E Agora?

19 Capitulo 19 - Segunda Primeira Vez


Notas iniciais
Olá meus amores! Este capitulo demorou eras para sair, eu sei! De acordo com meu planejamento este capitulo seria o ultima, mas eu percebi que ficaria um buraco, algo não preenchido, pensei em fazer uma especial de E Agora?2 ou algo assim. Serio mesmo perdi o sono com essa duvida, mas depois decidi que o melhor a fazer era preencher tudo nesta fic mesmo, nem que para isso eu precisasse alongar mais um pouco. Espero que curtam esse capitulo, e posteriormente irão entender o porquê do acréscimo de capítulos. Obrigada a Viviane que betou este capítulo em tempo recorde, obrigado amiga! Obrigado a todos que entendem a importância de um comentário e doaram um pouquinho do seu tempo para deixar um aqui para mim. Obrigado também a linda Marila que deixou uma linda recomendação aqui pra essa fic. Chega de papo e vamos a fic!!!

E Agora? — Capitulo 19


“Você achou que a gente não fosse se ver nunca mais, não é Camus?”

“Pra falar a verdade achei sim, você foi bem malvado comigo naqueles dias”.

“Eu sei, era medo. Sei lá medo de te perder, medo de enfrentar todos sozinho, medo de não te ver nunca mais”.

“Eu sei, também tive medo Milo”.

“Vamos deixar de conversa e vamos voltar a história, porque se você continuar me olhando assim Camus eu não respondo por mim”.

“Ok, Milo vamos voltar a história”.

“Sim, da mesma forma eu, Milo, em negrito e você, Camus, em itálico, ok?”

“Ok”

*-*-*-*

Eu não estava acreditando!

Milo estava ali!

Eu passei os últimos dias muito triste, para ter uma ideia do meu estado que meu pai não me obrigou a ir com ele na viagem, permitiu que eu fosse na próxima semana quando ele voltaria para os últimos ajustes antes de nos mudarmos.

— Oi. — Eu respondi ao seu cumprimento me aproximando dele.

— Camus, me perdoa... eu fui um idiota. — O Milo pediu com aquela cara de cachorro triste que ele tem.

Meu coração estava disparado.

— Você foi um idiota, mas é o idiota que eu amo. — Respondi antes de me jogar nos braços dele. Ok, eu não sou chegado a estes tipos de arroubos, mas poxa vida.... achei que nunca mais nós fossemos nos ver, e agora ele estava ali pra mim.

O Milo correspondeu ao meu abraço e logo procurou meus lábios, me beijando com paixão.

Quando nosso beijo findou o Milo me olhou nos olhos antes começar a falar. — Não posso dizer que vai ser fácil e nem que essa era uma opção que tivesse pensado algum dia, mas eu não posso deixar você ir pensando que eu não te amo.

Me afastei dele para olhar em seus olhos. — Eu sei que você me ama Milo, mas esse amor é forte o bastante pra aguentar um namoro a distância, por tanto tempo? –Perguntei temendo a resposta dele.

Milo ficou analisando meu rosto antes de responder. — Sabe Camus de certa forma eu acho que te amo desde sempre, eu não sabia, mas já te amava, não acho que esse sentimento vá acabar um dia, mesmo com você longe... eu ainda vou te amar.

Falei com coração aberto, não queria que o Camus fosse embora, mas sei que jamais conseguiria esquecê-lo.

Amar outra pessoa?

Não conseguiria.

Mesmo que eu terminasse com ele, sei que não conseguiria gostar de mais ninguém, então jamais terminaria com nosso namoro, de certa forma acalmava meu coração saber que nós tínhamos um compromisso.

Neste momento fomos interrompidos pela campainha, o Camus foi atender, uma vez que ele estava mais familiarizado com o local que eu.

Era um entregador de pizza.

O rapaz entregou uma pizza grande, uma garrafa de coca cola e um bilhete e saiu sem esperar pagamento.

