Notas iniciais
Oie pessoa lindas do meu coração... voltei... sei q demorei uma eternidade para postar capítulo novo e ainda não respondi todos os reviews, mas vou responder, aos poucos, mas vou... estou sem tempo para nada... cryyyyyyy
Segue mais um capítulo novinho para vocês, provavelmente o penúltimo, e o próximo será o último... (Ç.Ç) mas se eu tiver um tempinho, prometo escrever um capítulo extra... ;D
Antes que eu esqueça (coisa da idade), eu gostaria de agradecer a todos que deixaram reviews... muito obrigada mesmo... vcs são uns amores. 0____________0
Gostaria de dedicar esse capítulo ao 'Alexpk1256' que fez aniversário no dia 24/02/12... Parabéns!! Que Deus ilumine sempre o seu caminho e q vc continue sendo esse garoto super gente boa.
Boa leitura.

– Para onde ele vai? – Lucas perguntou, assim que viu Daniel saindo do quarto com uma mala na mão.

– Ele vai para os EUA...

– EUA? O que ele vai fazer lá? Aconteceu alguma coisa com o Ian? Ele está bem?

– O Ian está bem Lucas... Eu apenas estou fazendo uma viagem de negócios. – Mentiu.


Carla olhou para o marido com um olhar repreendedor, não podia acreditar que o marido estava mentindo na maior cara de pau.


– Que tipo de negócios? Até onde eu sei, o seu trabalho no escritório não costuma exigir esse tipo de viagem.

– É uma transação muito importante para a empresa.

– Porque está mentindo para mim? Aconteceu alguma coisa com o Ian, não aconteceu? Eu também vou com você.

– É claro que não... De onde você tirou essa ideia? O Ian está ótimo e você não vai a lugar algum.

– Você está mentindo sobre essa viagem e eu tenho o direito de saber o que está acontecendo com o Ian... Tenho todo o direito de saber o que está acontecendo com o meu namorado.

– Eu já disse que ele está bem. – Daniel disse enquanto andava em direção a porta.

– Eu só vou te dizer uma coisa... Reze para que ele esteja bem, pois caso contrário, eu juro que nunca irei perdoá-lo, nunca.

– Não deveria ter mentido para o Lucas, ele tem o direito de saber o que está acontecendo, Daniel. – A mulher disse quando entraram no carro.

– Eu sei que ele tem o direito, mas o que você quer que eu fale para ele, que você estava falando com o Ian e de repente você escutou um barulho e o telefone ficou mudo? Ele vai ficar desesperado Carla... Deixa eu chegar lá primeiro, verificar o que aconteceu e depois você conta o que está acontecendo para o Lucas.

– Ele vai ficar uma fera quando descobrir que mentimos para ele.

– Eu sei, mas é melhor assim, acredite em mim.


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Ao chegar nos EUA, Daniel tratou logo de procurar o consulado brasileiro, precisa saber notícias do seu irmão o mais rápido possível, caso contrário iria enlouquece. Ao saber que o irmão mais novo havia sofrido um acidente e se encontrava hospitalizado, pegou o primeiro táxi que passou e correu até o hospital indicado.


Assim que chegou ao hospital, Daniel foi até a recepção saber notícias do irmão, precisava saber como ele estava, precisava vê-lo, ter certeza de que não corria nenhum risco de morrer.


– Você não está entendendo senhorita... Eu preciso ver o meu irmão, preciso ter certeza que ele está bem. – Tentava convencer a recepcionista a deixá-lo visitar o irmão, mesmo ela dizendo que o Ian não podia receber visitas, pois estava fazendo alguns exames.

– Oi! Algum problema? – Perguntou uma ruiva de seios fartos e olhos grandes. Ela estava vestida de branco e parecia trabalhar no local, se é que a roupa indicava algo.

– Oi! Eu acabei de saber que o meu irmão está internado nesse hospital, mas essa moça não quer me deixar vê-lo.

– Dra. Jane, eu já expliquei a ele que o paciente Ian Almeida está terminando alguns exames e que assim que os exames acabarem, ele poderá vê-lo, mas ele quer vê-lo agora de qualquer jeito.

– Pode deixar que eu cuido disso Meg. Obrigada! – A ruiva falou com a recepcionista e logo após virou-se para o Daniel, olhando-o sério, a raiva estampada em seu rosto. – Então você é o Daniel, irmão do Ian?

– Desculpe, mas como sabe quem eu sou?

– O Ian e eu somos amigos... Eu estava com ele na hora do acidente...

– Estava? E o que aconteceu? Como está o meu irmão?

– Ele está bem, mas não graças a você. – A ruiva disse, sem conseguir esconder a raiva dentro de si.

– Porque eu tenho a impressão que você não gosta de mim?

– Talvez seja porque eu não gosto mesmo de você.

– E posso saber porque?

