E Se... Eu e Você...
7 Capítulo 7
Notas iniciais
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Obrigada a todos que deixaram reviews...
Também gostaria de agradecer especialmente ao Alexpk1256 e a paola_costanzo pelas recomendações... muito... muito... muito obrigada mesmo... vcs são uns amores... capítulo dedicado a vocês.
Boa Leitura.
Os dias passavam lentamente, as horas no relógio pareciam se arrastar, como se os ponteiros estivessem cansados demais para ir um pouco mais rápido. Nunca uma semana demorou tanto para acabar, não que fosse fazer alguma diferença, afinal, tudo que eles iriam conseguir era mais um final de semana de solidão, tão perto, mas ao mesmo tempo tão longe um do outro.
Mas nesse fim de semana não ia ser diferente, a Luana estava vindo para o Rio de Janeiro para passar um tempo com o Lucas e isso estava deixando o Ian mais tenso e irritado que o normal. A idéia de ter a namorada do sobrinho durante todo o fim de semana no seu apartamento, os dois se agarrando pelos cantos, não agradava nem um pouco o fisioterapeuta recém formado.
–- Boooooom diaaaaa!
Lucas o cumprimentou com um lindo sorriso no rosto. Era sexta-feira e em algumas horas a sua namorada estava chegando e, ele estava feliz com a idéia de poder fazer ciúmes no tio. Não se orgulhava do que estava planejando, não era certo usar a Luana daquele jeito, mas era a sua única chance de se aproximar ainda mais do tio.
–- Bom dia. Parece animado.
–- E estou. A Luana chega dentro de algumas horas e eu vou poder matar a saudades que estou sentindo dela.
Ouvir aquela afirmação sem dúvida machucava Ian, machucava muito, mas ele tinha que ser forte, não poderia demonstrar o quanto aquela afirmação o afetava. Se queria levar adianta o plano de afastar o sobrinho enquanto fosse apenas um adolescente, ele teria que agüentar tudo calado, e friamente, pelo menos por fora, já que por dentro o seu coração parecia que ia desaparecer de tão pequeno que estava, estava tão apertado que chegava a doer.
–- Tenho certeza que sim... Espero que ela o deixe ainda mais animado.
–- Ela vai, pode ter certeza. Ela sabe como me deixar para cima, literalmente.
Respondeu com um tom malicioso na voz. Um sorriso de canto brincava nos seus lábios.
Ian apenas o observou calado, desviando o olhar em seguida. Não disse mais nada, apenas saiu da cozinha sem dizer uma palavra, indo em direção ao seu quarto. Viu a garota apenas duas vezes, mas já a odiava.
Lucas o observou sair sem falar uma palavra se quer. Percebeu que o tio não gostou do tom malicioso da sua voz, mas a sua intenção foi essa, não foi?! Queria deixá-lo com ciúmes e havia conseguido. Ian nunca foi bom em disfarçar os seus sentimentos, muito menos em mentir. Daniel costumava dizer que ele era a pessoa mais transparente que já havia conhecido. E era verdade, pensou Lucas, por mais que ele tivesse tentado disfarçar o ciúmes, estava estampado na sua face o desgosto com a chegada da Luana.
O garoto riu sozinho, pensando em mil maneiras de deixá-lo louco de ciúmes.
No final do dia foram pegar a sua namorada no aeroporto...
–- Lucaaaaaaaaas...
Gritou uma garota loira, cabelos lisos na altura do pescoço, um corpo esquelético, igual dessas modelos famosas, olhos castanhos escuros, usava um vestido curto e rodado, sandálias altas e ao lado esquerdo do corpo uma pequena bolsa.
Pulou no pescoço do garoto, num abraço apertado, enchendo-o de beijos molhados. Ele apenas ria com o carinho exagerado, recebido pela namorada, sabia que eram atentamente observados pelo tio e isso o deixava ligado nas menores reações do maior.
Depois de dar inúmeros beijos apaixonados no namorado, a garota finalmente cumprimentou o homem forte e alto, parado perto dos dois, com uma expressão de poucos amigos.
Quando finalmente chegaram ao apartamento do Ian, Lucas tratou de levar a mala da namorada até o seu quarto, onde ela iria dormir enquanto estivesse visitando-o. Ele iria dormir no sofá da sala. Ele e o Ian acharam melhor assim, não seria “seguro” para eles dormirem na mesma cama. Não que ele se incomodasse de dormir agarradinho com o tio, mas não seria nada agradável se a Luana entrasse no quarto e os pegasse em tal situação.
–- Oi Maria. Chegamos. – Disse ao entrar na cozinha, sentindo o cheiro maravilhoso da comida que a sua empregada e amiga preparava.
–- O jantar está quase pronto. Só falta dourar a torta de frango.
–- Mais uma vez obrigada por aceitar ficar até mais tarde só pra fazer esse jantar para a namorada do Lucas. Ele está tão animado com a chegada dela que eu não tive coragem de negar esse pedido.
–- Tudo bem, não tem problema, mas... Não se esqueça que você prometeu que iria me levar em casa depois do jantar.
–- Promessa é dívida e eu com toda certeza vou cumprir.
–- Acho bom. – Disse sorrindo para o amigo.