O Camus abriu o bilhete e eu fui para perto dele, era do meu irmão.

“Maninho e cunhadinho,

Esse é o jantar de vocês, como são menores de idade achamos por bem não mandar vinho, vão ter que brindar com refrigerante mesmo.

Aproveitem a noite, as camisinhas assim como o lubrificante ficam na gaveta esquerda do criado mudo ao lado da cama.

Voltaremos para casa amanhã depois das dez.

Divirtam-se

Ass. Kárdia Scorpion”


— Seu irmão é engraçado, não nos deixa beber nada alcoólico por sermos menores de idade, mas tudo bem se a gente ficar transando até o dia amanhecer? — Camus comentou achando graça.

Eu o olhei e falei. — Eu gostei muito dessa ideia.

— Que ideia?

— Essa de a gente ficar transando até o amanhecer! — Falei sorrindo malicioso para ele, que também sorriu e correspondeu ao meu beijo.

— Estou me sentindo tão adulto, sozinho com você aqui. — O Camus começou.

— E com aquela cama a nossa disposição. — Eu concluí.

— Milo! — Meu ruivo falou rindo virando os olhos. — Eu fico aqui pensando em como o Kárdia conseguiu convencer meu irmão a aceitar isso?

— Ahhhh ele deve ter os meios dele, não é? — Respondi malicioso beijando o pescoço de Camus, que senti se derretendo nos meus braços.

— Vem vamos tomar um banho, eu tô suado da viagem. — Convidei e vi o Camus corar.

— Er... Pode ir, eu espero aqui. — Meu namorado me respondeu sem graça.

— Camus, essa é a última oportunidade de tomarmos banho juntos, comer juntos, dormir juntos... e eu não vou abrir mão de ter você comigo em nenhum momento, ok? — Respondi sério. — Venha, quero tomar banho com você. — Me levantei o puxando pelo braço, o Camus sorriu tímido, caramba, a gente já tinha transado outras vezes, mas essa ia ser a primeira vez que teríamos tempo para fazer sem medos.

Nós fomos andando, e a cada beijo trocado, uma peça de roupa a menos em nossos corpos.

No chuveiro nos beijávamos completamente apaixonados um pelo outro, eu queria cuidar do Camus, proteger e estar com ele para sempre.

Peguei a esponja e comecei a esfregar as costas dele, tendo uma visão privilegiada de sua linda bunda. — Você é tão lindo, Camus. — Falei rente ao seu ouvido esquerdo, vi seus pelos do pescoço arrepiarem, o virei de frente para mim admirando seu corpo.

— Você é que é lindo, Milo. — Meu namorado falou e sorri pra ele.

— Eu sei. — Brinquei e ele sorriu também, mas seu sorriso foi substituído pela expectativa quando ele viu eu me abaixando.

Estávamos duros, afinal éramos dois adolescentes, estávamos nus e nos tocando, não tinha como ser diferente. Olhei para a ereção de Camus salivando levantei a cabeça encarando seus olhos nublados e a boca meio aberta, lambi toda a extensão daquele pau delicioso, ouvi um gemido abafado, Camus estava com a braço na boca para abafar os gemidos.

— Meu amor, estamos só nós dois aqui, hoje quero ouvir todos os gemidos que eu tenho direito.

— Não sei.... Não sei, se é uma boa... ideia Milo... — Ele me respondeu entre gemidos.

Voltei a passar a língua sobre a extensão do seu sexo e me demorei lambendo a cabeça.

— Hunng! — Camus gemeu alto.

Neste momento quase sorri, pois percebi que o Camus já estava completamente entregue. Continuei a lamber em volta e na extensão daquele pau maravilhoso, olhando em seus olhos que estavam nublados de prazer, horas o Camus jogava a cabeça para trás de uma forma extremamente sexy.

— Seu pau é lindo, Camus! — Elogiei antes de abocanhá-lo por inteiro.

O Camus novamente gemeu alto se contorcendo de prazer, mas ainda assim achou forças para ralhar comigo.

