao beijar o Lucas, além do mais, quem estava ao volante dirigindo em alta velocidade foi você e não ele, ou seja, você tem tanta culpa quanto ele.

– Eu provavelmente estava nervoso, transtornado, afinal, não é nada fácil pegar a pessoa que você ama beijando outra pessoa.

– Então você admite que ama o Lucas?

– Eu não disse isso.

– Disse sim...

– Você entendeu muito bem o que eu quis dizer.

– Que seja, mas o que importa agora é que você ficou com ciúmes do Pedro.

– HÁ-HÁ-HÁ... Você é tão engraçadinha, Jane, adora fazer uma piada. O Lucas é meu sobrinho e nada mais. Não vai voltar a rolar nada entre a gente. Nunca mais.

– Você nunca deveria dizer essa frase. “Nunca mais” é muito tempo Ian, e as coisas podem mudar de uma hora para outra, quando menos esperamos.

– Eu não vou me envolver novamente com o meu próprio sobrinho, não importa o que vocês digam ou o quanto eu veja aqueles vídeos e fotos de nós dois juntos e... – Ian parou no meio da frase, não queria admitir para si mesmo que ele e o Lucas pareciam felizes, realmente muito felizes juntos.

– E felizes? – Perguntou a Jane.


“Droga. As mulheres e esse maldito sexto sentido.” – Pensou Ian.


Ele não respondeu a pergunta da Jane. Não sabia o que responder e, sinceramente, tinha medo de responder. Tinha medo de admitir que provavelmente ele era feliz com o Lucas, pelo menos era o que parecia ao olhar para as fotos e vídeos que havia guardado em seu notebook.


– Então, voltando ao assunto do Lucas com o Pedro. Eu realmente acho eles um casal fofinho, os dois combinam bastante, embora eu ache que você combine muito mais com ele.

– Ele não vai namorar aquele idiota.

– Ele é maior de idade Ian, pode fazer o que bem entender da sua vida.

– Só passando por cima do meu cadáver. – Falou irritado. – Enquanto ele morar no meu apartamento, não vou deixá-lo sair com aquele babaca.

– Você fica muito fofo quando está com ciúmes. – Ele disse com um sorriso no rosto.

– Eu já disse que não estou com ciúmes. – Falou exasperado, indo para o seu quarto logo em seguida. – Diga ao Lucas quando chegar que quero falar ele. – Falou enquanto desaparecia no corredor.


Ian estava em seu quarto pensando no que havia conversado com a Jane alguns minutos atrás quando ouviu uma leve batida na porta.


– Quem é?

– Sou eu, Lucas. Posso entrar?

– Entra. – Respondeu o mais velho.

– A Jane falou que você está querendo falar comigo. – Falou o Lucas, parado à porta.

– Sim. Entre por favor.


Lucas entrou e fechou a porta atrás de si.


– Eu não quero você andando com aquele cara. – Ian falou sem rodeios.

– Porque não?

– Como assim, porque não? Graças a ele eu estou nessa cadeira de rodas e não me lembro dos últimos 4 anos, não me lembro do nosso relacionamento.

– Ele não podia imaginar que algo desse tipo poderia acontecer com você.

– Você está o defendendo, é isso?

– Eu apenas acho que todos merecem uma segunda chance.

– Ele não quer ser seu amigo Lucas, ele quer ser seu amante, namorado ou qualquer outra coisa que não seja amigo.

– Quem olha assim pensa que você está com ciúmes.

– Pois eu não estou, apenas estou tentando cumprir o que me foi designado.


Falou e em seguida olhou para o sobrinho, o mesmo o olhava de forma séria.


– Você é apenas uma criança Lucas.

– Para de me chamar de criança e me tratar como tal. Eu já sou um homem.

– Você mal saiu da adolescência. – Rebateu o mais velho.

– Pois então eu vou te mostrar que deixei de ser criança há muito tempo. – Lucas falou enquanto subia na cama do tio e em seguida atacou os lábios do mesmo, o pegando completamente desprevenido.


O garoto beijou com vontade, com paixão. Segurou o rosto do mais velho para impedi-lo de se afastar do beijo. Ian bem que queria afastá-lo, mas o seu corpo parecia ter ganhado vontade própria, simplesmente não obedecia os seus comandos, pelo contrário, quando as suas mãos tocaram o corpo do menor, ele não conseguiu empurrá-lo como planejava, ao invés disso, uma das suas mãos foi até o pescoço do Lucas, subindo até os cabelos e puxando-os levemente, a sua outra mão correu até o dorso do sobrinho, apertando-o e colando os corpos ainda mais, fazendo com que um gemido alto saísse da boca de ambos.


Ao perceber que o seu beijo estava sendo correspondido, Lucas vibrou por dentro. O garoto tinha vontade de gritar para o mundo inteiro ouvir, mas tinha medo de afastar os lábios e o tio voltar a rejeitá-lo, por isso resolveu aproveitar o máximo que pode, aprofundando ainda mais o beijo enquanto sentava no colo do mais velho, o fazendo gemer alto mais uma vez.


Quando já estavam completamente sem ar, Lucas afastou um pouco os seus lábios dos lábios do Ian e foi distribuindo beijos pelo pescoço do maior, fazendo com que a cabeça do Ian girasse ainda mais, o coração de ambos batendo tão forte que a impressão que tinham era que haviam acabado de sair de uma maratona.


– Lucas... Lucas pare... Isso é errado... – Ian aos poucos ia voltando em si e percebendo o que estavam fazendo.

– Não tem nada de errado nisso. Eu te amo. Além do mais, está tão gostoso e, nem adianta dizer que não gostou que eu sei que é mentira.

– Isso não deveria ter acontecido. Você não deveria ter me atacado desse jeito. É errado, é pecado.

– Pare com isso Ian. Nós namoramos por dois anos, vivíamos nos beijando e fazendo amor. Foram tantas vezes que eu até perdi a conta. Parecíamos dois coelhos, mas sem a parte dos filhos, é claro.

– Isso não vai voltar a acontecer. – Ian disse olhando nos olhos do Lucas. – Nunca mais. Foi um erro que não iremos cometer novamente. – Completou, mas logo depois se arrependeu, pois, a expressão de dor que tomou conta do rosto do Lucas, foi de cortar o coração.


O menor saiu de cima do seu colo e rapidamente foi em direção a saída do quarto. – Lucas... Lucas espere. – Ian o chamou, mas o menor simplesmente ignorou o seu chamado e foi chorar em seu próprio quarto, longe do olhar de pena do tio.


Notas finais
*Dorso = parte posterior do tronco (tbm conhecido como "costas").
Então, o que acharam????
Vou tentar postar outro capítulo até o fim de semana.
bjooooooooooos