E Se Eu Não Voltasse, Você Sobreviveria Sem Mim?
21 Castigo Part 1
Notas iniciais
Sei que demorei um pouquinho, mas o cap é grande e cheio de emoções...
Boa leitura a todos:
SADIE
–Onde você estava, mocinha? – a voz soou áspera, rígida e até mesmo fria. Aquilo, além de causar um arrepio em minha espinha, me deixou assustada; meus avôs nunca usaram esse tom comigo. Não, eu não sou santa. Sim, eles já brigaram comigo antes... Mas nunca assim. Meu corpo não respondia aos meus comandos; minha voz estava presa em minha garganta e minha mente tentava enviar respostas que pareciam não chegar aos meus lábios.
–Eu estava em uma festa. – ser sincera era tudo o que eu conseguiria fazer para ter o meu castigo reduzido, se isso fosse acontecer. Minha voz era baixa e me surpreendi que ao menos tivesse saído. Os semblantes rígidos dos meus avôs entraram em foco; seus rostos eram mascaras mistas de preocupação e raiva.
– E por que não avisou? Você sempre avisa se vai sair, demorar e com quem vai. Não vejo nenhuma desculpa plausível que explique o seu comportamento. – vovô se esforça para conter o tom de voz alto. Sua voz rouca parecia arranhar o fundo de sua garganta, como se ele próprio não quisesse que aquelas palavras escapassem.
– Imagine o tanto que ficamos preocupados! Uma menina tão linda... Sozinha por ai... Sozinha! E nós não fazíamos ideia de onde estava... – vovó parecia à beira das lágrimas. Preocupação, dor, angustia. Isso tudo era visível em seus olhos. Senti uma pontada de dor e raiva. Como eu podia fazer isso com as duas pessoas que sempre estiveram presentes na minha vida? Como eu podia causar esse misto de sensações negativas neles? Isso não era justo da minha parte!
–Desculpa vó... Eu não queria preocupar vocês... – Minha voz continuava em tom baixo.
– Nos conte o que aconteceu. Há dias, talvez semanas, você anda diferente. Nos explique o que houve. – vovô pediu ainda soando rígido; eu não o culpava, ele tinha todo o direito de estar chateado e decepcionado comigo... Mas eu não podia contar nada do que estava acontecendo comigo. Nada!
A causa de não contar nada a eles era Andrea. A vadia era psicótica; faria mal a qualquer um que se intrometesse no seu caminho. Ela disse que faria mal a todos aqueles que soubessem do bilhete e tenho certeza de que ela planeja algo contra nós mais uma vez. Não colocaria meus avôs em risco também. Como se já não bastasse meus amigos... Ela não iria destruir tudo o que eu tenho de mais precioso. Me recuso a deixar que ela os machuque.
–Eu não posso contar... – minha voz não passou de um sussurro muito impotente, mas eles ouviram. A expressão de vovô congelou em rigidez e severidade, sendo que antes sua expressão começava a relaxar.
–Está de castigo. – vovó disse o óbvio.
–Você vai à escola hoje e quando chegar em casa, vai ir direto para o seu quarto. Sem TV, computador, celular ou qualquer outro aparelho eletrônico. Vamos ficar com o seu violão e tudo o que possa distraí-la. – sei o que devem estar pensando; sim eu tenho um violão e sei tocar... Isso me relaxa – Você vai estudar a tarde inteira até a hora em que for dormir. Nada de sair de casa até amanhã à tarde. Vou trancar sua janela e a porta no instante em que entrar. Fui claro?
Involuntariamente, lágrimas subiram em meus olhos; elas ardiam e deixavam minha visão embasada. Eles queriam me isolar de tudo? Não acredito no que eles fariam... Como se já não fosse o bastante o sentimento de culpa e ter de ir à escola; um nó se formou em minha garganta. Engoli as lágrimas da mesma forma que já havia feito antes e me limitei a assentir; eu já não confiava na minha voz.