— Hung! Não seja boca... ahng... suja quando está se referindo ao meu pênis. — Reclamou meu namorado entre gemidos.

Eu ri com aquele comentário e falei provocativo. — Quero ver você leitar na minha boca com esse seu pau gostoso!

Choramingando Camus apenas respondeu. — Você é indecente, Milo!

Continuei com a felação até que vi o Camus jogando a cabeça pra trás, — Milo para... eu vou...

Eu sabia o que ele estava tentando me dizer, mas continuei assim mesmo, agora com mais afinco, meu ruivo acabou por gozar na minha boca.

Engoli o que deu, ainda ajoelhado em frente a ele terminei de lavar seu sexo antes de me levantar e beijar sua boca apaixonadamente.

Saímos do banho, nos secamos e fomos para o quarto com a toalha enrolada na cintura, eu estava me sentindo tão adulto naquele momento.

O Camus estava lindo com os cabelos molhados, o corpo alvo enrolado naquela toalha preta que destacava sua tez de porcelana.

Segurei a mão de Camus e o guiei para a cama, ali ajoelhado sobre o colchão, olhei em seus olhos e falei. — Camus, hoje é uma noite especial para nós, eu queria que você tivesse uma lembrança forte de hoje.

— Eu vou ter, Milo, essa noite vai ser muito especial pra mim. — O Camus respondeu me cortando.

— Eu sei que vai ser especial por ser nossa despedida, mas quero que seja especial também por outro motivo. — Comecei vendo o Camus me olhar confuso.

— Que outro motivo, Milo? — Meu amor perguntou enfim.

— Quando nós nos amamos pela primeira vez, nada foi combinado, não tínhamos nada programado, estávamos correndo contra o tempo, com risco de seu pai ou o Hyoga aparecerem, mas ainda assim você se entregou pra mim de corpo e alma.

— Aquele dia foi perfeito, Milo.

— Eu sei que foi perfeito, e eu queria que hoje também fosse, perfeito como na nossa primeira vez, então... hoje vai ser nossa primeira vez. — Notei que o Camus tentava assimilar minhas palavras.

— Milo...

— Eu quero me entregar a você, Camus, quero que seja nossa primeira vez novamente. — Falei o olhando nos olhos.

O Camus sorriu e me beijou com ternura.

Eu não estava acreditando no que eu tinha acabado de ouvir, o Milo estava me dando uma prova de amor.

Não que ele precisasse me provar nada, mas o fato dele querer dar esse passo, dele estar pronto pra isso me deixava imensamente feliz, mas não queria força-lo a nada então perguntei. — Você tem certeza Milo? Não precisa fazer isso se não quiser.

Ele me olhou com a expressão mais sexy, peralta e inocente que só ele sabe fazer e respondeu. — Eu tenho certeza, e quero que minha primeira vez nesta posição seja com você, Camus... não sei o que vai acontecer daqui pra frente, eu te amo e quero ficar com você pelo resto da minha vida, mas se isso não acontecer quero sempre lembrar que você foi meu primeiro em tudo, meu amor, meu homem, minha vida.

Eu o olhei tão apaixonado, com certeza meu rosto estava patético.

Me aproximei dele e o beijei novamente retirando a toalha de sua cintura deixando seu lindo membro ereto a minha vista, involuntariamente lambi os lábios com desejo, fiz com que Milo deitasse na cama, apesar da expectativa seu olhar pra mim era sereno.

— Eu vou ser carinhoso com você Milo, prometo. — Falei olhando em seus olhos.

O Milo riu antes de dizer. — Camus, não sou uma mocinha virgem. Ok?

Eu rebati. — Não, mas é um mocinho com isso aqui virgem. — Falei massageando sua bunda, nós dois rimos.

— Milo você tem que me deixar ser romântico, poxa vida. — Resmunguei.

— Tudo bem meu amor, quero que seja carinhoso comigo. — O Milo falou me puxando para um beijo.