– Você sabe muito bem porque, mas eu vou te dizer mesmo assim... Eu não gosto de você porque graças a você, eu tive que ver o Ian sempre triste, sofrendo, comendo cada vez menos, vivendo cada vez menos... Graças a você ele não teve forças para desviar do carro desgovernado que o atropelou... Graças a você ele teve que fazer uma cirurgia na perna esquerda, além de quase ter tido um traumatismo craniano..


Daniel não disse nada, apenas olhou para baixo, em sinal de derrota... Ninguém precisava lhe dizer que ele era o culpado pelo irmão mais novo estar em um leito de hospital, ele já sabia disso... Tinha plena consciência que se não tivesse obrigado o irmão a fazer aquela maldita viagem, a essa hora, o Ian estaria perfeitamente bem.


– Qual o estado dele? É muito grave? – Perguntou com a voz baixa.

– Ele não corre mais nenhum risco de morte, mas vai ter que ficar em observação por pelo menos dois dias, a batida na cabeça foi muito forte, além de ter fraturado a tíbia esquerda... Alguns dias de repouso e ele ficará novinho em folha. Acabamos de fazer mais uma tomografia computadorizada, entre outros exames e tivemos ótimas notícias... Não teve nenhum coágulo sanguíneo intracraniano e a atividade cerebral está normal.

– Graças a Deus... Quando eu poderei vê-lo?

– Ele deve estar voltando para o quarto agora, mas só poderá vê-lo dentro de alguns minutos.

– Como foi que aconteceu?


Ela o olhou por alguns segundos, por um breve momento, ela teve pena do homem parado a sua frente. Ele parecia estar sofrendo.


– Ele estava atravessando a rua para encontrar-me, quando um carro em alta velocidade avançou o sinal vermelho e o atingiu, jogando-o longe... Na hora eu achei que ele havia morrido... Ele ter saído desse acidente com apenas alguns arranhões e uma tíbia fraturada foi um milagre, Daniel. Você tem que agradecer muito a Deus por seu irmão ter saído bem desse acidente.

– Eu sei.

– Olha, eu sei que não é da minha conta e que você fez o que achou que seria melhor para o Ian e o seu sobrinho, mas... Ele está sofrendo, está sofrendo muito... Praticamente não come, na maioria das vezes eu tenho que obrigá-lo a comer, caso contrário, ele passa o dia inteiro sem comer nada. Ele está pálido e fraco e é por esse motivo que eu insisto em dizer que foi um milagre ele ter saído desse acidente sem nenhum ferimento mais grave.


Jane olhou para Daniel, que no momento estava olhando para o nada e continuou com o seu discurso... Ela sentia que precisava convencê-lo a mudar de ideia e iria fazer o possível, nem que para isso fosse preciso mentir.


– Ele está deprimido e eu tenho medo que ele faça alguma besteira ou que ele pare definitivamente de comer... Ele emagreceu quase dez quilos desde que eu o conheci. – E com isso ela conseguiu a completa atenção do irmão do seu amigo. – Ele precisa do Lucas, precisa falar com ele, precisa vê-lo... Ele precisa do namorado perto dele. Aquele garoto é a vida dele Daniel.

– O Ian é tio dele Dra., eles tem o mesmo sangue... Isso é errado, esse relacionamento é errado.

– Isso quem tem que decidir são eles, não acha?!

– Eu só quero o bem deles.

– E você já viu que separá-los não é a melhor tática... Depois do acidente eu fiquei me perguntando... Será que o Ian ficou paralisado quando viu o carro se aproximando, ou ele simplesmente não fez questão de sair? Ele cansou de me dizer que a sua vida sem o Lucas não tinha sentido... Que ele se sentia como se lhe tivessem roubado a alma e deixado apenas o corpo, vazio e sem emoções. Apenas um corpo vazio e imerso em dor e sofrimento. Eu tenho a impressão que ele está desistindo Daniel... Desistindo de continuar lutando pelo seu grande amor, desistindo de viver...

– Chega... Chega, está bem?! O que você quer? Fazer-me sentir ainda mais culpado do que já estou me sentindo? Se for isso, parabéns, você conseguiu.

– Eu quero que você saiba o mal que está fazendo ao seu único irmão vivo... Que você saiba que se continuar com essa teimosia, logo logo terá que providenciar mais um funeral.

– Eu quero ver o meu irmão. Será que você poderia me levar até ele?

– É claro, me acompanhe. – Respondeu... Ela sabia que ele queria mudar o rumo da conversa... Aquele assunto o incomodava.


Assim que chegaram ao quarto, Jane entrou e avistou o amigo acordado.


– Ei... Como está se sentindo?

– Como se tivesse sido atropelado por um trem. – Ian respondeu, tentando parecer engraçado.

– É bom saber que você está melhor... Ian... Tem alguém aí fora querendo te ver... Posso deixar entrar?

– Quem?

– O seu irmão.

– O Daniel? O que ele está fazendo aqui?

– Eles ficaram preocupados com você e ele resolveu vir até aqui saber se estava tudo bem com você.

