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12 Sem vexames (Arco A.N.G.S)
Notas iniciais
Kondo entrou na lanchonete lotada, procurando uma maldita mesa, quando viu o Yorozuya em um de seus típicos momentos ‘‘normais’’.
Gintoki: É claro que isso prova! Se nós tivéssemos o outro autor lá ao invés desse, eu teria uma bankai e cabelo liso.
Kagura: Gin-chan isso só beneficiaria a você, eu continuaria morando num maldito armário.
Kondo: Com licença, eu atrapalho?
Gintoki: Oy gorila a Otae não está aqui.
Kondo: Não é da Otae-san que eu vim falar, é que o lugar está cheio, será que eu e umas pessoas que eu estou esperando podemos sentar com vocês?
Gintoki: Só se pagar dez mil ienes.
Kagura: A vista.
Shinpachi: Parem vocês dois. Claro que sim Kondo-san. Então quem está...
Shinpachi não conseguiu terminar a frase, porque uma confusão na entrada no estabelecimento respondeu sua pergunta. Alguns membros do Shinsengumi rodeavam duas pessoas que tentavam se matar.
Sa-chan: Seu maldito eu já estou cheia de você!
Hijikata: Se continuar a falar essas coisas vou te fazer cometer seppuku!
Sougo: Mate ele Sa-chan você consegue!
Kondo: Ei vocês estão incomodando os clientes.
Todos os membros do Shinsengumi (menos Sougo Hijikata e Sa-chan): Mil desculpas comandante!
Sa-chan: Agora pessoal, escutem bem! Vão fazer as rondas, e não deixem um único alfinete machucar as pessoas inocentes, ok?
Membros do Shinsengumi: Sim vice-comandante!
Sa-chan: Agora vão e me deixem orgulhosa!
Enquanto os outros membros se dirigiam para as ruas de Edo, a garota de cabelos púrpura percebeu quem estava na mesa com Kondo, e já estava prestes a correr para agarrar o amor da sua vida, quando uma mão a impediu.
Hijikata: Sem vexames, você agora tem uma imagem a zelar.
Sa-chan: Tudo bem...
Os dois e Sougo foram até a mesa, e enquanto o garoto sádico expulsou Shinpachi de seu lugar para sentar perto de Kagura, Hijikata e Sa-chan sentaram nos restantes, deixando a garota bem na frente de Gintoki.
Kagura: Sa-chan você é tão legal mandando em todos os ladrões de impostos!
Sa-chan: Você consegue mandar no mais rebelde deles então também merece credito Kagura-chan.
Sougo: Essa pirralha não manda em mim.
Sa-chan: Eu não tinha dito que era você Sougo.
Kondo: Mudando de assunto, porque diabos vocês dois estavam brigando de novo?
Sougo: Essa é a teoria que eu chamo de ‘‘o Hijikata-san é um desperdício de oxigênio e ninguém o suporta’’.
Gintoki observava a conversa sem falar nada, porque uma coisa estava o incomodando: Porque diabos ele ficava com tanta raiva ao ver a kunoichi maluca tão próxima de Hijikata? Pela lógica ele devia estar feliz por ela ter tomado juízo e o deixado em paz, mas no fundo sentia saudade da stalker.
Sa-chan: Gin-san, você está tão quieto, algum problema?
Gintoki: Eu? Não, na verdade eu ando ótimo. Desde que você começou essa brincadeirinha no Shinsengumi eu não tenho que ver sua cara em todo maldito lugar que vou.
Normalmente a ninja amaria ouvir aquelas palavras duras, mas dessa vez elas pareciam tão... afiadas, foi a primeira vez que a garota não gostou de sentir dor, talvez porque essa dor fosse no seu coração.
Sa-chan: Toushi-kun, sabe aqueles relatórios? Pode deixar que eu mesma preencho. Até depois pessoal.
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Já era madrugada no Shinsengumi, e o único motivo para Hijikata estar de pé naquele momento era a impressão de ter ouvido um tique taque estranho em seu quarto. Para uma pessoa normal não ficar no cômodo apenas por essa bobagem seria meio paranóico, mas não quando existia o risco de um certo bastardo sádico ter escondido uma bomba no lugar. Maluquice ou não, o vice-comandante resolveu dar uma volta, até que percebeu que não era o único acordado.
Hijikata: Oy garota o que faz acordada há essa hora? Não me diga que o Sougo colocou uma bomba no seu quarto também?
Sa-chan: Não é nada, só não consegui dormir.
Hijikata: Então porque os olhos inchados?
Sa-chan: Minha lente quebrou e entrou nos olhos.
Hijikata: Sei... Porque não fala a verdade?
Sa-chan: Desde quando se importa comigo Toushi-kun?
Hijikata: Não leve para esse lado, só estou impossibilitado de voltar a dormir. Deixa eu adivinhar é por causa do grande amor da sua vida, o rei dos idiotas.
Sa-chan: Não fale assim do Gin-san!
Hijikata: Tsc você não toma jeito. Foi por causa do que ele disse hoje? Pensei que você gostasse dessas coisas...
Sa-chan: Ser masoquista e não ter sentimentos são coisas bem diferentes.
Hijikata: Foi mal.
Sa-chan: Esquece. Eu só queria que ele conseguisse perceber que não é só minha obsessão, e sim que eu o amo. Mas acho que isso vai ser meio impossível. Bem, é melhor eu voltar pro meu quarto, se alguém nos vir aqui pode pensar coisas inadequadas. Boa noite. (vai embora)
Hijikata tentou absorver as palavras de sua colega, enquanto ouvia uma explosão ao longe, que com certeza vinha do seu quarto.
Sougo: Nossa eu tenho pena da Sa-chan...
Hijikata: VOCÊ ESTAVA AI?
Sougo: Cheguei faz pouco tempo.
Hijikata: Como fala desse jeito normal hein? Foi você que explodiu meu quarto não foi?
Sougo: Isso não é hora de pensar no passado Hijikata-san, não acha que deveríamos ajudá-la?
Hijikata: Você tentar me matar não é uma coisa só do passado seu maldito! Alem do mais, o único jeito de ajudar ela seria colocando um pouco de inteligência e bom senso na cabeça do idiota Yorozuya, e é obvio que isso nunca vai acontecer.
Sougo: Será mesmo?
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