— Milo, por favor, esse é o meu momento, ok? — Ralei com ele, porque ele tinha a mania de tomar a frente de coisas como essa.

— Ok! — Meu namorado me respondeu levantando as mãos rendido.

Olhei para ele apreciando seu belo corpo, minhas mãos desceram até o seu sexo e o manipulei ouvindo os gemidos de Milo em seguida.

Tinha a certeza de que estava indo pelo caminho certo.

Passei a língua pelos meus lábios ante a expectativa de sentir o gosto do seu membro ou seu belo pau como o Milo gosta de dizer.

Não fiz como ele que me lambeu antes de chupar, não, eu o abocanhei direto.

Não preciso dizer que o Milo se contorceu de prazer, não é?

— Hunnng...

Ouvi seu gemido.

Enquanto o sugava, sentia seu corpo se contorcendo, e ao mesmo tempo ouvia os seus gemidos despudorados e sem reservas.

Ele realmente estava aproveitando aquele nosso momento sem medos para se soltar.

Ver o Milo se contorcendo de prazer, na minha opinião era um prazer à parte.

Uma das coisas mais prazerosa no sexo oral para mim é essa, o momento em que a gente dá prazer para a outra pessoa, o poder que toma conta da gente em saber que nós somos responsáveis por aqueles gemidos e espasmos.

Eu o observava gemer enquanto sugava seu sexo, atento ao momento em que eu deveria partir para o próximo passo.

Quando me senti seguro para isso, levei meus dedos a boca umedecendo eles com saliva e em seguida comecei a circular meu indicador em sua entrada, sem introduzir, somente massageando. Eu sabia como aquilo era prazeroso e queria que o Milo sentisse tudo que eu sentia.

Senti o corpo do Milo ficar um pouco tenso quando encostei naquela região, mas acho que foi só uma pequena apreensão, pois aos poucos ele começou a relaxar, não demorou para ele pressionar seu corpo de encontro aos meus dedos.

Eu estava nervoso, tinha medo de o machucar e acabar estragando tudo, então procurei seguir meus instintos.

Coloquei um dedo, o vi fazendo uma careta, não desisti, sei que é normal sentir esse desconforto inicial.

Continuei com a felação, era maravilhoso sugar o Milo o ver tão entregue.

Quando senti preparado coloquei o segundo dedo, dessa vez sem caretas somente meu namorado fazendo movimentos circulares pressionando minha mão.

Quando senti que Milo já estava pronto pra mim, sentei sobre minhas pernas, arrancando um muxoxo de protesto por parte dele.

Olhei em seus olhos como que pedindo autorização.

— Eu estou pronto pra você, Camus. — Foi a resposta que ele me deu.

Um pouco aliviado, mas ainda tenso, peguei o lubrificante e a camisinha.

Após colocar o preservativo, passei o lubrificante em mim e depois no Milo.

— Como vamos fazer? — Perguntei esperando o Milo me dizer se tinha alguma posição preferida, ou no caso dele que nunca tinha feito isso como o passivo, alguma que ele tivesse vontade de experimentar.

— Ah, sei lá, vamos no tradicional? —Milo sugeriu ficando de quatro na cama.

Eu estava muito excitado, e ver aquele garoto lindo naquela posição... Só tinha medo de não conseguir me segurar.

— Ai! —Milo gritou no reflexo quando mordi sua nádega direita.

— Desculpe, mas você é muito lindo, não consegui evitar! — Me desculpei.

— Camus, quando falei que você iria me comer, não era neste sentido que eu estava falando! — Milo reclamou sorrindo.

— Então, vamos para o sentido correto! — Respondi o segurando pelas ancas e guiando meu membro até sua entrada.

Seu botão piscou como um convite, me posicionei forçando a entrada, com a pressão Milo chegava o corpo para frente mesmo que involuntariamente.

— Milo, você precisa ficar parado. — Reclamei.

— Mas... E se doer? — Ele perguntou manhoso.

