E Se...
13 Capítulo 13 - Reencontro
Notas iniciais
(Amu)
Ela sentou-se numas caixas que lá estavam e eu sentei-me ao seu lado, esperando ela começar.
- Sabe Amu… Desde o início, eu nunca fui bem com sua cara… Entenda-me, eu estava habituada a ser a menina do irmãozinho, e de repente você chegou, e meu irmão não ligava mais para mim. Ficava todo o santo dia olhando as nuvens pensando em você. – Eu escutava tudo aquilo com um certo espanto, nunca pensei que a Utau algum dia me fosse contar o porque não gostar de mim. – Espero que me perdoe por tudo o que lhe fiz passar. E, finalmente, eu posso dizer que não me sinto mal com você e Ikuto quererem estar juntos. – Ela soltou uma risadinha e eu corei na hora. – E se não fosse por eu te aceitar, pode crer que agora você ia estar nas urgências de algum hospital.
- Eu não duvido disso Utau. – E não duvidava mesmo… Ainda me lembrava de tudo o que ela me fez passar como se fosse ontem.
- Bem, como dizer, vou ser direta… O Ikuto gosta de você, e se por acaso, você o magoar, o mínimo que for, você pode fazer seu testamento. – Ela olhou para mim um pouco como se me avaliasse, e depois respirou fundo. – Mas, Amu, depois de Ikuto ser meu irmão, você é minha amiga, e caso precise de algo é só me dizer. – Eu assenti com a cabeça e fiquei pensando em como ela era bipolar, isso me assustava. – Bem, o Ikuto tem ficado no meu apartamento, isto claro, quando ele decide ir dormir a casa, porque ultimamente ele não tem ido lá. Então se ele não está no meu apartamento, ele está no parquinho onde nos íamos quando éramos pequenos. Então, você já sabe o que fazer, né? Apenas vá atrás dele, lhe dê uma boa surra e o traga de volta ao que ele era antes de toda a confusão começar… Só você pode fazer isso.
Nesse momento eu já estava com lágrimas nos olhos, nunca pensei que Utau, aquela que quase me matara por causa do irmão, estaria agora implorando para que eu o trouxe-se a realidade.
- Utau, obrigado por tudo. Mas eu não sei se posso fazer isso. Utau, eu agora tenho namorado, se aquilo que disse sobre o Ikuto é verdade, o que eu duvido, eu vou ficar numa ruim posição. Eu irei magoar eles os dois.
- Eu não acredito Amu! Mesmo depois de tudo, você ainda se preocupa com coisas como essa? E o Ikuto gosta de você. E, o Ikuto não a vai querer ver em uma situação com uma escolha difícil, portanto não se preocupe, apenas deixe as coisas acontecer. Se você se preocupar com coisas como essas você nunca vai conseguir encontrar o seu verdadeiro eu, pois sempre vai ter medo de arriscar!
Abaixei a cabeça, ouvindo as palavras que tinham a sua quantia de verdade. Utau tinha razão, eu estava fazendo uma “tempestade num copo de água”, eu devia ir atrás do Ikuto, obter os meus esclarecimentos e depois eu logo veria o que iria fazer. Levantei-me num impulso e fiquei de frente para a Utau.
- Você tem razão, irei falar com o Ikuto e mais tarde irei pensar nas consequências. – Abracei-a e comecei a correr em direcção à saída. – Obrigado por tudo Utau!!
E com um pensamento de agradecimento, corri pelas ruas frias de Tóquio em busca do parque da minha infância com Ikuto.
Fui correndo, sentindo o vento cortando minha pele, aquele vento frio da manhã. Chegando perto, senti um arrepio na espinha, eu estava chegando lá...
Parei para recuperar o folego e de repente, ouvi uma doce melodia de um violino, tinha certeza que era ele! Fui correndo ao seu encontro, com lagrimas nos olhos, com auqle sentimneot avassalador de querer abraçá-lo e... E beijá-lo!
-IKUTO! – gritei desesperada. O violino parou imediatamente. Tudo ficou silencioso, aquilo me fez perceber que ele me reconheceu. –Ikuto, se estiver me ouvindo, apareça! – nada via ou ouvia.
Começei a soluçar de choro magoado e falava baixinho seu nome melodioso, como queria que ele aparecesse.
-Amu? – ouvi uma voz grossa e masculina atrás de mim, me virei bruscamente e quando vi, era ele, era meu Ikuto. Não consegui segurar meu sorriso largo e fui abraçá-lo. O impacto foi tão forte que caímos no chão. – ai!
-A-Ah desculpe! – falei corada. Percebi que estava em cima dele! Me sentei no chão.
-Amu... Você está diferente agora... – Ikuto falava sorrindo, mas misterioso. Mas ele também não havia ficado igual, estava bem diferente! Com os cabelos na altura do ombro, mas másculo e alto! Corei.
-V-Você também mudou bastante! Haha. – ri para espantar a vergonha.
-E você mais cheia de curvas! Haha! – ele falou e deu uma gargalhada, corei no monento e dei um tapa na cabeça dele.
-BAKA! PERVERTIDO! – começei a gritar feito louca de vergonha. Ele estava dando gargalhada melodiosas, que eu tanto qeuria ouvir... – s-seu baka... Snif... B-Baka... Snif... – começei a chorar de alegria.
-Calma Amu... te irritei tanto assim? – ele falou com compaixão e me abraçou. – estava com saudades de você, de sua braveza, de sua gentileza... De você... – fiquei estática. Ele estava com saudades de mim, de verdade?! Corei do imediato.
-I-Idiota... Diz essas coisas porque sabe que fico envergonhada! Humf. – bufei, ele deu uma rissadinha sapeca.
-Amu... – ele segurou meu rosto com suas mãos grandes e macias e me olhou apaixonada, corei mais ainda. – você corada fica ainda mais linda, sabia? – seu rsoto foi ficando mais serio e ficamos no silêncio.
Seu rosto foi se aproximando do meu cada vez mais, nossa respiração foi se fundindo e fechávamos os olhos, era um beijo! Eu o queria, eu o queria!
-Nya~!!! — de repente, beijo a bochecha de Yoru, o chara de Ikuto.
-O-O-O-O QUÊ?! – gritei de vergonha.
-Yoru! O que está faznedo?! – Ikuto falou esbravejando ira.
-Desculpe mestre, fiquei curioso! Nya~! – Yoru sorriu sapeca, Ikuto deu um peteleco nele.
-Amu, me desculpe, esse idiota... Arg! – Ikuto flaava bravo. Parecia mais bravo que eu! – quer que eu te leve a sua casa?
-M-Minha casa? – falei pensativa. – sim! Se não incomodar!
-Otimo! Deixe eu te ajudar. – ele segurou minhas mãos, me levantando.
Nosso olhar ficava mais intenso, o que acontecera com Ikuto nesses ultimos anos?
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