– Diga a ele que eu estou bem e que não precisa perder o tempo dele comigo... Que ele já pode voltar para a casa dele e esquecer que o irmão dele gay, pedófilo e moleque sofreu um acidente, mas que está bem e, que não será dessa vez que ele irá se livrar de mim, afinal, eu não vou morrer por isso, não é mesmo?!

– Ian...

– Eu quero ficar sozinho Jane... Por favor.


Ian não sabia, mas Daniel estava do outro lado da parede ouvindo tudo o que ele dizia e ouvir o irmão falar daquele jeito, o deixou extremamente triste... Não imaginava que o irmão mais novo estivesse tão magoado com a sua atitude, mas ele estava.


– Eu sinto lhe informar, mas não sairei daqui até conversarmos e eu ter certeza que você está bem. – Daniel disse ao entrar no quarto, sem ser convidado. – Eu sou o seu irmão mais velho e tenho a obrigação de cuidar de você.

– Engraçado, eu não percebi essa sua obrigação quando você me obrigou a vir morar nos EUA por dois anos... quando você obrigou-me a ficar longe da pessoa que mais amei em toda a minha vida.

– Eu só fiz o que achei certo, o que achei que fosse o melhor para vocês dois. Porque ninguém consegue ver que eu só estava tentando protegê-los?

– Eu já sei me cuidar sozinho e também posso muito bem cuidar do Lucas.

– Estou vendo que sim... Você fez isso tão bem que eu tive que sair do Brasil e vir até os EUA só para saber o que havia acontecido com você.

– Eu não pedi para você vir até aqui, portanto, já pode voltar para a sua vidinha perfeita e esquecer o que aconteceu comigo.

– Quer saber... Eu desisto.

– O que? Desiste do que?

– Se você e o Lucas insistem com essa loucura de que estão apaixonados um pelo outro... Se querem ficar juntos, que fiquem, contanto que continuem vivos... Eu não aguento mais ter um susto diferente com vocês a cada semana.

– O que quer dizer com isso?

– Eu quero dizer que, se vocês quiserem ficar juntos, eu não vou mais me opor... não estou afim de perder o meu irmão e o meu sobrinho só porque eu não concordo com o relacionamento dos dois. Vocês são parentes, tem o mesmo sangue e isso é errado, muito errado, mas parece que nenhum dos dois se importa com isso... Então... Eu desisto.

– Está falando sério? Não vai tentar nos impedir de ficar juntos?

– Não... Até mesmo porque, se esse sentimento não desapareceu em um ano e meio, não vai sem ser em menos de seis meses que ele irá acabar. – Falou derrotado.

– Obrigado Daniel. Muito obrigado mesmo. – Ian disse ao irmão, os olhos cheios de lágrimas, visivelmente emocionado.

– Não precisa me agradecer Ian... Tudo que eu mais quero nesse mundo, é que você e o Lucas sejam felizes.

– Nós seremos.

– Quando ele pode voltar para casa? – Perguntou, virando-se para a ruiva que permanecia no quarto.

– Em dois dias ele irá receber alta.

– E quando ele poderá voltar para o Brasil?


O olhos do Ian brilharam ao ouvir a palavra Brasil e casa... Ele finalmente iria voltar para casa... Finalmente iria voltar para o seu amor... Finalmente iria vê-lo e matar a saudade que teimava em atormentá-lo.


– Acho que em três ou quatro dias, mas primeiro teremos que fazer mais alguns exames, antes dele sair do hospital, só para ter certeza que está tudo bem.

– Ok! Bem, eu vou ligar para casa e avisar que estaremos chegando em no máximo cinco dias.

– Dan, espere... Não conta para o Lucas que eu estou voltando... Eu quero fazer uma surpresa para ele.

– Como você preferir, mas de qualquer forma, eu tenho que ligar para casa e avisar que você está bem, caso contrário, amanhã mesmo a Carla e o Lucas aparecem aqui.


Ian apenas riu com o que o irmão mais velho disse.


As horas pareciam não passar e Ian já estava ficando ansioso, o que fazia Jane rir até dizer chega... Nunca tinha visto o amigo daquele jeito... Ele vivia deprimido e sem expectativa de vida, mas agora, ele estava feliz e muito, mas muito ansioso mesmo.


– Calma Ian, amanhã você estará voltando para casa.

– Eu sei, mas eu estou morrendo de saudades do Lucas. – Jane apenas riu. Era a primeira vez que ela o via tão feliz...


Ian havia voltado a comer normalmente e já estava mais corado... Tinha até mesmo ganho alguns quilos.


Notas finais
Então, o que acharam???
Espero que tenham gostado... se alguém quiser indicar, ficarei imensamente feliz.;D
Gostaria de indicar as minhas outras fics: "Amar é..." e "Amizade colorida".
Link 1: https://www.fanfiction.com.br/historia/195235/Amizade_Colorida
Link 2: https://www.fanfiction.com.br/historia/197318/Amar_e...
Espero que gostem.
bjoooooooooos