— Não posso prometer que não vai doer, você sabe. — Respondi receoso.

— Tá, vamos fazer em outra posição. — Ele disse deitando na cama de frente pra mim e abrindo suas pernas. — Quero fazer isso olhando nos seus olhos.

Confirmei com a cabeça arqueei meu corpo sobre o seu para beijá-lo na boca.

Estávamos nervosos, mas muito excitados em igual medida.

Me posicionei entre suas pernas e guiei meu membro até seu botão, não antes de passar mais lubrificante no local.

Senti meu corpo pedi passagem, eu introduzia o mais lento que conseguia, fechei os olhos curtindo a maravilhosa sensação de estar entrando no Milo.

Abri os olhos para olhar nos seus, mas o vi com os olhos apertados e uma expressão de desconforto em seu rosto. — Milo...? — Chamei receoso.

— Não para, Camus, vamos até o fim. — Ele respondeu entredentes.

— Mas, estou te machucando? — Perguntei ainda tenso.

— Cala a boca, Camus, e faz o que eu estou mandando! — Foi a resposta malcriada que o Milo me deu.

Então o obedeci, mas fiquei com os olhos abertos prestando atenção redobrada em sua expressão, quando eu estava todo dentro deixei escapar um gemido e falei rouco em seu ouvido. — Quando você tiver pronto, Miluxo
.

Eu estava aguentando a dor de ser partido ao meio com decência, mas quando ouvi o Camus me chamando de Miluxo... tive vontade de xingar e de rir ao mesmo tempo.

Mas, só depois é que fui perceber o que ele estava querendo dizer.

Ao acostumar com aquele pau enorme dentro de mim, comecei a sentir uma onda de prazer, então comecei a mover meu corpo em busca daquela sensação.

O Camus entendendo a mensagem, começou a se mover num delicioso vai e vem, e sentindo meu prazer aumentar comecei a me masturbar, quando ele encostou em um ponto dentro de mim... meu corpo tremeu e gemi.

— Porra... como isso é bom...! — Soltei entre os gemidos e vi o Camus sorrir.

— Venha, vamos tentar outra posição. — O insaciável do Camus pediu me colocando de quatro na cama novamente.

Sinceramente nunca imaginei que um dia eu ficaria de quatro, com a bunda pra cima enquanto era fodido por alguém, mas esse alguém era o Camus, o amor da minha vida e nossa... ele fazia aquilo muito bem.

O Safado conseguiu acertar aquele ponto dentro de mim outra vez e novamente... ele via os espasmos que meu corpo dava em cada acerto dele.

— Caralho, Camus, eu vou gozar, porra! — Falei indo ao delírio.

— Vamos juntos, Milo... — O Camus falou já jorrando seu leite dentro da camisinha ainda estocando seu pau em mim.

Eu fui pouco depois quando o Camus agarrou minha cintura pressionando meu ponto sensível.

— Puta que pariu... que delícia! — Falei jogado na cama com o Camus caído em cima de mim ainda conectados.

Quando o senti saindo de mim reclamei, pois senti uma leve fisgada. — Aí! Esse... Isso dói demais!

— É, eu vi o quanto você estava sofrendo alguns segundos atrás. — Camus rebateu sorrindo, sorri também.

Assim que ele se livrou da camisinha e nós nos limpamos, o puxei para os meus braços.

— Adorei nossa segunda primeira vez.

Ele me olhou sorrindo antes de responder. — Eu também adorei a nossa segunda primeira vez.

Não preciso dizer que passamos aquela noite nos amando de todas as formas possíveis, éramos jovens, tínhamos toda a disposição do mundo, e melhor do que isso, tínhamos privacidade.

Só demos uma pausa no sexo para comermos a pizza que já estava fria.

"Milo é realmente necessário que as pessoas saibam que ficamos nos amando a noite toda?"

"Ah! Qual é, Camus, naquela noite nós fizemos quase todas as posições do Kama Sutra Gay, aliás, naquela noite nós inventamos o Kama Sutra Gay!"