– Vá para o seu quarto. – vovó mal disse isso e meu corpo recuperou o controle. Passei por eles o mais rápido que consegui sem me importar com as exclamações de dor que isso causou neles. Eles sabiam que eu detestava ficar em lugares fechados; não tenho claustrofobia, mas mesmo assim detesto lugares fechados. Entrei no meu quarto e fechei a porta. Fazia muito tempo que eu não entrava naquele quarto. Joguei meu corpo na cama e passei a refletir sobre os últimos dias.
Minhas pálpebras estavam pesadas e meu corpo exausto. Concentrei minha mente em ficar acordada e no pesadelo que esse dia seria para mim. Que maravilha! Eu tinha duas aulas com a vadia, duas de educação física e uma de inglês. Aff!
Ouvi a porta sendo aberta e passos vindos até mim. Relutante, abri os olhos e me virei devagar. Vovó me olhava com mistos de emoções; estava cansada demais para tentar decifrá-los e cansada demais para ouvir mais um sermão por algo que mesmo que quisesse eu não poderia contar.
– Se veio me chatear com perguntas e dizer que nada do que eu vá dizer justifica o que fiz, poupe o seu sermão e pode ir embora. – fui mais grossa do que pretendia ser, mas o que eu devia fazer? Não poderia contar nada e estava realmente esgotada para ouvir qualquer tipo de sermão.
–Onde esteve? Onde era essa festa e com quem estava? – sua voz tentava camuflar o estrago que a minha havia causado. Que ótimo! Parece que consegui piorar ainda mais a minha situação.
– No Salão do Julgamento. Estava com os deuses e alguns magos, entre eles o Carter e meu tio. O tempo não passa lá, por isso não cheguei cedo e nem avisei vocês. Mais alguma pergunta ou podemos ir direto para o sermão? – mais uma vez soei mais grossa do que gostaria. No fundo fiquei feliz por lembrar desse feliz fato, mas ele não ia me salvar.
Vovó saiu do quarto e por impulso, joguei o travesseiro no meu rosto e sufoquei um grito de raiva e impotência. Quase que rastejando me forcei a chegar até o banheiro, arranquei do meu corpo brincos, pulseiras e outros acessórios, o short jeans e a regata que usava. Antes de qualquer coisa analisei meu corpo no espelho e conclui que eu precisava desesperadamente de um banho frio. Meu corpo quente tremeu ao contraste com a água gelada. Deixei aquele arrepio me manter acordada e lúcida.
Vesti um jeans surrado e uma camiseta com desenhos abstratos em um tom de verde água, causei um tênis qualquer e passei a pentear meus cabelos úmidos e gelados. Minha vontade? Bom eu queria colocar uma calça de moletom e uma blusa bem folgada e me jogar na cama. Se isso ia acontecer? Não, infelizmente não. Peguei minha mochila e desci as escadas. Meus avôs estavam sentados no sofá da sala de estar e me observavam descer as escadas; passei por eles e fui em direção a porta sem nem ao menos me despedir. Minha irritação era muita!
–--*---
Metade do caminho foi tranquilo; caminhava sozinha e ouvindo musica no ultimo volume que os fones permitiam. Nem imagino que musica tocava, mas só sei dizer que era agitada o bastante para me manter de pé. Walt me encontrou um tempo depois, ele parecia bem mais disposto que eu. Que sorte! Compramos dois cafés e voltamos a caminhar.
–Então, qual foi o seu castigo? – ele perguntou achando graça da situação.
–Estou indo para a escola, não estou? Mas fora isso, eles vão literalmente me trancar dentro do meu quarto. Vão tirar tudo o que me distrai e vão me obrigar a estudar.
Tomei um gole da bebida quente e Walt me olhou levemente surpreso.
–Tudo o que te distrai? Como o que? – ele perguntou ainda analisando a ideia do meu castigo.
–Tudo o que seja eletrônico, principalmente o celular... Se bem que se eles fossem se livrar de tudo o que me distrai teriam que se livrar até das paredes. – Walt começou a rir.