Ian forçou um sorriso, seu humor estava a cada segundo que se passava mais sombrio, não gostava da maneira como aquela garota faltava devorar o sobrinho, sem o menor pudor.
–- O que aconteceu? Porque está com essa cara? – Perguntou a mulher à sua frente, com a curiosidade falando mais alto.
–- Que cara?
–- Essa cara mal humorada. Porque está assim?
–- Não estou mal humorado. Essa é a minha cara de sempre.
–- Não é mesmo. Aconteceu alguma coisa e você não quer me contar.
–- Está tudo bem Maria. Só estou cansado. Só isso.
–- Sei...
O jantar foi tranqüilo, não teve pegação, o que Ian achou perfeito. Não estava nem um pouco afim de presenciar cenas do tipo. Pra dizer a verdade ele não estava afim de presenciar nenhum tipo de cena entre o seu sobrinho e a loira magricela.
Após o jantar ele teve que se ausentar por um tempo, pois teria que levar a Maria em casa, como havia prometido, mas alguma coisa lhe dizia que não devia deixar aqueles dois sozinhos, não mesmo. “Aquela garota é oferecida demais.” Pensou Ian. Deixando sair um pequeno rosnado pela garganta.
–- O que foi agora Ian. Está bravo porque está tendo que me levar em casa?
–- O que? Não, claro que não. Só estava pensando no que aqueles dois devem estar aprontando sozinhos. – Disse sem conseguir se conter.
–- Deixe os dois aproveitarem o tempo que tem para ficarem juntos, afinal, depois de amanhã ela terá que voltar para São Paulo novamente.
–- Eu sei... mas...
–- Deixa de ser bobo Ian. Até parece que você nunca teve a idade dos dois.
–- É claro que eu já tive e é por esse motivo que estou preocupado, nessa idade fazemos muita merda e eu não quero que o Lucas seja pai aos 16 anos.
–- Ele pode ser apenas um adolescente, mas não é burro Ian. Já sabe se cuidar.
“É claro que o garoto sabe se cuidar.” Pensou. Mas o que ele queria evitar não era bem uma gravidez indesejada, mas sim o processo que leva a uma gravidez.
Quando voltou ao apartamento Ian foi direto ao quarto do sobrinho, o mesmo estava deitado sobre a garota, beijando-a de uma maneira que deveria ser considerado crime, a mão correndo pela coxa da garota. O choque foi tão grande que tudo que ele conseguiu expressar foi um “MAS QUE MERDA É ESSA?”. Gritou, os olhos vermelhos de raiva e ciúmes.
–- Tio Ian... Não é nada do que você está pensando.
–- Não é? Você estava sobre ela, passando a mão por todo o seu corpo e ainda tem coragem de me dizer que não é o que eu estou pensando?! Você prometeu que iriam se comportar, no entanto, na primeira oportunidade que tem, você me decepciona. Se essa garota ficar grávida aqui, a responsabilidade será minha. Entende isso Lucas?!
–- Desculpe. Isso não vai mais acontecer. Prometo.
O ciúme o corroia por dentro, ele estava vendo tudo em vermelho, se pudesse colocaria aquela fedelha no primeiro avião com destino a São Paulo naquele mesmo instante.
Ian saiu furioso do quarto do sobrinho, foi direto para o seu quarto, fechando a porta com força, deixando bem claro que não queria conversa com ninguém, muito menos com um certo adolescente.
–- Nossa! O que foi que deu nele? O que estávamos fazendo não era motivo para tanta irritação. – Disse a garota, com a expressão confusa.
–- Desculpe Luana. Você tem razão, mas ele está furioso é comigo e não com você. Eu havia prometido me comportar, afinal, enquanto você estiver aqui, também estará sob a proteção dele e o meu tio não quer ser o responsável por uma gravidez indesejada.
–- Mesmo assim... Não somos mais crianças.
–- Ele pensa diferente... Vive me tratando como se eu fosse o garotinho de sete anos que pulava de alegria toda vez que ele chegava com um carrinho diferente. Odeio quando ele faz isso, mas de certa forma eu o compreendo. – Fez uma breve pausa. -- Bom! Acho que é melhor eu ir dormir... Amanhã vamos levar você para conhecer a cidade.
O garoto estava prestes a sair do quarto quando foi literalmente atacado pela namorada, mais uma vez. Retribuiu o beijo, embora não com o mesmo ânimo que a garota. Quem ele queria beijar, nesse momento estava no quarto ao lado soltando fogo pelo nariz.
Notas finais
Ficou meio chatinho né?! (ç.ç) prometo que o próximo capítulo vai ser melhor, pois vou ter mais tempo para escrever... aaaaaaaahhh!! A Fernanda vai aparecer no próximo capítulo... kkkkkkk
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Senhores leitores fantasmas... a escritora aqui tem medo de alma penada, por isso que peço encarecidamente que tenham piedade e deixem reviews para que eu não tenha pesadelos a noite... ç.ç
Bom... agora eu vou dormir pq tenho que acordar 4 horas da manhã para ver o Jogo da seleção masculina de Volei... vamos que vamos Brasil... kkkkkkkkkk
bjo bjo bjo
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