"OK! OK, mas sem maiores detalhes certo?"

"Camus, acabamos de detalhar uma das melhores fodas da nossa vida e você está com vergonha agora?"

"Milo!"

"Que foi, é mentira?"

"Não, mas..."

"Camus, sem mais, vamos para a história."

"Tá, mas vamos pular para o dia seguinte, ok?"

"OK! Mas eu continuo."

Já era alta madrugada quando nós finalmente adormecemos abraçados, naquela noite tive a certeza que queria dormir e acordar com o Camus por toda a minha vida, mas antes disso acontecer teríamos um caminho muito longo pela frente.

...

Acordei com o meu celular tocando ao fundo.

Nossa eu estava morrendo de sono, sorri ao perceber o peso do corpo do Camus sobre o meu e com cuidado tateei o criado mudo em busca do aparelho.

Atendi sem olhar no visor, só queria acabar com o barulho do toque. — Alô.

— Fala irmãozinho! Minha casa está decente? Eu e o Degel estaremos aí em meia hora, por favor troque os lençóis.

Demorei para identificar quem era. Casa? Decente? Só quando o Kárdia falou que estaria lá em meia hora é que me deu o estalo e eu sobressaltei acordando o Camus que me olhou confuso.

— Tudo bem, Kárdia, pode vir em uma hora? — Perguntei para ver se ele me entendia que a casa estava uma bagunça e nós um bagaço.

— Nada feito irmãozinho, quarenta minutos é o nosso limite, temos uma vida adulta para dar continuidade. — O Kárdia falou.

— Ok! Quarenta minutos então. — Repeti o tempo dado para que o Camus soubesse, como previ meu namorado deu um pulo da cama, tenso e nervoso.

— Pelos Deuses! Quarenta minutos? Milo, vamos, vamos! Temos que arrumar tudo. — O meu ruivo falou correndo de lá pra cá.

— A gente tem que trocar os lençóis. — Alertei, se o Kárdia deu essa dica era melhor levar a sério.

O Camus concordou com a cabeça e começamos a correr para limpar tudo, jogar fora as camisinhas, que estavam amarradas, mas jogadas no canto do quarto, trocar os lençóis, colocar os lençóis usados na máquina, lavar a louça.

— Acho que acabamos. — Camus falou olhando em volta, mas havíamos esquecido de um detalhe, ainda estávamos com apenas de cuecas, nós nos olhamos apavorados, pois ouvimos o barulho de um carro estacionando em frente ao pequeno prédio onde nossos irmãos moravam.

Nós olhamos assustados e corremos para colocar uma roupa decente, ou uma roupa qualquer que fosse, vestimos o que achamos e corremos para sentar no sofá no mesmo instante em que a porta foi aberta, tentamos fazer a cara mais natural possível, então, peguei uma revista e comecei a folhar.

Eles entraram.

Degel com semblante sério e o Kárdia sorrindo maliciosamente atrás dele.

Meu cunhado ficou olhando para mim e para o Camus e falou. — Milo sua revista está de cabeça pra baixo, Camus essa blusa está ao contrário, e Milo a camisa do Camus fica muito justa em você.

Eu e o Camus nos olhamos e percebemos que estávamos amarrotados com as roupas trocadas e tudo mais, claro que a gente ficou vermelho, erámos jovens tudo nos envergonhava.

— E aí, conversaram? Se acertaram? — Meu irmão perguntou tentando nos deixar mais à vontade.

Olhei para o Camus e percebi que a gente não tinha conversado muito, não sobre como seria, apenas nos acertamos e matamos a saudade um do outro.

Nós não respondemos, apenas nos olhamos tristes.

Degel se sentou ao lado do Camus e o olhou com ternura. — Sei que não vai ser fácil, mas se vocês se amam de fato, com certeza irão conseguir passar por isso.