–Concordo. Você quando quer se distrai muito fácil.
–Ah fala sério! Qualquer coisa me distrai quando a outra opção é estudar. Isso é fato! – ele riu ainda mais.
–--*---
Assim que chegamos à escola vários murmúrios começaram a correr; provavelmente falavam de nós. É um povo que não tem nada melhor para fazer mesmo! Enquanto íamos em direção aos armários, fomos pegos por uma multidão de carinhas conhecidas. Todos os nossos amigos, meus e os de Walt, estavam nos cercando.
–Para onde vocês foram depois da festa?
– Quando foram embora?
–Por que não avisaram ninguém?
Perguntas assim entre muitas outras. Ecoavam a nossa volta. E as perguntas aumentavam assim como o tom de voz deles também iam se intensificando.
–Hein! – gritei e todos pararam com as perguntas. Quando eu ia começar a responder o sinal tocou e eu sorri marotamente para aquelas varias caras de bobos – Eu conto depois! – exclamações indignadas eram audíveis junto com o som das minhas risadas e as de Walt.
As aulas do dia foram normais... Eu dormi nas duas aulas da vadia e na aula de inglês. Impressionante o quanto os professores me adoram! Nem se deram o trabalho de me acordar, ou não me viram mesmo... Ou eu não escutei nada mesmo; sono pesado... A ultima opção é a mais valida.
Nas aulas de educação física foi informado que se misturaria algumas turmas para praticar basquete. Independente de você jogar ou não, o professor obriga a todos colocar o uniforme; no caso das meninas isso inclui tirar acessórios e prender o cabelo. Sendo assim seguimos para os vestiários. Vesti a blusa amarela super justa e o micro short azul, aquelas meias que iam quase até o joelho e um tênis. O uniforme era até aceitável, mas era muito curto.
Eu e as meninas (tão cansadas quanto eu) saímos do vestiário e seguimos para a arquibancada de cimento; nós não fazíamos muito o gênero atlético. Nenhuma de nós prendeu o cabelo e no meu caso, não tirei os colares. Todos os indivíduos que queriam jogar seguiram para a quadra e começaram a se aquecer. Liz, Emma, Gabi, Milena e eu não trocamos nenhuma palavra; todas exaustas demais até para conversar. É bem provável que tenham dormido nas outras aulas como eu...
Estávamos tão desligadas que nem percebemos as outras salas se aproximando. O típico destino quis que Walt e sua turma aparecessem. Que beleza! Eu estava sem paciência ou criatividade para inventar uma mentira ou contar a verdade. Eles se aproximaram lentamente e abraçaram as meninas por trás; todas se assustaram inclusive eu. Antes que percebêssemos estávamos todos sentados ou deitados de um jeito bem preguiçoso conversando sobre a noite passada.
–E então... Onde vocês foram? — Jake e Miguel perguntaram juntos, quase fazendo coro. Não me contive e ri muito.
– Vocês parecem cansados demais... – Austin deu corda e Thiago completou:
– Como se tivessem ficado acordados a noite toda... – todos os meninos, com exceção de Walt, se entreolharam e sorriram maliciosamente. Eu estava deitada com a cabeça apoiada no colo de Walt e os pés no colo de Miguel. Olhei para cima encontrando o olhar de Walt. Nós dois nos perguntávamos mudamente o que eles tinham na cabeça... Não me contive e ri. Não acredito que pensaram isso de mim e do santinho do Walt.
–Credo! Como vocês são maliciosos... – comentei ainda rindo com Walt e as meninas. Eles não gostaram muito disso... – Mas... Nós fomos para a quadra aberta e depois fomos para outra festa. Só isso. Felizes?
Eles resmungaram respostas que eu não consegui interpretar direito. Eles ficaram um bom tempo conversando sobre assuntos que eu não conseguia entender; meu raciocínio já é meio devagar... Eu com sono então... Deu pra ter uma noção, né? Walt acariciava meus cabelos de uma forma gentil e delicada e que me deixava a cada segundo com mais sono. Meus olhos já estavam quase fechando quando eu senti seus lábios roçando minha orelha. “Pode dormir, se quiser”. Ele deslizou seu dedo sobre meu rosto, acariciando-o e meus olhos se fecharam.
