E Se...
3 É talvez seja verdade. (Arco A.R.)
Notas iniciais
Sougo acordou com alguém cutucando incessantemente sua cabeça.
Sougo: Hein, o que diabos aconteceu?
Kagura: Finalmente acordou.
Sougo: China girl? Ei, porque eu estou amarrado?
Iteaki: Ah que bom, já estão todos bem entrosados.
Kagura: O que vai fazer com a gente maldito?
Iteaki: Não seja assim senhorita, a culpa é do pai do seu amigo que não pagou o que me devia.
Sougo: E o que nós dois temos a ver com isso?
Iteaki: Um policial não devia falar desse jeito. Seu dever não é proteger as pessoas? Enfim, você e o Hoshino-kun vão ser ótimos doadores de órgãos, especialmente você que parece em tão boa forma física. Quanto a doce senhorita aqui (toca no queixo de Kagura e fica perto do rosto dela) eu tenho certeza que qualquer homem da galáxia pagaria muito bem para ter sua ‘‘companhia’’.
Sougo: Não encoste nela.
Iteaki: Acho que você não está em uma situação adequada para falar esse tipo de coisa.
Sougo: E eu acho que você está surdo. Eu disse para não encostar nela!
Com um movimento forte dos braços do capitão do Shinsengumi as cordas que prendiam ele se despedaçaram e ele alcançou sua espada, libertando Kagura e o amigo dela.
Sougo: Ei, em que vocês estão gastando o dinheiro que ganham para comprar umas cordas vagabundas assim?
Os três jovens saíram em disparada, e depois de algum tempo conseguiram despistar os vários homens armados que haviam no lugar.
Kagura: E ai qual é o plano?
Sougo: Só atire em quem estiver na sua frente. E quanto a você garoto, já que não está ajudando em nada mesmo, você vai ser a isca enquanto corremos para a liberdade.
Kagura (dá um tapa na cabeça de Sougo): Não fale besteiras!
Hoshino: Mas Kagura-chan, ele tem razão, essa situação toda é minha culpa.
Kagura: Não vá na onda desse sádico imbecil. Você não é uma pessoa má, não merece morrer desse jeito. Além do mais, sua mãe vai ficar muito triste se perder você, então saia vivo por ela. Nós que somos um pouco mais fortes vamos te ajudar, não é mesmo sádico?
Sougo: Eu? Tá, tudo bem, pelo menos o Hijikata-san não vai poder reclamar que eu não cumpri o meu turno hoje. E então, vamos nessa?
Kagura: Certo.
Sougo e Kagura abriram caminho na multidão, distribuindo tiros e golpes de espada. Quando pensaram que estavam livres e viram uma saída, um homem saiu do nada e tentou atacar Hoshino. A garota chinesa não percebeu o ataque rápido, mas Sougo sim, e a única coisa que conseguiu fazer foi entrar na frente do golpe de espada, ficando com um corte em seu peito. Kagura conseguiu derrubar o atacante, um pouco antes de se ajoelhar ao lado do garoto caído, se esforçando para não deixar suas lagrimas aparentes para ele.
Kagura: Você está bem?
Sougo: Não se preocupe. Vamos logo, temos que fugir. Acho que esse foi o ultimo.
Os três saíram correndo até que encontraram um soldado do Shinsengumi fazendo a ronda, que logo os levou para o quartel general. Depois de algum tempo e primeiros socorros, todos já estavam bem.
Hoshino: Então... Okita-san, Kagura-chan eu agradeço por terem me salvado.
Kagura: Se precisar é só passar no Yorozuya.
Sougo: Só fiz meu trabalho. Mais uma coisa pirralho, nós já mandamos alguns homens para prender aqueles caras, mas diga ao seu pai para parar de se meter com esse tipo de gente. Não vale a pena.
Hoshino: Certo. Agora é melhor eu ir, meu pai está me esperando.
Só restaram no cômodo à garota chinesa e o rapaz sádico, e estava tão silencioso que dava para ouvir um alfinete cair no chão.
Kagura: Isso está doendo?
Sougo: Não, já levei piores.
Kagura: Porque fez aquilo?
Sougo: Fala de proteger seu amiguinho? Como eu já disse, isso é parte do meu trabalho.
Kagura: Eu estou falado de nos seguir.
Sougo (corado): Você...
Kagura: Eu vi quando você brigou com o viciado em nicotina. Porque fez tudo aquilo?
Sougo: Sei lá...
Kagura: Por um minuto eu pensei que... Nada esquece.
Sougo: Me diz.
Kagura: Que você... Tivesse ficado com ciúmes.
Sougo: É talvez seja verdade.
Em um movimento rápido, Sougo envolveu Kagura em seus braços, quebrando qualquer distancia que houvesse entre eles. A garota não falou nada, mas também não o bateu ou coisa parecida. Os dois já estavam naquela situação há alguns minutos, quando ouviram as conhecidas vozes de Hijikata e Gintoki brigando bem perto dali, e foi quando Kagura se afastou, mas não antes de dar um beijo na bochecha do rapaz de olhos avermelhados.
Kagura: Fique melhor logo desse machucado certo? Eu vou estar te esperando para brigarmos um pouco.
Shinpachi: Kagura-chan, você está bem?
Kagura: Deixa de drama mocinha.
Shinpachi: Isso é o que eu ganho por me preocupar?
Gintoki: Oy, oy, não nos deixe tão preocupados pirralha. Vamos, seu cachorro idiota passou o dia inteiro atrás de você.
Kagura: Tudo bem. Até depois sádico inútil.
Depois de se recuperar do choque que tinha sido tudo aquilo, Sougo sorriu maliciosamente para o nada. ‘‘garota idiota’’, ele repetiu enquanto tentava sentir algum calor restante no lugar onde os lábios de Kagura tinham pousado. Os lábios da sua garota. Hijikata e Kondo entraram logo depois, tirando o colega de seus sonhos.
Hijikata: Parece que pela primeira vez você cumpriu uma missão sem fazer corpo mole Sougo.
Kondo: E então, conseguiu as informações que eram necessárias?
Sougo: Podemos dizer que sim Kondo-san.
Obviamente o rapaz não estava falando do caso.
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