— A gente se acertou, mas ainda não conversamos muito sobre como será. — Finalmente respondi a pergunta do meu irmão, Camus me olhou assustado pensando que eu voltaria atrás sobre esperar por ele, mas claro que eu jamais o deixaria, isso nem passou pela minha cabeça.

— Milo? — O Camus me olhou confuso.

— Claro que vou esperar por você, Camus, nem passou pela minha cabeça alguma coisa diferente disso, apenas estava dizendo que a gente não tinha conversado sobre isso ainda. — Respondi a ele, nossos irmãos nos olharam tristes pela nossa situação, mas dispostos a tudo para nos ajudar, isso eu sabia e sentia.

— Milo, tenho que te levar para casa hoje, o Camus vai partir essa tarde. — O Kárdia avisou e meus olhos se encheram de lágrimas no mesmo momento eu e o Camus nos abraçamos e começamos a chorar, eu o beijava e chorava, caramba... aquilo doía demais.

Camus olhou confuso para o irmão que esclareceu. — O papai me ligou ontem dizendo que é pra você ir, ele não vai conseguir voltar para te buscar, ele comprou a passagem para hoje à tarde.

Olhei para o Camus meio apavorado, e o olhar dele não estava tão diferente do meu.

— Façamos assim, o Milo fica e vai com a gente levar o Camus até o aeroporto, o papai não virá te buscar, ele vai esperar você lá. — Degel sugeriu e nós agradecemos ainda teríamos algumas horas juntos.

— Deginho, vamos deixar os meninos sozinhos mais um pouco, eles precisam disso. — O Kárdia falou com o namorado nos revelando o apelido íntimo dos dois, não fosse a situação tão tensa eu teria zoado, mas nem mesmo o Degel se deu conta que seu apelido havia sido exposto para nós.

— Claro. — Meu cunhado concordou e os dois saíram.

— Saber que eu teria que ir embora naquele dia me deixou com uma enorme angústia no peito, mesmo sabendo que o Milo esperaria por mim, mesmo sabendo que a gente não ia se separar doía, meu peito doía, olhei para o Milo e o abracei.

E nós ficamos abraçados por um bom tempo.

— Camus, a gente vai ficar junto, eu tenho certeza disso, temos mais dois anos para que possamos entrar na faculdade, a gente vai ter que fazer o possível para entrar na mesma faculdade. — O Milo falou de seu plano para o futuro e eu concordei.

— Vamos para a universidade de Atenas. — Sugeri e Milo assentiu, novamente nos abraçamos, meu coração doía demais.

*-*-*-*

Estava na hora do adeus, o aeroporto internacional cheio de gente como sempre, já havia me despedido do meu irmão e do Kárdia, mas minhas lágrimas não se seguraram quando cheguei próximo ao Milo, meu namorado me encarou com aqueles vibrantes olhos azuis e disse. — Vamos ser fortes, Camus, tudo vai ser difícil para nós, sempre mais difícil, mas nós vamos vencer, lutar e voltar a ficar juntos, ok?

O Milo não era o líder do time à toa, ele tinha o dom da motivação, de nos fazer acreditar!

— Ok, vamos voltar a ficar juntos, vamos começar a trabalhar para isso a partir de hoje. — Falei determinado e sem se importar que centenas de pessoas poderiam nos ver, nos beijamos em despedida.

— Eu te amo, Camus.

— Eu te amo, Milo. — Nos declaramos assim que findamos o beijo e eu me virei para entrar na área de embarque.

Assim que me acomodei na cadeira do avião, as lágrimas começaram a cair, silenciosas.

Notas finais
Ai meu coração!!! Pois é infelizmente eles vão estar longe, mas não estarão separados, isso já ajuda muito, não é? Como será que vai ser a vida deles longe um do outro? Veremos nos próximos capítulos. E ai curtiram esse segunda primeira vez??? Eu adorei XD Não se acanhem em comentar!!! Grupo das fic no Facebook>>> https://www.facebook.com/groups/1099706026776907/