E Se... Eu e você... 2
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Estou voltando com mais um capítulo e... Com a certeza que agora eu vou morrer... ç.ç
Queria muito agradecer a todos que deixaram reviews... o/ adoro vcs... ;D
Também queria agradecer especialmente a 'Naglê Nakai' pela linda recomendação... eu simplesmente A-M-E-I... Capítulo dedicado a você... 0________0
Boa leitura.
–- Então é isso, eu nunca mais vou me lembrar do que aconteceu nos últimos quatro anos? – Perguntou Ian, com uma voz triste.
Ian sentia-se como se tivesse um buraco em seu coração, sentia um vazio tão grande, como se faltasse algo muito importante dentro de si, algo do qual ele sabia que deveria se lembrar, mas não lembrava e nunca iria lembrar. Saber disso era realmente frustrante, para não dizer decepcionante e triste.
–- Eu sinto muito meu irmão. Você sabe que eu faria qualquer coisa para lhe devolver o seu passado esquecido, mas infelizmente não tem nada que eu possa fazer.
Jane o olhava compadecida, queria ajudá-lo, mas a única coisa que poderia fazer era oferecer a sua amizade e o seu carinho, além de ajudá-lo na reabilitação, porém, nada poderia fazer para trazer de volta a memória do amigo.
–- Ele já sabe que eu...? – Perguntou o ao irmão mais velho, referindo-se ao sobrinho.
–- Sim.
–- Como ele reagiu? – Perguntou ainda um pouco abalado com todas as notícias que recebeu desde havia acordado.
–- Você reagiu muito melhor do que ele, na verdade, eu achei que você fosse fazer um escândalo ou algo do tipo, eu no seu lugar teria feito, mas não, você reagiu bem, bem até demais.
–- Eu já imaginava que algo do tipo tivesse acontecido, mas confesso que desde que acordei e percebi que não me lembrava de muita coisa, eu tenho rezado e pedido a Deus para não deixar algo tão grave acontecer comigo, mas acho que ele estava meio ocupado e não ouviu as minhas orações. – Disse com um sorriso forçado.
–- Você não deve perder a fé Ian. – Falou o irmão mais velho.
–- Eu não perdi, mas também não vou alimentar falsas esperanças de que a minha memória vai voltar porque eu sei que não vai.
–- Hum... Eu acho que é melhor a gente sair Daniel, o Ian precisa descansar. – Jane disse, tentando mudar de assunto. Ela virou para o moreno deitado na maca e prosseguiu. – Durma um pouco. Você acabou de acordar de um coma e ainda está se recuperando, não pode ficar muito agitado, portanto descanse um pouco.
–- Antes de dormir eu gostaria de falar com o Lucas. Preciso me desculpar.
–- Eu sei que você precisa, mas não agora. Você já falou demais por um dia e precisa descansar. Quando acordar o Lucas vem falar com você. – Jane deu um pequeno sorriso e completou. – Eu não o conheço o bastante, mas pelo pouco que conheço, eu duvido que ele saia daqui sem antes falar com você.
–- A Jane tem razão Ian, descanse e depois você fala com o Lucas. Ele não vai a lugar algum sem você. Pode ter certeza disso.
Ouvir aquelas palavras da ruiva e do Daniel, machucava o Ian, pois ele sabia que ia acabar fazendo o garoto sofrer ainda mais e não queria fazer isso. Por fim, Ian acabou desistindo e fechou os olhos para dormir, afinal, estava se sentindo realmente cansado, o que era estranho já que ele passou dias deitado e em coma. A última coisa que viu antes de dormir foi o seu irmão saindo junto com uma cabeleira ruiva.
Algum tempo depois Ian acordou com uma sensação boa, alguém estava acariciando os seus cabelos e o seu rosto. Não sabia por que, mas aquela sensação era tão boa, tão reconfortante. O fazia se sentir protegido, como se nunca tivesse sofrido aquele acidente que o fez esquecer de momentos tão importantes da sua vida.
Abriu os olhos e viu duas esmeraldas o olhando intensamente, nunca havia visto olhos mais verdes em toda a sua vida. Eram os olhos mais lindos que já havia visto.
–- O-Oi! – Disse o garoto, retirando a mão que o acariciava e se afastando um pouco.
–- Oi! – Respondeu calmo, sendo gentil dessa vez.
–- Me desculpe, eu não queria acordá-lo e... Eu... Eu acho melhor eu sair... Espero que fique bom logo. – Disse antes de virar as costas e ameaçar sair.
–- Espere, eu queria falar com você.
–- Comigo? Tem certeza? Quer dizer, não que eu não queira falar com você, mas é que... Você parecia incomodado com a minha presença e eu não quero forçar a barra... Eu...
–- Eu quero pedir desculpas pelas coisas que eu disse antes. Eu realmente sinto muito.
–- Ta tudo bem Ian, não precisa se desculpar. Eu entendo, você estava confuso e...
–- O fato de eu estar confuso não justifica toda a minha grosseria para com você.
–- Eu não estou bravo com você. Deixa prá lá, já passou. – Lucas dizia de onde estava, parado perto da porta. Ele tinha medo de chegar muito perto e ser rejeitado mais uma vez.
Ficaram um tempo calados, apenas olhando um para o outro até que o mais velho resolveu entrar no assunto principal da conversa, o relacionamento dos dois.
–- O Daniel me contou que a gente... Que a gente teve um...
–- Que estávamos namorando? – Perguntou Lucas, mesmo sabendo a resposta.
