E Se...
5 QUE RAIO DE SONHO É ESSE? (Arco dos sonhos)
Notas iniciais
Gintoki entrou no Yorozuya com os olhos quase fechados, depois de milagrosamente conseguir abrir a porta da frente. Deitada no sofá com a televisão ligada, uma garota Yato dormia desajeitadamente. O samurai desligou a TV e praticamente arrastou a menina para o armário. ‘‘Depois de ficar acordado durante esse tempo todo ainda tenho que tomar conta dessa pirralha? Fala serio, Gin-san precisa descansar para tirar todo o álcool do organismo’’ ele pensou enquanto se dirigia ao seu futon. Depois de apenas encostar o corpo no lugar quente e aconchegante o homem apagou... Pelo menos foi o que pensou, segundos antes de abrir os olhos novamente e se pegar em pé, observando... Ele mesmo dormindo?
Gintoki: Oy,oy o que está acontecendo? Porque eu estou meio transparente? Aquele ali sou eu? Não pode ser! Eu realmente bebi demais. Acho que não custa nada pedir para a Kagura-chan assistir alguma coisa comigo.
Gintoki se dirigiu até a menina ruiva, tentando sacudi-la, mas suas mãos passavam direto.
Gintoki: Kagura-chan isso é uma brincadeira sua né? Pra eu aprender a não beber tanto né? KAGURA-CHAN! Espera, ela sempre teve essa nuvenzinha saindo da cabeça?
Antes que pudesse falar mais alguma coisa, o maluco protagonista foi sugado pela ‘‘nuvenzinha’’. Logo sentiu seu corpo bater em algo duro e abriu seus olhos, se deparando com uma coisa surreal: Tinha caído em cima de uma caixa gigante de sukonbu.
Gintoki: Ei, o que diabos é isso? Porque eu estou numa caixa desse troço esquisito? Porque aquele rio parece ser de ramen? Impossível, será que eu estou num daqueles especiais onde você entra nos sonhos dos outros? Ótimo, mais um clichê... Nós ainda vamos ser processados até não restar nada, eu sei disso... Mas enfim, não custa nada dar uma olhada por aqui...
Em todos os cantos havia comida de vários tipos diferentes, e versões maiores (se é que isso é possível) de Sadaharu. ‘‘Nossa que original. Onde será que aquela pirralha está, talvez ela me diga como sair daqui.’’ Gintoki pensou. De repente chegou a uma parte daquela maluquice que se assemelhava muito ao parque de Edo. Logo avistou sua ‘‘filha’’, conversando com uma certa pessoa, e se escondeu, (já que naquele mundo ele não parecia transparente) para ouvir a conversa.
Kagura: Então sádico, o que você queria me falar?
Sougo: Que eu amo você Kagura-chan. E você também me ama?
Kagura: Sim, mais do que tudo.
Gintoki ficou paralisado. QUE RAIO DE SONHO ERA AQUELE?!? N-não e-era possível, Kagura não podia querer esse tipo de coisa com Souchirou-kun. Mas porque raios eles estavam prestes a se beijar? O Yorozuya saiu correndo desesperado antes que visse mais alguma coisa, e de repente se viu no mundo real novamente.
Gintoki: Ah obrigada Deus por ter me livrado de ver aquilo! Não pode ser! Isso é brincadeira! Ótimo, eu continuo transparente feito um stand. (olha pra Kagura que está abraçando um travesseiro) E É MELHOR VOCÊ NÃO ESTAR PENSANDO QUE ESSE TRAVESSEIRO É AQUELE BASTARDO! Oy, porque tem um balão de sonho saindo do teto?
Movido pela curiosidade Gin-san se deixou ser sugado para mais um mundo maluco dos sonhos, só para confirmar sua teoria: Afinal de contas, quem poderia ser a única pessoa a estar escondida na sua casa a essa hora da noite? Lógico que era a kunoichi stalker Sa-chan. Mas o que esperar do sonho da garota do ente? Chicotes, algemas, talvez alguma coisa a ver com ele... Porém o que Gintoki encontrou era bem diferente, apenas parecia uma das missões de assassinato de Sa-chan.
Gintoki: Mas que...
???: Esperava algo mais maluco? Pois não devia. Sonhos são os lugares onde as pessoas deixam acontecer tudo que elas não têm coragem para fazer na vida real, mas como essa garota tem alguns parafusos soltos e sempre faz o que vem a cabeça, é obvio que seus sonhos não tenham lá um roteiro muito original.
Gintoki: Ah enten... O-O Q-Q-QUE D-D-IABOS É V-V-OCÊ?!?
Yume: Não grite! As pessoas só não te vêem no mundo real, mas aqui elas podem perceber sua presença. Eu sou a guia dos sonhos Yume.
‘‘Yume’’ era baixinha com cabelos rosa e olhos enormes, parecia até uma mascote daqueles animes de garotas mágicas.
Gintoki: E porque eu estou desse jeito?
Yume: Às vezes acontece de alguém ter a oportunidade de explorar os sonhos dos outros. Agora porque não saímos daqui?
Gintoki: Como eu faço isso?
Yume: É só pensar que quer estar fora, desde que não tenha transformado o sonho em pesadelo vai sair facilmente.
Em um instante eles já estavam no mundo real.
Gintoki: Oy, será que eu não posso simplesmente voltar a dormir?
Yume: Não seja tão chato. Porque não vamos dar uma olhada nos sonhos dos seus outros amigos? Garanto que vai valer à pena!
Gintoki: Tudo bem.
A primeira parada foi o dojo Shimura, e Shinpachi foi a vitima.
O sonho parecia à cidade normal de Edo, mas com uma coisa curiosa: Todos estavam usando óculos e se dirigiam para o mesmo lugar.
Gintoki: Oy, porque todo mundo tem Shinpachis na cara? Será que eu entrei no sonho do Shinpachi de verdade, não do porta-óculos?
Yume: Algo me diz que estamos no lugar certo, olha lá!
Todas as pessoas estavam olhando fixamente para o mesmo lugar, onde um conhecido garoto de cabelos pretos estava usando uma coroa e sentado em um trono.
Gintoki: Só pode ser brincadeira.
Shinpachi: Bom dia plebeus. Tragam suas oferendas ao rei.
Gintoki: Oy, porque eles estão obedecendo? E porque o Shinpachi é o único sem um Shinpachi na cara? Esse garoto é tão vingativo assim?
Shinpachi: Agora enquanto tentam me agradar lutando na arena Oito, a rainha Otsuu irá fazer sua sessão de 300 musicas diária.
Gintoki: Ah eu não aguento mais! Quero sair! Quero sair! (volta para o mundo real) Nossa, depois disso eu nunca mais vou conseguir olhar para esse garoto da mesma forma, ele é assustador.
Yume: É incrível o que se pode descobrir olhando os sonhos das pessoas. Vamos continuar?
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