Não, eu não dormi. Isso mesmo. Não consegui já que o menino mais insistente veio nos incomodar. Lion chegou gritando como se algum de nós fosse surdo. Desesperado por atenção, ele nunca conseguiu me ver perto de um menino... Francamente acho que ele tem problemas mentais... Será que isso é mal da escola? Talvez.
– Você tem problemas mentais? – gritei de volta, agora com os olhos abertos. Me sentei ao lado de Walt, saindo de seu colo. Em compensação encostei meu corpo no seu, descansando a cabeça em seu ombro. Walt, por sua vez, me abraçou de uma forma protetora, me acalmando. Ele olhou com raiva para o menino na nossa frente.
–Talvez eu tenha... Nossa! Sadie, querida, você esta exausta. Se quiser pode dormir em um colo decente...
–Ela já estava quase dormindo antes de você chegar. – Walt rosnou respondendo por mim.
–Você não se importa com ela como eu me importo... – Lion começou a retrucar, mas Walt foi muito mais rápido.
–Não. Se você se importasse iria querer ver ela bem independente de com quem. – a voz áspera de Walt me surpreendeu do mesmo jeito que sua fúria no dia em que ele me salvou naquele beco. Lion ficou vermelho de raiva e ia começar a revidar...
–Vai embora! – pedi a ele com a voz mais baixa e calma do que realmente pretendia. Totalmente emburrado Lion saiu, indo para o mais longe possível, mas retornou e olhou diretamente para Milena.
–Me surpreende saber que esta andando, em minha opinião, com fedelhos sem o menor estilo ou berço. – ele disse olhando para meus amigos com desprezo e deixando Milena arrependida das palavras que despejava em cima de nós por anos. Os olhos da menina se encheram d’água e minha paciência chegou ao limite.
– Some daqui nojentinho e vai procurar no lixo alguém que se importe com você e com a sua opinião! – joguei essas palavras como se elas fossem pedras. O menino ficou estático e muito vermelho – Ta fazendo o que ainda aqui? Somo e fique bem longe de “fedelhos” como nós.
–Eu nunca disse que você era...
–Chamou meus amigos de fedelhos. Se eles são eu sou também. Agora faça algo de útil e some da minha frente!
Com ódio e tremendo, ele se afastou. Meus amigos soltaram vivas, bateram palmas e gritaram coisas sem o menor sentido para mim. Afastei-me deles e parei de frente para a nova “fedelha” do grupo. Milena sorriu para mim, murmurou um obrigado e enxugou as lágrimas.
–Sadie. – o professor me chamou e se aproximou de mim – Já que você não esta fazendo nada, vá até a cozinha e traga um saquinho com gelo para a senhorita Marcella que se acidentou. – Olhei para a menina que ontem mesmo tentara me deixar mal, caída no chão e esfregando o tornozelo.
–Claro.
Comecei a me afastar dos meus amigos e segui em direção a cozinha... Do outro lado da escola. Caminhava sem presa; queria deixar aquela menina desfrutar da dor que queria que eu sentisse. Na metade do caminho me senti insegura e observada... Uma sensação de desconforto se apossava de mim... Meu corpo foi violentamente jogado contra a parede; meu corpo cansado, agora estava dolorido. Tentei focalizar minha visão embasada, já que a pancada havia sido forte demais.
Um corpo mais forte que o meu, me apertava ainda mais contra a parede. Meus joelhos fraquejaram, mas o indivíduo me prensou com ainda mais força. Ele segurou com força excessiva meus pulsos... Minha visão entrou em foco e... Lion? Ele tinha uma expressão que fundia o ódio à malícia. Fiquei com raiva de mim mesma por estar cansada e dolorida demais para conseguir me defender sozinha... Detestava ser dependente de alguém!
