E Se...? (Cam & Gabbe)
16 Hell Says "Hello"
Notas iniciais
P. O. V. Cam
-“Boa sorte” meu amorzinho... –Sam forçou uma voz aguda e irritante.
O encarei por um segundo antes de estreitar os olhos e sorrir.
-Nós dois sabemos que você só fala isso porque nunca teve uma namorada desde... –Olhei para o alto franzindo os lábios. –Nunca...?
-Eu estou muito ocupado com o trabalho para namorar. –Ele retrucou nervoso e revirando os olhos.
-Que trabalho?
-Ah, vá a merda, Cam. –Sam murmurou.
-Desculpa, cara, mas não dá pra gente passar na sua casa agora. Você aguenta um pouco? –Falei rindo e encarando o garoto, quem tombou a cabeça visivelmente irritado.
-Idiota.
-Desculpe interromper, meu casal gay favorito. –Ouvimos uma voz feminina e familiar. –Mas temos alguns planos a tratar.
Virei a cabeça para encarar a garota. Usava um vestido branco na altura dos joelhos e sapatilhas vermelha de verniz. Seus cabelos loiros e brilhantes adornavam o rosto fino, a franja cobrindo parcialmente os olhos claros que já eram escondidos o bastante pelos óculos redondos. Ouvi o suspiro leve de Sam ao meu lado. É, as irmãs Givens eram realmente lindas.
-Phoebe. –Comecei, me surpreendendo com a mudança em meu tom de voz. –Estonteante, como sempre. –Sorri.
Phoebe suspirou pesadamente antes de cumprimentar Sam com um abraço.
-Cam, galanteador como sempre. –Ela murmurou revirando os olhos.
Me senti na obrigação de corrigir aquilo, estreitando os olhos e afundando as mãos nos bolsos do jeans.
-Não, não na verdade... –Comecei.
-Ele é um cara comprometido. –Sam completou, sem mais delongas e procurando prolongar mais seu abraço com Phoebe.
Esta, uniu as sobrancelhas, contorcendo o rosto delicado e angelical.
-Como assim? Mas... Você não estava com a minha irmã? –Ela disse, a voz aumentando gradativamente.
Sorri largamente colocando as mãos abertas para cima.
-Como as notícias se espalham por aqui, hein?
-Cam, se você tiver feito algo com a... –Phoebe começou, a voz parecendo tremer em gaguejos.
-Ele tá namorando com ela. –Sam a interrompeu colocando as mãos nos bolsos do casaco.
Phoebe olhou de mim para Sam, o olhar incrédulo. O mesmo brilho quebradiço que eu vira nos olhos de Gabbe quando nos encontramos na praia pela primeira vez renascendo nos olhos da irmã.
-Na verdade, não sei se é exatamente um namoro. –Eu disse, tentando parecer indiferente.
-Cala a boca, Cam. –Sam revirou os olhos.
-Só tô dizendo... –Dei de ombros.
-Eu te mato... –Proclamou Phoebe, me interrompendo. – Se magoar minha irmã de novo. Ouviu? E eu não tô nem aí se você é meu chefe ou que diabos for. Eu te mato, Cameron Briel.
-Ouviu, Cam? Sem pressão, mas você tem que se comportar. –Sam disse, desfazendo o ar tenso. Percebi que Sam sempre acaba com o ar tenso, então talvez eu precisasse manter o garoto mais por perto.
-Tá. Tá okay. –Emendei a última frase ao ver o olhar mortífero que Phoebe me lançou. Era quase engraçado ver a garota tentar ser ameaçadora, mas algo me disse que eu não deveria rir em hipótese nenhuma. Nesse caso, o “algo” foi Sam cochichando perto de mim.
-Então... –Phoebe continuou. –Você conseguiu o anjo?
-Não.
Ela suspirou pesarosamente.
-Vamos precisar de um.
-Eu conheço um. –Alguém pigarreou.
Eu e Phoebe nos viramos para Sam, quem estava sorrindo.
-É, é isso mesmo. O sardento aqui conhece um anjo. –Ele estava radiante.
-Sabe se tem alguma chance de este anjo nos ser útil? –Phoebe perguntou, a voz cautelosa.
-Nem se tirassem o fígado dele. –Sam balançou a cabeça sorrindo.
Tá, talvez não fosse tão bom ter Sam por perto.
Notas finais
Beijinhos, Dê ♥
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