–- Sim...
–- Sim, estávamos, mas aí o Pedro apareceu em minha vida para acabar com a nossa felicidade, o fazendo ter uma crise de ciúmes e depois... – Os olhos do mais novo se encheu de lágrimas, deu um longo suspiro, tentando reprimir as lágrimas que teimavam em querer cair. – Você saiu transtornado, dizendo que havia acabado tudo entre a gente e acabou sofrendo um acidente. Eu sinto muito Ian, foi tudo culpa minha. Você tem todo o direito de me odiar. – Falou a última parte em um sussurro.
–- Eu não te odeio e também não acho que a culpa seja sua, mas... Mas eu também não consigo vê-lo como meu namorado. Eu sinto muito, mas... Para mim, você sempre será o meu sobrinho que tanto amo, o filho da minha querida irmã.
Ouvir aquelas palavras doía mais do que se alguém estivesse cortando o seu coração enquanto o mesmo ainda encontrava-se conectado ao seu corpo. Lucas preferia a morte a ter que ouvir o Ian dizendo aquelas palavras. Era doloroso demais e ele não sabia por quanto tempo iria suportar ficar ali, parado e em pé, ouvindo o seu namorado dizer que o amava apenas como sobrinho, quando tudo que ele mais queria era que o maior o pegasse de jeito e fizesse amor com ele o dia inteiro.
–- Por favor, não fale assim... Eu não quero que me ame como sobrinho, eu quero que me ame como homem, como o seu namorado.
–- Lucas...
–- Eu te amo tanto Ian. Eu te amo como nunca amei ninguém e... – Agora as lágrimas reprimidas começaram a transbordar, fazendo com que as orbes verdes perdesse o brilho de antes. – Eu não saberei viver sem você. Por favor, não me deixe. Eu sei que posso conquistá-lo de novo, só preciso de uma chance. Uma única chance Ian. Por favor.
–- Eu não posso fazer isso Lucas. É errado. É pecado e, eu não consigo vê-lo dessa forma. Eu realmente sinto. Eu não quero magoá-lo, você é meu sobrinho e para mim vai ser sempre aquele garotinho que eu costumava presentear com carrinhos e passava horas com ele brincando.
O menor chorava tanto que já estava começando a soluçar, o que deixava o maior com um peso no coração. Não queria magoá-lo, mas também não tinha como ter um caso com o próprio sobrinho. Isso jamais iria acontecer novamente. “Jamais”. Disse mentalmente para si mesmo.
–- Mas eu preciso de você... Por favor, não me deixe. – Pediu entre soluços.
–- Eu nunca vou deixá-lo Lucas, mas também não posso ser nada mais que o seu tio. Eu sinto muito.
–- Mas eu quero você.
–- Você precisa de alguém da sua idade Lucas, de alguém que não seja o seu próprio tio.
–- Não, eu só preciso de você. Eu quero só você. Eu quero me entregar só a você e a mais ninguém. É você que eu amo.
Ian fechou os olhos. Aquilo estava sendo muito mais difícil do que imaginava. Não queria vê-lo sofrendo daquele jeito, afinal, sempre amou tanto o sobrinho, mas também não podia fazer o que ele queria. Só de pensar na possibilidade de tomá-lo para sim, de tê-lo em seus braços como namorado, já sentia repulsa e nojo de si mesmo, não por ter uma relação homossexual, mas por pensar na possibilidade de ir para a cama com o próprio sobrinho. Era errado e repulsivo. Nenhum tio deveria pensar em tal coisa.
–- Eu sinto muito, mas não posso fazer isso.
Ao dizer isso, a última coisa que viu foi o sobrinho abrir a porta e sair correndo.
–- Lucas! Lucas espere... Lucas volte aqui.
Ian gritou, mas o sobrinho não voltou, pelo contrário, ele passou correndo por todos e só não foi atropelado na saída do hospital porque o Daniel foi rápido e o puxou.
–- Lucas! O que pensa que está fazendo? Já não basta o Ian em uma cama de hospital? Está querendo juntar-se a ele, é isso? – Perguntou irritado, mas ao sentir o sobrinho o abraçando forte enquanto tremia violentamente e chorava tão alto que deixou o mais velho sem reação. –Lucas? O que aconteceu? – perguntou, assustado com o estado emocional do sobrinho.
–- Ele não me quer mais tio. Ele disse que só me ama como sobrinho. Eu não vou agüentar ficar sem ele. Eu não vou.
–- Shii... Fique calmo, está bem?! Dê um tempo para o Ian. Ele ainda está confuso.
–- Eu o perdi para sempre, sei que perdi.
–- Não pense assim. Você o conquistou uma vez não foi, então conquiste-o novamente. O amor de vocês é verdadeiro, Lucas, e um amor de verdade nunca morre. Ele pode não se lembrar de tudo que ouve entre vocês, mas eu tenho certeza que mesmo sem saber, sem se lembrar, o amor que ele sentia por você ainda existe dentro dele, só precisa ser liberado.
O Menor não disse mais nada, apenas chorou no pescoço do tio, enquanto o abraçava com força.
Notas finais
Então, o que acharam???
Achei o link de uma música que é a cara do Lucas nesse momento. Segue o link do vídeo para quem estiver curioso.
Link: http://www.youtube.com/watch?v=Lmi6snAJais&feature=related
Espero que gostem...
Por favor deixem reviews.
Bjooooo e até o próximo capítulo.
fuiiiiiiiii
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