– Você vai ser minha querendo ou não... – sua voz parecia alterada – Vou ter o prazer de ser o primeiro a explorar esses lábios vermelhos... – ele lambeu os lábios como se a ideia de me beijar lhe desse água na boca. Antes que eu pudesse raciocinar, deixei-me levar pela raiva e as palavras saíram da minha boca como lâminas afiadas em direção ao menino a minha frente.
–O que te faz pensar que será o primeiro? Walt chegou muito antes de você! – seu rosto ficou vermelho e ele apertou meus pulsos ainda mais e forçou seu corpo sobre o meu, me apertando com ainda mais força na parede. Um gemido de dor me escapou dos lábios e mais uma vez meus joelhos fraquejaram; Lion segurou meu corpo com tanta força que achei que fosse desmaiar.
–Me solta! Por favor, Lion... – minha voz soava suplicante e cheia de dor. Não é possível que não existia nenhum ser vivo ali para me ajudar... Walt! Concentrei-me no colar e pude sentir o quanto ele estava inquieto.
“Walt!” chamei-o
“Sadie?” ele pensou.
Um soluço me escapou e ele pode senti-lo junto com um pouco da dor do meu corpo.
“Sadie, o que foi?”
“Me ajuda!”
Não consegui me concentrar em mais nada. Lion tentava beijar meu pescoço enquanto eu fazia o possível para desviá-lo. Ele provavelmente se cansou e voltou sua atenção para meus lábios... Lágrimas de dor, impotência e raiva escorriam pelo meu rosto sem que eu conseguisse controlá-las; minha voz não conseguia sair da garganta... Antes que Lion encostasse em meus lábios, uma pancada violenta o jogou para longe de mim e meu corpo cedeu, caindo no chão.
Minha visão melhorou por míseros segundos e pude ver Walt e Lion em uma briga furiosa. Cada menino tinha um motivo e um ódio guardado dentro de si que era destinado ao outro. Os sons da briga chegaram aos ouvidos das outras salas; professores e alunos chegaram aos corredores; eles cercaram os dois meninos e a mim. Era tanta gente que ficava difícil respirar e minha visão voltou a ficar turva... Fiz todo o possível para ficar consciente, mas me sentia cansada demais para isso.
Alguém me ajudou a me sentar, apoiando as costas na parede. Minha respiração era falha e levemente ofegante. Perguntas me cercavam, mas eu não conseguia entender o que elas significavam; nada fazia sentido. Eu queria saber como Walt estava... Eu precisava saber!
–Mas o que esta acontecendo aqui? – a voz altamente rígida e severa do diretor fez com que todos parassem de falar. O público se afastou e só sobraram dois professores: cada um tentando segurar um rapaz. Walt parou de lutar contra o professor e olhou para mim. O diretor seguiu o olhar dele e me encontrou: provavelmente uma figura pálida e com os olhos cheios de lágrimas cristalinas.
Walt se livrou do professor e veio até mim. Com um simples olhar ele afastou todos aqueles que estavam perto de mim. Ele se ajoelhou ao meu lado e com muito carinho e cuidado me puxou para seu colo. Passei meus braços em volta do seu pescoço e permiti que mais lágrimas rolassem por meu rosto. Ele afagou carinhosamente meus cabelos enquanto me abraçava.
–Os três para a minha sala. – o diretor se afastou e o professor que segurava Lion o seguiu arrastando o rapaz. Cometi o erro de olhar para o lado: Andrea tinha uma expressão assassina no rosto; ela não gostou nenhum pouco de ver dois meninos brigando por mim.
Walt me ergueu em seus braços e se afastou da multidão de alunos.Me aconcheguei em seus braços buscando pelo carinho e proteção que sempre vinham junto dele.
–Sadie... Ta tudo bem? – ele me perguntou com preocupação.
–Não. – tirei uma das mãos do seu pescoço e acariciei seu rosto; sorrindo completei – Mas vai ficar.
Notas finais
:/
Fale com o autor